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A pressão por uma CPI do Banco Master cresce no Congresso. O senador Alessandro Vieira afirmou que o caso pode atingir autoridades dos três Poderes e defendeu a quebra de sigilo de empresas e pessoas ligadas a contratos de alto valor.

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Transcrição
00:00Destaque importante, a pressão pela CPI do Banco Master continua no Congresso Nacional.
00:06Desta vez o senador Alessandro Vieira, que relata o colegiado do crime organizado,
00:11ele quer trazer as apurações para o seu escopo e revelou que vai pedir a quebra do sigilo de empresas
00:17e pessoas ligadas a contratos de alto valor com o banco,
00:21afirmando que esse caso deverá atingir autoridades dos três poderes.
00:26Para defender as apurações, as investigações na CPI, Vieira ainda chamou o Banco Master de Organização Criminosa
00:34e prometeu apurar a infiltração do crime organizado no Judiciário Legislativo e Executivo,
00:41afirmando que a comissão tem condições de fazer isso.
00:45Chamar os nossos comentaristas, eu acho que alguns aspectos para discutirmos, analisarmos aqui,
00:50o Luiz Felipe Dávila está a posto, já preparado.
00:53Dávila, seja bem-vindo.
00:54Ótima noite a você. Quando falamos do caso do Banco Master, não temos acesso a todas as informações.
01:01São detalhes fragmentados.
01:03Mas a indicação agora é que existe, sim, uma corrente que defende a investigação também no âmbito do Legislativo.
01:12Uma CPI ajudaria nesse processo de investigação de eventuais irregularidades desse banco?
01:18Dávila, bem-vindo.
01:19Boa noite, Caniato. Boa noite aos meus colegas e boa noite à nossa querida audiência.
01:25Sim, uma CPI ajuda a trazer mais transparência para o caso Master.
01:31E o caso Master, Caniato, ele é emblemático, porque ele só ocorre num país que vive uma crise de moralidade e moralidade pública
01:43e, ao mesmo tempo, desfuncionalidade institucional.
01:47Precisa ter essa combinação, porque em qualquer país onde há gente séria, pautada pela ética, agindo na política e tem instituições fortes, não surgiria um caso Master.
02:02O problema é quando existe o caso Master, que mostra a fragilidade das instituições, como elas estão contaminadas por essas ligações perigosas de autoridades, políticos, com os controladores do Banco Master.
02:20E, por outro lado, mostra a imoralidade.
02:24Afinal de contas, estamos falando aqui de títulos certificados de depósito bancário vendidos acima de valor de mercado.
02:32O que já mostra que alguma coisa está errada quando tem um preço muito distorcido acima de mercado.
02:37Mostrava que havia um monte de ativos podres por trás, bancados, respaldados por uma enorme rede de alianças com políticos.
02:48Por isso, uma CPI, ela é muito bem-vinda.
02:52Agora, nem todo mundo tem a coragem do senador Alessandro Vieira.
02:58É preciso ter gente com muita coragem, porque certamente o caso Master vai esbarrar em gente graúda da política.
03:06Pois é, e tem essa declaração do senador que chama a atenção, né?
03:09Segundo ele, esse caso poderia atingir autoridades, figuras importantes ligadas aos três poderes da República.
03:18Chamar o Roberto Mota. O Mota está lá no Rio de Janeiro também, apostos, preparado para trazer suas impressões.
03:23Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você.
03:25A gente já tem acompanhado apurações, ou pelo menos um embrião, de uma investigação no âmbito da Justiça e Polícia Federal,
03:34órgãos de controle, Banco Central, e agora surge a possibilidade de uma investigação também no âmbito do Legislativo.
03:41Uma CPI poderia colaborar com esse processo, Mota?
03:44Porque tem gente que diz, olha, muito possivelmente isso lá na frente poderá ser abafado.
03:50Será?
03:51Eu sou uma dessas pessoas, Caniato.
03:55Eu sou um dos céticos que acha que no final não vai dar em nada.
04:00Mas eu acho a iniciativa do senador muito boa.
04:04Boa noite a você, Caniato.
04:06Boa noite às minhas colegas de bancada.
04:08Boa noite à nossa audiência.
04:10E eu queria fazer aqui uma sugestão.
04:13Talvez o Congresso Nacional devesse se inspirar naqueles famosos inquéritos que foram abertos,
04:22mas que nunca são concluídos, continuam aí há muitos anos.
04:27Talvez o Congresso pudesse se inspirar nisso e criar uma CPI que não termina nunca.
04:34Uma CPI permanente.
04:36A CPI dos escândalos brasileiros.
04:39E assim, fica uma coisa prática, porque à medida que novos escândalos acontecem,
04:45e a gente tem certeza que novos escândalos acontecerão,
04:48então à medida que eles vão acontecendo, as personalidades dos escândalos vão sendo incluídas na CPI.
04:54Vamos lá, Congresso Nacional.
04:57Vale a pena um pouco de imaginação e de coragem.
05:02Pois é, a possibilidade de instalação de uma CPI para investigar as eventuais irregularidades do Banco Master,
05:11em destaque na abertura de Espingos nos Is, o Bruno Musa, ao vivo também, conectado aqui com a gente.
05:16Musa, seja bem-vindo.
05:17Ótima noite a você.
05:18O Musa tem acompanhado esse caso desde o princípio e agora surge a informação da possibilidade de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.
05:26O senador, inclusive, indica a possibilidade de figuras que integrem os três poderes da República estarem, de alguma maneira, envolvidos no caso do Banco Master.
05:36Suas impressões, Musa, bem-vindo.
05:39Muito obrigado.
05:41Uma ótima noite para todos que nos escutam e a todos da bancada.
05:44Bom, realmente, esse é o meu dia a dia, o meu mercado.
05:48E o que o Davila falou é um ponto extremamente relevante.
05:51Para nós que estamos dentro do mercado e vivenciamos isso dia a dia,
05:55tudo o que está acontecendo, claro que todos os tentáculos, eles são impressionantes.
06:00Mas, quando ele começou aparecendo pagando taxas extremamente acima do que o mercado praticava,
06:06uma luz já se acende.
06:08Foram vários casos que aconteceram no Brasil.
06:11Me parece que esse foi, por exemplo, um copiar-colar em tamanho ultradimensionado,
06:16para quem vai lembrar, do caso BVA, em 2009.
06:20Mas foram vários casos que aconteceram no Brasil.
06:23E esse foi o maior da história do país, superando o que o FGC teve que bancar do Bamerindos,
06:29que, se não me engano, foi em 1997, depois teve Excel Econômico,
06:34depois nós tivemos Banco Santos, Fontes Sindã, enfim.
06:38Foram vários casos que a gente pode trazer aqui no Brasil, mas esse extrapolou.
06:42Ele mostrou os tentáculos e há indícios importantes, como você muito bem falou,
06:46dito pelo senador que está nos três poderes.
06:50E me parece que tudo isso é uma consequência, um resultado de algumas décadas de completa ineficiência
07:01do judiciário no geral brasileiro de conseguir punir culpados por crimes anteriores.
07:08Como eu já mencionei aqui, se você não tem uma punição por ele,
07:13eu sente que a punição é relativamente pequena, ou a probabilidade de punição é baixíssima
07:18frente ao benefício do roubo, aqueles que não são morais e éticos
07:23têm todo o benefício para continuar se aproveitando das fraquezas das instituições
07:28e da conivência de todas as instituições e possibilidades de envolvimento dos três poderes
07:33em um evento tão gigantesco quanto esse.
07:36Estamos falando que, pelo menos, são 70 bilhões de reais.
07:40É algo impressionante.
07:42No Brasil, até a corrupção passa por inflação.
07:44Eram milhões lá atrás, depois passa bilhões em juros compostos.
07:48Daqui a pouco, atingimos trilhões de reais.
07:50Então, uma CPMI é extremamente relevante, porque ela tem alguns poderes,
07:57como quebra de sigilo bancário, telefônico, uma investigação mais profunda,
08:01que ela pode mostrar uma vez mais todas as vísceras de um sistema completamente corrompido
08:08e corroído por dentro.
08:10A grande questão é se nós veremos eventos como o da Lava Jato,
08:13onde apenas no Brasil e em países do exterior,
08:16onde elas também foram concretizadas e provadas,
08:19acabaram sendo anuladas por uma série de razões.
08:23Então, no Brasil, me parece que há uma crença,
08:26e eu, infelizmente, faço parte dessa parte da população
08:30que não tem uma crença dentro das instituições,
08:34mas, cada vez mais, é um escândalo que supera o outro.
08:37Assim, me parece que, se realmente os três poderes estão envolvidos,
08:42seria como estamos todos aqui, ou as cabeças importantes,
08:45viremos à página.
08:46Espero que não, espero que eu esteja errado
08:48e que, dessa vez, o sistema prove que há pessoas bem-intencionadas
08:53dentro da máquina pública e que possa expor, realmente,
08:57todas essas relações espúrias que estão sendo colocadas à luz do dia.
09:00Pois é, interessante que o Bruno Moussa relembrou alguns casos, né,
09:04de má gestão, bancos que também precisaram se utilizar daquele dispositivo
09:10para ressarcir os seus clientes, né?
09:12Isso, e bancos dos anos 90, anos 2000.
09:15Muito interessante essa recapitulação feita pelo Bruno Moussa.
09:19Deixa eu chamar o delegado Palumbo.
09:20O delegado Palumbo, eu sempre gosto de lembrar, comentarista da Jovem Pan,
09:24mas também é parlamentar e sempre traz um bastidor,
09:28uma impressão de como os congressistas enxergam determinadas pautas
09:32que nós debatemos aqui.
09:34Delegado, seja bem-vindo, viu?
09:35Ótima noite ao senhor.
09:37Queria pedir algum tipo de informação adicional
09:40a respeito da possibilidade de uma CPI no Congresso Nacional
09:44e de que maneira os parlamentares tratam dessa questão.
09:48Há uma certa preocupação entre os parlamentares
09:52sobre o que poderia ser descoberto, revelado a partir de uma CPI?
09:56Caniato, para quem deve, há receio, né?
10:00Para quem não deve, não tem receio nenhum.
10:02Boa noite, Caniato.
10:03Boa noite, colega de bancada e amigos da Jovem Pan.
10:07Eu sou meio cético.
10:09Eu não acredito muito que essa CPI vá prosperar.
10:13Principalmente porque há rumores de pessoas do alto escalão da República,
10:17de todos os poderes envolvidos.
10:19Então, eu não vou ficar espantado se ela não prosperar
10:23ou então, se em determinado momento dessa CPMI,
10:28alguém de algum partido político entrar na justiça e ela for barrada.
10:33A gente tem que lembrar que uma CPI, uma CPMI,
10:35é mais ou menos como um inquérito policial.
10:37Na verdade, é um inquérito policial.
10:40O seu presidente, ele figura ali como se fosse uma autoridade.
10:43Ele é uma autoridade.
10:44Tem poderes de investigação.
10:46Só que depois, tudo isso é encaminhado ao Procurador-Geral da República
10:51que decide ou não o que vai fazer com essas provas.
10:55Se vai oferecer uma denúncia criminal, se não vai.
10:58Ou se vai ficar por isso mesmo.
10:59Então, do jeito que a gente tem visto o andar da carruagem,
11:03do jeito que a gente tem visto as autoridades do Poder Judiciário,
11:07mesmo do Poder Legislativo e também do Ministério Público,
11:10a probabilidade de não acontecer absolutamente nada é gigantesca.
11:14E a gente volta naquele mesmo problema.
11:17Quando um poder se omite perante o outro,
11:21quando um poder se acovarda perante o outro,
11:24quando um poder que teria a possibilidade de frear um outro poder
11:29que está exagerando, está passando de todos os limites
11:33e, mesmo assim, não quer tomar nenhum tipo de atitude,
11:37mesmo porque fica nas mãos de uma só pessoa,
11:39no caso, estou falando do presidente do Senado Federal,
11:43a possibilidade de não acontecer absolutamente nada,
11:47de virar pizza como o brasileiro está acostumado a ver
11:50em todos os escândalos, na maioria dos escândalos de corrupção nesse país,
11:53é gigantesco.
11:54O que a gente lamenta muito.
11:56Nós temos, sim, senadores, deputados com coragem,
11:59coragem de enfrentar, coragem de falar,
12:02coragem de colocar o dedo na ferida,
12:03mas ficamos dependentes sempre de dois homens ou mulheres,
12:08que, no caso, são os presidentes das casas.
12:10Aí fica bastante complicado, sem contar que sempre tem um partido,
12:14outros geralmente são sempre os mesmos partidos,
12:16que assim que perde ali no Congresso Nacional,
12:20na Câmara dos Deputados ou no Senado,
12:22eles resolvem entrar com algum tipo de ação
12:24no Supremo Tribunal Federal
12:27e aí muitos atos legislativos a gente se vê barrados por conta disso.
12:31Então, eu, mesmo como parlamentar, como deputado federal,
12:36eu acho que nessa legislatura a gente vai ficar aí mais uma vez,
12:42lamentavelmente, espero que esteja errado,
12:44haver navios e não vai acontecer muita coisa não, Caniato.
12:49Pois é, deixa eu só chamar o Davi lá,
12:51porque tem uma questão que os nossos comentaristas levantam.
12:54E Davi lá, se de fato esse caso revelar
12:57ou pelo menos indicar a participação de figuras importantes
13:02ligadas aos três poderes,
13:03não se corre o risco de, em algum momento,
13:08observarmos o engavetamento
13:10ou um questionamento que inviabilizaria a punição
13:15ou o avanço de uma investigação.
13:17Enfim, há muitas maneiras disso acontecer.
13:21E quando a gente fala de Brasil,
13:24nada é impossível, né Davi?
13:25É verdade, mas eu gostaria de fazer um contraponto
13:29aos meus colegas, ao ceticismo dos meus colegas.
13:31Você sabe que eu sou o otimista da bancada sempre,
13:34então eu gostaria de fazer a seguinte colocação.
13:37Primeiro, não é apenas uma CPI.
13:40É uma CPI num conjunto de reação das instituições.
13:44O Banco Central vem atuando de maneira brilhante
13:47como um órgão fiscalizador,
13:49liquidou o banco e continua jogando duro,
13:51apesar da pressão de alguns órgãos,
13:54como foi o Tribunal de Contas durante um tempo.
13:56Segundo, a imprensa está em cima.
13:59E está em cima com todas as garras mostrando
14:02as falcatruas que aconteceram.
14:04Então, na hora que você tem a sociedade civil inteira mobilizada,
14:08e terceiro, o Bruno Muzzi sabe muito bem,
14:11o setor financeiro.
14:12Porque, afinal de contas,
14:14boa parte desse prejuízo vai ser pago pelo dinheiro
14:17dos grandes brancos que estão lá no fundo garantidor.
14:19Então, assim, não é uma CPI isolada.
14:23É uma CPI num contexto de reação das instituições.
14:28Banco Central, imprensa, setor financeiro e parlamento.
14:34Então, aí nós temos uma conjuntura um pouco diferente.
14:38Não é um ato isolado.
14:40Não estão transformando o caso Master
14:43numa disputa político-eleitoral,
14:46que é o caso quando você abre CPI em ano de eleição.
14:48Não, isso está num contexto muito maior.
14:52E eu vejo a reação das instituições,
14:54no caso do Banco Master,
14:56agindo de maneira mais coordenada.
14:58E aí, o que vai ser revelado
15:01numa comissão mista parlamentar de inquérito,
15:05acaba fomentando a notícia,
15:07que acaba, por outro lado,
15:08fazendo com que aumente o rigor da fiscalização
15:11nas instituições.
15:12Então, eu acho que é um conjunto da obra.
15:15Não é apenas a CPMI que será instalada.
15:18Ela é apenas um esforço a mais
15:21para esclarecer esse caso.
15:23E, como eu disse,
15:24numa democracia avançada,
15:27numa democracia onde há
15:29real cumprimento do Estado de Direito,
15:33as instituições têm esse anticorpo
15:35contra o Banco Master.
15:37Então, o Banco Master é um sintoma,
15:39é a causa de instituições debilitadas
15:42que não conseguem cumprir o seu papel
15:44de freio e contrapeso
15:46e de imoralidade pública.
15:48E só para citar um exemplo,
15:50o Bruno trouxe aqui alguns casos,
15:52eu gosto muito de lembrar o caso
15:53na época do presidente Fernando Henrique Cardoso.
15:56O presidente Fernando Henrique Cardoso
15:57liquidou dois bancos,
15:59sendo que um
16:00era de um membro da sua família,
16:03no Gerro,
16:03e o outro era o ministro do Estado,
16:05que era o Bamerindus.
16:06Então, ele liquidou o Bamerindus e o Nacional,
16:09que eram bancos diretamente ligados
16:11e o presidente usou o poder
16:13da instituição
16:14para liquidar esses bancos
16:16e não estava nem aí.
16:17Então, veja que, no caso,
16:19quando você tem
16:20alguém com caráter e moralidade
16:22no exercício da presidência da República
16:25e as instituições funcionam,
16:27não sobra pedra sobre pedra.
16:29Quando há escândalo,
16:30ele é revelado,
16:31ele é retratado,
16:32os responsáveis são punidos
16:34e doa a quem doer.
16:37Isso, óbvio,
16:38não vai acontecer dessa vez,
16:39porque nós temos
16:40o supra-sumo da imoralidade pública
16:42de um lado
16:43e a desfuncionalidade institucional.
16:45Mas essa reação cívica
16:47de Banco Central,
16:50parlamento,
16:51imprensa livre
16:53e, evidentemente,
16:54o setor financeiro se mobilizando,
16:56é, sim,
16:57uma tempestade perfeita
16:59para tentar apurar o caso,
17:01punir os culpados
17:02e restabelecer a confiança
17:05no setor financeiro.
17:06porque o caso Master
17:07tem uma coisa muito importante,
17:09Caniato,
17:09afeta a credibilidade
17:11do setor financeiro,
17:13que é um dos poucos setores
17:14do Brasil
17:15que goza de enorme
17:16credibilidade internacional.
17:18Então,
17:18apurar o caso Master
17:20é fundamental
17:21para a reputação
17:22e credibilidade
17:23do sistema financeiro.
17:24Eu vou passar para o Musa
17:25fazer um complemento,
17:26vai fechar essa discussão,
17:28mas vocês incitaram
17:29a nossa audiência
17:29que tem relembrado
17:31desses casos.
17:32Inclusive,
17:32muitos citaram
17:33o Bamerindos,
17:34inclusive,
17:35mencionando
17:36o slogan da época,
17:38que em algumas peças publicitárias
17:40era gente que faz.
17:41O Bamerindos
17:42enaltecia o brasileiro,
17:44as pessoas que
17:44trabalhavam,
17:46que faziam acontecer.
17:47Quer fechar você, Musa?
17:49Tinha até a música,
17:50é a poupança Bamerindos,
17:52quem não lembra disso?
17:53Bem lembrado,
17:55anos 90, isso.
17:56Bom,
17:57só complementando
17:57um ponto importante aqui,
17:59na semana passada
18:00eu mencionei
18:00onde talvez residisse
18:02uma gota de esperança
18:04e esse ceticismo
18:05vem justamente
18:06pela falta de credibilidade
18:07nas instituições
18:08e como muito bem
18:09o Davila falou,
18:10o supra-assumo
18:10da imoralidade
18:11que se tornou normal
18:12no Brasil.
18:13Mas eu vejo realmente
18:14alguns pontinhos diferentes
18:15que eu não sei
18:16se isso pode, de fato,
18:17escalar para trazer
18:18uma luz aí
18:20no fim do túnel.
18:21Primeiro ponto,
18:22uma quebra bancária
18:23ela, de fato,
18:26pouco atinge
18:27a grande massa
18:28da população.
18:29E tudo bem
18:29que ainda é um ponto pequeno,
18:31mas esse caso
18:32é o primeiro que eu vejo,
18:33me corrijam se eu estiver
18:34errado aqui,
18:35que tomou a boca do povo.
18:37Nós vimos nessa semana,
18:38no final da semana passada,
18:39as pessoas se aglomeraram
18:40na frente da sede
18:41do Banco Master
18:42e isso saiu
18:43na capa
18:43dos principais jornais.
18:45Eu nunca vi
18:46uma parte da população
18:47demandando
18:48que uma quebra bancária,
18:50mesmo tendo sido restituída
18:51pelo Fundo Garantidor
18:52de Crédito,
18:53que de fato
18:54passasse
18:55a ser
18:56um tema
18:57comentado
18:58na base
18:58da pirâmide.
19:01Até porque
19:01muitos institutos
19:02de Previdência
19:03perderam
19:03bilhões de reais
19:04com alocações
19:06desse fundo.
19:06A Rio Previdência,
19:07por exemplo,
19:08mais de um bilhão
19:09de reais.
19:10O outro ponto
19:11que me chama
19:12atenção aqui
19:13é que
19:14de alguns pilares,
19:16poucos pilares
19:16que comandam
19:17a República Brasileira,
19:19eu acho que é
19:19praticamente unânime
19:20que nós sabemos
19:21que o setor bancário
19:22é um deles,
19:23talvez o mais importante.
19:25E,
19:26para quem não sabe,
19:27o Fundo Garantidor
19:27de Crédito
19:28que está bancando
19:28agora quase
19:2950 bilhões de reais
19:30dessas restituições,
19:32quem contribui
19:33para o Fundo Garantidor
19:34de Crédito?
19:35Os bancos.
19:36Quanto cada banco
19:36contribui?
19:370,0125
19:39dos depósitos
19:40elegíveis
19:41ao Fundo Garantidor
19:42de Crédito.
19:43Se o percentual
19:44é o mesmo
19:44para todos os bancos,
19:45fica claro
19:45que os bancos grandes
19:46contribuem com valor
19:47nominal maior.
19:49Vamos falar
19:50de Bradesco e Itaú
19:51que grande parte
19:51contribui com isso.
19:53São eles
19:54que estão pagando
19:54essa conta.
19:55Tudo bem,
19:56em última instância
19:56o crédito fica mais caro,
19:58a população sofre,
19:58mas é o dinheiro
19:59do banco.
20:00E os bancos grandes
20:01já estão sendo chamados
20:02a aportar
20:03por volta de 30 bi
20:04para o Fundo Garantidor
20:05de Crédito
20:06para que ele tenha
20:07uma segurança novamente,
20:08uma vez que ele foi
20:09descapitalizado em 50 bi,
20:10quando ele tinha
20:11120 bi.
20:12Aí reside
20:13um grande ponto,
20:14um dos grandes pilares
20:16que manda
20:16na República,
20:18que é o banco,
20:19os bancos,
20:20melhor dizendo,
20:21eles foram atingidos
20:22e foram chamados
20:23para pagar a conta.
20:23para pagar a conta.
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