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O Copom manteve a taxa Selic, decisão amplamente esperada pelo mercado, mas sinalizou o início do ciclo de corte de juros a partir de março. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, analisa os impactos da decisão para o governo, a dívida pública, a inflação e os setores mais sensíveis ao crédito. No cenário internacional, o Federal Reserve também manteve os juros nos Estados Unidos. A decisão do Fed, a política fiscal americana e os reflexos para o Brasil também entram na análise.

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Transcrição
00:00Estou de volta para discutirmos mais sobre as decisões do FED e também do FED.
00:05Do COPOM, os bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil, eu converso agora com o Alex Agostinho.
00:10Ele é economista-chefe da Austin Rating. Alex, boa noite para você. Obrigada.
00:15Obrigada por ter aceitado o nosso convite e estar aqui presente com a gente, super quente.
00:20Acabou de sair esse resultado de manutenção dos juros, a expectativa de praticar...
00:25O que é que isso significa?
00:30Significa para o mercado o que a gente pode esperar amanhã e também queria saber o que essa...
00:35decisão significa para o governo, Alex?
00:40Boa noite, boa noite a todos. Primeiro, foi uma decisão, como você já disse, amplamente.
00:45esperava sem surpresas. E, além disso, o comunicado foi muito...
00:50importante, né? Ou seja, depois que o Banco Central toma essa decisão...
00:54Aliás, o Comitê de Polícia...
00:55...comunitário, né, do Banco Central, que toma a decisão de juros, ele solta um comunicado e o comunicado...
01:00foi extremamente importante, porque ele sinalizou que a partir de março...
01:05...inicia o ciclo de queda de juros no Brasil.
01:09Isso é importante...
01:10...comunitário, principalmente para o governo, por diversos aspectos. Um deles, naturalmente, por...
01:15...porque em ano de eleição, o governo vai ter uma narrativa de que fez toda a lição de casa...
01:20...e isso permitiu que o Banco Central, uma autarquia independente e autônoma...
01:25...pode continuar reduzindo a taxa de juros. Então, o governo vai...
01:29...é...
01:30...capitalizar, vamos dizer assim, essa decisão do Banco Central a partir de março de queda de juros...
01:35...por um ano eleitoral para melhorar a narrativa dele de que ele tem...
01:40...e feito a situação correta. Além disso, tem um outro impacto muito positivo...
01:45...para o governo brasileiro de que um juro menor...
01:50...ele tem um crescimento da dívida pública também menor, ou seja...
01:55...o pagamento de juros da dívida tende a ser menor. Continua crescendo, mas vai crescer...
02:00...no ritmo menor. E por último, naturalmente, que o governo também vai ter...
02:05...alguns indicadores econômicos que não vão ser tão negativos.
02:10...se a taxa de juros ficasse estável por algum período ainda.
02:15...então, Cris, nós tivemos, apesar da decisão de manutenção dos juros...
02:20...for...
02:20Foi algo bastante positivo essa comunicação direta do Banco Central.
02:25De qualquer maneira, Alex, essa decisão indica que o Banco Central ainda vê risco.
02:30Relevantes no nosso cenário fiscal e nas expectativas de inflação?
02:35Olha, sem dúvida alguma, nem tudo é céu de brigadeiro, né? O Banco Central coloca...
02:40No seu comunicado de que há alguns riscos, riscos externos...
02:45Ele destaca claramente a questão da política econômica nos Estados Unidos, que também houve...
02:50Uma decisão de juros hoje, e ele coloca também internamente alguns riscos relacionados...
02:55A inflação sendo o principal deles ainda a questão das contas públicas do governo...
03:00A gente sabe que quanto mais o governo gasta, ainda que seja...
03:05Com ações de assistencialismo, isso gera um problema que é o...
03:10Fomento à inflação. Então, precisa equilibrar isso.
03:13E é nesse sentido que o Banco Central...
03:15O Banco Central faz um alerta, ou seja, a situação prospectiva de inflação segue para aquele...
03:20Nível desejável, que é 3% ao ano, porém tem risco...
03:25No meio do caminho, que ele vai continuar monitorando.
03:28E quais setores da nossa...
03:30A nossa economia tendem a sentir mais esses efeitos dos juros altos...
03:35Por mais tempo...
03:36Olha, é claro que os juros altos já...
03:40Todos aqueles efeitos negativos de restrição, por exemplo, da atividade...
03:45Tem setores que são muito sensíveis ao crédito...
03:48Então, nós estamos falando do mercado imobiliário...
03:50Financiamento de bens duráveis, como veículos...
03:53E todos esses setores...
03:55Que são autointensivos e mão de obra, ou seja...
03:57Emprega muito ou tem uma cadeia produtiva...
04:00É muito ligada...
04:02Então, o veículo que você tem ali...
04:03Aço, tecido, borracha...
04:05Vidro, entre outros setores...
04:07Como serviços seguros...
04:09Então, você aciona...
04:10É uma cadeia muito importante...
04:11Então, os setores de bens duráveis são mais afetados negativamente...
04:15Quando os juros sobem e ficam estáveis nesse nível por muito tempo...
04:20Mas, agora, já entramos num ciclo oposto, né...
04:23Com essa decisão ainda de manutenção...
04:25Mas, já sinalizando que entrará em ciclo de queda a partir de março...
04:30Sem dúvida alguma que, agora, esse setor se anima...
04:33Para que haja aí um...
04:35Pelo menos, um segundo semestre mais animador para o setor...
04:38E para voltar a ter investido...
04:40Investimento e geração de emprego...
04:41Já, já a gente fala da decisão do FED...
04:43Antes, eu quero passar para a pergunta do Vinícius...
04:46Alex, boa noite...
04:47No comunicado, duas coisas me chamaram a atenção...
04:50Uma clara, óbvia, foi a sinalização de corte...
04:53Mas, o BC, vou enfatizar aqui, disse...
04:55O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e a magnitude...
05:00Do ciclo...
05:01Que dependerão da evolução de fatores, etc...
05:04Que permitam...
05:05Ter mais confiança no cumprimento da meta...
05:07Isso já é um sinal de que...
05:09Vamos devagar com a dor...
05:10E a gente vai começar devagar...
05:11Com um corte, talvez, de 0.25...
05:13E, talvez, nem...
05:15Que a gente chegue lá aos 12,25...
05:17Que o próprio mercado...
05:18A mediana do mercado estima...
05:20Para a Selic no final do ano...
05:23Boa noite, Vinícius...
05:25Olha, aqui na alt-rate, nós estamos com uma visão um pouco mais otimista do que o mercado financeiro...
05:29A gente acredita...
05:30Que há condições concretas e técnicas para o Banco Central iniciar...
05:35O processo de corte...
05:36Com meio ponto percentual...
05:38Ou seja, reduzindo a taxa de juros de 15...
05:4015% ao ano...
05:41Para 14,5...
05:43O Banco Central...
05:44Ele precisa...
05:45Naturalmente, ter essa postura muito mais cautelosa...
05:48Até porque...
05:49Vale lembrar...
05:50Que esse...
05:50Banco Central foi indicado pelo presidente Lula...
05:53A gente sabe que ainda no campo político tem...
05:55Vários conflitos de interesse ali...
05:57Político no ano eleitoral...
05:59Então, o Banco Central...
06:00Não pode servir de vidraça para a oposição...
06:04E vale lembrar...
06:05Que ainda recentemente o Banco Central está aí...
06:08Numa questão que...
06:10Houve um sistema financiero nacional relacionado...
06:12A fraude do Banco Mátero...
06:14Banco de Brasília...
06:15Então, é importante ele manter também...
06:18Essa decisão...
06:19Com relação à polícia...
06:20Comunitária...
06:21Ele tem essa imagem a ser preservada...
06:24Mas nós...
06:25Nós acreditamos que...
06:26Dessa decisão...
06:27Até a próxima em março...
06:28Ele terá condições...
06:30Primeiro...
06:30macroeconômicas, para falar, olha,
06:31eu não preciso ser tão cauteloso
06:33assim, até porque os juros...
06:35está no maior nível nos últimos 20 anos
06:37e cortar meio ponto percentual
06:39de um...
06:40uma taxa de 15% ao ano
06:41é quase nada, para dizer em efeito prático.
06:45Então, a gente aqui acredita
06:46que ele consiga reduzir meio ponto
06:48até o final do ano, chegar no final do ano.
06:50Sem dúvida nenhuma.
06:55Alex, quais fatores levaram o FED,
06:58aí já falando dos Estados Unidos...
07:00a manter os juros também inalterados
07:02por lá, nesse momento?
07:05Olha, Cris, por alguns fatores
07:08em que ele colocou no...
07:10seu comunicado e depois também
07:11na declaração do presidente
07:13do Banco Central...
07:15o primeiro deles, a questão da inflação.
07:18Nos Estados Unidos, diferente do Brasil...
07:20emergentes, eles olham muito a questão
07:21da produtividade e o mercado de trabalho.
07:24A produtividade...
07:25nos Estados Unidos, continua bastante elevada.
07:26Isso é importante.
07:27Ela está desaquecendo, mas de forma lenta.
07:29E o mercado...
07:30o mercado de trabalho também segue muito aquecido.
07:32Aliás, como aqui no Brasil também.
07:35Então, são dois fatores importantes
07:36que sinalizam para o Banco Central
07:38manter a cautela.
07:40dos juros.
07:41E um terceiro ponto,
07:42que aqui no Brasil a gente tem como prioridade...
07:45que é a inflação,
07:45nos Estados Unidos é um terceiro ponto,
07:47que é a taxa de inflação muito resistente.
07:50Lá eles têm uma meta de inflação
07:52de 2% de forma contínua.
07:55Aqui no Brasil é 3%, a meta central.
07:58Só que lá a inflação está muito mais...
08:00próximo de 2,7% já há muito tempo.
08:03E além dessa questão da inflação...
08:05ainda elevada,
08:06tem uma questão que é muito similar
08:08à do Brasil,
08:09que é a questão...
08:10uma questão fiscal.
08:11Um pouco mais diferente na questão
08:12de que lá o orçamento ainda...
08:15gera efeitos em relação
08:17a uma paralisação da atividade de serviços...
08:20básicos públicos.
08:21Então, lá essa questão fiscal
08:23foi não só...
08:25contemplada no comunicado,
08:26mas também no discurso do presidente
08:28do Banco Central norte-americano.
08:30Então, esses fatores foram cruciais
08:32para uma decisão de manutenção...
08:35da taxa de juros nos Estados Unidos,
08:37o que de alguma forma
08:38acaba beneficiando...
08:40aqui no Brasil.
08:40Os investidores estão muito preocupados
08:42com os Estados Unidos.
08:43Veja só.
08:45É isso aí.
08:46Alex, muito obrigada.
08:47Sempre um prazer te ouvir.
08:49Boa noite.
08:50Vinícius, obrigada também.
08:52Prazer, boa noite.
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