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O presidente Donald Trump elevou a tarifa global para 15% como resposta após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar o seu plano anterior do tarifaço dos EUA. A nova medida amplia as incertezas econômicas sobre a inflação, o valor do dólar e o ritmo das exportações internacionais. Reportagem: Matheus Dias.

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Transcrição
00:00Após derrota da Suprema Corte Americana, Donald Trump impôs novas tarifas a produtos exportados para os Estados Unidos.
00:07Matheus Dias tem os destaques.
00:09A Suprema Corte Norte-Americana decretou que Donald Trump não poderia aplicar as tarifas que impôs em abril do ano
00:16passado
00:16a países do mundo todo, sob justificativa de déficit comercial ou emergência econômica.
00:23Em resposta, o presidente dos Estados Unidos não deu o braço a torcer e anunciou novas tarifas globais.
00:30Primeiro de 10%, após, segundo ele, uma revisão minuciosa da decisão da Suprema Corte.
00:37E no sábado ainda aumentou as taxas para 15%, com efeito imediato.
00:43O embasamento de Trump para aplicar as alíquotas é respaldado em uma lei de 1977,
00:48que em teoria autoriza o Poder Executivo a agir na esfera econômica nessas circunstâncias, sem a aprovação prévia do Congresso.
00:57O ex-secretário de Comércio do Brasil e doutor em Direito Internacional pela USP, Weber Barral,
01:03explica que a nova tarifa estava prevista para entrar em vigor em 24 de fevereiro, por um período de 150
01:10dias.
01:11A partir daí, ele anunciou ontem à noite que iria utilizar uma outra lei,
01:15que é a chamada sessão 122 do Código de Comércio dos Estados Unidos,
01:19que permite ao presidente americano, por 150 dias, inicialmente, até que seja aprovado pelo Congresso,
01:28por 150 dias, colocar tarifa de até 15% sobre importações em razão de déficit estrutural,
01:35ou de crise da balança de pagamentos.
01:37Então, ele mudou o argumento, mudou o fundamento legal, e está colocando, anunciou essa nova tarifa agora.
01:43Ontem ele tinha anunciado 10%, e hoje falou em 15%, que é o máximo que a sessão 122 permite.
01:53É essa situação atual.
01:54Trump ainda denunciou a decisão da Suprema Corte americana,
01:57que abre caminho para possíveis reembolsos de tarifas já pagas por empresas em 2025.
02:03O presidente denominou a decisão como ridícula e extraordinariamente anti-americana.
02:10Analistas estimam que as tarifas cobradas pelas autoridades americanas e afetadas pela decisão da Suprema Corte
02:16ultrapassaram 130 bilhões de dólares até 2025.
02:21O ex-secretário do Comércio do Brasil, Weber Barral, diz que se não forem realizadas as devoluções,
02:27vários processos podem começar a chegar em Washington.
02:30A partir de agora, essas tarifas que foram pagas ilegalmente, eventualmente poderão ser devolvidas aos importadores americanos,
02:39que foi quem pagou a tarifa.
02:43Não saiu ainda, e deve sair uma norma da Customs and Brother Protection, que é a autoridade responsável, a CBP,
02:50para especificar se vai haver devolução e como será feita essa devolução.
02:56Caso isso não ocorra, é previsível que vai haver uma enxurrada de processos judiciais para tentar recuperar o valor pago.
03:04O Brasil, como um dos países mais afetados pelo tarifácio em 2025, fica de olho em cada decisão tomada por
03:10Washington.
03:10E enquanto viaja para fechar alianças com novos países, Lula também planeja o encontro com Donald Trump,
03:18que deve acontecer em março, e que terá as tarifas como uma das pautas principais.
03:23Tem vários setores que são muito relevantes, como é o caso de aço e alumínio para o Brasil.
03:28O Brasil é um grande exportador, como é o caso de imóveis, onde os Estados Unidos são o principal mercado
03:33brasileiro,
03:34que há tarifas ainda por conta de outros fundamentos legais.
03:37Além disso, existe uma investigação contra o Brasil de outra norma, que é chamada Sessão 301,
03:44que trata aí de questões desde desmatamento até o PIX, até propriedade intelectual,
03:48que poderia levar à aplicação de novas tarifas especificamente contra o Brasil.
03:53Então, seguramente o tema das tarifas, da previsibilidade das tarifas,
03:58da eventual revogação de algumas dessas tarifas setoriais vai estar na mesa de negociação também.
04:04O economista Hugo Garbi diz que essa decisão de Trump prejudica os Estados Unidos na mesma proporção que o resto
04:11do mundo.
04:11Essa mudança brusca nas tarifas globais é muito ruim para a economia.
04:16A economia precisa de previsibilidade, a economia precisa de confiança.
04:20E essa mudança novamente e essa briga entre a Suprema Corte americana e o Donald Trump
04:26acaba sendo muito ruim não só para a economia do mundo todo, literalmente,
04:31mas também para a economia dos Estados Unidos.
04:34Os Estados Unidos vêm enfrentando o problema inflacionário desde a pandemia e vêm sofrendo para combater a inflação.
04:43Essas tarifas acabam tendo uma relação direta com o processo inflacionário americano e com as taxas de juros.
04:50Vamos ver quais vão ser ali as cenas dos próximos capítulos dessa novela econômica global.
04:56O economista ainda cita que a tentativa do presidente norte-americano de proteger a economia local
05:01faz com que a China ganhe pontos na competição global.
05:05Essa ação do Donald Trump é paradoxal porque ela não deixa os Estados Unidos grandes de novo como ele quer.
05:10Ela acaba prejudicando a economia americana.
05:13Inflação, gera inflação.
05:15Você aumentar uma tarifa de um dia para o outro gera inflação nos Estados Unidos,
05:20diminui a atividade econômica.
05:21Ou seja, tem uma série de efeitos colaterais econômicos para os Estados Unidos
05:25e também abre espaço para os chineses.
05:27Os chineses vêm ganhando espaço comercial.
05:30A nova taxa se aplica aos países que assinaram acordos comerciais com o Washington,
05:35como a União Europeia, o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan,
05:39que, por exemplo, concordaram com uma tarifa máxima de 15%.
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