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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo federal pretende cumprir a meta fiscal em 2026 e dar continuidade ao processo de reconstrução das contas públicas. A declaração foi feita ao comentar o resultado fiscal do último ano e as projeções para o próximo ciclo orçamentário. Alan Ghani analisou.

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Transcrição
00:00E o ministro Fernando Haddad comentou os objetivos do governo de dois mil e vinte e seis, afirmou que manterá a meta fiscal do ano.
00:06Conta pra gente, Rani Veloso.
00:11Contou sim, Evandro Cine. Olha, a fala do ministro da Fazenda foi para afirmar que o governo Lula vai sim cumprir a meta fiscal estipulada para dois mil e vinte e seis,
00:22que vai continuar reconstruindo as contas públicas. Ele também rebateu as críticas do mercado financeiro, que todo ano começa dizendo, segundo ele,
00:32que o governo não vai cumprir e quando cumpre não comemora. O ministro também falou que vai continuar nesse compromisso do ajuste fiscal,
00:42que segundo ele é essencial para o início do corte da taxa básica de juros que está previsto para o mês de março,
00:50quanto também o ministro acredita que vai iniciar um período de desaceleração da inflação.
00:57Vamos ver o que o Haddad disse quando comemorou o resultado fiscal que foi anunciado ontem pelo Tesouro Nacional do rombo de mais de sessenta e um bilhões de reais.
01:10O ministro disse que ficam de fora dessa conta quarenta e oito bilhões de reais que foram pagos com precatórios,
01:17as despesas da saúde, educação e também da defesa nacional.
01:23De acordo com o ministro, apenas treze bilhões de reais devem ser contabilizados para o efeito da meta,
01:30o que representa uma redução de setenta por cento do déficit das contas públicas em relação ao governo anterior.
01:38Vamos ver o que ele disse.
01:39Então nós herdamos um déficit de um vírgula seis por cento do PIB.
01:44Nós tivemos o ano passado um déficit de zero vírgula quarenta e oito por cento do PIB,
01:51ou seja, menos de meio por cento.
01:53Foi uma redução de setenta por cento do déficit público.
01:56O nosso objetivo é continuar reconstruindo as contas públicas que desde 2015 não foram cuidadas,
02:03mas agora nós estamos cuidando e reconstruindo um resultado primário compatível com as necessidades do Brasil,
02:11o que vai permitir que esse ciclo de juros, de corte de juros que se inicia agora,
02:18tenha sustentabilidade até atingir um patamar adequado,
02:23porque o juro no Brasil não está num patamar adequado.
02:25Pois é, Evandro, sim, então uma coisa está ligada à outra.
02:33O ministro atribuiu a essa redução no rombo das contas públicas,
02:39primeiro pela contenção de despesas e segundo no corte dos gastos tributários,
02:44que são aqueles benefícios fiscais concedidos a empresas que, segundo o ministro, não fazia mais sentido.
02:50Mesmo assim, com essa comemoração de Fernando Haddad,
02:54a gente lembra que a dívida pública aumentou 18% em relação ao ano passado.
03:01Volto com vocês.
03:02Valeu, Rani Veloso.
03:03Vamos chamar já o Alan Gani e entrar para cá, Gani,
03:04para a gente comentar esses discursos aí feitos pelo ministro Fernando Haddad.
03:08Primeiro, quero te perguntar se dá para herdar déficit.
03:11Não, ele comete um erro conceitual grave.
03:14Por quê?
03:14Pelo seguinte, déficit é uma medida no tempo, é um fluxo, entrada e saída.
03:19Então, por exemplo, eu tive um déficit em 2025, zerou.
03:23A partir de 2026, começa a computar novamente esse déficit.
03:26Então isso não serve como uma desculpa para não se atingir uma meta fiscal de um governo?
03:30De maneira alguma, é diferente de dívida.
03:32Dívida é uma variável acumulativa, uma variável que a gente chama de estoque.
03:36Aí sim, herdei uma dívida, tudo bem.
03:38Mas quando a gente fala de déficit, superávit, lucro, é no tempo.
03:43Então uma empresa, por exemplo, ela teve lucro num ano, zerou,
03:46depois ela apura o lucro no outro ano.
03:48O mesmo raciocínio para superávit e déficit.
03:51Então isso não é desculpa que herdou o déficit, certo?
03:54Agora, mostra que o governo está tendo dificuldade de cumprir a meta fiscal.
04:00O Gani, você entende que o governo fez tudo o que era possível em termos de reconstrução
04:04para tentar atingir essa meta?
04:07Ou ele foi levando como dava e utilizando no discurso esse esforço todo?
04:12Ele foi utilizando no discurso e olha só, ele só focou em medidas arrecadatórias.
04:19Então ele procurou reduzir esse déficit com o aumento da tributação.
04:23Então a gente viu lá, tributação de fundos exclusivos, do aumento do IOF,
04:28mas absolutamente nada relacionado a cortes de gasto.
04:32E cortes de gasto, quando a gente fala disso, Evandro, são medidas impopulares.
04:35É rever benefício social, é cortar gastos previdenciários,
04:42é rever a política de aumento do salário mínimo que tem aumentado acima da inflação,
04:48aumento aí que impacta as contas públicas,
04:51é acabar com as vinculações automáticas de gastos com saúde e educação, com receitas da União.
04:58Então sobe a receita, sobe automaticamente o gasto com saúde e educação.
05:02Você tem escolas que recebem a verba de educação, aí não tem o que fazer.
05:07Sabe o que elas fazem?
05:08Pintam a escola, três vezes por ano, pinta a escola, constrói quadros.
05:12Então desperdício.
05:13É o problema da execução obrigatória dessas verbas.
05:15Exatamente, esse que é o problema.
05:16Você não consegue ter uma flexibilidade para distribuir essas verbas
05:20de acordo com o setor que mais precisa.
05:21Então você carimba uma verba, muitas vezes para um setor que sequer está precisando
05:25de um orçamento tão grandioso quanto o que se é oferecido, né, Alangani?
05:31Perfeito, porque o orçamento ele é limitado, porque a produção de riqueza na sociedade
05:37ela é limitada, né, o que a gente chama de PIB.
05:40Então vai lá, o governo, né, tributa uma parte dessa renda gerada e aí você tem o orçamento.
05:47Agora, você tem que estabelecer prioridade, você não tem dinheiro para tudo.
05:51Esse que é o grande problema.
05:51Para a gente só fechar essa nossa parte da conversa aqui, Gany, ele faz uma pequena crítica
05:55também ao nível elevado da taxa básica de juros.
05:58Mas o governo federal tem contribuído para que o Banco Central possa também usar como
06:03uma ferramenta ou como um ingrediente à redução da taxa básica de juros?
06:07Não tem contribuído, porque assim, a taxa de juros, ao contrário do que se pensa,
06:12ela não é determinada porque meia dúzia de pessoas, né, gananciosos, sentaram ali num jantar
06:20e falaram, não, vamos colocar os juros altos para a gente ganhar dinheiro.
06:23Não é isso, ela é resultante.
06:25Então, os juros são elevados no Brasil porque a inflação é persistentemente elevada,
06:31acima da média dos emergentes, porque a gente tem um grave problema fiscal.
06:37Isso eleva os juros do setor público, contaminando todos os juros da sociedade.
06:42Então, ela é uma resultante.
06:44Se o governo fizer a sua parte fiscal, né, reduzindo o gasto público, controlando as contas públicas,
06:51diminuindo o endividamento, fatalmente essa taxa de juros seria menor, Evandro.
06:55Obrigado, Langane.
06:56Valeu, até.
06:56Até daqui a pouco, meu amigo.
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