O vereador Rafael Satiê e a influenciadora Bárbara Hannelore vieram mostrar que o "amor" da esquerda pelos pobres é mais falso que conversa de bebedouro na firma. Satiê explicou por que os "intelectuais" do Leblon tremem quando veem um preto de terno e Bárbara bota o dedo na ferida: só acho que vai deixar algumas pessoas transtornadas, viu?! Tem até bastidor de conversa com Bolsonaro e a promessa de que 2026 vai ser mais agitado que o grupo de WhatsApp do STF… é ano de Copa, galera! Uhuuuuu… ah, não… é sobre as eleições, óbvio.
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DiversãoTranscrição
00:00Eu queria perguntar pra Bárbara, quando virou essa chavinha aí, que você viu que a esquerda não era esse amor
00:05todo
00:06e não era essa proteção toda, a pessoa que não tem oportunidades, como eles gostam de dizer,
00:13como que foi ao seu entorno, assim, teve preconceito, o que que rolou quando você saiu disso daí
00:20e falou, não, eu vou seguir meu caminho por esse lado que eu tô vendo que é assim que eu
00:24posso prosperar.
00:25Sim, esse processo de prosperar enquanto eu ainda me declarava esquerdista, ele aconteceu, mas eu vivi essa relação paradoxal
00:34entre buscar aquilo que eu queria saber que dependia de mim e ainda continuar esquerdista justamente pelo medo
00:40eu tinha muito medo de falar a realidade, a verdade do que eu tava sentindo.
00:45Em 2018, eu tive uma briga muito feia com meu marido, ele já era monarquista, ele também vem da federal
00:51aí ele já votava no príncipe, já ia nas reuniões de segunda-feira na Casa Imperial, assim, cara super cabeça
01:00ele já tentava me mostrar o que tava acontecendo, mas cara, eu tinha muito medo de que se o Bolsonaro
01:07ganhasse
01:07ele ia matar todos os pretos no dia seguinte. Eu fui essa pessoa que eu acreditei nisso, de verdade, assim,
01:12de tanto que eu tava envolvida.
01:13Que loucura, mano.
01:14Então, quando eu comecei a me posicionar, sim, eu tive um afastamento de todo mundo que era da esquerda.
01:21De todos, assim, amigos eu já tava mais afastada justamente porque eu vim pra São Paulo, eu sou de Minas
01:26Gerais de Belo Horizonte.
01:27Então, eu já tô em São Paulo desde 2016. Então, essas relações com amigos que eram da faculdade, amigos que
01:33crescemos juntos,
01:34essas relações já estavam distantes. E o pessoal do empreendedorismo digital já são pessoas posicionadas à direita.
01:43Então, esse impacto, inclusive, familiar, assim, e de amigos, eu não tive.
01:47Agora, ataques eu tenho muito.
01:50Até hoje.
01:51De gente, de vídeo, isso aí é muito.
01:54Do tipo, como que sim, que você é uma mulher preta?
01:57Como que você vai se posicionar? Como que você vota na direita?
02:00Que isso é um absurdo, que você não tem consciência de classe.
02:03Só que, pra mim, hoje, isso é muito claro, porque eles utilizam do instrumento de manipulação emocional o tempo todo.
02:10E um dos instrumentos é justamente esse do núcleo, né?
02:15Você sai, ao sair, você é apedrejado, porque eles querem que você volte.
02:22Se você não tiver muito blindado com isso e pronto pra poder, de fato, fazer essa travessia e fazer essa
02:27ruptura,
02:28cara, você volta.
02:29Porque, realmente, eles vêm pra cima.
02:32Na cabeça deles, a gente não pode...
02:35É bem absurdo, mas aqui, eles vêm a gente, eles vêm a gente no programa e falam...
02:41Ah lá, os que antes eram criado mudo, agora estão lá falando.
02:45Porque eles já banalizaram até criado mudo, entendeu?
02:48Você também, os caras enchem o saco, ou, Satie?
02:50Bom, já enchiam mais o saco, mas desistiram, né?
02:53Acho que por razões óbvias, né?
02:54Aqui é a porrada seca o tempo todo, Emílio.
02:56Não dá pra ficar abaixando a cabeça pra essa gente, cara.
02:58O tempo todo, essa galera tentando colocar a gente dentro de uma caixa.
03:01Não, você é o preto de alma branca.
03:03Você casou com uma mulher loira.
03:04Você...
03:05Caraca, velho.
03:05Então, peraí, não posso falar denegrir?
03:07Não posso usar um terno?
03:08Então, assim, é loucura.
03:10Essa galera já desistiu.
03:12Eu vivo esse embate muito hoje na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
03:15Então, assim, toda oportunidade que eu tenho pra falar, eu falo disso, eu me posiciono.
03:19Porque tem outros atrás, cara.
03:21Tem uma pade menor de favela que olha pra mim e me vê como referência.
03:24Eu não posso me entristecer.
03:25Se for pra chorar, eu choro em casa com a minha esposa.
03:28Então, é olhar, é levantar a cabeça.
03:30Porque eu nunca neguei o racismo, Emílio.
03:32Eu nunca neguei o racismo no Brasil.
03:33Ele não é um país racista.
03:36Mas no Brasil tem racistas.
03:38Ué, como tem em qualquer lugar do mundo.
03:40E tá tudo bem.
03:41Fazer o quê?
03:42A gente vai conviver com essas pessoas.
03:43Eu vou ter que...
03:44Eu vou matar essas pessoas?
03:46Vou tacar fogo nessas pessoas?
03:47Eu já tive situações que eu senti um certo preconceito com a minha pessoa.
03:53Em diversos momentos.
03:54Mas eu preciso ser bem resolvido comigo mesmo.
03:56Eu não preciso da maneira comportamental do Daniel ao meu lado pra determinar o que eu vou ser naquela mesa
04:02ali.
04:03Se eu entrei num restaurante, cara, é porque eu tenho dinheiro pra pagar.
04:05Se eu entrei numa loja com a roupa custa um valor ali interessante, é porque eu tenho dinheiro pra pagar.
04:10E tá tudo certo, tá tudo bem.
04:11Agora, dizer que o Brasil é um país racista,
04:14você coloca todos os brancos numa condição de opressores.
04:18E a coisa não é assim.
04:19Eu tenho diversos amigos brancos.
04:20Eu tenho diversos amigos pretos.
04:22Então, assim, a esquerda meio que desistiu de entrar nessa pauta sentimental comigo.
04:26Porque não tem jeito.
04:27E eu ousa dizer.
04:28O Brasil, o racismo é diferente da América.
04:30Na América, nos Estados Unidos, por exemplo...
04:32Posso falar América, né?
04:33Não tem mimimi, não, né?
04:34América, né?
04:35Beleza.
04:36Nos Estados Unidos, por exemplo, o racista é um cara que arma apontada na tua cara.
04:39Cara, você sabe quem é o racista.
04:40Você sabe que o bairro você não pode ir.
04:42Você sabe as músicas que você pode ouvir.
04:44Tem tembrão que não pode falar nigga em determinados lugares nos Estados Unidos.
04:47Que é muito mal interpretado.
04:49No Brasil, não.
04:50No Brasil, o racista é um cara com arma apontada pra tua nuca.
04:54Às vezes, ele é um esquerdista que ousa e que jura defender.
04:57E dizer que vai tacar fogo no racista.
04:59Às vezes, ele é o próprio racista, meu irmão.
05:01Então, assim, eu não sei mais em quem confiar.
05:03Quando eu olho, eu já fico muito preocupado.
05:06Quando eu olho esses caras militando o tempo todo.
05:08Igual aquele cara lá, o Lázaro Ramos, né?
05:10Foi tentar passar...
05:11É, ele fez um racismo com ele mesmo.
05:13É, foi passar na migração dos Estados Unidos.
05:16Eu sabia que isso ia acontecer.
05:17O quê?
05:17Que você seria entrevistado?
05:19Até o Daniel Zuckerman, que é rico.
05:20A galera trava ele lá, meu irmão.
05:22Pelo amor de Deus.
05:23Vai pra salinha.
05:23Vai pra salinha.
05:24Ô, judeu, vai fazer o que aqui?
05:25Segura onda aí.
05:30Aquilo lá é muito legal.
05:31Que loucura, cara.
05:32O racismo com ele mesmo.
05:34Ou seja, mano.
05:35O auto-racismo.
05:36O cara rico.
05:38Bem casado.
05:38Casado com a Thaís Araújo.
05:40Uma preta por bonita.
05:41Bem sucedida.
05:42O cara gigante.
05:44Mas com complexo de inferioridade.
05:46Se não mudar na mente, irmão.
05:48Vai morar no Leblon e vai pendurar a roupa na janela.
05:51Se não mudar a mente.
05:53Vai morar no Jardim Paulista.
05:55Então, mas...
05:55É isso, irmão.
05:56Mas você acha que é isso que a...
05:59Vamos chamar a esquerda faz?
06:01Ela tentar manter aquilo lá só pra ter o voto ali a cada quatro anos.
06:07E manter a...
06:08Manter essa...
06:09Não deixar prosperar.
06:11Porque quando você prospera, que é o que a gente chama de classe média.
06:14Certo.
06:14Sim.
06:15A classe média...
06:16O terror deles.
06:16A classe média, ela não tem aquele negócio do opressor e o oprimido.
06:20Por quê?
06:20Porque ela se livrou daquilo.
06:22Ela fala, puta, eu tenho condição.
06:24Eu tenho condição de ter minha casa, meu carro, meus filhos estão bem.
06:27Tá tudo bem comigo.
06:28É isso.
06:28Então, aí, não fica...
06:30Ela não fica nesses polos.
06:31Refém.
06:32É, não fica refém.
06:33E é isso que eles não querem.
06:35Lógico.
06:35É o óbvio que eles não querem.
06:36A gente não quer emancipação intelectual, né, Bárbara?
06:38Não, de forma alguma.
06:39A gente não quer emancipação financeira.
06:40Foi por isso que o presidente da república disse.
06:42O cara que ganha acima de cinco mil reais não vota mais na gente.
06:45Foi o Lula que disse isso.
06:46Ele declarou isso.
06:48Então, cara, de fato, querem aprisionar as pessoas, né?
06:51O tempo todo.
06:52O tempo todo.
06:53E um dos instrumentos que eles utilizam como manipulação, porque sabemos, sim,
06:58aqui alguém é contra falar a verdade de que existe a desigualdade social no Brasil?
07:04Não.
07:04Isso é fato.
07:05Agora, eles utilizam da manutenção da pobreza no Brasil, porque o Brasil é riquíssimo.
07:12Isso já poderia estar de outra forma há muito tempo.
07:14Não fosse o aparato da esquerda no governo.
07:17Sim, mas eles usam isso.
07:18O opressor.
07:19Isso é até o opressor e o pobre.
07:21Exatamente.
07:21O malvadão sempre tem.
07:23Outra pauta que tem é em relação às mulheres.
07:25Porque esse governo teve uma baixa, uma queda de 14%, segundo o Datafolha.
07:30As mulheres não estão confiando mais no governo de esquerda.
07:34Exato.
07:34E tem alguns assuntos relacionados a isso.
07:36Que é inflação, que também abaixa a popularidade desse governo.
07:40O que você acha que você que teve que se despertar?
07:42Por que as mulheres também não estão mais aprovando o governo de esquerda atual?
07:46Para mim, elas estão acordando para o que está realmente acontecendo.
07:51Outra coisa que elas, e isso está mais latente agora, principalmente com esse movimento Ele Não,
07:57que é onde temos um homem biológico que usurpou o lugar das mulheres numa comissão.
08:02Então, cada vez mais, por mais que, ah, mas isso é recente, Bárbara.
08:07Não.
08:07Se a gente for pegar as últimas pesquisas e a de algumas semanas atrás, você vai ver que já teve
08:11um pico.
08:12Por quê?
08:13Porque uma coisa é aquilo que o governo vende para a população, para a mulher.
08:17Uma outra coisa é aquilo que de fato acontece.
08:20Então, quando a mulher tem o retrato do que o governo realmente está fazendo com ela,
08:27ao permitir que um homem biológico usurpe o lugar de uma mulher em uma comissão,
08:33ela está falando, então, não tem realmente alguém me protegendo.
08:35E aí você pega um projeto de lei que estava para ser aprovado ontem à noite em regime de urgência,
08:42que eles escondem.
08:44Gente, eles são mestres na estratégia de ilusionismo, né?
08:49Eu levanto a mão aqui, mas eu estou fazendo isso daqui.
08:51Então, eles falam, não, é o PL da misoginia, enquanto aqui eles estão redefinindo o que é mulher.
08:56Então, eu acredito de fato que as pessoas estão começando a entender isso.
09:01Eu não sou uma pessoa que vai falar assim, igual o PT, ele já fala que o...
09:06E já trato o brasileiro como burro, eu não.
09:08Eu trato o brasileiro de igual para igual.
09:11Eu acredito que eles são muito inteligentes.
09:12Eu acredito que se nós tivermos a forma de levar essa comunicação,
09:16de utilizar dos artifícios que eles conhecem,
09:20que eles conseguem fazer as elucubrações mentais deles para entender,
09:25eles vão ver.
09:26E isso está ficando cada vez mais nítido para mim nesse governo.
09:29Então, para mim, isso vai se refletir cada vez mais
09:32e a próxima pesquisa vai mostrar uma baixa muito maior.
09:35Porque o que eles vendem não se concretiza.
09:38E isso está ficando claro cada vez mais nesse governo.
09:40Ô, Satia, você é um dos mais votados lá no Rio.
09:44Você vai ser pré-candidato?
09:46Bom, vamos lá.
09:46Todo mundo pergunta isso aí, eu nunca avisei, nunca falei.
09:49Mas já que eu estou no pânico, né?
09:50Qualquer hora que a gente vem aqui, né, meu irmão?
09:52Porque agora já tem os pré-candidatos.
09:53É, agora já tem os pré-candidatos.
09:55Vamos lá.
09:55Uma vez eu estava na casa do Bolsonaro e ele perguntou para mim,
09:57E aí, negão? E aí, Satia?
09:59E aí, Satia?
09:59É, é, é, é.
10:01Satia?
10:01E aí, né?
10:02Exatamente isso aí.
10:03E aí, Satia?
10:04Vamos sair aí ou não?
10:05Não, aí eu fui bem modesto, fui bem humilde com ele.
10:07Falei, ele falou, ei, vai querer o quê?
10:09Na eleição.
10:10Falei, não, eu sou seu soldado, estou à tua disposição.
10:12Ele, meu irmão, que negócio de ser seu soldado?
10:14Fala o que você quer, estadual ou federal?
10:15Eu falei, eu quero ser federal.
10:17Aí ele disse, ó, Satia aí é federal.
10:18Como é que ele falou aí?
10:19Então, aí, ó, põe aí.
10:20Satia vai sair para federal aí, tá vendo?
10:22Bom, então eu anuncio aí, ó.
10:24Pode deixar, posso anunciar?
10:25Anuncia aí, então, pô.
10:26Pré-candidato aí, tenha a minha benção aí, Satia.
10:30Vai ser, viu?
10:31Vai ser bom federal, pré-candidato aí, tá avisado aí para todo mundo aí.
10:34Ó, Emílio, ó, Rafael Satia, não falei para ninguém até agora,
10:38é pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
10:41Exclusivo.
10:42É, a gente tem que ocupar os espaços.
10:43As minhas pautas sempre foram pautas nacionalizadas.
10:46As eleições municipais de 2024,
10:48eu tive uma grande dificuldade de municipalizar essas pautas.
10:50Pô, como é que você vai falar, pô, de Lula numa eleição
10:53onde se trata de Rio de Janeiro?
10:55É óbvio que o Lula é tão ruim que ele estraga todo o país.
10:57Então, dava para falar nesse caso.
10:59Mas eu tive uma dificuldade.
11:00Mas mesmo assim, nós conseguimos ganhar.
11:03Nós fomos um dos mais votados dentro do partido.
11:05Não fui um dos mais votados da cidade do Rio de Janeiro.
11:07O Carlos Bolsonaro, por exemplo, fez 130 mil votos.
11:10O mais votado da história da cidade.
11:12Bom, mas dentro do partido eu fui, sim, um dos mais votados.
11:15Hoje a gente tem um trabalho...
11:16E você é um dos mais atuantes lá.
11:18É, as pessoas falam isso.
11:20A gente tem feito um trabalho com muita intensidade, sim,
11:22na Câmara Municipal, no Rio de Janeiro.
11:25E, graças a Deus, esse trabalho tem se reverberado em todo o Brasil.
11:28A Câmara Municipal do Rio, modéstia à parte,
11:30ela já é uma grande caixa de ressonância,
11:32na minha concepção, a melhor Câmara do Brasil, tá?
11:35Não porque eu sou carioca, porque eu estou no Rio de Janeiro.
11:37Mas porque o Rio foi capital do Brasil.
11:38Não só do Brasil, mas capital do Império.
11:40Então, isso permanece.
11:41O Rio de Janeiro, ele ainda é o centro nervoso político do Brasil.
11:45Brasília é um conjunto de prédios lá, com ministério.
11:47Mas quem decide as coisas, tá no eixo do Sudeste.
11:50Ainda é Rio de Janeiro, ainda é São Paulo, Minas Gerais.
11:53Nada contra os outros estados, mas ainda permanecemos na República do Café com Leite.
11:56Digamos assim.
11:57Então, veja, o Rio de Janeiro tiveram alguns exemplos ruins,
12:00como o Gabriel Monteiro, que aconteceram algumas coisas lá,
12:03que agora tá sendo inocentado.
12:05Exemplos ruins, eu não digo da pessoa do Gabriel,
12:07mas do sistema que aconteceu, do que ocasionou ali...
12:09Que loucura aconteceu com ele.
12:11Não é o Gabriel, que é o cara ruim, mas o que aconteceu pra tirar o mandato dele.
12:15Uma coisa muito ruim que aconteceu na Câmara Municipal do Rio de Janeiro,
12:18o caso da Marielle Franco também.
12:21O Rio de Janeiro, ele é a vitrine do Brasil, é melhor.
12:24Não adianta, irmão.
12:25São Paulo é bacana, o PIB tá aqui, o papel tá rodando aqui,
12:28mas o Rio de Janeiro é a capital do Brasil.
12:30O Rio de Janeiro é a vitrine do Brasil.
12:31Então, o Carioca, ele olha pro mandato de um vereador com projeção nacional.
12:36E por essa razão, o nosso trabalho, ele tem ganhado realmente uma projeção nacional
12:40para além do trabalho político, o trabalho na comunicação também
12:43e, evidentemente, o trabalho cultural que a gente vem fazendo.
12:47A gente precisa ocupar os espaços, primeiro no lançamento do livro
12:50Capitalismo é Favela e agora, no lançamento do livro
12:52O Mínimo sobre a Favela, que também é uma forma
12:54da gente ocupar os espaços no campo cultural.
12:56Por isso que a falsa tia é pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
13:00Você é a Bárbara. E aí, Bárbara, qual vai ser o caminho?
13:03Qual vai ser o caminho? Porque a gente discute sempre
13:05e sabe que a gente tá numa...
13:07O Brasil tá meio numa draga, né?
13:09A gente tá numa situação meio complicada.
13:11E diz que o ano que vem vai ser um problemaço,
13:15economicamente, né?
13:16A gente vai sofrer.
13:17Tem essa guerra aí que a gente não sabe pra onde vai.
13:19O que vai durar?
13:20O petróleo e tal.
13:22Qual vai ser o caminho?
13:24O que você vai propor aí pra...
13:27pra gente...
13:28pra melhorar a vida das pessoas?
13:31Ontem a gente tava conversando aqui com o Fernão,
13:33eu achei muito interessante.
13:34Ele fala que tem que mudar a política.
13:36Isso.
13:36Tem que ser uma revolução.
13:37Recall, né?
13:38Pra política.
13:38Tem que ser uma revolução.
13:40Faz sentido, né?
13:41Mudar a Constituição.
13:42Faz sentido.
13:43Ou tentar mudar dentro dessa regra.
13:45Você acha que é possível haver uma mudança dentro dessa regra?
13:48Porque a gente vê como é que funcionam as coisas.
13:50Tudo é no gabinete, tudo é no jantar, tudo é no...
13:53Você acha que dentro dessas regras, com essa elite que eles chamam...
13:58Sim.
13:58A gente tem condição de fazer algo bacana pra população?
14:02Sim, Emílio.
14:03E eu acho que o que mais...
14:06Nós vamos precisar batalhar muito juntos enquanto pré-candidatos, né?
14:10E depois no andamento.
14:12É que a gente consiga o máximo de senadores possível esse ano.
14:17Porque essas mudanças que o Fernando falou ontem dependem desses fatores.
14:22Então, se a gente não tiver essa bancada que consiga realmente fazer essas mudanças
14:29que são estruturais, acaba que a gente enfrenta mais desafios.
14:33Como que a gente tem enfrentado já ao longo desses últimos anos.
14:36E também, inclusive, no governo do Bolsonaro.
14:39Então, essa é uma das coisas que a gente vai ter que batalhar junto, né?
14:42Com certeza, sim.
14:43Existem mudanças profundas que precisam ser feitas no sistema político brasileiro.
14:48São mudanças realmente que mudam o paradigma da nação.
14:52Por exemplo, a gente precisa conversar sobre o Pacto Federativo.
14:55É inadmissível que os estados do Sudeste, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais
15:00e até do Sul também, são vilipendiados nos seus cofres com o sistema de arrecadação aqui.
15:06Então, a gente sustenta praticamente os estados do Norte e do Nordeste.
15:10Mas existem cidades, por exemplo, tem uma cidade chamada Getúlio Vargas, se não me falha a memória.
15:15Cara, essa cidade tem 2 mil habitantes.
15:16A renda dessa cidade, principal, é o receber o recurso da União.
15:21Não sei, cara, não tem ninguém empreender.
15:23É um absurdo, né?
15:24É um absurdo.
15:25E esses assuntos precisam ser discutidos.
15:27E eles não são discutidos em feras municipais.
15:29Eles são discutidos em esferas federais.
15:31Mas, olha, a classe política precisa mudar, precisa se qualificar.
15:34A gente está se qualificando a cada dia.
15:36Mas é importante também falar da classe do Poder Judiciário.
15:38Hoje, as pessoas falam muito da classe política.
15:41Eu não quero fazer uma defesa de corporativismo aqui, não.
15:43Eu detesto corporativismo.
15:45Mas, assim, cara, a classe política, ela não chega nem aos pés no que diz respeito
15:51à má versação do recurso público e penduricalhos financeiros como a classe do Poder Judiciário.
15:57Você tem juízes recebendo aí, cara, 500 mil reais num mês, velho.
16:01Sim.
16:01Pô, ninguém...
16:02É óbvio que o político está mais popularizado.
16:04Ele passa por um processo eleitoral e todo mundo vê.
16:07Mas tem gente lá no Poder Judiciário, cara, e isso precisa ser falado também.
16:11E dentro da Câmara Federal, seja no Senado, seja na Câmara dos Deputados,
16:16só ali que podem viabilizar essas reformas profundas.
16:19O deputado Luiz Felipe de Orleans Bragança, ele tem um projeto de reforma constitucional
16:24extremamente pertinente, importante, relevante.
16:27A gente precisa realmente fazer política com P maiúsculo e trazer o Brasil pro eixo,
16:31que era o que o presidente Bolsonaro queria fazer.
16:33Se não fosse o problema da pandemia, a guerra na Rússia, a Ucrânia e a perseguição midiática
16:38e do Poder Judiciário ao presidente Bolsonaro, eu tenho total certeza e plena convicção
16:43de que hoje nós estaríamos num momento bem melhor do que nós estamos hoje.
16:46Infelizmente, as pessoas acabaram escolhendo ou, enfim, escolheram ali o presidente da República
16:52e o resultado é essa catástrofe aí, ó, gasolina tá 10 pratas aí, R$ 9,99 aditivada
16:58e ele tá mandando você aí a pé porque você precisa andar mais um pouquinho.
17:01Aí, meu irmão, aí é isso aí, motoqueiro, pega essa aí, entrega essa e-food aí, ó.
17:06É, mas faz sentido.
17:07Se tá caro, não compra.
17:09Se a gasolina é cara, vai a pé.
17:11Vai a pé.
17:12Pelo menos ele é coerente.
17:13Não vai, pelo menos, fala que é incoerente, né?
17:15Pelo menos ele é coerente.
17:16Se não tiver dinheiro pra comprar remédio, não toma.
17:19Isso aí.
17:20É, mas ele vendeu, foi a picanha, né?
17:22Ele faz sentido, ele faz sentido no...
17:24E o negócio da...
17:26Você que é mulher, e o negócio da Érica, da trans lá, com o ratinho.
17:33Olha só.
17:33Que bafafá.
17:35Então, mas é...
17:36Você sabe que é engraçado, viu?
17:38Porque é uma coisa que...
17:40É um negócio que também não faz muito sentido essa discussão que ficou...
17:45Se tornou uma discussão.
17:47É porque é internet, é bolha, é engajamento.
17:49Não, se torna uma coisa que é uma ferramenta.
17:53Então, sabe o que é a percepção que eu tô tendo?
17:55É o seguinte.
17:56Quando começou-se as pautas, né?
18:00De vamos trabalhar a inclusão da comunidade LGBT,
18:06QI, Joaquim Teixeira, né?
18:08HDMI, K+,
18:11Vamos lá.
18:12As mulheres também, né?
18:14Empaticamente vamos e acreditamos realmente que todo ser humano é digno de respeito.
18:22Isso aí, gente, é tipo assim, não tem...
18:24Isso aí, a gente tá falando da dignidade humana.
18:27Não tem negociação.
18:28Não tem negociação.
18:29Então, vamos lutar por essas pautas,
18:31Para as pessoas trans, gays, lésbicas, terem seus lugares, vamos.
18:35Agora, é tipo aquele manipulador, que ele vai lá, eu uso tudo e, de repente,
18:41Você já não pode mais ser quem você é.
18:43E eu ocupo o seu lugar.
18:45Então, agora que as mulheres estão acordando,
18:47Para o que realmente aconteceu.
18:49Então, eu chego no seu lugar, eu dou um pontapé na sua bunda,
18:53Você sai daqui.
18:54E, a partir de agora, eu vou determinar o que é e o que não é mulher.
18:58E qualquer definição de mulher cabe?
19:00Como assim?
19:01Qualquer definição de mulher cabe?
19:04E aí, teve gente que já me mandou, falou assim,
19:07Nossa, mas não mudou nada.
19:09Ela continua lá.
19:10Nosso abaixo-assinado oficial está com mais de 360 mil assinaturas.
19:15Ele está lá no link da minha bio.
19:17Quem está vendo aí, já vai lá e assina.
19:19Mais de 360 mil assinaturas.
19:21Os próximos passos estão sendo dados.
19:24Agora, se vamos aceitar que ela continue lá,
19:28O Felipe, que é um homem biológico,
19:31Não, não vamos.
19:32Não vamos.
19:34E aí, você pensa assim,
19:35Como, ô Bárbara, que vocês vão conseguir continuar falando sobre isso?
19:39Meu bem, quem nunca enfrentou três gestações como eu,
19:43Esperando filhos durante nove meses,
19:47Mais dias de trabalho de parto,
19:49Enfrentando contrações, todos os meus partos foram naturais.
19:52Mas eu não tive anestesia pra nada.
19:54Você acha que eu vou baixar a cabeça pra nego que fala que vai ocupar o meu lugar?
19:58Não vou.
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