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Em entrevista à Jovem Pan nesta quarta-feira (25), o jornalista e morador de Juiz de Fora, Matheus Brum, comentou a situação da cidade após o balanço de mortos em Minas Gerais subir para 46.

Brum relatou que o município enfrenta sérios problemas de mobilidade devido aos temporais. "Temos 18 ruas importantes interditadas", afirmou o jornalista, destacando a magnitude dos bloqueios nas vias principais.

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Transcrição
00:00A chuva está de Juiz de Fora, castigada pelo temporal, pela tempestade, sem precedentes.
00:06E o morador Matheus Brum, que é jornalista, participa agora da nossa programação.
00:10Oi, Matheus, tudo bem? Muito boa noite, obrigado por nos atender.
00:14O senhor está em casa, não teve que deixar a residência.
00:19O que o senhor pode relatar pra gente aqui? Muito obrigado por atender a Jovem Pan.
00:24O senhor está falando a respeito de Juiz de Fora, sobre a situação aqui.
00:33Eu estou, estou em casa, moro no bairro Cascatinho, que é região sul.
00:36Aqui na cidade agora está chovendo bastante, eu vi que vocês estavam conversando com o Corpo de Bombeiros.
00:42Na região onde eles estão, teve chuva recentemente, alguns minutos, inclusive o novo deslizamento que teve por lá também.
00:50A chuva tem variado bastante por aqui.
00:54É importante as pessoas entenderem que a gente não tem uma tragédia concentrada em apenas um local.
01:01São várias partes de Juiz de Fora sendo afetadas, locais que não tinham enchente desde 1940.
01:08Inclusive, local que foi construído em 1940 para não se ter enchente.
01:14Teve enchente dessa vez, 80 anos depois.
01:17Então, é um pouco desse cenário.
01:20Estou aqui para poder ajudar, trazer as informações, para que vocês entendam um pouco do que a gente está passando.
01:28Não só como cidadão, como jornalista também.
01:31Então, estou à sua disposição aí, Tiago.
01:33Se tiver de dúvida, pode perguntar para a gente.
01:35O seu olhar como jornalista nos ajuda também a traduzir essas informações.
01:39E desde o início dessa chuva, você conseguiu obter mantimentos, conseguiu sair de casa.
01:46Qual é o seu olhar desses últimos dias, desse drama que vive não só a cidade, mas também outros municípios
01:52aí da Zona da Mata?
01:54É importante a gente destacar que não tem problema nenhum em relação à falta de mantimentos, falta de comida, de
02:03água, nem nada.
02:04A gente tem alguns problemas em alguns bairros relacionados a abastecimento de água,
02:09porque a chuva acabou impactando algumas estações de tratamento de esgoto.
02:13Mas a Cezama, que é a Companhia Municipal, tem feito esse trabalho para poder restabelecer a água nesses locais.
02:20Em relação à alimentação, tudo ok, estabelecimentos abertos.
02:24A Prefeitura tem pedido para diminuir a locomoção pela cidade, porque hoje, agora à noite, na última atualização,
02:31a gente tem 18 ruas que estão interditadas na cidade.
02:35Ruas importantes, acessos importantes para o centro, para a cidade alta, locais onde moram muitas pessoas.
02:41Então, a Prefeitura, por exemplo, na rede municipal, suspendeu as aulas.
02:46O mesmo foi feito pela Universidade Federal de Rio de Fora e outras instituições federais,
02:51assim como também a rede estadual de educação.
02:54Foi feito um pedido para a rede privada também suspender as aulas.
02:58Algumas estão acatando, outras não.
03:00Mas o pedido da Prefeitura de Rio de Fora é para que as pessoas evitem andar pelas ruas,
03:07justamente para que o maquinário que a Prefeitura tem colocado
03:10possa conseguir desobstruir as vias de forma mais rápida.
03:15Já aqui, você tem que dividir também esse maquinário com as regiões que estão mais afetadas,
03:22que você teve os desalizamentos de terra, enfim,
03:25que tem ainda as pessoas desaparecidas como o porta-voz dos bombeiros trouxe.
03:29Mas, de forma geral, a vida na cidade, ela continua.
03:34As empresas estão abertas, o serviço público segue funcionando.
03:38É apenas um pedido para quem pode trabalhar de casa, fique em casa.
03:44O serviço público já foi também colocado de forma remota
03:47para você evitar ir pelo centro da cidade,
03:51para que não se tenha um acúmulo, não tenha problemas com trânsito,
03:57e as equipes possam estar desobstruindo essas vias,
04:01algumas vias centrais, algumas vias de bairro,
04:05mas a vida na cidade está fluindo, não tem nenhum tipo de problema em relação a isso.
04:11Em relação aos locais onde foram mais afetados,
04:16você tem também a chegada já de donativos.
04:19Tem cidades, por exemplo, do Espírito Santo,
04:21que prefeituras que mandaram já donativos para cá.
04:24A gente tem feito uma campanha muito grande de juízes foranos
04:28que moram em outras cidades, até em outros países,
04:32que estão fazendo também campanha de arrecadação
04:34para poder estar enviando para cá.
04:37Então, assim, na parte de solidariedade, filantropia, está funcionando.
04:41Na parte também de manutenção da cidade, também está funcionando.
04:46Então, apesar da tragédia, você tem a cidade funcionando
04:49e as equipes se deslocando para poder resolver os problemas mais urgentes.
04:54E o mais importante de tudo, como o porta-voz dos bombeiros trouxe,
04:58é salvar vidas.
04:59A gente chegando aí já em 48 horas da tragédia,
05:03que foi na noite de segunda-feira.
05:05Mateus, deixa eu fazer uma última pergunta.
05:07Você falou que locais aí da cidade que nunca lagaram,
05:10pelo menos desde 1940, acabaram ficando debaixo d'água.
05:15Pessoalmente, imagino, e outras pessoas, milhares de pessoas,
05:17nunca viram uma chuva tão forte como essa.
05:21Qual que é essa sensação?
05:23Qual é o relato que você pode trazer para a gente?
05:25O que mais te chamou?
05:26Alguma imagem te chamou mais atenção nesses últimos dias?
05:32É, se você perguntar qual que é a imagem da tragédia,
05:35eu falaria que é um rasgo que teve no Morro do Cristo.
05:39A gente já fora a cidade que tem o primeiro monumento a Cristo.
05:42Inclusive, o Cristo Redentor do Rio de Janeiro
05:44é uma inspiração no Morro do Cristo aqui de Rio de Janeiro,
05:48inaugurado na primeira década de 1900.
05:52Então, você tem um rasgo ali,
05:54por conta de um deslizamento de terra
05:56que teve naquela região,
05:58para mim, é a imagem mais simbólica,
05:59porque o Morro do Cristo,
06:01ele é um local que ele é visto de praticamente toda a cidade.
06:05Então, da onde você olha, você vê esse rasgo ali que aconteceu.
06:11Realmente, é um enchente que nunca teve,
06:14é uma tragédia que nunca teve na cidade.
06:16Como eu disse, em 1940 foi a última grande enchente na época,
06:21depois se mudou o curso do Rio Paraibuna,
06:24que é o rio que corta o coração da cidade,
06:27corta a cidade como um todo.
06:28Foi feita uma grande obra na época,
06:30com financiamento do governo federal,
06:32mudou completamente o curso do rio,
06:34para que evitasse o alagamento na região central.
06:38Foi feita uma nova avenida para poder ajudar isso,
06:41que é o que a gente chama de Avenida Brasil.
06:43E esse trecho foi alagado.
06:46Então, só para a gente ter um pouco de dimensão disso.
06:49Mas, Thiago, acho que o mais importante
06:51que eu quero passar para as pessoas é,
06:53além da solidariedade,
06:54quem puder ajudar, ajude,
06:55seja por orações,
06:56seja por envio de mantimentos,
06:59de água potável,
07:01enfim, para essas áreas que estão sendo atingidas.
07:03São 14 abrigos espalhados pela cidade,
07:06onde a prefeitura está recebendo as pessoas.
07:09Qualquer pessoa de qualquer área de risco
07:11pode ir para esses locais.
07:13Isso é muito importante de se falar.
07:15Mas o mais importante é que a gente,
07:18principalmente como jornalista,
07:19analisando um pouco da cobertura nacional
07:22e das pessoas que não conhecem a cidade,
07:25sim, Jujifara é uma cidade
07:26que tem muita área de risco,
07:28é uma topografia muito complexa,
07:30mas tudo isso é discutido aqui na cidade, sabe?
07:35Essa tragédia,
07:36ela é uma tragédia porque choveu demais,
07:39choveu muito, muito acima da média,
07:41o mês mais chuvoso da história
07:42desde que se tem registros.
07:44Então, é uma catástrofe.
07:46Mas a cidade em si,
07:48apesar de ter muitas áreas de risco,
07:50ela sim tem investimentos em proteção de impostas,
07:53ela sim tem discussões,
07:55temos a Universidade Federal de Rio de Janeiro,
07:57que auxilia com seus pesquisadores em tudo isso.
07:59Então, assim, a gente está vivendo uma catástrofe,
08:02uma anormalidade.
08:04Tanto que já choveu muito nesses últimos meses
08:06sem dar nenhum tipo de problema.
08:08Tinham alguns alagamentos,
08:10mas nada que feria, que machucava alguém.
08:12Essa foi realmente uma situação muito atípica.
08:15A cidade discute sobre isso,
08:17é tema de política pública,
08:20de discussão na Câmara,
08:21de campanhas políticas.
08:22Então, é importante frisar muito isso
08:24para não parecer que é uma tragédia anunciada
08:27e tudo mais, não.
08:29Infelizmente, a gente tem muita gente
08:30que mora em área de risco,
08:31mas por outros fatores sociais,
08:34de ocupação irregular,
08:35de também tentativa da Prefeitura
08:37de fazer um projeto de regularização fundiária,
08:40só que é um processo que demanda tempo.
08:42Infelizmente, a chuva chegou nesse momento,
08:45mas eu só queria salientar esse ponto.
08:47Dito tudo mais,
08:49estou aberto também sempre para participar aqui com vocês,
08:52espero voltar para falar das coisas boas da cidade também.
08:55Mas é isso, mandem orações, ajuda,
08:58quem puder, tem um fixe da própria Prefeitura de Juiz de Fora
09:02que você encontra através das redes sociais
09:04e também diversos locais que estão aí recolhendo donativos,
09:09são 14 abrigos onde as pessoas estão indo,
09:12a tendência é que a gente tenha o maior número de desabrigados
09:15e desalojados.
09:16Hoje são 3.500,
09:17mas a Prefeitura está fazendo a evacuação completa
09:20de alguns bairros para poder evitar
09:22que a gente tem tendência de chuva até sexta-feira.
09:25Matheus Brum, jornalista que mora em Juiz de Fora, Minas Gerais,
09:29muito obrigado pelo depoimento
09:30e volte mais vezes
09:31e quem sabe numa situação melhor aqui na Jovem Pan.
09:35Grande abraço para você, até a próxima.
09:38Um abraço, fique com Deus e rezem por nós.
09:41Obrigado.
09:41Obrigado.
09:41Obrigado.
09:41Obrigado.
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