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O correspondente Luca Bassani relata que, em resposta à ofensiva americana, o Irã iniciou um contra-ataque direcionado a diversas bases militares dos Estados Unidos espalhadas pela região. A retaliação iraniana é ampla e atinge instalações norte-americanas localizadas em países aliados, incluindo Emirados Árabes Unidos (Abu Dhabi), Bahrein (Manama), Kuwait, Arábia Saudita e Catar, onde fica a base de Al Udeid, a maior estrutura militar dos EUA no Oriente Médio, abrigando mais de 10 mil soldados.

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Transcrição
00:00Pois é, Márcia, de acordo com as várias notificações dessa última hora,
00:06todas as bases militares norte-americanas nos seguintes países foram atacadas.
00:11Então temos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi principalmente,
00:16Doha no Qatar, a base de Al-Udeid, a maior base norte-americana no Oriente Médio,
00:20com mais de 10 mil militares norte-americanos de forma fixa.
00:24Também a base em Manama, uma das principais relacionadas à marinha norte-americana no Bahrein,
00:31além de outros ataques no Kuwait e na Arábia Saudita, Riad, a capital do país.
00:37Outro ataque foi notificado também na Jordânia,
00:40esse foi repelido pelas forças jordanianas aliadas dos Estados Unidos
00:44e o alerta segue elevado para as questões no Iraque,
00:49que como eu disse anteriormente, o próprio professor Porfírio estava dizendo agora há pouco,
00:55é uma situação diferente das demais porque não envolve só ataques aéreos iranianos.
01:00O Irã tem um acordo muito forte, um financiamento ideológico e militar muito robusto
01:06com as milícias xiítas iraquianas que podem, por terra, fazer ataques terroristas
01:10contra as instalações militares norte-americanas,
01:13instalações consulares de países ocidentais,
01:16ou evidentemente alguns hotéis ou outras empresas.
01:19Então, o caso do Iraque, ele tem sido observado de maneira mais atenta
01:25por conta de tudo que isso pode representar.
01:28A chance de matarem algum tipo de soldado norte-americano
01:31ou de cidadão ocidental dentro do Iraque,
01:34nessas condições, ela é muito maior do que nesses ataques
01:37que estão sendo repelidos pelos aliados norte-americanos
01:40nas demais bases do Oriente Médio.
01:43Essas são as atualizações das últimas horas,
01:46estudo indica que esse tende a ser um conflito longo.
01:49Ao contrário do último ano, a Guerra dos Doze Dias,
01:51a Operação Martelo da Meia-Noite,
01:54que, segundo o Donald Trump, obliterou as capacidades nucleares iranianas,
01:58principalmente na usina de Fordow,
02:00isso não tende a se repetir agora,
02:02porque os alvos são diversos.
02:04Inclusive, imagens por satélite mostram que a casa do líder supremo Ali Kaminei
02:09foi um dos alvos e aquela vontade de mudança de regime
02:13através do enfraquecimento do mesmo,
02:15que já tem passado por grandes momentos de dificuldade
02:19após as manifestações populares do final de 2025, começo de 2026,
02:24um movimento que deixou pelo menos 7 mil mortos,
02:27de acordo com agências internacionais,
02:28mais de 50 mil presos e uma situação econômica
02:33que se agravou ainda mais com a aplicação de novas sanções
02:36a partir do mês de fevereiro.
02:38A gente vai continuar monitorando todas essas movimentações
02:42e também as comunicações oficiais do governo iraniano
02:46que dizem que múltiplas cidades foram alvo
02:48e que, provavelmente, isso continue durante as próximas horas.
02:53Voltaremos a qualquer momento com novas atualizações.
02:55Obrigada, Luca Bassani, pelas informações.
02:59Vou chamar o Túlio Nassa também.
03:00O professor continua com a gente,
03:02mas vou incluir o Túlio nessa conversa.
03:05Túlio, de que forma o Brasil tem que se posicionar?
03:08Tem que haver um posicionamento por parte do presidente da República?
03:11A gente conversou também que o Brasil é o 12º em capacidade militar.
03:17Isso a gente se preocupa com essa instabilidade mundial?
03:20Até porque, como você falou agora há pouco,
03:22é uma geopolítica econômica que afeta também o nosso petróleo,
03:27o valor dos combustíveis.
03:29Como é que isso pode afetar, de alguma forma, nós, os brasileiros, a longo prazo?
03:34Olha, Márcia, nós vivemos tempos sombrios.
03:37Nós estamos num campo minado e o Brasil precisa de muita responsabilidade,
03:42de muita cautela.
03:44Essa situação ali do Irã, ela provoca ali duas camadas.
03:47De um lado, existe um governo ditador, um governo violador de direitos humanos,
03:52um governo que dificilmente deveria ser apoiado pelo Brasil diplomaticamente,
03:57porque isso volta contra a imagem do próprio Brasil.
04:00Agora, de outro lado, também Donald Trump não é um santo.
04:03Donald Trump também não está indo ao encontro dos mecanismos multilaterais
04:08de resolução de conflitos.
04:10Donald Trump não está fazendo uma política geoeconômica correta, adequada,
04:14e, portanto, a posição do Brasil deve ser a de cautela,
04:18deve ser a de neutralidade,
04:19para que ele possa aguardar os próximos passos
04:22e poder fazer acordos comerciais,
04:25poder se posicionar diplomaticamente
04:27da forma que menos agride tanto um lado quanto o outro.
04:32Pois é.
04:32O Jess Peixoto, junto com a gente também,
04:35você tem pergunta aí para o professor Porfírio, né, Jess?
04:37Tenho. Professor, muito obrigada pela presença.
04:40Nós há pouco falávamos sobre essa estrutura histórica do Irã.
04:44O que acontece, as pessoas muitas vezes acreditam
04:48que a revolução, ela tira um regime democrático que estava estabelecido,
04:53mas a noção do que era democrático ou não ali
04:56é muito diferente da nossa vivência mais ocidental da democracia.
05:02Quando a gente olha para o início, para o meio do século ali,
05:06na Guerra Fria, a Operação Ajax, a influência dos Estados Unidos e do Reino Unido,
05:10em relação à mudança daquele regime para um regime mais alinhado
05:15com os Estados Unidos e com a Europa,
05:18nós vemos também a tomada de uma oposição a isso muito forte nos Estados Unidos,
05:22no Irã, que vai levar depois à revolução que vai acarretar na teocracia xiita
05:28que o Irã vive hoje.
05:30Como o senhor avalia a lógica dos Estados Unidos
05:33nessa possível transição de poder?
05:36Porque nós vimos em outros casos, como o apoio em dado momento
05:40a Saddam Hussein, até mesmo no conflito com o Irã,
05:44ser catalisado depois em grupos que vão se opor naturalmente aos Estados Unidos,
05:50porque querendo ou não, em termos culturais,
05:52é muito, infelizmente, incentivado esse ódio ao mundo ocidental,
05:56mas principalmente aos Estados Unidos.
05:59Como a senhora avalia essas consequências?
06:01Está mais próximo ao que aconteceu no Afeganistão com o Talibã
06:05ou não existe uma possibilidade de contenção
06:08que os Estados Unidos possam fazer no Irã,
06:11algo talvez similar ao que ele conseguiu fazer na Venezuela
06:16e manter ali um regime que o vê com mais proximidade agora?
06:22Respondendo a sua pergunta, mas trazendo dois dados importantes.
06:25Primeiro, o Irã faz parte do BRICS desde 2024, meus amigos.
06:30Então, acompanhando isso.
06:33Segundo ponto, o principal, o dito potencial apoiador
06:37de uma resistência à ação americana no Irã,
06:42que foi o Afeganistão, os talibãs disseram que iriam ajudar o Irã,
06:47acabaram de entrar numa guerra com o Paquistão,
06:51coincidentemente, há 24, 48 horas.
06:54Mas sobre o que você perguntou, minha cara?
06:57O...
06:58Não se trata apenas, e é por isso que eu falo,
07:01até onde o Ocidente tem um compromisso em levar os valores democráticos.
07:05O regime de Reza Paleve, que foi apoiado pelos americanos,
07:10era um regime que prometia uma vida privada liberal,
07:16em termos de costumes,
07:19e, ao mesmo tempo,
07:22não tinha compromisso nenhum com valores democráticos.
07:25Tínhamos uma polícia secreta,
07:28que não é lembrada com saudade até hoje pelo povo iraniano,
07:31chamado Savak,
07:33que foi preparada pelo Serviço Secreto Norte-Americano.
07:37Diga-se, CIA, na época.
07:40Então, esse é o grande ponto.
07:42Então, a revolução foi causada por isso.
07:44E mais um fator.
07:46O achar que aos valores,
07:48e ao modo de vida não ocidental, iraniano,
07:51o islã político, chiita,
07:54e o quê?
07:55Uma ação ilegítima de repressão,
07:59perseguição do governo contra o seu próprio povo.
08:02Em função disso, houve a revolução,
08:05mas o, então, Ayatollah Khomeini,
08:08ele cria uma república islâmica,
08:11que nada mais nada menos é o quê?
08:12Uma roupagem moderna,
08:14a ideia de imamato.
08:16Ou seja, os sacerdotes,
08:18os peritos da religião e da lei,
08:21assumem o governo,
08:22na condição o quê?
08:24De força moderadora entre os três poderes.
08:27Esse é o ponto.
08:28Surge um autoritarismo ali.
08:30Sustentado pela guarda revolucionária.
08:33O grande problema é o quê?
08:36Diante de um longo período de aparelhamento,
08:41de verticalização e horizontalização do regime,
08:45numa queda,
08:46o que nós teremos depois?
08:48Eu vi vocês falando da busca de um líder catalisador.
08:52Não é o filho do então rei Reza Palévia.
08:56Nós não temos uma referência de liderança.
08:59Em um local aonde ele é a porta entre o Oriente e o Ocidente,
09:03faz parte dos projetos de Rota da Seda,
09:07inclusive chinês,
09:10comercialmente,
09:11e é uma grande fonte, o quê?
09:12De recursos de hidrocarbonetos.
09:15E aí, qual é o ponto?
09:17A instabilidade pode gerar o quê?
09:20Uma terra de ninguém.
09:22Lembremos que, na Primavera Árabe,
09:24nós temos ainda o quê?
09:25Resquícios de terra de ninguém.
09:28Síria, por exemplo,
09:30que agora começa o quê?
09:32A se estabilizar.
09:33Há trancos e barrancos.
09:35Líbia, uma terra até hoje o quê?
09:37De senhores da guerra.
09:39Então, são pontos preocupantes
09:42que o Trump levanta
09:44e por isso que eu digo,
09:46não é apenas um encantamento de o quê?
09:49De uma queda de regime,
09:51mas de enfraquecimento
09:53num processo o quê?
09:54De transição a médio e longo prazo.
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