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Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciaram negociações diretas em Omã para discutir um novo acordo nuclear, após meses de incerteza e escalada de tensões. O diálogo ocorre em meio a pressões de Washington por limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio iraniano a grupos regionais, além de ameaças militares e impactos no mercado de petróleo. Acompanhe a análise de Mariana Almeida.

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Transcrição
00:00Representantes do governo dos Estados Unidos e do regime do Irã iniciaram há pouco, em Oman,
00:05as negociações para um acordo nuclear, segundo confirmaram autoridades americanas e o chanceler iraniano.
00:11As conversas ocorrem após dias de incerteza sobre a retomada do diálogo entre os dois países.
00:16O encontro representa o primeiro contato direto entre os Estados Unidos e o Irã desde junho do ano passado,
00:22quando as negociações foram interrompidas após bombardeios americanos às instalações nucleares iranianas,
00:27em meio ao conflito entre o Irã e Israel.
00:30O governo dos Estados Unidos pressiona por um novo acordo que inclua limites ao programa de mísseis balísticos
00:35e ao apoio de Teherã a grupos armados regionais, exigências rejeitadas pelo regime iraniano.
00:41As tratativas acontecem em um contexto de forte tensão, com ameaças do presidente Donald Trump
00:46a uma possível intervenção militar e o envio de um grupo naval americano ao Golfo Pérsico.
00:51Às vésperas da negociação, os Estados Unidos voltam a pedir que os americanos saiam do Irã imediatamente.
00:57Vamos falar agora um pouquinho com a Mari.
01:01Mari, Mariana Almeida, bom dia para você, tudo bem?
01:04Tudo bom, bom dia para você, Felipe, nesta sexta-feira e para todo mundo que acompanha o pre-marketing.
01:08Exatamente, sextou, mas foi uma notícia importante, né?
01:11Mari, apesar dos Estados Unidos estar reunidos, vai se reunir hoje com o governo iraniano para tentar resolver.
01:16Primeiro, os Estados Unidos queriam se encontrar, pressionaram o governo iraniano, ameaçaram ataques,
01:21por causa dos protestos, que os protestos estavam pedindo democracia, enfim,
01:25estavam protestos contra o governo iraniano, pedindo a queda do regime.
01:28Depois, os Estados Unidos mudou um pouco o discurso e disse que agora volta a falar sobre ameaça nuclear,
01:32programa nuclear iraniano.
01:34Ao mesmo tempo, ele emitiu um comunicado pedindo para os cidadãos americanos saírem do Irã.
01:39O que você acha que pode acontecer a partir dessa negociação hoje?
01:42Ela faz sentido ou o ataque já está meio que previsto?
01:46Acho que, Felipe, você fez uma boa retomada de diversos aspectos que foram acontecendo e, na prática,
01:52é um foco ali de tensão desde o ano passado.
01:55É curioso quando você fala do programa nuclear, porque Donald Trump chegou a mencionar que teria eliminado
02:01todo o estoque e acabado com o programa nuclear nos ataques do ano passado e agora voltam para a mesa.
02:07Em tese, estar na mesa é melhor do que estar no processo já de ataque.
02:12É claro que é uma mesa cheia de pressões adicionais.
02:16E o ponto aqui é qual é a extensão real que dá para colocar de expectativa sobre a conversa mesmo.
02:22Estados Unidos já trazendo a questão dos mísseis balísticos, de pensar o acordo mais regional.
02:27E o Irã colocando um passo atrás.
02:30É sobre o acordo nuclear, ou seja, delimitando.
02:34É uma relação tensa, é uma relação que carrega diversos aspectos.
02:38Agora, o que eu estou disposto a sentar na mesa e falar?
02:41Sobre o acordo nuclear.
02:42Que, nesse contexto todo, e dada a pressão, a maneira que os Estados Unidos foi colocando ali o Irã no canto,
02:49talvez já seja o suficiente.
02:51Porque se você não vai resolver a ideia de que você vai colocar tudo na mesa e vai resolver plenamente,
02:54ela não sustenta na forma como está a relação.
02:57Agora, que passo é possível também num acordo nuclear dentro desta mesa?
03:02É difícil arriscar.
03:04Mas o mundo inteiro observa porque, no limite, isso gera tanto uma pressão mais ampla
03:09do ponto de vista geopolítico, de estabilidade internacional,
03:12mas especificamente no mercado do petróleo, né?
03:15Com certeza, Mari.
03:16A gente vai ver o avanço desse acordo, das tratativas de acordo ao longo dessa edição
03:20e ao longo do dia hoje no Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC.
03:24Mas uma coisa que eu acho que mudou bastante foi justamente, você lembrou bem,
03:26no ataque dos Estados Unidos ao Irã, o presidente Donald Trump disse que terminou,
03:30que acabou com o programa nuclear iraniano, mas então não haveria necessidade
03:34de um possível ataque, de negociações agora, se ele realmente tivesse acabado.
03:38Agora, eu acho que o que mudou depois daquele ataque foi que todo mundo esperava
03:41uma reação mais forte do Irã.
03:43E o Irã, porque todo mundo falava, não, o Irã é o único país ali da região
03:46que teria condições de, talvez, de ter uma retomada, de ter um contra-ataque a Israel,
03:51e havia uma preocupação grande contra isso.
03:54E o Irã reagiu de uma maneira muito fraca, apenas com um ataque ali,
03:58que inclusive foi anunciado antes, né?
04:00Um ataque a uma base americana, ele avisou para as pessoas saírem ali.
04:03Então, aquele fantasma de, talvez, um tigre de papel acabou erodindo,
04:08acabou criando a situação para implodir esse governo iraniano, de certa forma.
04:12Algo que os ataques americanos realmente alcançaram foi aprofundar uma crise política
04:18dentro do Irã, né?
04:19Quer dizer, teve, de fato, algumas das lideranças morreram naquele processo,
04:24de uma estrutura que já vinha com problemas em função das dificuldades internas.
04:29Então, do ponto de vista da correlação de forças iranianas e das forças internas,
04:34de como elas estavam se pressionando, aquele momento foi muito forte,
04:37inclusive o espaço para os protestos, de alguma maneira, espaço, né?
04:40Teve toda a repressão, mas será que tem um patamar do debate político interno
04:45que está diferenciado em relação ao momento anterior?
04:48Então, tem uma outra coisa na mesa, quando a gente fala de vários temas,
04:51que é a tal mudança do regime.
04:53Nessa fragilização interna, que provavelmente ajuda a explicar
04:57por que o Irã não reagiu de maneira tão intensa naquele momento,
05:01poderia levar, então, a uma ação até mais intensa dos Estados Unidos
05:04nessa alteração de regime.
05:07E é isso que eles estão querendo evitar, dizendo,
05:08no fado da questão nuclear.
05:09Então, é isso, cada um querendo empurrar para um lado
05:12e, possivelmente, o sonho de uma resolução plena
05:16não vai chegar nesse momento.
05:18Bem, a gente vai acompanhar ao longo do dia essas negociações.
05:20Obrigado, Maria.
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