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Em entrevista exclusiva à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Kevin Walsh só foi escolhido para a presidência do Federal Reserve por concordar com a redução da taxa de juros. Segundo Trump, caso o indicado defendesse um aumento dos juros, não teria sido nomeado para o cargo.

Mariana Almeida avaliou as declarações do presidente americano e os impactos sobre a credibilidade e a independência do Federal Reserve, além dos reflexos na política monetária, no mercado de trabalho e nos sinais contraditórios da economia dos Estados Unidos.

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Transcrição
00:00Em entrevista exclusiva à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Kevin Walsh não teria sido escolhido para a presidência do Federal Reserve Bank se não concordasse com a redução da taxa de juros. Vamos ver esse detalhe.
00:13Chegando ao Fed, você tem alguma dúvida de que os juros vão cair?
00:17Pouca.
00:18Por quê? Acho que vai ser muito mais difícil.
00:21Seu novo endiado ao Fed concorda?
00:23Estamos com juros muito altos. Agora que estou aqui, com todo o dinheiro que tenho, eu sempre fui bom com dinheiro.
00:31Como todo o dinheiro que está entrando em nosso país, somos ricos de novo.
00:35Temos dívida, mas também temos crescimento. E o crescimento logo fará a dívida parecer pequena.
00:41A melhor maneira nós fizemos. Cortar, cortar, cortar. Nós fizemos isso.
00:46Nós nos livramos de centenas de milhares de federais. E esses trabalhadores foram e conseguiram empregos no sistema de livre iniciativa.
00:56Isso é fazer a América grande de novo.
00:59Tínhamos dez funcionários federais por vaga de emprego.
01:03Eu poderia agora mesmo apresentar os melhores números da história.
01:07Sabe o que eu faria?
01:08Sairia e contrataria dois milhões de pessoas para colocar no governo federal.
01:13Será que o seu novo indicado para o Fed entende que você quer que ele reduza as taxas de juros?
01:18Acho que ele quer de qualquer maneira. Se ele chegasse e dissesse, quero aumentar.
01:22Se ele dissesse isso, não teria o cargo.
01:24Não teria conseguido o emprego.
01:27Mari, o presidente Donald Trump não tem meias palavras. Ele diz na cara ali tudo o que ele imagina.
01:33Então, o Kevin Walsh foi escolhido porque ele vai baixar a taxa de juros.
01:37Pelo histórico do Kevin Walsh, o mercado achou que ele seria até independente e tudo mais,
01:41mas pelo que o presidente Donald Trump diz, ele não será tão independente assim.
01:46Essa frase, o Donald Trump nem está autorizando a independência do Banco Central Americano.
01:52Curioso, porque em tese a instituição é independente e, aliás, historicamente, assim o foi.
01:57Não à toa, sempre gosto de lembrar.
01:59A história não era muito diferente quando quem?
02:02Gerald Powell foi.
02:03Foi Donald Trump que levou Gerald Powell pela primeira vez.
02:05Depois ele foi reconduzido pelo Biden.
02:09Mas a independência significa que, em algum momento, você tem o alinhamento,
02:13que é o alinhamento que te faz chegar lá.
02:15Mas, uma vez, como presidente do Fed, tem espaço para fazer suas análises com os dados do momento.
02:21E é isso que dá credibilidade.
02:22Adaptando a economia.
02:23Isso que dá credibilidade para a economia americana.
02:24Exatamente.
02:25Essa palavra é muito boa, Felipe.
02:27Credibilidade.
02:28Na medida em que, se está tudo decidido por Donald Trump e ele vai lá só para executar,
02:33qual é o trabalho, então, dele?
02:35Quer dizer, tem uma questão que é uma análise, um acompanhamento, um monitoramento
02:38e uma criação de consistência para a tomada de decisão.
02:42É claro que é razoável pensar que tem uma visão de qualquer momento que está a economia americana,
02:48que se entende que ela tem espaço para baixar a taxa de juros.
02:51E acho que o Walsh, por tudo que ele tem feito e falado, tem esse diagnóstico.
02:56Daí, eu dizer, tem que baixar porque eu vou dizer, senão ele não poderia nem estar lá,
03:00tem um certo caminho, né?
03:01Eu acho que é o ego do presidente Donald Trump falando um pouquinho.
03:04Mari, só para completar, uma coisa interessante da entrevista também, que ele falou,
03:07eles demitiram milhares de servidores federais e servidores foram contratados pela iniciativa privada.
03:12Os números, exatamente, do emprego nos Estados Unidos não dizem isso.
03:14Não tem essa variação tão grande, né?
03:16É, então, é que os números do emprego, eles são esquisitos, né?
03:19Eu já comentei aqui com você, os dados de economia americana,
03:22desde essa nova era Trump, eles estão exigindo um pouco mais de criatividade também
03:27das leituras de dados, porque eles são um pouco inconsistentes no sentido padrão, assim, né?
03:31Quer dizer, você espera que tenha inflação rápida e que isso provoque algum tipo de retração
03:36e que o emprego caia, mas não.
03:37Quando a gente esperava cair, ele cresceu um pouquinho a mais, depois ele diminuiu.
03:41Está lenta, a economia não está pujante como está,
03:44mas está muito resiliente às instabilidades, inclusive perda de credibilidade.
03:49Então, tem que olhar com o loop e achar o detalhe.
03:52E tem aquele cenário de low hire, low fire, né?
03:54Quer dizer, as pessoas esperando, nem demitem, nem contratam.
03:58Fica uma situação meio estagnada.
03:59Obrigado, Mari.
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