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Alô, meu povo! O deputado Marcel Van Hattem está no estúdio para mostrar que, no jogo político, ele não é nem um pouco "Hattem-tado", mas sabe muito bem “Hattem-der” os desejos da população. Marcel explanou a estratégia da direita para 2026: Zema, Tarcísio ou o clã Bolsonaro? Melhor Jair se acostumando com alguma saída pela direita, viu?! Ele ainda destrinchou como o Lula elimina a concorrência interna... será que a união da direita é real ou apenas um sonho de uma noite de verão em Porto Alegre?

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Diversão
Transcrição
00:00Como é que está lá, Van Raten? Como é que está o negócio aí?
00:03Como é que vai ser 26, hein?
00:05É isso, 2026 está aí. Acho que a oportunidade das pessoas poderem escolher os seus representantes é na urna em outubro, né?
00:12E já começou quente, né?
00:13Já começou quente.
00:14Começou lá com... Você esteve lá, né? Na andança lá do nosso tio, do Nicolas.
00:21Claro que sim. Estive com ele, caminhamos ali, principalmente eu cheguei quando ele estava ali na proximidade de Lusiane, na parte final também.
00:30Chuva, sol escaldante e a gente vê, assim, esse movimento orgânico que começa com uma pessoa praticamente sozinha.
00:36Ele, mais uma outra pessoa ali e de repente chega em Brasília com aquele monte de gente, mesmo com aquele temporal e aquele clima.
00:43Isso nos motiva e semana que vem recomeça o trabalho na Câmara.
00:46Então, a gente chega já bem mais feliz para recomeçar.
00:50O Van Raten, e o que muda isso?
00:52É difícil, né? Sair do recesso.
00:54O Van Raten, o que que...
00:54Para entrar lá na Câmara, eu confesso para vocês que muitas vezes a gente fica pensando,
00:58o que que a gente está fazendo aqui, né?
01:00O que que muda, por exemplo, essa manifestação do Nicolas, que vocês também, e juntou muita gente,
01:04o que que muda dentro do Congresso, com o Centrão, em ano de eleição?
01:10Isso, qual o impacto disso interno?
01:13Assim, acho que o primeiro recado nem é tanto para o Centrão, é mais para a esquerda mesmo, o PT.
01:16Eu acho que ficou muito claro naquela manifestação do Lindbergh, no primeiro dia, quando ele falou encaminhado a Forrest Gump.
01:22Deu toda uma debochada no Nicolas, para daí, nos últimos dias, começar a dizer que era um movimento golpista,
01:29que era um absurdo, que tinha que ter segurança, que não podia ir na papura, e aí vem a irresponsabilidade, etc.
01:35Acho que ficou muito claro para o PT que tudo o que eles fizeram ali, principalmente a partir do 8 de janeiro,
01:40desde perseguição política, censura, prisão, inclusive,
01:43chegou um momento que o povo disse, deu, não vamos mais ficar com medo disso aí, sabe?
01:48Então, acho que primeiro é para a própria esquerda.
01:50Não é fácil, porque superar esse medo, o 8 de janeiro, justamente por causa da injustiça,
01:54justamente pela falta de Estado de Direito, as pessoas ficam na dúvida sobre o que elas podem fazer,
02:02até onde elas podem ir, o que elas podem dizer, se elas podem sair na rua, podem fazer uma manifestação.
02:06Aí, no momento em que pega corpo uma caminhada dessa, uma manifestação dessa,
02:11como feita pelo Nicolas e pelos outros que caminharam com ele,
02:13a esquerda vê, olha, nós tentamos de tudo, mas chegou o momento que a direita está mostrando
02:18que dá para voltar para a rua mesmo.
02:20E o Centrão, o Centrão é aquele negócio, né?
02:22Ele vai de acordo com o vento, grande parte dos deputados estão ali.
02:26E se até o período eleitoral esse vento estiver favorável às manifestações de direita,
02:31sem dúvida nenhuma, a gente vai ter um apoio muito grande a quem estiver nas candidaturas ao lado da direita,
02:36e, feliz ou infelizmente, uma calibragem do discurso de muita gente que não é de direita,
02:40nesse sentido, para obter os votos da direita.
02:42Então, tem que ter cuidado com isso também.
02:43Mas o depois, para governar, né?
02:45É, o que você que sabe.
02:46É da torneirão.
02:48O Justus não gostou.
02:50O Justus falou que é a água do Justus.
02:52Isso aqui é via, amigo.
02:55Tudo vem da torneira aqui.
02:56O Van Hatten, mas e depois para governar?
02:58Ó, nós temos sempre esse problema de o centro ser realmente o fiel da balança no Brasil.
03:07Então, para governar, você precisa ter o centro, senão a gente não tem dúvida.
03:10Agora, como você faz para governar com o centro sem precisar abrir mão da base do teu pensamento?
03:17Acho que isso foi o que o Bolsonaro enfrentou ao longo do mandato dele inteiro, né?
03:20O primeiro ano, eu diria que, inclusive, o primeiro ano, até o início da pandemia, um pouquinho depois,
03:25ele conseguiu manter um mandato muito baseado naquilo que era defendido na campanha.
03:32E, infelizmente, depois a gente viu da metade para o fim, principalmente,
03:36uma participação maior de políticos do centro,
03:40que não necessariamente nos seus ministérios faziam aquilo que tinha sido dito na campanha que seria feito.
03:44Inclusive, foi um dos motivos porque nós, do Novo, que sempre fomos independentes,
03:48mas defendendo o projeto do Bolsonaro na direita, aquilo que era importante para o Brasil,
03:53às vezes fomos incompreendidos porque a gente fazia as críticas naquilo que não podia estar sendo feito
03:59sob o ponto de vista de defesa de valores.
04:02Dou alguns exemplos.
04:03A reforma administrativa.
04:04Deveria ter saído no governo Bolsonaro.
04:06A gente tinha conseguido aprovar ela na comissão especial e, aliás, graças aos votos do Novo.
04:09Nós é oito deputados federais, sete de Novo votaram.
04:11Ele ficou com medo por causa do Chile, né?
04:13Foi quando teve aquela manifestação no Chile e ele arregou.
04:17Você lembra?
04:18Teve isso e teve o próprio centro, e aí eu volto à questão do centrão,
04:23teve isso no Chile, o Chile estava naquela mudança constitucional, né?
04:26Que estavam querendo fazer toda aquela... e o povo foi para a rua.
04:29E teve também o próprio centrão que, enfim, na hora de votar a favor de um projeto que era do governo, não aparecia.
04:36Então, o Novo tinha sete membros na comissão da reforma administrativa para aprovar,
04:40e aprovamos, e fomos em frente.
04:42Outra coisa que a gente disse na época, que não era uma boa ideia,
04:46aumentar benefício social em ano eleitoral.
04:48Ah, vai ajudar o Bolsonaro, se não for isso, não vai se eleger.
04:52A gente dizia, se aumentar em ano eleitoral agora, imagina o que o PT vai fazer depois.
04:56Está na lei, não é para fazer isso.
04:57E a gente votou naquela época contra essa iniciativa.
05:00Mas, assim, voltando ao Correios e várias coisas.
05:05Agora, voltando à parte positiva, e a gente precisa retomar isso a partir do ano que vem,
05:10com um novo governo de direito, o Bolsonaro foi muito feliz ao colocar, por exemplo,
05:14Tarcísio, Ministério da Infraestrutura, Paulo Guedes, Ministério da Economia,
05:18a Tereza Cristina na agricultura.
05:20Então, são pessoas, são políticos que, alguns, o Paulo Guedes não tem partido.
05:25Não, o cara que é liberal raiz.
05:27Já a Tereza Cristina é do PP, que é um partido de centro.
05:30Mas, ela é defensor, justamente, do proprietário, do produtor rural,
05:35do proprietário rural também, das pessoas que trabalham no campo.
05:38E ela fez um excelente trabalho ali.
05:40Então, teve muitos acertos, e muito, mas muito mais acertos do que eventuais equívocos.
05:46E a gente precisa retomar isso numa nova presidência para o ano que vem.
05:50É o que a gente defende.
05:51Você é um cara que tem uma liderança.
05:52Então, mas, por exemplo, o Lula.
05:53Lula.
05:54O Lula sabe jogar o jogo.
05:55Contra a mão total para nós.
05:57Então, mas ele sabe jogar o jogo.
05:58O Brasil não sobrevive quatro anos mais Lula.
05:59O Lula, quando ele perdia, você não era nem nascido.
06:03Eu já era velho quando o Lula perdia.
06:05Celso, não está jogando.
06:06Vocês não eram nascidos.
06:07Quando ele perdeu o jogo.
06:08Ele nasceu em 85.
06:09O Lula só começou a ganhar quando ele meteu o Mineiro de vice.
06:12O Mineiro que era da...
06:14Como é que ele chamava?
06:14Ele sempre fez com...
06:16Não, o Mineiro.
06:17O Zé Alencar.
06:18O Zé Alencar.
06:19O Lula só ganhou...
06:20O Lula só...
06:21Que, se eu não me engano, era do PL.
06:23Isso.
06:23Era do PL.
06:24Era do PL, na época, que virou PL depois.
06:26Era o Alckmin da época.
06:27Porque o Lula, quando ele era meio...
06:29Porque esse bolsonarista...
06:31Essa turma do Bolsonaro, que eles falam bolsonarista a raiz, né?
06:35Não ganha uma eleição só com esse pensamento.
06:38Você precisa dar uma...
06:39Porque senão você não pega a turma.
06:41Foi o que o Lula fez.
06:42Fez com o Alckmin.
06:42Por que o Lula meteu o Alckmin?
06:44É a mesma coisa.
06:45É o moderado.
06:46É o Lula com o blazer.
06:47Você entende?
06:48Isso aí.
06:48É o Lula com o blazer azul.
06:50Ele coloca a turma mais...
06:52Então, como é que vai...
06:53O Bolsonaro conseguiram um contexto muito favorável à direita.
06:56No momento de manifestações, estava todo mundo de saco cheio, lava jato.
07:00Um cara sem partido, sem dinheiro.
07:01Assim, a história dele é fantástica.
07:03Nesse ponto de vencer aquela eleição.
07:06Porque toda essa teoria que a gente está tratando aqui não vale para aquela eleição em 2018.
07:10Vamos falar a verdade.
07:11Porque ele se elegeu sem centro, sem nada.
07:13Sem partido.
07:13Sem partido.
07:14Então, assim, mas é o contexto.
07:17Então, na ciência política tem muito isso.
07:19Tem os casos desviantes, né?
07:21Tem o ponto fora da curva e assim por diante.
07:23Agora, se a gente for pensar em tudo mais constante, o que precisa fazer agora, é realmente
07:29ter uma grande união, se não for no primeiro turno, talvez não seja, no segundo turno de
07:33todas as forças de direita e aí aglutinar realmente estados diferentes.
07:38Nós temos uma grande força nova, por exemplo, em Minas Gerais.
07:41Nós temos o Romeu Zema, que é governador de Estado, reeleito, muito bem avaliado, tá?
07:47De pré-candidato à presidência da República.
07:49Nós temos também, agora, como pré-candidato, definido pelo Bolsonaro, o seu filho, Flávio
07:55Bolsonaro, né?
07:56Já tem conversado, inclusive, com outros candidatos, inclusive, com o próprio Zema, sobre como
08:00será o cenário eleitoral para 2026 agora.
08:03E a gente tem outros que estão aí se lançando.
08:06Ratinho Júnior.
08:07Tarciso, pelo que eu entendi agora, dos últimos dias, praticamente foi jogado a toalha de
08:12que não concorre à presidência da República.
08:13Ah, mas é, cada um vai falar, porque ainda parece ser...
08:15A gente não sabe que vai ser até o final de março, né?
08:16Deixa eu fazer uma pergunta em relação a isso.
08:18Você é do partido noivo ainda, né?
08:20Então, é o Zema que você, supostamente, iria apoiar, porque é do seu partido.
08:24Não, sem dúvida.
08:25Ele é do meu partido, eu apoio o Zema.
08:26Então, você apoia o Zema.
08:27Lógico, lógico.
08:28Do outro lado, tem o Flávio Bolsonaro, onde o próprio Nicolas, ontem, neste programa, falou...
08:32Eu assisti, muito boa entrevista.
08:34Quando fica essa divisão da direita de políticos, uma coisa é um pensamento que é uma estratégia.
08:39Vamos colocar vários nomes para a gente ter mais força e no segundo turno a gente vai lá e avalia.
08:44No passado recente, a gente teve o Sapa Tênis, que foi aquele movimento...
08:47Sim, terceira via.
08:48Terceira via.
08:49Isso daí não é perigoso ter uma terceira via ou a gente ter uma estratégia?
08:53Como é que é?
08:54Explica aí, por favor.
08:54Eu acho que terceira via é bem diferente disso, mas é importante você me dar a oportunidade de esclarecer.
08:58Porque a candidatura do Zema e a do Flávio são candidaturas de direita, não são de terceira via.
09:03O Bolsonaro, quando falou com o Zema antes dele lançar a candidatura dele, o Zema foi visitar o Bolsonaro e o Bolsonaro disse para o Zema...
09:10Não é importante você lançar a candidatura.
09:13No primeiro turno, quanto mais candidaturas de direita em diferentes...
09:16E o Bolsonaro gosta muito do Zema.
09:17Vai lá, Zema.
09:18De direita diferentes, melhor por quê?
09:20Porque quem pode fazer mais voto em Minas Gerais de todos os candidatos de direita?
09:24O Zema.
09:24Se você tiver dois, três candidatos de direita, diz que isso quer um debate.
09:28Aí você tem três candidatos de direita ali, você tem o Lula e mais um de esquerda aqui.
09:31Você está numericamente com vantagem num debate, portanto você tem mais tempo num debate para poder rebater até os argumentos de queda esquerda.
09:38Então existem algumas vantagens.
09:40Isso significa que até o final, até lá se definirem quem são os candidatos, vai ser assim?
09:44Não, porque política muda o tempo todo, a gente não sabe o que pode acontecer, eventualmente...
09:49O próprio Flávio Bolsonaro dizem, ah, ele vai até o final, mas e aí?
09:53E se Tarcísio realmente for candidato e Bolsonaro disser, não, então eu prefiro...
09:58Pode mudar o cenário.
09:59Que ele vá e a Michele vá de vice, porque tem gente dizendo isso, eu não sei.
10:02Agora o importante é o quê?
10:04É a gente saber que a candidatura é de direito, não é esse negócio mequetrefe aí, de terceira via...
10:08É do Bolsonaro também.
10:10Não, aí não dá para fazer uma coisa que é mais ou menos.
10:12Tinha também Bolsonaro.
10:13O povo quer direita.
10:16E aí eu digo o seguinte, para mim, que sou do Novo, claro que é importante eu convencer o meu eleitor,
10:20as pessoas que estão em volta, que a nossa candidatura é a mais ideal, eu sou...
10:24Eu não estou no Novo à toa, senão eu estaria no PL, certo?
10:27Agora, se o meu eleitor quer votar no outro candidato, é de direita, está tudo certo.
10:31Está tudo certo.
10:32O que eu não posso é que ele vote no Lula.
10:34Mas você está forte lá no Sul.
10:35Você está forte lá.
10:36Está, felizmente sim, mas a gente não gosta de...
10:39E o candidato governador também está forte lá.
10:41Está bom, o Zucco está em primeiro.
10:43O Zucco está em primeiro, né?
10:44Mas lá tem muito canhoteiro, né?
10:45Por que tem tanto canhoteiro?
10:48Porto Alegre.
10:49É, mas no...
10:50Olha, Porto Alegre teve durante muitos anos o PT na administração municipal lá.
10:5516 anos.
10:56Então a gente sabe que o PT, ele consegue muitas vezes, justamente por meio das suas políticas
11:01de dependência das pessoas, criar um curral eleitoral.
11:07E por que que ele foi governador e foi vaiado com o Lula?
11:10Lá agora?
11:11Porque ele não se posiciona nem para um lado nem para o outro.
11:13Assim, quando tem uma coisa importante para dizer, por exemplo, situação do Maduro na
11:16Venezuela.
11:17Aí ele diz, ah, o Maduro é um cara, é um ditador, é um sanguinário, não sei o quê,
11:20mas os Estados Unidos não podiam ter feito o tempo todo assim, aí vai tomar vai dos
11:25dois lados.
11:25Mas você acha que as pessoas não aceitam mais aquele cara encebado, o político encebado?
11:31Tem uma parcela, mas é muito pequena, a maior parte das pessoas que é posição pode até
11:34discordar da pessoa, mas é, pô, esse cara aí tem firmeza.
11:37Eu quero um cara que vá lá e decida, e faça as coisas, né?
11:39Eu não quero um cara que chegue lá e, pô, na frente do gol, não sabe, chuta para
11:43direito, para esquerda e leva a bola dele embora, entendeu?
11:46O cara quer ver o cara marcar.
11:48Pode ser o cara...
11:48O Flávio Bolsonaro, ele se apresenta como o Bolsonaro moderado também, também tem
11:53uma rejeição em relação a...
11:55Mas uma coisa é você ser moderado, e aí eu não vou entrar no critério, porque
11:58assim, tem gente que gosta do Bolsonaro moderado e tem gente que adora o Bolsonaro...
12:02Raiz.
12:03Raiz, né?
12:03Isso, tem gente que gosta.
12:04Agora, o importante é que os dois saibam para que lado estão andando, para onde estão
12:08chutando a bola, entendeu?
12:09Não vai fazer gol contra.
12:10Mas isso também é o eleitor que tem que saber.
12:13Claro.
12:13O que vale mais?
12:15Uma democracia barulhenta ou uma administração eficiente?
12:21Estou aqui lançando minha candidata.
12:24Emílio 22.
12:25Calma.
12:26Pega esse corte.
12:27Azele isso.
12:28Mas é isso.
12:30Emílio 24.
12:31Mas olha só, olha só.
12:32O que que vale mais?
12:33Mas quando eu falo em estado eficiente, eu vou usar um exemplo que é...
12:37Como é que é?
12:38A argumentação é uma da absurda, não tá?
12:40Mas o Hitler teve o governo mais eficiente em perseguir judeu, entendeu?
12:45Que assim, uma...
12:47E o...
12:48Também não exagera.
12:49Comunista natural.
12:50Você também chutou o balde.
12:50Eu chutei o balde agora, hein?
12:52Melhorou a economia da Alemanha, o que ele está falando.
12:54É isso que eu estou dizendo.
12:55Você pode dizer assim, eu não quero...
12:58Ou como...
12:59Eu estava lendo agora na vinda pra cá, estou continuando a ler o arquipélago Gulag
13:03do Solzhenitsyn, que daí é sobre as perseguições da União Soviética.
13:06Eles eram absolutamente os soviéticos comunistas eficientes em perseguir quem discordasse um milímetro
13:13da coisa, inventar coisas.
13:14A União Soviética saiu...
13:16Era uma fazenda e virou potência nuclear, foram pra lua...
13:21E eu traço paralelos, inclusive, quando eu vou lendo o livro, com as perseguições
13:25atuais que a gente está vendo no Brasil.
13:26Então, qual é o meu ponto?
13:27Desculpe fazer essa argumentação lá da absurda, mas é assim que se chama mesmo esse tipo
13:30de argumentação.
13:31O meu ponto é o seguinte, eu prefiro uma democracia barulhenta, em que você pode
13:34eventualmente trocar o comando, mesmo que ele não esteja indo muito bem, do que alguém
13:38que seja extremamente eficiente, mas não dê voz pras pessoas e acabe sendo eficiente
13:42em coisas erradas também.
13:43Então, por isso que a gente precisa sempre de quem é a democracia.
13:46Tipo a China.
13:47Eu sou completamente contra.
13:48Eu estive lá na China, não podia usar Google, não podia usar Facebook, Instagram,
13:52com VPN, sim, né?
13:53Mas aí você se sente assim, você sabe o que é.
13:55Aí depois nós vivemos um pouco da China aqui com o Moraes.
13:57Mas a Índia é uma democracia, é uma porcaria, né?
14:00Pois é, mas aí...
14:01Então, aí que tá.
14:02Aí que tá.
14:03Aí que tá.
14:03Fácil.
14:04A democracia, ela é importante e ela é, na verdade, pra mim, um valor inegociável
14:08do seu ponto de vista de participação popular, como o Churchill dizia, né?
14:11O pior de todos os regimes, exceto os demais que já foram tentados aqui e ali.
14:17Agora, nós precisamos aliar a democracia com o desenvolvimento econômico.
14:20A pessoa, pra poder ter liberdade, pra poder ter discernimento de verdade, ela precisa
14:24ter o seu próprio dinheiro, precisa ter o seu negócio, precisa ter o seu trabalho.
14:29Você não pode fazer ela ser dependente do governo.
14:31Por isso que a democracia, com alto grau de dependência e assistencialismo, leva a
14:35isso que a gente tá tendo aqui no Brasil agora.
14:37A gente leva a ter esse tipo de...
14:38Você fica escravo do governo pra te pagar uma miséria e você não trocava.
14:41E votar nele em troca.
14:42Mas por outro lado, a gente tava falando aqui, na resenha, não sei se você chegou a acompanhar,
14:47Marcelo, que o governo tá fazendo um pacote de...
14:51Tem gente que estima em 30, 60 ou 90 bilhões pra aumentar a popularidade.
14:56Pacote que aumenta a...
14:58É o vale-gás, aumenta a isenção de...
15:02A gratuidade pra energia elétrica, crédito consignado mais barato e várias outras benesses.
15:08Quando a gente olha o posicionamento da maior parte dos candidatos de direita,
15:14eles votaram a favor desse pacote, que é um pacote populista.
15:19O que que eles tão fazendo na prática?
15:20Eles tão aumentando a popularidade do Lula, tão aumentando a dívida brasileira,
15:25e essa conta vai ser paga a alto custo.
15:29Aí depois não adianta falar disso.
15:31E em relação a ter vários candidatos de direita, tem um problema também.
15:35Que é o seguinte.
15:36Suponha que o Lula tenha 35% dos votos, tem um segundo de esquerda com 20% dos votos.
15:41Aí você tem um cara de direita com 30% dos votos.
15:45Se ele sair sozinho.
15:46Só que se sair vários, fica todo mundo com um 10.
15:49E aí, ao fazer isso, você pode ter um problema de ter dois caras de esquerda no segundo turno.
15:56Então existe essa divisão.
16:00E me parece que ninguém conversa muito sobre isso.
16:04É um erro recorrente.
16:07Como que você vê essa questão?
16:08Não, eu vou começar pela segunda pergunta, porque ela é excelente.
16:12E você é um ótimo economista, entende bem de números.
16:14E é verdade que você pode usar muitos argumentos sobre a perspectiva de ambiente eleitoral
16:25para defender o ponto de que tem que ter mais de um candidato no primeiro turno ou não.
16:31Eu tendo sempre para ter mais candidatos, principalmente no período que nós vivemos hoje.
16:37Por quê?
16:37Porque a esquerda tem hoje apenas no Lula uma figura.
16:41E a direita tem vários.
16:42Então esse cenário, que é possível o que você está falando,
16:44ele é muito pouco plausível de ter um segundo candidato à esquerda com 20, 25%.
16:48Não tem.
16:49O Lula, lembra aquela outra eleição que ele destruiu a Marina?
16:52Já estava crescendo também, depois faleceu o Eduardo,
16:57que também seria, já estava começando a sentir uma série de ataques,
17:02porque o Lula não permite que nada cresça ao seu redor.
17:06O que ele fez?
17:07Ele mandou o Dino para o STF, porque ele viu que o Dino era uma ameaça para ele,
17:11e chamou o Boulos para ser ministro dele.
17:13São os dois caras de esquerda que poderiam, de certa forma, desafiar o Lula.
17:17O Dino é bom, o Dino tem carisma.
17:19O Dino tem carisma.
17:21Agora tem uma coisa nisso que você está falando.
17:22Eu posso discordar muito dele e discordo, assim, demais,
17:24mas eu concordo com você, ele é um cara que cativa a audiência dele.
17:27É, o Dino, pô, ele é um cara, é que agora está no Supremo.
17:29Só que ele está no Supremo, então ele...
17:30Mas ele era a maior ameaça do Lula nessa eleição, ele poderia ser candidato à presidência contra o Lula.
17:35E o Lula fez o quê?
17:36Mandou ele para o Supremo.
17:38Mas agora tem uma coisa.
17:39Faltou a primeira pergunta.
17:40Tem uma coisa.
17:4035 milhões de pessoas não foram votar com esse Papa.
17:46Não sou eu, né?
17:47Não é problema meu.
17:48Não é que isso é isso aí.
17:50Muita gente fez isso.
17:55E esse cara também é o cara que tem que entrar nessa conta.
17:58E não é só direita e esquerda.
17:59Concordo.
18:00Você não fica direita e esquerda, mas tem o isentão.
18:01E aí entra na competência dos candidatos também, né, Emílio?
18:04A gente viu, olha, cansou de ver candidato que saiu.
18:07Principalmente no Rio Grande do Sul, toda eleição é assim.
18:09O cara começa com 3% e vai para o segundo turno e ganha eleição.
18:12Aconteceu isso com a Ieda Cruz, com o Sartori, com o Rigoto e com o Eduardo Leite na primeira vez que ele ganhou.
18:19O próprio Bolsonaro venceu a eleição saindo lá de baixo para depois ser o preferido da galera.
18:25Então, quer dizer, a gente precisa deixar também um pouco mais na mão do eleitor.
18:27Porque quando a gente fala muito de estratégia, esquece princípios, esquece de dizer o que está no coração,
18:33a gente acaba contaminando a campanha eleitoral.
18:38Eu sei que pesquisa é importante.
18:40Por isso que eu disse antes, falou, você está bem lá no Rio Grande do Sul?
18:42Realmente, estou saindo em pesquisa em primeiro, em segundo, às vezes em terceiro, para o Senado, são duas vagas.
18:46Estou bem colocado.
18:47Mas para mim o que não importa, não importa tanto a pesquisa, por mais que ela seja um bom termômetro.
18:51Para mim importa que eu esteja em paz comigo mesmo e defendendo as coisas que eu acredito que o eleitor compreenda
18:56e depois compre essa ideia.
18:58Porque senão eu não vou estar fazendo uma campanha bacana, sabe?
19:01Eu gosto de você que você é um cara sério.
19:03A gente percebe, você já vem muitas vezes aqui e eu fiquei até meio chateado da última vez que você esteve aqui.
19:09Você falou, não, agora eu vou tentar isso.
19:11E eu senti que você estava meio triste.
19:13Desanimado.
19:13Você estava triste.
19:14Você estava meio desanimado.
19:16Por que você estava desanimado?
19:18A gente oscila muito, acho que é mais cansado, concordo, que desanimado.
19:21Eu agradeço por ajudar a responder, mas é isso.
19:23O cara tinha gritado pra caramba no dia anterior, meu.
19:25Não, eu estou assim, por exemplo, o que nós estamos sofrendo agora na Câmara?
19:29Acabei de receber a notícia de que o presidente do Conselho de Ética da Câmara já vai na sexta-feira convocar para terça
19:36a continuidade do processo contra Binho, Polon e Zé Trovão, por causa daquela ocupação que a gente fez na mesa da Câmara.
19:44Você já viu acontecer alguma coisa contra um petista, um pessoalista?
19:47Teve recente, tá?
19:48Teve recente.
19:49Teve recente.
19:50O Glauber foi suspenho, mas não foi por isso, não.
19:51É isso aí.
19:52E ele com violência, com tudo.
19:54Aí é o seguinte, aí os caras nos botam nisso aí.
19:56Eu estou com mil coisas pra fazer.
19:58Eu estou lá na CPI do INSS.
20:00A gente está com esse negócio do Banco Master.
20:03Na PGE a gente protocolou coisa.
20:04No STF a gente recorre também.
20:07Na Câmara, CPI e assim por diante.
20:10E aí, pô, a gente tem que passar o dia todo lá
20:12pra ficar se defendendo de um negócio que você fez,
20:15que era certo, que era correto, que era por uma causa justa,
20:17que os outros sempre fizeram e fizeram até de forma errada,
20:21mas pra eles não acontece nada.
20:22Então, esse tipo de coisa nos deixa muitas vezes cansados,
20:25às vezes desanimados até, mas não a ponto de dizer,
20:29ó, vou desistir.
20:30Mas na vez passada, eu lembro da conversa que a gente teve,
20:32a gente teve uma conversa no fim, depois do programa,
20:36mas o que me volta sempre, me deixa animado de novo, Emílio,
20:39é que eu comecei nessa aqui, na política,
20:42apesar de ter sido vereador muito jovem, com 18 anos,
20:44isso foi lá em 2004.
20:46Mas quando eu retornei da Holanda,
20:48eu morava fora do país, fiz meu mestrado lá e tal, em 2013,
20:52e eu olho pra trás o tanto de pessoas que foram impactadas,
20:56não só por mim, mas pelas pessoas que também foram impactadas por mim,
21:00impactaram outras pessoas, eu fico super animado,
21:02porque o Brasil realmente tem hoje um contingente de pessoas
21:06na direita, que entende o que é política e tá pronta pra lutar,
21:09que não existia lá atrás.
21:11Eu comecei praticamente sozinho naquela época.
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