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O conflito no Oriente Médio pode pressionar o agro brasileiro e os preços de alguns produtos ao consumidor.

Há um risco elevado de falta de insumos, como fertilizantes, para a safra que será plantada no segundo semestre deste ano.

Os dados são da área técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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#guerra #agro #ormuz

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Transcrição
00:00O conflito no Oriente Médio pode pressionar o agro-brasileiro e os preços de alguns produtos ao consumidor.
00:05Há um risco elevado de falta de insumos, como fertilizantes, para a safra que será plantada no segundo semestre deste
00:12ano.
00:12Os dados são da área técnica do Ministério da Agricultura e Pecuária.
00:15De acordo com a Secretaria Executiva do Ministério, o fechamento do Estreito de Hormuz,
00:20o corredor marítimo estratégico de 33 quilômetros de largura, situado entre o Irã e Oman,
00:25levou a uma disparada do custo de navios tanque e de gás natural.
00:30Após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã,
00:33a guarda revolucionária iraniana fechou a passagem para a navegação
00:37e ainda ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessar a rota.
00:41Passar por ali é extremamente delicado em momentos de instabilidade.
00:48Quando nós vemos uma guerra como acontece agora,
00:54em que centenas de petroleiros estão parados por não terem nenhum tipo de segurança
00:59para atravessar o Estreito de Hormuz,
01:01isso significa que boa parte, uma parte significativa do petróleo
01:07que iria para todo mundo, não vai passar por ali mais.
01:11Então, é uma via extremamente relevante, importante,
01:16do ponto de vista econômico, do ponto de vista geopolítico,
01:19e que essa guerra tem demonstrado como que o mundo está reagindo
01:24ao anúncio do fechamento do Estreito de Hormuz.
01:28Nós, quando comparamos o início da guerra e hoje, nove dias dessa guerra aproximadamente,
01:36o preço do barril do petróleo já aumentou aproximadamente 20% a 25%.
01:41Mas por que isso afeta o nosso agro aqui no Brasil?
01:44A Agência Internacional de Energia afirmou durante o conflito Israel-Irã de 2025
01:49que interrupções no fornecimento de gás natural acarreta na redução da produção de fertilizantes
01:55e cerca de 20% do comércio internacional de gás natural passa por Hormuz.
01:59Com isso, existe uma ligação direta entre segurança de suprimentos de gás e segurança alimentar.
02:05O Irã, conhecendo bem essa condição, ele trabalha com a possibilidade de impedir a passagem de navios por ali.
02:15Com isso, tentando, de certa forma, pegar esse curso da guerra e coletivizar o curso da guerra.
02:26Ele está tentando distribuir o curso da guerra.
02:29Então, não é só o Irã que vai sofrer com essa guerra, mas todo o sistema econômico,
02:34o sistema que precisa do petróleo para continuar favorecendo o funcionamento das suas empresas, das suas indústrias.
02:43Todos os vizinhos que vendem e aqueles que compram sofrerão com essa guerra
02:49em razão de um elemento geográfico e da utilização desse elemento geográfico.
02:55Nessa previsão mais negativa, o Brasil passaria a enfrentar risco de falta de determinados fertilizantes
03:01que afetariam diretamente a produção de soja, milho, cana e café.
03:05Além disso, a China, maior fornecedor de fertilizantes ao Brasil,
03:09limitou as vendas internacionais dos chamados fosfatados,
03:13um outro tipo de fertilizante, até o meio deste ano,
03:16com o objetivo de garantir o próprio abastecimento interno.
03:19O déficit pode variar entre 1 e 3 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados em 2026,
03:25suficiente para comprometer a produtividade das safras de 2026 e 2027.
03:30Em nosso site, você encontra mais informações sobre o conflito no Oriente Médio
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