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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que há uma “boa perspectiva” para a terceira rodada de negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear de Teerã. A declaração foi feita enquanto uma delegação iraniana seguia para Genebra, onde ocorrerão as conversas diplomáticas. Henrique Krigner comentou.

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Transcrição
00:00Obrigado, Luca. Luca chamava atenção aí para esse posicionamento do presidente do Irã, o Pesachian,
00:04dizendo que é mais uma possibilidade, né, de iniciar uma resolução diplomática.
00:10E nessa preparação para essa nova rodada de negociações nucleares lá na Suíça,
00:15o governo do Irã está mesmo otimista.
00:18O Eliseu Caetano tem mais detalhes e informações pra gente a respeito desse posicionamento dos iranianos.
00:23Vamos acompanhá-lo.
00:24As negociações indiretas entre Teherã e o Washington visam discutir uma possível solução diplomática
00:30para um impasse sobre o programa nuclear iraniano.
00:34Elas ocorrem em meio a tensões crescentes no Oriente Médio,
00:37impulsionadas por uma ampliação da presença militar norte-americana na região
00:41e também pela retórica beligerante entre os dois países.
00:45O presidente iraniano, Massoud Pesachian, declarou que Teherã vê uma perspectiva favorável
00:50para as negociações que começaram nesta semana,
00:52destacando a intenção de aliviar a tensa relação com os Estados Unidos por meio de canais diplomáticos.
00:59A comitiva iraniana é liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Aragashi,
01:04que viajou a Genebra acompanhado de especialistas e diplomatas
01:07para participar de uma terceira rodada de conversas.
01:10As negociações retomaram recentemente depois de duas rodadas anteriores,
01:16mediadas por Oman com o objetivo de discutir limitações ao programa nuclear iraniano.
01:21Uma questão que tem sido fonte de tensões entre Teherã e Washington há muitos anos.
01:27O governo dos Estados Unidos tem pressionado por um acordo que imponha restrições mais rígidas
01:33às atividades nucleares iranianas e que também garanta durabilidade,
01:38com representantes americanos defendendo que qualquer pacto deva permanecer em vigor indefinidamente.
01:44As negociações ocorrem em um momento de forte mobilização militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico,
01:50incluindo a presença de grandes grupos porta-aviões e equipamentos de combate,
01:55amplificando as preocupações regionais sobre a possibilidade de um confronto militar direto.
02:00O Irã, por sua vez, tem refutado acusações americanas sobre seus programas de mísseis e nucleares,
02:07classificando as declarações de autoridades dos Estados Unidos como grandes mentiras,
02:12reforçando ao mesmo tempo seu compromisso com o desenvolvimento nuclear que descreve como pacífico.
02:19Embora a retórica iraniana seja cautelosamente positiva,
02:22os especialistas observam que o clima de negociações ainda é marcado por forte desconfiança mútua
02:29e por prazos estabelecidos pela administração norte-americana.
02:33Há também uma pressão por parte de aliados dos Estados Unidos para que o Irã faça concessões significativas,
02:38incluindo o fim do apoio a grupos regionais como Hamas, Rebolaz e Rostis,
02:43um ponto destacado por diplomatas em comentários públicos recentes.
02:47Essa terceira rodada em Genebra, portanto, deve servir como teste
02:50para avaliar até que ponto a diplomacia pode prevalecer sobre as tensões militares e o aumento de sanções.
02:57Dos Estados Unidos, Eliseu Caetano para a Jovem Pan.
03:02Bom, vamos seguir no tema agora com a participação do Henrique Kriegner,
03:05porque é uma discussão relevante para o mundo todo,
03:08à medida em que pode desencadear, caso a gente não tenha um acordo,
03:12uma possibilidade de conflito no Oriente Médio.
03:14De novo, a gente ter o mundo vivendo mais um conflito, mais uma guerra,
03:19mais um enfrentamento que não é bom para absolutamente ninguém
03:22e também não é economicamente falando também, o Kriegner.
03:25Você vê possibilidade de a gente chegar num acordo nessa terceira rodada
03:30que ocorre na Suíça no dia de hoje, que parece ser um dia decisivo?
03:35Olha, Nonato, eu diria que politicamente é muito difícil,
03:38porque seria complicado para que Donald Trump justificasse nos Estados Unidos
03:42esse acordo, depois das últimas movimentações e também articulações políticas que ele fez.
03:48Mas você tocou num ponto-chave, que é a questão econômica.
03:52Saiu ontem o levantamento a respeito do gasto com poderio militar e bélico
03:57das principais países, na verdade de todos os países, mas no último ano.
04:02E embora, óbvio, o Brasil está lá embaixo, na vigésima posição,
04:05mas os Estados Unidos caíram, caíram aí e têm caído nos últimos anos,
04:11ou seja, têm gastado menos.
04:12Ainda é o país que mais investe em armas, mais investe em material de guerra,
04:17porém isso tem caído, isso tem reduzido.
04:20Se estivéssemos num pré-guerra eminente, uma coisa assim que não fosse possível de ser evitado,
04:27esse gasto estaria lá em cima,
04:29que haja vista que os conflitos com o Irã estavam ainda mais tensos no ano passado.
04:35Então, economicamente, isso pode ser um entrave
04:38e pode motivar uma solução pacífica no NATO.
04:41Agora, o Kriegner, a gente teve uma promessa do Donald Trump
04:44de não envolver os Estados Unidos em confrontos quando ele foi eleito.
04:49E não é o que está aparecendo agora.
04:50Lembrando também que tem eleição de meio de mandato lá nos Estados Unidos,
04:53que é uma espécie de referendo para o governo dele ou não.
04:57Esse tipo de possibilidade, caso os Estados Unidos entrem numa nova guerra
05:02ali na região do Oriente Médio,
05:03aí a gente falou da questão econômica,
05:05tem o Estreito de Hormuz ali, onde o Irã contorna essa passagem
05:09e controla também, passa muito do petróleo mundial por ali.
05:12Isso tudo não pode trazer um desgaste ainda maior
05:15para o governo do Donald Trump internamente
05:17e afetar essas eleições em meio de mandato também?
05:21Com certeza, com certeza pode e vai, no NATO,
05:24porque justamente a população americana média gosta de ver os Estados Unidos
05:29bem posicionado, mas se preocupa também com o bolso,
05:33se preocupa como que internamente, na política doméstica,
05:37as coisas estão acontecendo.
05:38Essa promessa de campanha já foi violada,
05:41da questão de não se envolver,
05:43colocar os interesses americanos,
05:45somente os interesses americanos em primeiro lugar.
05:48Todas essas questões aí são muito delicadas,
05:50realmente, nesse contexto.
05:52Agora, eu diria também que entra uma outra coisa,
05:55que é a estratégia, um elemento da estratégia de negociação do Donald Trump.
06:00Ele negocia com base na pressão e na ameaça.
06:05Foi assim na Venezuela, em outros países também.
06:08Quem sabe tudo isso não continua para que ele fomente,
06:11essa ameaça de guerra venha a fomentar uma troca de regime
06:16por parte da população revoltosa que está nas ruas ali no Irã.
06:19Então, vamos lá.
06:19Até a próxima.
06:19Obrigado.
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