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Para entender como a chamada "farra dos penduricalhos" se sustenta na prática é preciso olhar com atenção para a forma como a folha de pagamento dos magistrados é preenchida.Um levantamento recente, realizado pelo portal G1, escancarou o tamanho dessa manobra: foram contabilizados pelo menos 37 termos diferentes utilizados nas folhas salariais com o único propósito de justificar o pagamento dessas regalias e benefícios extras aos juízes.

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Transcrição
00:00pelo G1. Muito interessante, pra gente entender melhor como essa famosa farra dos penduricalhos
00:06tá se desdobrando na folha salarial. Não é à toa que o ministro Dino já falou
00:11gente, que teto é esse? Tem dois mil, três mil tetos do funcionalismo no Brasil.
00:17Não dá pra entender. Se nenhum ministro, com a capacidade do ministro Dino, consegue entender
00:22é porque as coisas estão muito camufladas. Essas verbas adicionais nos salários dos magistrados
00:29e servidores em geral, elas têm nomes disfarçados. O G1, como eu disse, contabilizou 37 desses termos
00:38e o Matheus, atento, advogado também, né? O príncipe infante da capitania das gerais
00:44selecionou alguns aí pra gente. Eu tenho meus favoritos. Vamos ver se você engana a Jess.
00:48Vamos lá, alguém adivinharia. Tem um simples, né? Direitos eventuais, direitos pessoais, indenizações.
00:55Agora, da frente tem os valores, né? E tem uns bonitinhos aqui, ó. Vantagem pessoalmente,
01:03pessoal nominalmente identificada. É tudo pra mesma coisa, tá gente? Parcela de irredutibilidade,
01:08mas os meus favoritos são remuneração paradigma. E uma que vem, que essa é muito clara, muito
01:15boa pra identificar no portal da transparência. Outra.
01:18Outra. Você vai e recebe, aí fala, isso aqui veio de quê? Tá escrito lá. Outra. Nossa,
01:23outra é uma palavra tão forte, até poética. Parece Nelson Rodrigues, né? Tá no contra-cheque.
01:28A outra. A outra. Tem muita gente que tem no contra-cheque. A remuneração paradigma.
01:35Isso me lembrou os rótulos também que camuflam a presença de açúcar em alimentos saudáveis.
01:42Os nomes são também escalafobéticos. Por exemplo, é açúcar, mas tá escrito lá na barrinha de cereal,
01:48por exemplo, xarope de glicose. Corre, é açúcar. Xarope de milho. Xarope rico em frutose.
01:56Nossa, esse parece saudável. Parece saudável, igual penduricalho.
01:59Eu tomaria outra. Olha só. Maltodextrina. Maltodextrina. Corre, é açúcar.
02:07Polidextrose. Agora, a melhor de todas. Suco de cana evaporado.
02:12Hum, esse é muito bom. Eu até pararia na estrada pra tomar um suco de cana.
02:16Suco de cana evaporado é açúcar, meu amigo.
02:18Esse suco você pede assim, né? É penduricalho.
02:21Isso aqui é sabor penduricalho.
02:23Sabor penduricalho, gente.
02:25Olha, realmente a gente precisa estar atento aos rótulos e também aos votos que a gente vai ter direito agora,
02:32né?
02:33É, bastante atentos aos votos que vamos ter direito.
02:36E eu acho que esse julgamento, assim, do penduricalho, ele tá até chamando bastante atenção.
02:42Uma atenção que por muito tempo não foi dada essa causa, mas que tá repercutindo, né?
02:46Nós falamos da juíza ontem, que sempre que eu me lembro, eu fico até difícil, eu fico com vontade de
02:51chorar.
02:52Toca a música aí, toca a música, Glauco.
02:54É, a juíza que no mês de dezembro aí bateu 113 mil, 113 mil de remuneração, mas ela pagava pelo
03:03próprio café.
03:04E lanche.
03:05E lanche. E no Rio de Janeiro não tem lanche mais.
03:09Então são cenas como essa que nós estamos vendo.
03:11E vale lembrar que a PGR achou que houve ali, a Procuradoria Geral da República,
03:16que houve um extrapolar das funções em relação à análise dos penduricalhos.
03:21Então, de uma maneira muito singela, o Procurador Guanê coloca que o Supremo teria, talvez,
03:28extrapolado suas funções neste ponto em específico, neste momento do Brasil.
03:34E, ao que tudo indica, o julgamento vai acabar fortalecendo uma narrativa muito forte no Brasil,
03:41que é de combate aos super salários, ao respeito ao teto.
03:45Então, está educando a população nisso e acordando a população para as remunerações paradigmas.
03:54Exato.
03:54Ou para a outra.
03:55Para a outra.
03:56E que representam anualmente 20 bilhões, né?
04:00Apenas uma minoria dos 12 milhões e meio de servidores públicos,
04:04aos quais a gente rende todas as homenagens,
04:07mas são apenas 50 mil aí desses 12 milhões que recebem cerca de 20 bi por ano.
04:13O mais surpreendente é que são 37 formas de falar da mesma coisa.
04:17É isso que causa estranheza e é por isso que a gente fala que camufla, né?
04:20Isso, 37 formas que nós sabemos até agora.
04:23Pode haver mais formas aí ou mais formas a serem criadas.
04:26E outra coisa, esses nomes nunca descontam, eles só adicionam.
04:30Porque se fosse nó, descontou o quê?
04:32Descontou da outra.
04:34Descontou do...
04:34Eu vi que não ia correr atrás da outra.
04:36A nebulosa do amor, sei lá, eu ponho qualquer nome, né?
04:39E o desconto...
04:39Corrente de Andrômeda.
04:40Quando a gente olha, né, o desconto é no INSS, né?
04:43O desconto é no aposentado e pensionista que paga,
04:47que ganha pouco muitas vezes e tem o salário ali sequestrado, benefício roubado.
04:53Agora, quando a gente olha pra outra, pro paradigma, aí é como você disse.
04:58Aí é um adicional, é um benefício, é algo que acrescenta.
05:02E as argumentações são das mais variadas.
05:04Inclusive, uma delas é que ninguém mais vai querer ser juiz no Brasil.
05:08Ninguém, ninguém vai querer, já imaginou, ganhar sem penduricalho, só o teto?
05:13Ninguém vai querer.
05:14Então, assim, eles têm essas argumentações muito criativas.
05:19Até um dos ministros falou sobre aposentadoria, né?
05:23Que o penduricalho faz com que o juiz demore a se aposentar.
05:26Achei isso uma argumentação interessante até.
05:28Mas a aposentadoria compulsória aos 70 anos, né?
05:31No judiciário, né?
05:33Ou se fizer alguma besteira no meio do processo, né?
05:36Você é punido também.
05:36Você ganha esse brinde.
05:37Com esse bônus de se aposentar.
05:39Tabor, punição, né?
05:41Manager, podemos agora ir pra Minas Gerais?
05:44É porque vamos falar de uma situação real de tristeza e luta e muita dificuldade.
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