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Milhares de soldados americanos estão em perigo. Após o ataque direto ao Irã, as bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio, como a de Al Udeid no Catar, tornaram-se alvos em potencial para o regime iraniano.Entenda as consequências geopolíticas da "Operação Fúria Épica" e como o Irã está respondendo militarmente a Israel e aos Estados Unidos.


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Transcrição
00:00Fabrizio, a gente teve a resposta iraniana já, com o Israel fazendo os alertas e o Irã lançando mísseis e
00:06até drones contra o território israelense.
00:09Lembrando que hoje é sábado, a semana em Israel começa exatamente no domingo.
00:13Então é como se lá para os israelenses hoje fosse o domingo, o dia do descanso, a semana começando amanhã.
00:18Agora, quando a gente olha essa resposta iraniana, o Dan Cain, que é do Estado-Maior dos Estados Unidos,
00:26ele alertou o Trump da possibilidade de perda de vidas de americanos.
00:30O Irã pode, de algum modo, atacar bases americanas também, além de lançar mísseis contra o território israelense?
00:38E isso também é algo que, imagino, muito caro para a população dos Estados Unidos, a perda de vida desses
00:44soldados que estejam nessas bases, não?
00:47Essa é a grande questão para Donald Trump e para os Estados Unidos, incluindo o Nonato, com efeitos políticos muito
00:55grandes.
00:55Vamos lembrar aqui rapidamente, antes de eu responder a sua pergunta, sobre aquela manifestação que Donald Trump fez em janeiro,
01:03no 13 de janeiro,
01:04quando os Estados Unidos entram na Venezuela em uma operação militar muito bem sucedida para os norte-americanos e prendem
01:12a Nicolás Maduro.
01:13A manifestação de Donald Trump, feita em Mar-a-Lago, naquele 3 de janeiro, uma das primeiras coisas que ele
01:20fala é
01:20Não houve perda de vidas norte-americana.
01:24O presidente Donald Trump foi eleito em 2024 prometendo para o cidadão que ele não colocaria os Estados Unidos em
01:32guerras que não os pertencem,
01:34que os Estados Unidos não deveriam se envolver.
01:36Principalmente por conta disso, a perda de vidas de soldados norte-americanos no exterior é sempre vista para o público
01:44interno como uma grande tragédia.
01:46Por que eles foram enviados para lá?
01:48Os Estados Unidos têm uma memória muito ruim nas últimas décadas em relação a esse tipo de situação.
01:56Basta a gente ver no século XXI o que aconteceu no Iraque, principalmente no Afeganistão,
02:01uma operação que muitos esperavam que fosse rápida, durou mais de duas décadas e muita gente morreu.
02:06Os Estados Unidos saíram quase que derrotados do Afeganistão e também o histórico no século passado,
02:11com a Guerra da Coreia, a Guerra do Vietnã, Somália, enfim, tantas e tantas operações.
02:16Agora, em relação a este caso de hoje, os Estados Unidos têm aproximadamente 10 mil tropas
02:24posicionadas de maneira fixa no Oriente Médio, em bases militares espalhadas por diversos países.
02:31Israel, Catar, Iraque, enfim, vários e vários países dessa região possuem bases militares norte-americanas.
02:41A maior delas é a base de Al-Udeid, que fica no Catar.
02:45O Irã já havia avisado que, caso fosse atacado pelos Estados Unidos ou por Israel,
02:52consideraria a presença militar nos Estados Unidos, qualquer base, qualquer posto militar
02:58dos Estados Unidos no Oriente Médio, como um alvo legítimo.
03:03Não à toa, os Estados Unidos já haviam retirado alguns dos seus soldados do Oriente Médio
03:10como precaução.
03:11Isso aconteceu, por exemplo, semana passada na Síria, com a retirada de aproximadamente mil soldados.
03:18Os Estados Unidos falaram oficialmente que, naquela ocasião, eles cumpriam uma missão
03:23contra o Estado Islâmico e que essa missão havia sido encerrada.
03:27Ela estava cumprida, portanto, essas tropas que estavam ali podiam se retirar.
03:32Na verdade, já era um certo preparativo.
03:34A base de Al-Udeid foi atacada pelo Irã em junho do ano passado,
03:38mas foi um ataque que ficou muito aquém do potencial iraniano.
03:41Naquela ocasião, foi visto apenas como algo para dar uma resposta protocolar
03:47à operação dos Estados Unidos.
03:48Não houve perda de vidas.
03:50Agora, a gente está falando de um ataque maior dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã
03:55e, portanto, o Nonato, o Márcia, a expectativa de que o Irã também
04:01acabe respondendo com mais força.
04:04Por isso, inclusive, a fala de Donald Trump.
04:06Heróis americanos podem acabar morrendo nesta operação.
04:11Foi isso que disse o presidente republicano há algumas horas.
04:14E a embaixada americana no Catar também, Fabrício, já acionou ali um alerta
04:20para proteger todas as pessoas que estiverem ali dentro, todos os americanos.
04:24E, recentemente, o Irã realizou exercícios militares com a Rússia e a China.
04:30Isso também pode ter sido um sinal de alerta para Donald Trump?
04:35Pode ter sido um sinal de alerta, embora, Márcia, seja difícil de acreditar
04:39que os Estados Unidos, nesse momento, comprariam uma guerra
04:43onde Rússia e China, por exemplo, estivessem dispostas a defender o Irã.
04:49Isso dificilmente vai acontecer.
04:51Rússia e China dificilmente vão colocar a mão no fogo por esse país
04:57a ponto de colocar tropas à disposição para lutar contra Estados Unidos e Israel.
05:02Não porque eles não podem enfrentar Estados Unidos e Israel,
05:05mas porque não compensa neste momento e não reflete o histórico destes dois países.
05:12A China, porque tem uma posição muito pragmática em relação ao uso das suas forças armadas.
05:17Ela observa muito o que acontece, ela monitora as situações, ela busca oportunidades.
05:24É uma posição realmente muito pragmática que vem direto da cúpula do Partido Comunista
05:30já há muito tempo, mas principalmente agora com o Xi Jinping.
05:34E no caso da Rússia, a Rússia tem o seu outro problema interno,
05:38que é tão grande quanto qualquer coisa que possa acontecer ao redor do mundo para eles,
05:43que é a guerra com a Ucrânia, que completou quatro anos agora.
05:47E a gente tem uma estagnação, Márcia, dos combates entre Rússia e Ucrânia.
05:54Então, a Rússia tem precisado mobilizar muitas tropas, muita gente, muito dinheiro
06:00para um conflito onde não há nem ganhos nem perdas já há muito tempo.
06:04Um conflito que está, de fato, estagnado.
06:06Mas ela não pode retirar tropas que estão ali na linha de combate e colocá-las em outro lugar.
06:14A gente, ao mesmo tempo, está falando de um país territorialmente muito grande
06:16que não pode, nesse momento, se permitir deixar alguma região com menos cuidados,
06:25com menos atenção em prol de uma outra região, de um outro país,
06:28melhor dizendo, que não está, assim, ligado diretamente a ele,
06:33ainda mais diante de uma guerra contra os Estados Unidos, a maior força militar do mundo.
06:38Ô, Nath, o que a gente está vivendo agora é uma imprevisibilidade também, né?
06:43Porque, como você chamou a atenção, no ano passado, os ataques americanos ao Irã
06:47foram mais, entre aspas, cirúrgicos para tentar, como eles disseram,
06:52obliterar a capacidade nuclear do Irã, ou pelo menos atrasar um pouco mais
06:56a capacidade nuclear do Irã.
06:58E me parece que, dessa vez, não.
07:00Até porque você tem um contra-golpe iraniano.
07:04A gente tem o discurso das autoridades iranianas dizendo que vão, sim, reagir e retaliar.
07:09E a gente lembra do conflito entre russos e ucranianos,
07:13que muitos falavam, a Rússia aniquila a Ucrânia rapidamente.
07:17O conflito já fez quatro anos.
07:19Será que a gente está às portas de viver algo prolongado também no Oriente Médio
07:23nesse momento, ou ainda há uma possibilidade de diplomacia?
07:28Na minha visão, a diplomacia ocorreria se o Irã não tivesse reagido.
07:31Já reagiu.
07:32Já reagiu, exatamente.
07:33É um sinal de que não é um ataque, como os Estados Unidos haviam mencionado
07:39anteriormente, que fosse pontual.
07:42Que fosse um ataque justamente para pressionar o Irã, fazer o Irã ficar acuado,
07:47ter uma resposta mais protocolar.
07:48A resposta do Irã, tudo nos indica, nesse momento, Nanato,
07:52com as primeiras informações que a gente recebe,
07:55de que não são respostas apenas protocolares.
07:58que o Irã parece que está mesmo disposto a encarar esse conflito de frente,
08:03embora ele não tenha capacidade de uma guerra prolongada
08:07contra os Estados Unidos e Israel,
08:10mas que ele vai buscar, se for para cair, ao menos cair atirando.
08:14Essa que parece ser a situação.
08:17Nós já temos aqui relatos de ataques contra uma base militar dos Estados Unidos
08:23no Bahrein, por exemplo.
08:24E a cada ataque que o Irã fizer e tiver um relativo sucesso,
08:29seja contra os Estados Unidos ou contra Israel,
08:32isso obviamente vai motivar esses dois países a atacarem o Irã ainda com mais força.
08:38Essa parece ser a situação de momento.
08:41Agora, uma guerra contra o Irã, do ponto de vista norte-americano,
08:47ela tem alguns empecilhos.
08:49Vamos começar pelo fato de que são países muito distantes um do outro.
08:53Então, por exemplo, Donald Trump havia falado nessa semana
08:57que o Irã estava cada vez mais próximo de obter um míssil balístico
09:00que pudesse atingir o território norte-americano,
09:03contrariando o que diz, inclusive, a inteligência dos Estados Unidos,
09:07que afirma que o Irã não está próximo de obter algum míssil desse tipo.
09:11Porém, quando você fala de uma guerra entre esses dois países,
09:16a gente está falando de uma distância geográfica muito grande
09:19que obrigaria os Estados Unidos, das duas uma,
09:22ou a empenhar um número muito grande da sua força aérea,
09:27dos seus mísseis balísticos, para estarem à disposição desse conflito,
09:32e isso envolve muito dinheiro,
09:33ou então colocar muitas tropas no território iraniano,
09:38mas muitas tropas mesmo.
09:40O Irã é um país grande geograficamente,
09:43é um país desenvolvido, inclusive,
09:46não se trata de um país pobre,
09:48um país sem infraestrutura,
09:50como, por exemplo, o Iraque.
09:52Os Estados Unidos entraram no começo do século também
09:56e havia a expectativa de que eles passassem o carro
10:00contra a defesa iraniana, contra a defesa iraquiana,
10:03que eles resolvessem rapidamente o que eles pretendiam fazer ali,
10:07que era pegar Saddam Hussein,
10:09acabar com armas de destruição em massa,
10:12no fim das contas, eles levaram tempo para encontrar Saddam Hussein,
10:16nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada,
10:18toda aquela situação que a gente já sabe,
10:20foi uma operação militar que durou uma década.
10:24Então, se os Estados Unidos não agirem de maneira decisiva,
10:28pode ser que a gente tenha, de fato,
10:30um conflito que se arraste por bastante tempo.
10:33O que parece que vai acontecer aqui é o seguinte,
10:37o Irã deve trabalhar, nesse momento,
10:39como ele já fez anteriormente,
10:41naquele chamado ataque de saturação,
10:43principalmente contra Israel.
10:45O que é um ataque de saturação?
10:47Israel tem a sua defesa aérea, o domo de ferro,
10:51por exemplo, além de outros sistemas de defesa,
10:54por exemplo, o estilingue de Davi,
10:57alguns sistemas, três sistemas de defesa aérea
11:00tem Israel para se prevenir de ataques.
11:02Mas aí você tem, por exemplo, o Irã disposto a lançar
11:06200 mísseis pequenos, 200 foguetes que seja,
11:10e aí lança três ou quatro mísseis hipersônicos.
11:13A defesa aérea israelense vai buscar prevenir
11:16esses 200 mísseis menores,
11:18mas não consegue resistir aos maiores,
11:20porque a gente está falando de um volume muito grande
11:22de disparos contra o seu espaço aéreo.
11:26Então, essa pode acabar sendo a estratégia iraniana,
11:29que funciona num primeiro momento,
11:31mas chega a um certo ponto que,
11:33sem ajuda externa,
11:35sufocado por dois adversários muito fortes
11:37que já conseguiram no ano passado
11:39ter o controle do espaço aéreo iraniano,
11:42certamente que Teheran não conseguiria
11:45ficar nessa posição por um período muito prolongado.
11:49Ou aceita algum acordo,
11:52ou vai tentar buscar um cessar-fogo,
11:54vai ter que recuar,
11:55alguma coisa vai precisar acontecer.
11:57O Irã sozinho, sozinho,
11:58não vai conseguir se defender por muito tempo.
12:01Marcia, e só para complementar o que o Naitsk está dizendo,
12:04a gente teve uma espécie de oposição
12:06de Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes,
12:10para que os Estados Unidos pudessem atacar
12:13via território deles,
12:15exatamente por esse receio
12:16de uma ação mais prolongada ali na região,
12:20já que para os Estados Unidos
12:21a diferença geográfica é muito grande.
12:22Então, não daria para você ter um conflito
12:24entre Estados Unidos e Irã,
12:25propriamente dita,
12:26é bem essa descrição que o Naitsk trouxe para a gente.
12:29A gente vai voltar com mais análises
12:30e esse tema já já,
12:32agora seis horas e vinte e sete minutos.
12:34Repitando.
12:35Seis e vinte e sete.
12:37Bom, vamos seguir com o Naitsk aqui,
12:39então, analisando esses temas.
12:40Eu queria perguntar,
12:41eu fiquei observando o Naitsk falar
12:44e pensei uma coisa assim,
12:46o Israel está mais exposta,
12:48nesse momento,
12:49a ataques do que os Estados Unidos
12:51por conta realmente de toda essa situação.
12:53A gente já viu o Irã já fazendo...
12:55A proximidade.
12:56É, a proximidade, né?
12:57E eu também, pesquisando aqui,
12:59Naitsk, não é nova essa crise
13:01entre Estados Unidos e Irã,
13:03vem lá de 1979, né?
13:05Conta para a gente um pouquinho
13:06de um breve histórico aí
13:07dessas tensões entre os países.
13:08Bom, vamos por partes, Márcia.
13:10Em relação a Israel,
13:12de fato, está muito mais exposto
13:14que os Estados Unidos nesse conflito,
13:16por se tratar de um país
13:18muito mais próximo geograficamente
13:19que o Irã, do Irã, melhor dizendo,
13:22por se tratar de um país pequeno,
13:24territorialmente,
13:26em meio a um mapa ali
13:28geopolítico muito conturbado.
13:29Então, claro que Israel é o alvo
13:31mais fácil para o Irã,
13:33digamos assim,
13:34em relação aos Estados Unidos.
13:35E aí, até por isso,
13:37que vem essa afirmação
13:39do governo iraniano,
13:41dizendo que qualquer base militar
13:43norte-americana no Oriente Médio
13:46seria um alvo do Irã,
13:48porque o Irã não tem capacidade
13:49de atingir os Estados Unidos
13:51no seu próprio território.
13:52O que a gente pode ver,
13:53e certamente isso vai acontecer,
13:56Márcia, já nas próximas horas,
13:58é um tipo de movimentação interna
14:01nos Estados Unidos
14:03para evitar ataques de, por exemplo,
14:06alguma pessoa com afiliação
14:08a um grupo terrorista,
14:10alguma coisa nesse sentido.
14:12Esses tipos de situação.
14:14Então, o que a gente deve ver,
14:16por exemplo, é um reforço dos Estados Unidos
14:18da presença de policiais,
14:20de agentes de segurança
14:22próximo a pontos turísticos
14:24muito conhecidos,
14:26os prédios mais importantes,
14:28sedes do governo,
14:29portos e aeroportos,
14:31locais de grande movimentação,
14:33isso tudo deve ter um certo reforço,
14:35não só nos Estados Unidos,
14:37mas na Europa também.
14:38A Europa pode acabar entrando,
14:41países da União Europeia,
14:42o Reino Unido,
14:42podem acabar entrando nessa história
14:44meio que sem querer querendo,
14:47digamos assim.
14:49Agora, a sua segunda pergunta,
14:51perdão, se havia que...
14:52Histórico, né?
14:53Sobre o histórico, muito bem.
14:54Em relação ao histórico,
14:56a gente tem uma situação que vem,
14:58como você destacou,
14:59desde 1979,
15:00esse foi o ano da Revolução Islâmica
15:03lá no Irã.
15:05Até 1979,
15:07o Irã era comandado
15:08pelo Shah Reza Palev.
15:09A gente tem escutado
15:10falar muito desse nome
15:11nos últimos meses,
15:13mas se referindo
15:13ao filho do Shah Reza Palev,
15:15que por acaso também
15:15se chama Reza Palev.
15:17Esse regime do Shah Reza Palev,
15:20ele não era exatamente
15:21um regime muito popular.
15:23Ele, pelo contrário,
15:24era um regime que tinha
15:25um certo alinhamento
15:26com o Ocidente,
15:27mas ele era muito ligado
15:29à questão de repressão.
15:30E aí, a troca de regime
15:33não facilitou para o Ocidente.
15:35Perfeito.
15:36Fabrício Naitz,
15:37que trazendo essa análise
15:38aqui para a gente
15:39no Jornal da Manhã.
15:42Seis e meia em ponto.
15:44Repita.
15:44Seis e meia.
15:46Seguimos aqui atualizando
15:47para você as informações
15:48sobre o ataque americano
15:49ao Irã.
15:51E o Fabrício Naitz,
15:53que, né, Marcia,
15:53você estava fazendo aqui
15:54um apanhado,
15:55um resumo de como é que
15:56a República Islâmica
15:57chegou a esse ponto
15:58a partir de 1979,
16:00pós-regime do Shah Reza Palev.
16:03Você quer completar, Fabrício?
16:04Foi um período
16:05que marcou muito.
16:07Inclusive, aquilo ali
16:07teve repercussões
16:08muito sérias economicamente também.
16:10O Brasil foi um país
16:11que sofreu muito
16:13daquele período,
16:14principalmente por conta
16:15da questão do petróleo.
16:16E aí, a gente tem
16:17algumas explicações
16:18em relação a isso.
16:19Não apenas o Irã
16:20é um país
16:21que tem uma produção
16:22de petróleo
16:22muito significativa,
16:23mas ele também controla
16:24o acesso ao Estreito de Hormuz,
16:26que é dali que saem
16:27grande parte dos navios
16:29que recolhem petróleo
16:31naquela região
16:31do Oriente Médio,
16:33um dos principais
16:34polos produtores
16:34de petróleo
16:35do planeta.
16:37Então, isso na época
16:38fez disparar
16:39o preço do petróleo.
16:40A partir daquele momento,
16:41ainda no governo,
16:42com o líder supremo
16:44Rolá Comeine,
16:46houve ali
16:46uma ruptura total
16:47com o Ocidente,
16:50promessas de ataques
16:51a Israel,
16:52e, é claro,
16:53a situação
16:53acaba degringolando.
16:55Só para trazer
16:56uma informação
16:56aqui agora,
16:57Nonato,
16:58Márcia,
16:59o governo
17:00do Bahrein
17:01confirma
17:01que um posto
17:03militar
17:04da Marinha
17:04dos Estados Unidos
17:05no Bahrein
17:06foi alvo
17:07de um ataque
17:08de mísseis.
17:09Essa informação
17:10foi confirmada
17:11pela mídia estatal
17:12lá do Bahrein,
17:13que diz que o centro
17:14de serviço
17:15da 5ª Frota
17:16na Marinha Americana
17:17foi, então,
17:17alvo de um ataque
17:19de mísseis
17:19e que mais detalhes
17:21serão dados
17:21nos próximos momentos.
17:23Eles ainda não falam
17:24em número de vítimas,
17:25mas confirmam, então,
17:27a presença,
17:29a realização
17:30desse ataque
17:31iraniano,
17:32mostrando que,
17:33de fato,
17:33a situação
17:34está escalonando,
17:36não apenas em Israel,
17:37mas em todo o Oriente Médio.
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