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00:00O que é isso?
00:34O que torna Valparaíso única é que é uma pequena cidade no meio de um milharal, mas onde podemos pegar
00:42um trem e chegar em Chicago em 34 minutos.
00:46Também podemos dirigir por 8 minutos ao norte e chegar ao Parque Nacional de Dunas de Indiana, na praia.
00:53O centro da cidade é ótimo, as pessoas são amigáveis, é um bom lugar para criar uma família.
00:59Valparaíso nos dá todos os pontos positivos de uma pequena cidade, a sensação de segurança, a sensação de confiança.
01:05Mas aconteceu uma coisa que quebrou essa confiança, uma história que se eu tivesse lido numa matéria de jornal e
01:11visto que foi aqui, não acreditaria que fosse verdade.
01:14Qualquer um que consiga matar outro ser humano é uma pessoa diabólica.
01:20Ai meu Deus, o que está acontecendo?
01:21Era um sentimento horrível saber que alguém estava desaparecido.
01:25Tudo aquilo indicava que não se tratava de um roubo comum.
01:29Aquela foi a primeira vez que eu de fato entendi como eram as pessoas ruins.
01:34Me lembro que o meu marido vivia com a arma carregada.
01:39Eu vivia apavorada com a ideia de que alguém pudesse voltar para me pegar e acabar me matando.
02:05Cidade Pacata Crime Cruel
02:18É...
02:21Essa era a casa dos sonhos da minha mãe.
02:23Eu estava sentada na varanda, na varanda da frente.
02:2821 de julho de 1999.
02:31Eu tinha 12 anos.
02:33Era um dia tranquilo e agradável.
02:35Perto do anoitecer, quando o sol estava sepondo, começou uma tempestade de raios e a minha família e eu sempre
02:44sentávamos na varanda e assistíamos a tempestade chegando.
02:48Então, foi assim que passamos a noite após o jantar.
02:53De repente, por volta das nove, nove e meia da noite, o Robert, o nosso vizinho, chegou em casa.
03:02Ele parou em frente à garagem.
03:06Então, uns minutos depois, ele saiu de casa, veio andando pelo nosso jardim e perguntou se tínhamos visto a esposa
03:14dele, a Lori.
03:18O meu pai e o Robert estavam parados bem aqui, tipo, bem longe, para que a minha mãe e eu
03:24não pudéssemos ouvir o que estava conversando.
03:27Dava para ver na expressão dele que ele estava preocupado com alguma coisa.
03:31Então, o meu pai e o Robert acharam melhor entrar em contato com a polícia.
03:40Emergência, em que posso ajudá-lo?
03:43Parece que a minha casa foi invadida.
03:46Minha esposa não está em casa.
03:48Acho que preciso que o xerife venha para cá agora.
03:51Entendi. O senhor foi roubado?
03:53Eu acredito que sim.
03:55Não tenho certeza.
03:56Encontrei algumas manchas de sangue.
03:58Tem um pedaço de papel com uma coisa escrita.
04:02A minha esposa não está em casa.
04:04E quando cheguei, a porta da garagem estava aberta.
04:07Tem alguma coisa errada.
04:08Aconteceu alguma coisa. Entendi.
04:16Eu era o inspetor de polícia na delegacia do condado de Porter na época.
04:20Eu era o agente mais jovem da agência.
04:23Participava das investigações por uns três ou quatro anos.
04:26Estamos a caminho do local.
04:28A delegacia do condado recebeu uma ligação sobre um possível roubo seguido de sequestro na residência dos Kirkley.
04:35O nome da vítima era Lorraine Kirkley, mas ela é conhecida como Lori.
04:39Os policiais encontraram Robert Kirkley parado em frente à casa.
04:44E ele explicou que ele havia acabado de voltar no seu trabalho em South Bend, Indiana.
04:49Iniciando a investigação.
04:50Foi então que Todd Schellenbarger chegou ao local.
04:55Eu era promotor público adjunto no condado de Porter, Indiana, onde o crime ocorreu.
05:00E daquele dia em diante eu trabalhei intensamente nesse caso todos os dias.
05:09Aquela porta de garagem estava aberta quando Robert Kirkley chegou em casa.
05:14O veículo da Lori, um SUV verde, não estava aqui.
05:18Então ninguém estava em casa e a garagem estava aberta.
05:21Tinha algo errado.
05:22O Roberto ficou preocupado só de ver isso antes mesmo de sair de carro.
05:29Quando ele entrou em casa, uma das primeiras coisas que o Sr. Kirkley viu
05:36foi um pedaço de cartolina colada sobre a escrivaninha da sala da residência
05:41que dizia, uma Magnum 44 está apontada para sua cabeça, dente-se de bruxos.
05:48É o bastante para qualquer um concluir que algo está muito errado.
05:53A casa tinha sido saqueada e havia sinais de luta na cozinha.
05:58Havia gotas vermelhas no balcão que pareciam ser sangue.
06:03E havia uma faca de manteiga dentro da pia com um pouco de sangue.
06:08Robert Kirkley encontrou um envelope pardo caído no chão próximo à porta da frente.
06:12E dentro do envelope havia uma carta.
06:20Ela dizia, Larry, eles vão mostrar a casa às três da tarde.
06:24Espero que seja tudo rápido.
06:26Você precisa entrar e sair rapidamente.
06:28O marido trabalha até tarde.
06:30Não sei a que horas a esposa estará em casa, então se apresse.
06:33Pegue pelo menos um computador, aparelho de som, videocassete, telescópio, bicicletas, joias e todo o dinheiro que tiver na casa.
06:40E entre parênteses estava escrito, a esposa é bonita.
06:43Veja se tem lingerie.
06:45Queime esta carta quando terminar.
06:47Não fale sobre isso num telefone comigo, apenas pessoalmente.
06:51Desculpe pelos espaços após a letra K, mas tive que usar um computador antigo, não o meu.
06:56Boa sorte, Norm Jacobs.
06:58Robert disse que não conhecia ninguém chamado Norm Jacobs.
07:03Ele e a Lori haviam colocado a casa à venda porque queriam se mudar para South Bend, onde Robert estava
07:09trabalhando.
07:10Havia uma caixa da imobiliária na porta da frente e nela ficava uma cópia da chave para que o corretor
07:16pudesse acessar a casa.
07:19No andar de cima, o quarto principal tinha sido saqueado.
07:24As roupas íntimas da Lori estavam espalhadas pelo chão, as colchas na cama estavam reviradas, a caixa de joias havia
07:30sido basculhada.
07:31Mas até então ele não sabia dizer se faltava alguma coisa na caixa de joias.
07:36Robert descobriu que o computador tinha desaparecido do seu home office.
07:41E depois também descobriu que o telescópio tinha sumido e que havia recortes de revistas pornográficas coladas na parede de
07:50um dos quartos da residência.
07:52Quem faria uma coisa desse tipo?
07:55Isso não é normal.
07:56Em minha carreira, eu nunca vi um roubo onde algo assim tenha sido feito.
08:03Todos os policiais que trabalhavam no caso tiveram que focar inicialmente em Lori Kinkley, como ela era.
08:09Ela poderia ter fugido?
08:12É muito raro que um crime desse tipo seja cometido por um estranho da vítima.
08:17Isso normalmente acontece em menos de 1% dos casos.
08:20Geralmente, em crimes assim, a vítima mantinha um contato frequente com o seu home office.
08:29Começamos investigando o marido.
08:31Toda vez que uma esposa desaparece, nós temos que determinar se o casal passava por algum problema no relacionamento.
08:40E foi o que fizemos inicialmente.
08:51Naquele dia, eu vi a Lori chegando do trabalho, como sempre.
08:56Eu lembro muito bem.
08:58E também lembro de vê-la entrar na garagem.
09:02E alguns minutos depois de vê-la chegar, eu lembro de ver a Lori no banco do motorista, saindo com
09:10um carro da garagem.
09:12Eu não me lembro de ter visto alguém dentro do carro com ela.
09:18A polícia me perguntou se eu tinha visto alguma coisa estranha.
09:22E eu disse a eles que, no dia anterior, minha melhor amiga e eu saímos e tinha acabado de parar
09:28de chover.
09:29Então, eu vi um homem andando de bicicleta.
09:35Ele passou bem na nossa frente e estava molhado.
09:40Mais ou menos aqui.
09:42Ele veio da garagem da Lori e seguiu reto, deu a volta.
09:48Ele ia e voltava, dando voltas no quarteirão.
09:51Eu acho que ele ficou dando voltas por cerca de uma hora.
09:55Ele não parou, ele não sorriu, ele não acenou.
09:59Quando ele passou, eu diria que ele estava a uns três metros de distância da gente.
10:10O mistério se intensificou.
10:13Os investigadores descobriram que outro roubo havia ocorrido na cidade em fevereiro de 99.
10:19E não foi um roubo comum à fábrica.
10:23Foi muito, muito estranho.
10:25Alguém invadiu a casa dos Kirkley e deixou coisas para trás.
10:30Deixou uma colagem de fotos que eram de uma mulher que não estava completamente vestida.
10:35E alguns itens foram levados, mas não itens de valor que normalmente ladrões levam de uma casa.
10:41Só itens aleatórios.
10:43Roupas, as gavetas de roupas íntimas foram vasculhadas.
10:57Quando nós chegamos, o Robert parecia não ter ideia do que havia acontecido com a esposa dele.
11:05Mas naquele momento, não podíamos descartá-lo de ter envolvimento no desaparecimento da esposa.
11:11Procuramos por mais provas.
11:14Por exemplo, quem ataca alguém com uma faca de manteiga?
11:17Sabe, pela faca de manteiga, manchada de sangue e o bilhete convenientemente deixado na porta da frente
11:24para fazer parecer que foi um roubo minuciosamente planejado.
11:30Não é assim que acontece.
11:32Eles não invadem casas por peças íntimas femininas.
11:36Eles não levam uma TV e um videocassete.
11:38Parecia que alguma coisa terrível tinha acontecido com a Lori.
11:43Não é assim que acontece.
12:17Eu passei a minha vida inteira aqui em Valparaíso.
12:22Na adolescência, eu morei em um pequeno bairro daqui.
12:30Devia ter mais ou menos umas 100 casas.
12:34Esse pequeno bairro era cercado por um grande milharal.
12:39O meu melhor amigo tinha um lago.
12:41Então, todos íamos lá para nadar, caçar girinos e coisas assim.
12:53Quando criança, a gente tinha autorização para ir a qualquer lugar que quiséssemos.
12:57Íamos de bicicleta.
12:59Se o tempo estivesse bom, com certeza estávamos na rua.
13:04Eu sempre amei morar aqui.
13:06Era um lugar tranquilo.
13:07Era bom.
13:08Não esperávamos que algo ruim acontecesse.
13:10Só uma bola de sorvete?
13:12Duas bolas?
13:14Casquinha.
13:16Eu lembro de ter ouvido boatos.
13:18As pessoas diziam que, talvez, o Robert fosse o cérebro por trás do desaparecimento da Lori.
13:27Eu me lembro de querer defender o Robert.
13:32Muito bom.
13:33Em nenhum momento eu pensei que o Robert poderia ter feito mal para a Lori.
13:43Pronto, entra, vai.
13:46Algo assim nunca tinha acontecido em Valparaíso, Indiana.
13:49Então, boatos começaram a circular.
13:53Muitos moradores fizeram todo tipo de suposições que ela tinha fugido contra o homem ou algo assim.
13:59Era muito doloroso ouvir tudo aquilo.
14:03Eu dizia para as pessoas, vocês estão loucos, não sabem do que estão falando, não conhecem a Lori.
14:09Então, parem com isso.
14:11Esses rumores são só rumores, não é verdade.
14:13Eu não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que não aconteceu.
14:18Porque eu conheci a Lori.
14:22A Lori, o marido dela, o Robert, é quem chamávamos de Bob, eram nossos vizinhos.
14:27Eles se amavam muito e nunca, nem por um segundo, eu duvidei de que se amavam.
14:34O Bob foi promovido no trabalho e eles estavam se preparando para se mudarem para South Bend.
14:40Estavam animados com essa mudança, seria um novo capítulo em suas vidas.
14:44Eles queriam formar uma família, ficamos felizes porque sabíamos que a Lori seria uma mãe excelente.
15:00Todo mundo que leu os jornais entendeu que alguma coisa grave tinha acontecido e que as probabilidades eram muito ruins.
15:12Parando para pensar, a cena do crime era uma loucura.
15:15E eu fiquei surpreso enquanto cobriu o caso sobre o quanto aquela história era estranha.
15:22Lori era uma ciclista ávida.
15:24Ela pertencia a um clube de ciclismo chamado Crank Club.
15:28Na verdade, ela era a presidente do clube.
15:32A polícia descobriu que uma vizinha da Lori viu um ciclista próximo à casa dela e que ele parecia suspeito.
15:40A polícia recebeu essa informação e começou a investigar.
15:47Quando trabalhamos num caso como esse, nós sempre investigamos parentes próximos da vítima, amigos próximos.
15:54Estávamos atrás de pistas significativas.
15:57Entramos em contato com os sócios do clube e perguntamos se havia sócios do sexo masculino com os quais ela
16:04poderia ter tido problemas
16:05ou se os sócios tinham problemas uns com os outros.
16:11Nos falaram do Samuel Montgomery.
16:13Nos contaram que ele estava passando por um divórcio bem conturbado.
16:19Que a ex-mulher dele e o novo namorado dela também eram membros do Crank Club.
16:24E o Samuel pensava que os membros do clube estavam tomando partido em seu problema pessoal.
16:33Ele tinha muitos ataques de raiva naquela época.
16:36Até que ele chegou ao seu ápice.
16:40Em um dado momento, ele foi acusado de tentar atropelar o namorado da ex-mulher enquanto ele andava de bicicleta.
16:50E a Lori, como presidente do clube, teve que registrar uma queixa formal no clube contra o Samuel.
16:57E o que aconteceu naquele dia?
16:59Será que o homem desconhecido andando de bicicleta pela vizinhança era o Samuel?
17:16Interrogamos o Samuel sobre os incidentes.
17:19Ele admitiu que durante o período do divórcio ele agiu feito um idiota.
17:25E admitiu o ocorrido que levou Lori a escrever o relatório.
17:30E ele indicou que não tinha nenhuma animosidade contra a Lori, que ela fez o que tinha que ser feito.
17:36Ele também nos apresentou um álibi, uma testemunha, que confirmou o seu paradeiro no período do desaparecimento da Lori.
17:43Então, naquele ponto, ele não era mais um provável suspeito.
17:48Durante o interrogatório, Samuel nos disse que havia outro membro chamado William Johnson, que provavelmente deveríamos investigar.
17:57Ele nos disse que ouviu o Johnson fazendo um comentário muito estranho para uma das sócias do clube de ciclismo.
18:04E ao interrogar outros membros do clube, recebemos a mesma informação de que, em um ponto, William abordou uma das
18:13outras mulheres no clube e perguntou se ela queria ter relações com ele.
18:18Então, ele se aproximou de uma segunda mulher no clube e perguntou como sua virilha se sentia depois de uma
18:24pedalada.
18:24Devido a essas declarações e do seu comportamento no geral, ele foi expulso do clube.
18:31Imediatamente, isso despertou o nosso interesse, já que esse homem fez várias insinuações sexuais contra as mulheres do clube de
18:41ciclismo.
18:48Começamos a receber denúncias de vários cantos da cidade.
18:52Havia mais coisas acontecendo aqui do que a cena do crime nos sugeriu.
18:58Uma mulher que morava no mesmo complexo de apartamentos que William Johnson nos disse que William abordou e perguntou se
19:06ela podia entrar em contato com a polícia e dar um álibi falso sobre o seu paradeiro na noite do
19:11desaparecimento da Lori.
19:13Então, isso colocou William Johnson no topo da nossa lista de principais suspeitos.
19:30Em 99, eu era enfermeira no departamento de reabilitação cardíaca com a Lori.
19:35Era um departamento pequeno, então trabalhávamos juntas o tempo todo.
19:40E tivemos tempo suficiente para nos conhecer.
19:44Nos dávamos muito bem.
19:46Ela era muito inteligente.
19:47Ela sabia exatamente o que precisava fazer para que o trabalho fosse excelente em sua função como enfermeira de reabilitação
19:54cardíaca.
19:56Naquela época, havia seis enfermeiras.
20:01E também tínhamos um fisiologista, David.
20:05Ele sempre nos ajudava.
20:08Às vezes, não ajudava.
20:11Em alguns momentos, ele se tornava muito amigável e nos ajudava, sabe?
20:17Fazendo coisas, contando piadas para a gente.
20:19Mas eu tinha a sensação de que talvez ele se sentisse incomodado.
20:28Na quinta-feira, 22 de julho, eu estava me preparando para o trabalho.
20:32Uma colega me ligou e ela disse,
20:34Eu só quero que você saiba, antes de chegar aqui, que a Lori está desaparecida.
20:41Eu queria saber o que estava acontecendo.
20:44Eu me sentia impotente porque eu não tinha ideia do que poderia ter acontecido, onde ela estava.
20:52A polícia nos interrogou e fizeram muitas perguntas e um deles pediu que eu contasse quando foi a última vez
20:59que eu vi a Lori.
21:01A última vez foi antes da aula de ginástica da tarde.
21:06Ela e nosso fisiologista, David, estavam se preparando para a aula, eu acho.
21:12E a Lori estava com uma expressão estranha no rosto.
21:15E em um momento, a Lori olhou para mim como se quisesse dizer alguma coisa.
21:21Me dizer alguma coisa com um olhar.
21:23E eu perguntei, aquele cara está mexendo com você de novo?
21:27E então ela simplesmente se virou e não...
21:31Ela não respondeu.
21:35Em muitos momentos, a Lori me perguntou,
21:38Uma coisa sumiu, você viu?
21:40Eu o deixei bem aqui, mas desapareceu.
21:44Alguém estava zombando dela, sabe?
21:48Tentando fazer com que ela achasse que estava perdendo as coisas.
22:01Muitos membros do clube de ciclismo, ao prestar depoimento, falaram que...
22:07O William Johnson era uma pessoa estranha e tinha atitudes estranhas com as mulheres do clube.
22:11Atitudes desconfortáveis e que devíamos interrogá-lo urgentemente.
22:17Ele parecia muito nervoso enquanto falava conosco.
22:21Ele disse que havia deixado o clube em novembro do ano anterior.
22:26E que não via a Lori desde maio daquele ano.
22:30Ele não tinha nenhuma informação sobre ela.
22:33E quando questionamos se ele poderia apresentar um álibi para a noite em que a Lori sumiu,
22:38ele não forneceu nenhuma informação sobre onde estava, o que estava fazendo,
22:42ou qualquer pessoa que pudesse comprovar onde ele estava.
22:45Mas não havia nenhuma prova de que ele já tivesse estado na residência do Skirkley.
22:54Então, continuamos atentos às provas que pudessem ter alguma relação com ele.
23:09O bilhete achado na casa parecia uma pista potencial do envolvimento de corretores de imóveis.
23:16Por isso, preparamos um encontro com o Larry Hitz e o Norm Jacobs em sua corretora para discutir o caso.
23:27Nossos detetives foram interrogar os dois cavaleiros e como executivos da empresa.
23:32Eles, de fato, não tinham conhecimento de todos os seus inquilinos.
23:36Era uma empresa muito grande.
23:37Eles nunca tinham ouvido falar dos Skirkleys.
23:40Eles não trabalhavam diretamente com o público.
23:42Os dois conseguiram nos dar álibis sobre onde estavam na noite do desaparecimento.
23:47E eles nos deram acesso aos computadores e impressoras para compará-las com a letra da carta que foi encontrada
23:55na casa.
23:55Quando compararam as letras da carta com a impressão feita pelo computador deles, não eram compatíveis.
24:02Ficou comprovado que nenhum dos dois teve alguma relação com o desaparecimento da Lori.
24:08Então, nós passamos a nos perguntar por que alguém se arriscaria tanto para ensinar um roubo e um sequestro em
24:16potencial.
24:24Enquanto o Robert estava sendo interrogado pelos detetives,
24:29a delegacia do condado nos notificou sobre os restos queimados do que parecesse um Ford SUV neste milharal aqui.
24:38Desde o início, os policiais enviaram um alerta na intenção de localizar o paradeiro do carro da Lori, um SUV
24:45verde.
24:46Encontrar o caso era de suma importância para o caso.
24:50Não havia placa e o número de identificação do veículo havia sido apagado no fogo.
24:55Um dos nossos investigadores, que já havia trabalhado num caso semelhante, foi até o milharal e ele notou logo de
25:01cara
25:02um padrão de chamas dentro do veículo que indicava que foi usado um acelerador.
25:06Ao examinar a área, eles encontraram um galão de gasolina que havia derretido com fogo.
25:12Então, começaram a verificar a área em busca de um possível corpo, mas não encontraram.
25:16Logo depois, o carro foi examinado e encontraram o número de identificação do veículo e ficou comprovado que era mesmo
25:23o veículo da Lori.
25:25O sequestrador deixou para trás cápsulas deflagradas dentro do veículo.
25:31O que aquilo significava?
25:32Será que queria desviar o foco da investigação?
25:35Ou era uma pista de que a Lori foi assassinada com uma arma de fogo?
25:40A pessoa responsável por este sequestro deixou bilhetes insultando os investigadores, insultando a família da vítima.
25:49E ele não se contentou, ele foi além, ele se livrou do veículo, o queimou e deixou ali para que
25:54os investigadores o encontrassem.
25:56Como isso aconteceu?
25:58Como alguém em nossa comunidade sequestra uma pessoa, dirige um veículo até o milharal e o queima?
26:04Um veículo que todo mundo sabe que toda a cidade estava procurando.
26:10Como ele fez isso?
26:19Eu estava indo para casa depois espalhar cartazes sobre o desaparecimento e recebi uma ligação da nossa secretária.
26:26E ela disse que o carro da Lori havia sido encontrado e que ele foi queimado.
26:31Eu perguntei se ela estava dentro do carro e a secretária disse que não.
26:36Eu fiquei muito aliviada.
26:38Enquanto isso, o nosso colega de trabalho, o David, ligou e conversou com minha filha de 13 anos para saber
26:44se eu estava sabendo de alguma coisa.
26:46Quando cheguei em casa, eu liguei para o David e disse a ele que o carro dela tinha sido encontrado.
26:51E ele disse, isso não parece nada bom para ela.
26:54E eu disse, não perca a esperança, eles só queriam se livrar do carro.
26:57Ela ainda pode estar segura.
27:06Naquela época, eu já era repórter há 12 anos e depois fui repórter investigativo por mais 10.
27:12Esse crime abalou a comunidade.
27:16Onde quer que eu fosse, as pessoas me perguntavam sobre o caso e isso foi o único.
27:20Pistas surgiam às dezenas, se não às centenas.
27:24Entravam em contato por sentirem um odor forte ou por algum barulho estranho que pensavam ter ouvido.
27:29Mas quando vimos a área onde o veículo foi encontrado queimado, aquilo era uma prova real, tangível.
27:38Aquela podia ser a grande chance que a polícia precisava para talvez resolver o caso.
27:44E então, o caso teve uma reviravolta.
27:51Então, lá estava eu sentado na sala de estar quando criança, 12 anos de idade.
27:56A minha mãe pediu que eu jogasse o lixo fora.
27:59Lembro que fiquei bem irritado com aquilo porque eu queria sair para brincar com os amigos.
28:05Aí eu peguei o lixo e andei em direção à lixeira.
28:08E quando eu estava chegando, olhei para baixo.
28:11Eu vi um saco plástico transparente.
28:13E enquanto eu jogava o lixo fora, com o canto do olho, eu vi um envelope que dizia...
28:21Por favor, dê isso ao senhor Kirkland.
28:23Diga que a esposa está desaparecida.
28:25Então eu larguei o saco de lixo.
28:28Fiquei um tempo parado, olhando para aquele bilhete.
28:31E olhei para ele de novo e pensei...
28:33Pensei assim...
28:34Tem alguma coisa errada.
28:40Esse é o bilhete que estava no envelope que eu encontrei.
28:44É a primeira vez que eu vou lê-lo.
28:47Caro senhor Kirkland, sinto muito por sua esposa.
28:51Ela voltou para casa enquanto ocorria o roubo.
28:53Ela não cooperou, mesmo com uma Magnum 44 apontada para a cabeça.
28:58Quando o agarrei e tentei cobrir a boca dela, ela mordeu a ponta do meu dedo.
29:05Eu não tinha a intenção de matá-la, mas infelizmente tive que fazer isso.
29:09Você nunca encontrará o corpo.
29:11Diga aos policiais que o caso está encerrado.
29:18Isso é assustador.
29:37A delegacia recebeu uma ligação de uma mãe preocupada.
29:41que relatou que o seu filho, de 12 anos, achou uma sacola ao lado de uma lixeira
29:47que poderia ter ligação com o caso do desaparecimento da Lorraine.
29:55Naquela época, a minha mãe não queria que eu soubesse da real importância do que tinha encontrado, sabe?
30:02Da carta ao lado da lixeira.
30:04Eu estava na sétima série.
30:05Acho que eu nem sabia que existia maldade naquele nível.
30:14Esse é o conjunto habitacional onde o jovem encontrou um saco plástico no chão próximo à lixeira.
30:21No início pensamos se tratar de uma brincadeira, que era só alguém tentando chamar a atenção no caso.
30:27Não era brincadeira.
30:28Dentro daquela sacola, tinham itens pessoais que pertenciam a Lori Kirkley.
30:32O chaveiro que tinha a chave do SUV que estava desaparecido e um tênis de ciclismo que pertencia a Lori.
30:39Esses dois itens foram mostrados ao Robert Kirkley e ele confirmou que pertenciam a Lori Kirkley.
30:45Então, soubemos que aquela carta foi escrita pelo verdadeiro sequestrador e que dizia o que havia feito com ela.
30:51Ela está morta.
30:53Desista da investigação.
30:54Vocês nunca encontrarão o corpo.
30:56Nunca irão solucionar o caso.
30:59Nenhuma impressão digital foi achada na sacola.
31:02Os detetives vasculharam o conjunto habitacional.
31:05Ninguém relatou ter visto alguém próximo à lixeira colocando qualquer coisa no chão ou algo parecido.
31:11Então, no fim, não tínhamos nenhuma pista.
31:16Para mim, a pessoa que estava fazendo tudo aquilo, estava tentando nos controlar.
31:23Era como se ele quisesse que aceitássemos tudo o que ele dizia para que nós encerrássemos o caso.
31:33Com tantas perguntas, sem resposta, decidimos chamar novamente as pessoas mais próximas da Lori para um novo depoimento.
31:40O marido, Robert, foi chamado e ele se ofereceu para passar pelo teste do polígrafo.
31:48O agente que conduziu o teste disse que o Robert parecia estar tentando controlar sua respiração.
31:54O que pode sugerir manipulação.
32:00Não tenho ideia se ele estava tentando controlar a respiração ou se estava terrivelmente preocupado com a esposa, entende?
32:07Mas, no meu entendimento, falhou no polígrafo.
32:11No fim do interrogatório, ficou claro que era fisicamente impossível que ele estivesse em casa durante o período em que
32:21o sequestro aconteceu.
32:23Os polígrafos são falhos, por isso os tribunais não o reconhecem como prova.
32:28Eles medem as mudanças na respiração de uma pessoa, a temperatura corporal, os batimentos cardíacos.
32:36Mas, Robert estava visivelmente abalado sobre o que aconteceu com a Lori.
32:41O que pode afetar essas funções biológicas.
32:45Naquele momento, Robert foi inocentado de qualquer suspeita no caso.
33:01A reviravolta, no caso, surgiu quando uma mulher relatou que conhecia a pessoa que fez o primeiro roubo.
33:11Quando a senhora entrou na delegacia, eu vi que se tratava de uma das treinadoras de natação do meu filho.
33:17Então, foi bem tranquilo conversar com ela.
33:19Durante o interrogatório, ela disse aos investigadores que descobriu alguns itens desaparecidos na casa dela.
33:26A TV, o videocassete e a câmera haviam sido roubados.
33:32Era o ponto de virada que esperávamos.
33:34Foi mesmo incrível que ela tenha conseguido denunciar o marido.
33:41Os investigadores conseguiram um mandado de busca e então vasculharam toda a casa, mas não encontraram provas tangíveis.
33:47Até que um dos investigadores notou a existência de um sótão na casa.
33:52E o motivo de não ter encontrado a entrada do sótão foi porque, além de um cômodo secreto, ele também
33:58tinha uma entrada secreta.
34:03Quando os investigadores entraram no sótão, viram que as paredes estavam cobertas de imagens pornográficas.
34:09Foram cortadas de revistas e coladas na parede de uma forma parecida como as fotos foram coladas na parede da
34:16residência da Lori Kirkley no primeiro roubo.
34:20Identificamos o principal suspeito.
34:22Ele não era um ciclista.
34:24Era um colega de trabalho da Lori Kirkley, que trabalhava lado a lado com ela.
34:29Era um homem chamado David Malinsky.
34:32As pessoas com quem ele trabalhava não conheciam esse lado sombrio do Malinsky, mas estava lá.
34:38Nós tínhamos que localizá-lo imediatamente.
35:00David Malinsky foi levado para interrogatório.
35:04Ele era colega de trabalho da Lori Kirkley em um centro de reabilitação cardíaca.
35:09Ele era um fisiologista no mesmo local onde a Lori Kirkley era enfermeira.
35:13Ele tinha a possibilidade de observá-la, saber onde ela morava e o que ela estava fazendo durante o dia.
35:20E ele disse aos investigadores que ele foi responsável pelo primeiro roubo na casa da Lori Kirkley e que eles
35:27estavam vivendo um caso.
35:30Pode me explicar qual foi o seu propósito em cometer aquele roubo?
35:34O seu propósito era fazer o marido da Lori pensar que vocês tinham um caso?
35:39Acabar com o casamento deles.
35:41Era o que queria que acontecesse?
35:43Era o que ela queria que acontecesse.
35:45O David começou a contar uma história mirabolante.
35:48Ele disse aos investigadores que ele e a Lori estavam tendo um caso extraconjugal há cerca de seis meses.
35:54O que aconteceu para que ficassem juntos?
35:57Ela disse que não estava feliz com o casamento dela.
36:01Era mais um relacionamento físico do que qualquer coisa.
36:04Eu ainda amo a minha esposa.
36:06Ele estava tentando convencer a polícia que a Lori queria fugir de casa.
36:10Que não amava o marido dela.
36:12Que não estava satisfeita com a vida que tinha.
36:15Quando na verdade era o oposto.
36:16Eu sei que David e Lori não estavam tendo um caso.
36:20Eles eram amigos.
36:21A Lori amava o Robert.
36:23Eles tinham um relacionamento incrível.
36:25E ela era muito dedicada à família.
36:29O David afirmou que juntos planejaram e executaram os dois roubos na casa.
36:36Para preparar o cenário para o sequestro da Lori em julho.
36:41Mas afirmou que não saiu de casa.
36:44Que não estava pronto para fazer aquilo.
36:46O que aconteceu em seguida?
36:48Tivemos uma discussão.
36:51Ela questionou se eu faria ou não.
36:56Está falando em deixar sua esposa e fugir?
37:01Isso.
37:02O que aconteceu depois?
37:04Ela disse que iria embora.
37:06Que iria sumir.
37:07Ela disse para onde ir?
37:08Não falou.
37:10Durante o interrogatório do David.
37:12Os investigadores viram um curativo no dedo médio da mão direita dele.
37:16Quando retiraram o curativo e olharam.
37:18Viram o que parecia ser marca de mordida humana no dedo dele.
37:23No bilhete que foi encontrado ao lado da lixeira.
37:26O autor disse que a Lori havia mordido a ponta do seu dedo durante a luta.
37:30Você chegou a ferir a Lori?
37:32Não, não feri.
37:32Algum talo físico?
37:34Não, senhor.
37:36Sabe onde está a Lori agora?
37:38Eu não sei.
37:40Malisky foi preso, acusado inicialmente pelos dois roubos.
37:43Sabíamos que ele podia se safar dessas acusações.
37:46Não podíamos deixar que isso acontecesse.
37:48Então tivemos que tomar uma grande decisão.
37:50Iríamos seguir em frente e acusar o David de homicídio sem ter o corpo da vítima.
37:59Quando fui informada que o David havia sido preso, eu fiquei chocada.
38:04E então, eu pensei, será que eles se enganaram?
38:10Mas quando parei para pensar, o David costumava mexer com a Lori durante o trabalho.
38:16Era a única pessoa que fazia sentido.
38:21Enquanto estava na prisão, o David disse a dois detentos que estavam sendo liberados
38:26à localização de algumas fotos, Polaroid, que ele disse que se por acaso a polícia as encontrasse, ele estaria morto.
38:33David aprendeu a lição.
38:35Não há honra entre ladrões.
38:37Depois que ele contou aos dois companheiros de cela sobre as fotos, eles se apresentaram à polícia
38:43e nos ajudaram a encontrar as fotografias.
38:48As fotos mostravam uma mulher amarrada e sendo abusada sexualmente dentro do quarto principal de David Malinsky.
38:57Ela foi identificada como Lori Kirkley pelo seu marido.
39:02Nós pegamos as fotos e as enviamos a um patologista.
39:06E com base em seus conhecimentos, ele declarou que a Lori possivelmente estava morta.
39:13E essa foi uma prova extremamente poderosa que, mesmo sem a recuperação do corpo da Lori,
39:18provou que a Lori havia morrido.
39:29O supervisor da Lori testemunhou no julgamento que David Malinsky sentia muita raiva da Lori
39:35por ela fazer determinadas funções no trabalho que eram sua responsabilidade
39:40e que ele acabou perdendo uma promoção no trabalho para a Lori e ele ficou com raiva da Lori por
39:45causa disso.
39:45Por isso que ele invadiu a casa dela, para assustá-la ou puni-la.
39:51Quando fui chamada para depor, eu disse a mim mesma que não ia olhar para o David Malinsky.
39:59Mas eu olhei.
40:01Eu fiquei apavorada porque tive que testemunhar que ele era o homem que eu tinha visto
40:06andando de bicicleta na frente da garagem da Lori e do Robert.
40:11Aquilo exigiu muito planejamento.
40:14Ele roubou o controle da porta da garagem e fez uma cópia.
40:18Deixou a caminhonete dele num posto de gasolina próxima à casa da Lori,
40:23andou de bicicleta até a casa dela e esperou que ela chegasse.
40:29Quando ela chegou em casa, ele a atacou.
40:32E por meio de ameaças, ele a colocou em seu próprio carro.
40:36Colocou a bicicleta dele no carro dela e então seguiram para a casa dele,
40:40onde todos os outros eventos horríveis do caso ocorreram.
40:57Quando saí do tribunal no fim do julgamento,
40:59me sentindo feliz por termos feito tudo o que conseguimos até aquele ponto,
41:03mas ainda queríamos recuperar o corpo da Lori para a família dela.
41:08A família dela precisava dessa resposta.
41:11David não prestou mais nenhum depoimento até aquele momento,
41:14mas eu senti que, como David e eu cursamos faculdade juntos,
41:18talvez ele concordasse em conversar comigo.
41:21E acabamos tendo uma longa conversa.
41:24Ele disse que estava possuído por um espírito maligno
41:27e que tinha conseguido se livrar dele ao se voltar para Deus.
41:33Acho que ele queria confessar,
41:35mas também acho que ele queria manter a possibilidade de um apelo em aberto.
41:38Então, o David se recusou a dizer onde a Lori estava enterrada.
41:51Em 2005, o David teve uma crise de consciência
41:56e chegou um ponto em que ele chamou os policiais e decidiu falar a verdade.
42:02E ele disse que queria ajudar a polícia a recuperar o corpo.
42:06Ele acompanhou os investigadores até a propriedade do pai dele,
42:10uma propriedade rural.
42:11Chegamos ao local, eles cavaram e encontraram o corpo dela
42:15a um metro e meio de profundidade.
42:17A autópsia mostrou que ela morreu por estrangulamento.
42:20O corpo foi devolvido à família
42:22e foi enterrado ao lado dos pais dela e de outros parentes.
42:26Foi um caso muito sombrio.
42:29Alguns estudiosos nos disseram que,
42:31só de olharem tudo o que aconteceu e a forma como foi feito,
42:35eles disseram que, se não tivéssemos prendido o David,
42:39possivelmente ele teria se tornado um assassino em série.
42:52Isso é muito triste.
42:54Saber que alguém teve a vida tirada desse jeito
42:57por um indivíduo no qual confiava,
43:02alguém com quem trabalhava lado a lado.
43:04É simplesmente devastador saber que alguém a quem ela considerava um amigo,
43:09um colega de trabalho,
43:11pudesse ser tão cruel assim.
43:14Isso é assustador.
43:17Acho que o meu pai foi quem melhor descreveu a Lori.
43:22Ele a descrevia como exuberante.
43:24Todos esses anos, 21 anos depois,
43:26eu sempre penso na minha amiga Lori.
43:29Eu acho que nunca existiu alguém que tinha um sorriso tão bonito
43:33quanto o que a Lori tinha.
43:35Ela sempre estava feliz.
43:38Versão Brasileira Audiocorp
43:46A Lori tinha um sorriso tão bonito.
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