Se você achava que tomar soco na cara dentro de um octógono era a coisa mais dolorosa do mundo, é porque não conhece os bastidores de Brasília. O ex-lutador do UFC Felipe Sertanejo trocou os ringues pelo gabinete do Lucas Pavanato e os calções pelo terno para provar que a briga agora é outra. Ele escancarou como a direita conservadora abandonou os projetos sociais nas periferias (deixando a esquerda nadar de braçada), usou o exemplo do campeão Charles do Bronx para falar de oportunidades e chegou até as teorias de Maquiavel. De quebra, defendeu com unhas e dentes o amigo Nikolas Ferreira, revelando a verdadeira face do deputado longe das redes sociais. É ou não o melhor programa da internet? Acho que não. #Pânico
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DiversãoTranscrição
00:00Você tá na política?
00:02Eu estou na política, mas na verdade é o seguinte, Emílio, eu acredito que todos nós temos um pouco de
00:08política dentro da gente, né?
00:09Só que algumas pessoas não têm coragem de se colocar na linha de frente da política.
00:14E num determinado momento na minha vida, quando eu me aposentei do UFC, eu me aposentei muito cedo, com 30
00:19anos de idade,
00:20porque eu realmente quis me aposentar, eu cheguei no meu limite ali físico, mental,
00:26eu senti a necessidade de me colocar à disposição.
00:29E muitas pessoas têm medo da resposta que você vai ter do público.
00:34Eu não tive, eu coloquei o meu nome aí na disposição, se as pessoas realmente confiarem em mim,
00:38confiarem nos meus projetos, confiarem naquilo que eu represento pra sociedade, meu nome tá aqui.
00:43Mas você, agora você tá trabalhando com política, né?
00:46Eu trabalho com política, eu trabalho dentro do gabinete do Lucas Pavanato.
00:49Do Pavanatinho.
00:51Do Pavanatinho.
00:52É um apanhar, inclusive.
00:53É, eu sou quase que o segurança.
00:55Você é o segurança, você é o guarda-costas.
00:56É bom ter um cara do UFC.
00:58Por isso que ele põe pilha na turma, na faculdade.
01:00Por isso que o Pavanatinho é aquele macho.
01:02Isso, agora que eu desculpe.
01:03Brigou, cara.
01:04Na cama, hora, hora.
01:06Não, não, ele brigou com a...
01:08Com todo mundo.
01:09Com a boyceta, lembra?
01:10Brigou, brigou com o boyceta.
01:12Bota aí, por quê?
01:13Bota ele brigando.
01:14Aí ele corre, porque tem o sertanejo ali.
01:16Aí até eu que sou o...
01:17O sertanejo fica com a sunga da bad boy só esperando pra derrubar o cara.
01:21Tá explicado.
01:21Mas os caras falam, pô, cara, a gente tá aqui, a gente tá protegendo, mas de verdade.
01:24Eu não falo isso da boca pra fora.
01:26Mas eu acho que dali dessas confusões, assim, de faculdade, eu acho que eu sou o último
01:30a fazer alguma coisa ali, cara.
01:31Eu só faço e for pra me defender mesmo, tá?
01:33Sim, mas se ele estiver apanhando...
01:34É, pô.
01:35Se eu estiver no chão quase desmaiando ali, eu tenho que fazer alguma coisa.
01:38Você é de onde?
01:38Eu sou de São Paulo.
01:39São Paulo?
01:40São Paulo, capital.
01:40E aí você tava no UFC?
01:43Tava no UFC.
01:45Eu me aposentei em 2019, eu fiquei quase uma década no evento.
01:50Eu tava num momento muito bom na minha carreira.
01:52Eu ainda tinha algumas lutas pra fazer no contrato.
01:56Só que ali foi uma série de decisões que eu tive que colocar na balança, né?
01:59Tinha acabado de nascer o meu primeiro filho, o Theo.
02:01Hoje eu tenho quatro filhos, sou casado com a Lucilene, que é jornalista também.
02:07E você começa a colocar um pouco na balança se vale realmente a pena você continuar.
02:11Porque é um esporte de risco.
02:13É um esporte agressivo.
02:15Se eu falar que não, eu tô mentindo.
02:16Não é um...
02:17Sequelas, né?
02:17Muitos lutadores...
02:18Mas a política é pior.
02:20Não é...
02:21Você tá de cabelo branco, você não tinha cabelo branco, irmão.
02:23Você já tá ficando até careca, inclusive.
02:25Tô ficando careca.
02:26Eu acho que é muito pela política mesmo.
02:27Mas voltando.
02:29Ali você começa a colocar na balança, né, cara?
02:31Eu vejo atletas hoje que levaram um pouco mais do que deveria.
02:35E que você não consegue dialogar com o cara.
02:37Porque tem sequelas.
02:38É um esporte agressivo.
02:39Não é um esporte violento.
02:40É um esporte agressivo.
02:41É, eu não vou ficar citando nomes, não.
02:42Os caras vão querer me bater depois aqui.
02:44É, o Zuckerman, por exemplo, falou que você é um lutador mais ou menos.
02:47Eu não sei se você ouviu ele falando.
02:49Fala agora na cara dele, bonitão.
02:50Ao contrário do lutador de sumô, dessa baleia.
02:54Fala na cara do cara.
02:55Eu não falo nada de ninguém.
02:55Eu fiz cobertura de UFC.
02:57Existe o ranking de top 10 lutadores.
02:59Você falou que ele é um porcaria.
03:00Só dele ter passado pelo UFC já é grandioso.
03:02Mas entre os lutadores, se você pegar os nomes brasileiros que a gente tem, o ranking
03:07você estava em ascensão.
03:09Tanto que ele parou.
03:10Ele poderia ter chegado nesse lugar.
03:12Agora mudou.
03:13Exatamente.
03:13É, arregou.
03:16Esse discurso dele está muito mais legal que o outro, cara.
03:19O outro estava meio curto.
03:20Agora eu estou quase te dando um abraço.
03:21Eu falei que você é amigo do IEA.
03:24Posso fazer uma pergunta em relação a tudo isso?
03:26Você não acha que na política também, agora, tem uma coisa que a gente fala que
03:29é o político da rede social.
03:31Precisa da ferramenta para engajar.
03:33Mas o que é de proposta de fato?
03:35Você tem vontade de fazer, de execução de proposta, cara.
03:38É isso que eu vou lutar pelo Brasil.
03:40Tá.
03:41A política por si só é uma guerra que a gente está vivendo.
03:44Uma guerra cultural.
03:45Uma guerra.
03:46Eu sou cristão, eu sou católico.
03:48Eu acredito muito nessa questão espiritual também.
03:50A gente vê que existe essa guerra.
03:53E eu vejo que a gente está muito bem representado à direita nessa linha de frente.
03:57Que é essa linha que debate.
03:58Essa linha que expõe as narrativas contrárias.
04:01Essa linha que fala sobre a distorção da realidade.
04:05E como existe na guerra a linha de frente.
04:08Existe o cara que é o comandante.
04:09Existe o cara que faz a estratégia.
04:12Eu me coloco numa outra posição.
04:14Eu venho das artes marciais.
04:16Eu venho de uma coisa chamada disciplina.
04:18Eu venho de uma coisa chamada hierarquia.
04:20Sobre respeito.
04:22Sobre você tomar pancada na cabeça e ter que andar pra frente.
04:25Sobre você olhar pro adversário e não enxergar um inimigo.
04:27E sim um adversário.
04:29Então, durante muito tempo, a direita perdeu um pouco o espaço na questão social.
04:33Tanto que eu gosto muito de projeto social.
04:36Eu visito muito projeto social.
04:38Inclusive, o Pavanato me deu uma abertura muito grande dentro do gabinete dele.
04:41Pra ajudar esses projetos.
04:43Principalmente voltados pra luta.
04:45E quando eu começo a visitar esses projetos, eu recebo vários directs.
04:48Falei, cara, esse cara vai virar de esquerda.
04:50Por quê?
04:51Você tá levantando a pauta de projeto social.
04:53Que é super importante.
04:54Exatamente.
04:55Nós somos rotulados como pessoas que simplesmente debatam.
04:57E não é verdade.
04:58O social, ele vem pra começar a primeira conversa.
05:01Ele vem da igreja.
05:02Ele vem de milhares de anos atrás.
05:04Isso vem do lado conservadorismo.
05:06Só que, durante muito tempo, a direita deixou esse espaço vazio.
05:11Espaço vazio.
05:11Oficina do diabo.
05:12A esquerda foi lá e tomou conta.
05:13Então, a gente precisa olhar um pouco mais pro projeto social.
05:16Eu tava visitando uma comunidade, recentemente, há 30 minutos da minha casa.
05:20E eu não imaginava que existe um lugar tão insalubre do lado da minha casa.
05:24Onde existia uma família com um casal, um marido preso, quatro crianças sem estar na escola.
05:30Vivendo num barraco completamente arrebentado.
05:34Não tinha saneamento básico.
05:35Não tinha nada do lado da minha casa, Zurkman.
05:37Então, assim...
05:38Mora onde?
05:38Eu moro em Morumbi.
05:39Eu moro em Morumbi.
05:40Paraisópolis.
05:40Não, não era.
05:41Era ali perto do Taboão da Serra.
05:43É uma comunidadezinha que eles fizeram agora ali.
05:44Inclusive, tá num processo de retirar essas famílias de lá.
05:48A gente tá tentando ajudar.
05:49Então, quando eu começo a falar disso, as pessoas acabam achando que eu sou um cara de esquerda.
05:53Muito pelo contrário.
05:54A direita...
05:54São valores de direita.
05:56Valores de família.
05:57Valores de uma série de coisas.
05:58Mas eu também tenho que olhar pro projeto social.
06:01Eu não posso entrar numa comunidade e todos os barracos lá tá a foto do Lula e falar, cara, aqui
06:06eu não entro.
06:07Por quê?
06:07Porque eu vou tá deixando de fazer aquilo que eu fui chamado pra fazer.
06:11A esquerda não compõe esse espaço.
06:11Exatamente.
06:11É porque hoje em dia o pessoal confunde o projeto social com a esmola, né?
06:17De você só dar bolsa, só dar vale e não fazer aquela pessoa ascender na vida, né?
06:24Como que você enxerga isso?
06:26O que você acha que dá pra fazer por essas pessoas?
06:28E não ficar só no assistencialismo, dar bolsa, qualquer coisa pra pessoa?
06:33É, esse lance do assistencialismo é engraçado, né?
06:36Porque eles acham que a gente é contra.
06:38E nós não somos contra o assistencialismo.
06:39Eu só acho que tem que ter um prazo pra começar e um prazo pra terminar.
06:42A pessoa, ela não pode ficar vivendo do assistencialismo.
06:45E o governo, a prefeitura, enfim, tem que capacitar essa pessoa pra ter o ganha-pão num determinado momento da
06:52vida dele.
06:53Capacitar essa pessoa pra jogar ele no mercado de trabalho de novo.
06:55Só que eles não querem fazer isso.
06:57Eles querem pegar essas pessoas pra serem, literalmente, os seus gados.
07:02Gados, que é o que eles usam contra a gente.
07:05Então, eu costumo falar que a gente tem que olhar pra essas pessoas, cara.
07:09A gente tem que olhar.
07:10As quatro crianças, por exemplo, dessa família, qual é a perspectiva que esses moleques têm?
07:15Zero, cara.
07:16E como é que eu não vou olhar pra essa criança?
07:17Nós estamos falando de 55 vereadores de São Paulo que cada um recebe ali 5 milhões por ano pra gastar.
07:22Nós estamos falando de 275 milhões.
07:25Então, se eu não pegar esse dinheiro e devolver pra sociedade o que é da sociedade,
07:28eu vou ficar nessa briga ideológica de narrativa e o país não anda pra frente.
07:32A nossa cidade não anda pra frente.
07:34Eu acho assim, o Brasil, é claro que, novamente falando, nós temos que ter a linha de frente.
07:41Nós temos que ter o debate.
07:42Nós temos que destruir essa narrativa que a esquerda tanto constrói.
07:46Só que a gente precisa ter combatentes em todas as esferas.
07:49Exato.
07:50E eu me coloco mais nesse lado do projeto social.
07:53Eu acho muito importante, eu acho muito válido a gente levar, por exemplo, pras escolas,
07:59num período extracurricular, as artes marciais.
08:02Total.
08:03O Brasil exporta o jiu-jitsu pro mundo, né?
08:05Pro mundo.
08:05Se você for ver, né?
08:06Na Dubai, os Estados Unidos pagam a pau pra gente.
08:09Você tem um projeto específico com arte marcial com as escolas?
08:12Nós temos um projeto que a gente tá querendo passar.
08:14Pra quem não sabe, o Charles Dubronx, que é o maior nome do MMA,
08:18o Charles saiu de um projeto social, cara.
08:21Olha aí, legal.
08:23Quantos Charles Dubronx a gente não perde todos os dias?
08:25Porque a gente não olha pra essas pessoas.
08:27Verdade.
08:28E você falar do esporte, pras pessoas que não vivem o esporte, é um pouco complicado.
08:33Por quê?
08:35Porque você colhe a médio e longo prazo.
08:37E hoje a gente tá nesse mundo do imediatismo.
08:41Então quando eu entrava, por exemplo, na minha campanha dentro da comunidade,
08:44falava, ó, eu tenho um projeto assim, pra pegar o seu filho, ele vai sair da escola,
08:47eu vou colocar o seu filho no tatame, a gente vai ensinar valores, princípios, hierarquia.
08:51O seu filho vai ter uma construção de caráter dentro do tatame.
08:56A dona Maria, ela falava, ó, eu preciso de saneamento básico, eu preciso de segurança,
09:01eu preciso do gás, eu não tenho gás, você consegue me ajudar com a conta de luz.
09:06Então a gente acaba que nós não somos uma prioridade, infelizmente,
09:12quando eu acho que o esporte deveria ser uma prioridade.
09:15Porque se a família não toma conta dessa criança, vai existir um vácuo.
09:20E é onde o Estado entra.
09:21Tem aquela frase, mente vazia, oficina do diabo, criança vazia, oficina do Estado.
09:26Então os caras vão tomar essas crianças pra eles, e aí vai virar manobra.
09:32Então a gente precisa conscientizar as pessoas da importância do esporte.
09:36É claro que tem outros projetos, o Lucas tem feito um trabalho muito bom aqui em São Paulo,
09:42destinando verbas...
09:42Eu gostei dele que ele votou contra o IPTU.
09:45Ah, contra o IPTU.
09:46Foi o único...
09:47Diferente de outros.
09:50Uma galera que fala que não quer aumentar, né?
09:53E outras.
09:53Ele votou contra o IPTU.
09:54Ele votou contra, eu tava no dia.
09:56Ele é do partido do...
09:57Que partido que ele é?
09:58No PL, no PL, né?
10:00PL.
10:01PL.
10:02Agora me fala uma coisa.
10:03Eu tô agora do lado do Maquiavel.
10:06O Nicolau Maquiavel.
10:08Não quero saber.
10:09Esse negócio de...
10:10Porque o Maquiavel fala o quê?
10:11Ele fala do poder.
10:12Ele fala como é que a pessoa atinge o poder.
10:17Aí ele fala ou é pela virtude...
10:21E a virtude aí não é virtude moral.
10:24É o cara que tem a capacidade, tem a habilidade de saber onde é que vai mexer e tem a
10:31coragem de fazer.
10:32Então ele fala isso é virtude.
10:34E tem também a fortuna.
10:37Que a fortuna é a sorte.
10:39Então determinadas coisas acontecem que acabam te dando o poder.
10:44Você tá em que lado?
10:45Você sente que você tá em que lado?
10:46Porque você pode ser um cara das lutas marciais e em cima disso você vai vender uma ideia e a
10:54pessoa vai falar...
10:54Olha, realmente ele é bom.
10:56Mas aí é a sorte.
10:57É a fortuna que te deu essa capacidade.
10:59Tem muitos assim.
11:00Só que chega na hora, não tem a habilidade de fazer o que tem que ser feito.
11:05Porque a política não é uma coisa bonita.
11:07Exatamente.
11:08É uma coisa suja.
11:09O jogo pesado.
11:10Não, não é que é pesado.
11:11Ela funciona dessa maneira.
11:13É uma guerra sem ser guerra.
11:16É isso que é a política, né?
11:18É você conquistar votos e ter o poder.
11:21Porque você tem muito poder.
11:22Espaço e ideias aqui.
11:23Veja o Donald Trump.
11:24Veja o Lula.
11:25Veja os, né?
11:26Os líderes.
11:27Os Putin, os líderes.
11:28Eles têm muito poder.
11:29Tem exército na mão.
11:30O que você acha desse pensamento maquiavélico nesse momento?
11:38É, eu costumo dizer assim.
11:40Habilidade a gente aprende com o tempo.
11:42Se eu falar pra você que eu sou o cara mais habilidoso politicamente, eu vou estar sendo muito mentiroso.
11:46Até porque eu acabei, tem três, quatro, máximo cinco anos que eu resolvi de fato viver a política e entrar
11:53na política pra ajudar da maneira que eu posso.
11:56Então, da mesma maneira que a gente entra num tatame sem saber dar um jab, sem saber dar um direto
12:01e sem saber fazer porcaria nenhuma, a gente aprende.
12:04Você aprende, você se torna uma pessoa hábil pra competir.
12:07A política é a mesma coisa.
12:09A questão de sorte, eu não acredito muito na sorte, tá?
12:12Eu acho que quanto mais é aquela velha frase clichê.
12:15Quanto mais a gente trabalha, mais sorte a gente tem.
12:17Então, eu tenho trabalhado muito, tenho me preparado muito, tenho estudado muito, quero entrar numa faculdade pra entender um pouco
12:24mais de política, pra eu também não entrar na cova de leão e ser devorado.
12:27Mas, eu tenho pessoas muito boas do meu lado que tem me ajudado com isso.
12:33O próprio Nicolas, que é um amigo pessoal, tenho ido diariamente lá na Câmara vivendo, vivenciando pra quando eu assumir
12:42ou também não entrar ali completamente cru.
12:45Então, a gente precisa se preparar todos os dias.
12:47Da mesma maneira que eu me preparava no UFC, que eu treinava 4, 5, 6 horas por dia, eu tô
12:52fazendo isso com a política.
12:54Então, eu tenho certeza que aqui um ano eu vou poder estar falando muito mais sobre política, muito mais preparado,
12:59muito mais calejado do que hoje.
13:01Então, eu acho que eu tô indo por esse caminho, muito pé no chão.
13:05Agradeço muito a Deus pelas oportunidades.
13:07Eu costumo falar que o UFC, na verdade, até então era o meu projeto de vida, né?
13:11Eu conquistei tudo por causa do UFC, tudo, eu não preciso de mais nada.
13:15E eu não falo isso com um ego em cima, eu falo isso muito como agradecimento mesmo.
13:21Eu conheci a minha esposa por causa do UFC, eu tenho os meus filhos por causa do UFC, eu tenho
13:25a minha estrutura financeira por causa do UFC.
13:27Em um determinado momento da minha vida, quando eu tomei a decisão, falei, eu vou para a política e não
13:34vou mais olhar pra trás,
13:36foi no momento onde a gente tava praticamente saindo do Brasil.
13:41Eu tinha tomado a decisão com a minha esposa da gente ir pra fora, da gente se mudar pra dar
13:44uma qualidade de vida um pouco melhor pros meus filhos.
13:47Graças a Deus eu construí um nome no esporte onde eu poderia levar lá pra fora.
13:50Eu ia estar vivendo muito melhor do que hoje, cara.
13:53Eu não ia estar tomando porrada, eu não ia estar tomando ameaça, eu não ia estar colocando a minha cara
13:58a tapa
13:58num meio que é completamente desleal, que os caras eles não atacam a sua proposta, eles atacam aquilo que você
14:04mais defende e mais ama.
14:06Que é a família, que é o que me deixa pé da vida.
14:08É quando o cara começa a misturar tudo e começa a atacar com o seu bem maior.
14:14Então, essa decisão...
14:15Foi muito infeliz essa escola de samba, né?
14:17Foi, foi.
14:18Foi muito infeliz a...
14:20A colocação, a maneira com que...
14:23É tanto que caiu.
14:24Foi tão infeliz que os caras não...
14:26Mas caiu porque acho que é critério técnico.
14:28Acho que não é por causa da lata lá.
14:30Não, não, não.
14:30Estou dizendo assim, você vir pra uma situação ideológica, fazer uma propaganda política, né?
14:36Era no eleitoral, os caras querem cagar regra lá com o negócio, não pegou.
14:39Você sabe que assim, eu também acho que é questão de ponto, de pontuação.
14:43Mas você acha que não tinha gente ali que foi afetada?
14:47Pô, cara, eu tenho família.
14:48Eu não sei, eu acho que mesmo nesse meio do carnaval, com aquela loucura toda, tem conservadores, tem pessoas boas.
14:54Acho que a grande maioria, cara.
14:56Então, eu acho que foi uma mistura de tudo.
14:59Eu acho que as pessoas se sentiram realmente atacadas ali.
15:01Ô Felipe, você falou do Nicolas, qual foi o papel dele nessa questão da sua conversão pra política?
15:08E o que você tá achando dessas decisões do Nicolas, a caminhada?
15:13E o que você...
15:14Que muita gente pinta o Nicolas como um possível grande candidato aí à presidência da direita.
15:20É, foi engraçado.
15:22É por isso que eu falo a questão da sorte, né?
15:24Que eu não concordo muito, mas a gente pode olhar um pouco mais pra essa perspectiva.
15:29Eu tava indo pro treino um dia, e aí minha esposa tava fazendo live na época com o Nicolas.
15:35Ele não era nem vereador ainda.
15:36Ele tava começando a aparecer nas redes sociais e eles estavam falando de ideologia de gênero.
15:40Eu passei atrás, tava indo pro treino com a minha mochila, e ele falou
15:43Pô, sertanejo aí, tem um cara que é muito fã, que trabalha comigo, que é o Henrique.
15:48Ele é muito fã, começou a treinar muay thai por causa do sertanejo.
15:51Manda um abraço pra ele.
15:52E eu entrei, vi um menino na live e falei
15:54Pô, cara, abraço aí pro Henrique, abraço pra você.
15:58E eu não seguia o Nicolas, eu não sabia quem era o Nicolas.
16:02E ali, coincidentemente, uma semana depois, eles vieram pra São Paulo,
16:05e aí a gente começou a conversar, não tinha onde os caras ficarem,
16:08os caras iam dormir não sei aonde.
16:09Eu falei, cara, dorme na minha casa, aqui tem espaço.
16:11Aí veio ele, o Pablo.
16:13Quatro filhos.
16:14Não, na época eu tinha acho que dois, dois, três, nem sei quantos filhos eu tinha.
16:17E veio o Pablo e o Henrique.
16:19E ali a gente construiu uma amizade.
16:21Ali eu pude ver, assim, de perto o coração de um cara que de fato quer mudar o país, sabe?
16:25Porque é muito fácil a gente ver o Nicolas na rede social, debatendo.
16:30Mas você conhecer ele de fora...
16:32É boa pessoa.
16:33Cara, ele é um menino de ouro.
16:34Ele é boa pessoa.
16:34Não, ele é boa pessoa.
16:35A gente vinha, amor.
16:36É óbvio, é inegável, né, o poder político.
16:38Mas pode ser um péssimo político.
16:40É isso que eu falo do Maquiavel.
16:42Agora eu só tô no Nicolauzão.
16:44E aí
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