00:00atingindo patamares que são os maiores desde 2017.
00:05É sobre isso que a gente está falando.
00:06Esse é o Brasil real, né?
00:08Não é dos penduricalhos, que são a minoria dos servidores públicos.
00:13O David Diogo tem todos os detalhes.
00:16Ele está a postos pela cidade de São Paulo e participa conosco.
00:20Bem-vindo, David Diogo. Conta tudo pra gente.
00:26Muito obrigado, Fernando.
00:27Bom dia pra você, aos convidados e a todos que nos acompanham.
00:31Inclusive, quero falar pra quem nos acompanha nesse momento,
00:33porque muita gente se enquadra aí nesse grupo de inadimplentes no nosso país, infelizmente.
00:40A inadimplência no Brasil atingiu 5,5% em janeiro, o maior aí da série histórica desde 2017.
00:48Vamos lembrar aqui com juros altos e ao mesmo tempo com as concessões de crédito recuando.
00:57Em dezembro, o índice de inadimplência estava em 5,4%.
01:01Na comparação, em 12 meses, a data, no caso, a alta, foi de 1,1 ponto percentual em um contexto
01:10de juros ainda elevados,
01:12que a gente lembra aqui que a taxa básica, a Selic, está em 15%.
01:17Iniciou aí, né, não tendo nenhuma alteração.
01:21Juros bastante altos, 15% anual.
01:24Os dados mostram também que a concessão de empréstimos caiu quase 19% em janeiro na comparação com dezembro.
01:31Com isso, o estoque total de crédito do sistema financeiro recuou 0,2%, o equivalente a 7 trilhões de reais.
01:42Os juros cobrados aí pelos bancos do crédito livre subiram para 47,8%, muito alto.
01:50Isso influencia muito no orçamento da família brasileira.
01:53Esse percentual é ao ano, alta de 1,2 ponto percentual em relação de dezembro, né, ao mês de janeiro.
02:05Vamos lembrar aqui que o Banco Central sinalizou que a próxima reunião do Copom pode haver aí alteração, né, mudança
02:12na taxa Selic.
02:14Esperamos que seja para menos, que caia esses juros, porque a família brasileira está se endividando cada vez mais.
02:21Não é isso, Fernando? Volto com você.
02:23Valeu, David e Diogo. Eu vi uma nota de 200 ali e falei, ué, que papel é esse, hein?
02:27Tanto tempo que eu não vi uma notinha de 200.
02:29David, bom trabalho para você aí e muito obrigado pelas informações.
02:33Sobre essa questão, né, o endividamento da população, isso leva a pensar também sobre problemas do Brasil, né?
02:40Problemas da família brasileira são problemas do país de uma forma geral.
02:43Para você, qual é o grande problema que a gente vive no país hoje?
02:47É a corrupção? É a criminalidade? É a economia? É a inflação ou educação?
02:52Em casa, no carro, no trabalho, onde você estiver, participe com a gente.
02:56Olha, é muito importante saber a sua opinião.
02:58Nosso WhatsApp está te esperando.
02:5911-9132-580-55.
03:03Meus amigos, dinheiro está caro, dinheiro está difícil.
03:08O crédito está complicado.
03:10A gente mostrou aqui nessa semana, no nosso Morning Show,
03:13uma grande feira do Serasa, até por WhatsApp para negociar as dívidas.
03:19Descontos de 99%.
03:21Ou seja, é uma busca para ter de novo esse consumidor que acaba escapulindo por causa das dívidas que ele
03:29faz
03:29e não consegue honrar.
03:31É, a gente tem trazido, acho que até muita informação bem relevante nesse sentido, Fernando.
03:36Semana passada nós falamos sobre o custo médio nas capitais,
03:39falamos também da perda de poder de compra do brasileiro.
03:42E agora vem a divulgação desse dado, né?
03:45De praticamente um recorde aí nos últimos quase 10 anos de inadimplência.
03:49E as contas básicas realmente são as mais afetadas.
03:53Água, luz.
03:54Então, comunicação, enquanto fala comunicação, está falando muito...
03:57Hoje já abrange, por exemplo, o telefone celular que a pessoa deixa de pagar, aquela conta básica.
04:02Então, o que a gente vê é a pessoa cada vez tendo menos dinheiro na mão,
04:06com mais dificuldade que os produtos de fato subiram de preço.
04:10Porque a gente fez um parênteses aqui uns dias sobre a inflação do IPCA,
04:14que é um índice que tem 400 itens, e a inflação real da mesa do brasileiro.
04:19A inflação real é a que pega o alimento do supermercado, o combustível, o telefone.
04:24Então, essa inflação real, ela continua galopante.
04:27É claro que a taxa de crédito alta, ela dificulta.
04:30Por quê?
04:31Eu tenho menos facilidade de ir ao banco, fazer um empréstimo e pagar a minha dívida.
04:35Só que o fato é, infelizmente no Brasil, a gente tem um histórico de troca de dívida.
04:39Eu devo ali a conta de energia, eu devo alguma coisa, eu vou no banco, faço um outro empréstimo.
04:45Por quê?
04:45Nós ainda somos o país que cobra mais de 400% ao ano de taxa de juros do cartão de
04:52crédito.
04:53181% ao ano de cheque especial.
04:56Então, enquanto a gente ainda tiver também esses números estratosféricos de juros, né,
05:00diante de uma dívida, como é que a pessoa sai dela?
05:03Não tem como.
05:04Pois é, não tem como e essa vai ser uma discussão política também, né?
05:09Não, sim, e não só política, mas sabe que também eu acho que falta um pouco de falta de planejamento.
05:13Porque a pessoa tem lá, o país, pra poder, e o governo como um todo, pra poder equilibrar a economia,
05:20ele fala,
05:20olha, você tem um tanto de crédito.
05:22Aí a pessoa vai lá, e eu tô falando aqui, vamos falar aqui especificamente sobre o cartão de crédito.
05:25Ah, eu tenho 10 mil.
05:26Ah, mas são só parcelinhas de 20.
05:28Só que são quantas parcelinhas de 20?
05:30Quanto que você ganha?
05:31A conta não fecha, Fernando.
05:33E aqui não tô falando, ah, porque ela ganha.
05:35Não é isso.
05:35Se você ganha mil, é óbvio que se você gastar dois mil, a conta não vai fechar e vai ficar
05:41em déficit.
05:42Só que é muito difícil a gente falar pras pessoas, e é claro que eu me sinto até confortável,
05:47porque eu consigo fazer esse planejamento.
05:49Agora, uma pessoa que ganha mil e seiscentos reais, que precisa pagar um remédio de mil,
05:53um exemplo, ou quatrocentos que não é dado pelo Estado,
05:55ela vai ter que se endividar, e aí vira essa bola de neve.
05:58Porque são coisas que são algumas mínimas pra sua sobrevivência,
06:02e outras, sim, que são ali fora.
06:05Fundamentais também, né?
06:06E às vezes tem a sobrevivência fundamental.
06:09Um rápido break na rede de rádios.
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