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Donald Trump anunciou a indicação de Kevin Warsh para o Federal Reserve e afirmou que a nova direção poderá impulsionar a economia dos Estados Unidos a crescer até 15%. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00Você vai falar de economia porque o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o novo presidente do FED
00:04pode fazer o país crescer 15%.
00:11Eu amo esse cara, porque você vai falar as coisas e ele já começa a rir antes de trazer.
00:17Porque os dados que o Donald Trump traz parecem inacreditáveis, ou são mesmo, Alan Gani?
00:23Olha só, crescer 15%...
00:26É muita coisa, né, Gani?
00:27Nossa senhora, os Estados Unidos crescem numa média entre 2,5% e 3%.
00:32Num momento muito bom da economia, foi quando?
00:36Olha só, no pós-guerra, pegando um trimestre específico, chegou a 15%, mas no pós-guerra, pós-segunda guerra mundial,
00:44ou na pandemia...
00:45Estava tudo um caco.
00:46Tudo um caco, ou na pandemia, que tudo foi pra baixo, tudo deprimiu, e aí você tinha uma base bem
00:51menor, e aí você simplesmente recompôs e cresceu ali 15%.
00:56Não tem como a economia norte-americana, num trimestre, crescer a 15%.
01:01Mas o Trump, ele joga pra plateia, ele gosta de exagerar os números, vai crescer 15%, vou atrair um trilhão
01:07de dólares de investimentos, esse tipo de coisa que não se sustenta, evidentemente, aos fatos, Evandro.
01:13Mas, agita a militância, a militância já começa a racionalizar, fala, não, é possível sim crescer 15%.
01:20Veja, crescimento de 15%...
01:22As pessoas gostam de viver de esperança também, né?
01:24Exatamente.
01:24É difícil pisar na realidade, né?
01:26A realidade é dura.
01:28Ela é.
01:28Pois é, Evandro.
01:29Assim, um crescimento de 15% seria possível num país africano, que tem muito o que fazer.
01:35Então, imagina um país lá, que não tem escola, que não tem estrada, que não tem hospital, aí você precisa
01:40construir muita coisa, aí sim, você tem um crescimento de 15%.
01:43Não é o caso dos Estados Unidos, né?
01:45Os Estados Unidos não tem mais um crescimento em capital físico, é um crescimento em produtividade, em inovação.
01:50Por isso que cresce próximo de 2%, 2,5%, às vezes 2,8%.
01:56Está muito longe disso.
01:58E um crescimento desse é tão surreal que, evidentemente, que se isso fosse possível, traria uma inflação absurda nos Estados
02:07Unidos, né?
02:08Então, assim, é um discurso simplesmente sem pé nem cabeça.
02:12Agora, Gari, vamos tirar o nosso foco dos 15% e vamos jogar para essa parte aqui, ó.
02:16Novo presidente do Fed pode impulsionar o crescimento.
02:20De que maneira que um presidente de um banco central norte-americano de qualquer país poderia impulsionar um crescimento desse
02:28tamanho?
02:28Por que o protagonismo em cima dessa figura, o presidente do Fed?
02:32Porque ele está na expectativa de que o presidente do banco central dos Estados Unidos reduza a taxa de juros.
02:38Mas vamos lá, né?
02:39Tem algumas ressalvas.
02:40Primeiro, a decisão não depende dele.
02:43Todo mundo acha que o presidente do banco central, que no Brasil também é um super poderoso...
02:46Ele vai pegar o seu martelo e fazer, tá, taxa básica de juros 12%.
02:50Isso, na canetada.
02:51E não é assim, é um colegiado, né?
02:54É um comitê que acaba votando e decidindo para onde vai a taxa de juros.
03:00Então, esse é o primeiro ponto.
03:01Segundo ponto, não necessariamente ele vai votar pela redução da taxa de juros.
03:08Tanto é que o mercado financeiro reagiu mal entendendo que ele poderia aumentar a taxa de juros.
03:16Sabe por quê, Evandro?
03:17Porque esse discurso que ele fez, ah, já é o momento de reduzir a taxa de juros, coincidiu com o
03:25momento que o Trump estava escolhendo o novo presidente do Fed.
03:29É, estratégia, estratégia.
03:31Exatamente.
03:32Mas, historicamente, se você puxar a capivara dele, ele é um crítico dessa expansão monetária,
03:40de colocar muito dinheiro em circulação e reduzir a taxa de juros, que o Fed fez nos últimos anos.
03:45Ou seja, como é que o mercado leu?
03:47Que, na verdade, ele é um ortodoxo.
03:50Ou seja, ele não vai reduzir a taxa de juros por qualquer pressão, muito pelo contrário.
03:56E aí, essa frase também do Trump não se sustenta.
04:01Por quê?
04:01Porque, primeiro, resumindo, isso depende de um comitê, não só do novo presidente, do Kevin Walsh.
04:09E, segundo, o Kevin Walsh tem uma visão mais pró-juros do que corte de juros.
04:15É aquela situação, né, que é igual acontece com os políticos.
04:19Em vez de você avaliar o discurso, avalia as ações.
04:21O discurso é esse, mas o que essa pessoa fez ao longo de sua trajetória?
04:25É isso que vai traçar quais são os rumos que, provavelmente, ela continuaria assumindo.
04:30E, Alangani, as falas de Donald Trump são sempre bastante exageradas em torno de números e etc.
04:37A própria base dele concorda com isso?
04:40Ou existe uma parte, dentro do Partido Republicano, que já está com um pouco de azia,
04:47já da quantidade de crises que aparecem por conta das falas do Donald Trump?
04:51A base dele está bem dividida.
04:53Então, uma parte da base já desembarcou.
04:56Já fala, opa, peraí, isso daí eu não votei para isso.
05:00Um presidente que, por exemplo, fez durante a campanha um discurso de se voltar para os problemas norte-americanos
05:07e não se meter em conflitos geopolíticos e faz exatamente o contrário.
05:12Então, esta base já desembarcou.
05:15Agora, fica sempre uma outra base que é o que você falou, né, que é tomada pela emoção.
05:22E aí, qualquer absurdo que o Trump fala dá um jeito de você racionalizar.
05:27Não, veja, um trilhão de dólares é possível porque o premier lá do Japão prometeu.
05:33Então, vai se concretizar.
05:34Não, a tarifa protecionista, o Trump está jogando o xadrez 5D, ou gamão cósmico, né?
05:41War invertido.
05:43Então, ele está jogando para melhorar a dívida dos Estados Unidos, para trazer investimentos,
05:49vai reindustrializar a indústria.
05:52Só que tudo isso não se sustenta aos fatos.
05:56Então, a política tarifária foi um tiro no pé.
05:59Até hoje, a gente não viu o resultado disso, muito pelo contrário.
06:02Mas, quem torce sempre se apega a uma narrativa.
06:07Gani, eu quero dizer que no nosso Jornal da Manhã você tem autonomia.
06:10Muito obrigado.
06:11Eu sou independente.
06:11Você é o nosso banco Gani.
06:13BG, em vez de ser o nosso BC.
06:14Obrigado.
06:15Valeu.
06:16Um abraço.
06:16E...
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