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  • há 6 semanas
Família afirma que paciente chegou consciente à unidade e questiona conduta médica durante o atendimento.
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Transcrição
00:00Vamos falar agora de uma morte que com certeza será investigado, é de uma mulher na Serra.
00:06A Bruna Torres, ela deu entrada no Hospital Materno Infantil reclamando de dores abdominais.
00:11E ela precisou ser transferida para o Hospital Jaime Santos Neves, só que infelizmente ela morreu.
00:17A gente quer entender como isso aconteceu. A Júlia Cassa, nossa repórter, conversou com a mãe dessa mulher
00:23e a gente vai tentar esclarecer o que pode ter acontecido, né Júlia? Boa noite.
00:30Ei Isa, boa noite para você, todo mundo que acompanha o TN2. É isso que precisa ser esclarecido.
00:39Como um procedimento cirúrgico que se chama curetagem, que é justamente raspar a parede interna do útero
00:46para tirar os resíduos de um aborto espontâneo. Foi o que essa paciente, a Bruna Torres da Silva, de 42 anos, sofreu.
00:54Ela deu entrada, então, no dia 11 desse mês, no Hospital Materno Infantil, na Serra, para realizar esse procedimento de raspagem
01:02e saiu de lá com o útero e também o intestino perfurados.
01:07Foi uma saga, realmente, eu conversei com a mãe dela, dois dias depois, essa técnica em enfermagem,
01:13a mãe também, que é profissional da saúde, tem que se deparar com a filha saindo morta
01:17depois de ser transferida para o Hospital Jaime Santos Neves, também na Serra.
01:23Ela deu entrada, ainda no Materno Infantil, no dia 11, sentindo dores abdominais, sangramento,
01:28por causa desse aborto espontâneo.
01:32E aí, então, no dia seguinte, ela realiza uma cirurgia.
01:35Depois dessa cirurgia, ela continua sentindo fortes dores.
01:39A pressão dela cai para sete.
01:42Ela é muito pálida, muito debilitada.
01:44E a mãe diz que demorou muito tempo para fazer uma ultrassom nela
01:49para poder detectar que ela tinha sofrido essas lesões.
01:54Vamos ouvir da própria mãe como é que foi esse tempo de resposta
01:58que ela considera negligente por parte da equipe médica do hospital
02:01e também o desabafo, a tristeza dessa mãe por ter que enterrar uma filha.
02:06Vamos ouvir.
02:06Eu cheguei lá, ela já estava inquieta e sentindo muita dor,
02:12queixando de dor, queixando de dor.
02:14E ela disse que estava com falta de erro.
02:16Falei, minha filha, falta de erro por causa da dor.
02:18Vamos acalmar.
02:18Chamei a enfermeira, colocaram a medicação,
02:22só que a dor não passava, tinha uma intensidade grande.
02:25Eu falei, gente, a pressão dela está baixa.
02:28Não, é normal.
02:30Quando nós abrimos, fizemos uma abertura para olhar,
02:34nós percebemos que tinha um líquido escuro no interior da Bruna
02:37e percebemos que tinha um furinho no intestino dela.
02:42Aí eu sabia, eu senti que a coisa estava pior do que eles queriam falar.
02:46Depois que ela voltou, ela falou, olha, infelizmente só que ele está no respirador,
02:51a cirurgia complicou e nós aqui, nós não somos especialistas em cirurgia geral.
02:57O caso agora, ela está no respirador e vai pro Jaime.
03:01Hoje eu choro, eu choro muito, porque a minha menina ficou aí e eu não tive um pouco com ela.
03:12E eu não quero isso para mais ninguém.
03:15Eu não quero mais ninguém.
03:17Sinta a dor que eu estou sentindo.
03:19Eu não quero que ninguém se sinta a importância que eu senti de ver minha filha.
03:23Eu vi ela indo embora.
03:25Eu vi.
03:26E eu não pude fazer nada.
03:28Olha, a morte da Bruna foi confirmada por volta da meia-noite do dia 13
03:39e a causa foi o choque séptico provocado pelo abdômen perfurado.
03:43A gente procurou então a Prefeitura da Serra, a Secretaria de Saúde,
03:47que lamentou profundamente o ocorrido, colocou à disposição da família
03:50e informou que já afastou os profissionais envolvidos nesse atendimento
03:54e vem acompanhando também o caso de forma contínua para garantir aí a transparência
04:00e também adotando as medidas administrativas cabíveis.
04:04Então os profissionais foram afastados.
04:06A Prefeitura deu detalhes de que a paciente estava aí com um líquido no abdômen.
04:12Foi realizado então um procedimento cirúrgico e depois esse exame de imagem que constatou as lesões.
04:17Isa, volto com você dizendo que essa vendedora de 42 anos deixa uma filha de 13 anos,
04:23inclusive ela fez aniversário dois dias depois da morte da mãe
04:27e a própria mãe, que é a própria avó então dessa criança, mãe dessa paciente que morreu,
04:32uma profissional da saúde, disse que a todo momento que a filha precisava de urgência,
04:37precisava fazer o exame de imagem, que a situação dela não era normal
04:40pelo conhecimento técnico que ela tinha da área da saúde
04:43e ela acusa então que a equipe médica foi negligente e agora é preciso ser apurado qual foi o erro
04:50e se houve erro médico para que essa jovem, essa mulher jovem ainda, 42 anos,
04:56entrasse para fazer uma curetagem e saísse morta do hospital.
05:00É com você.
05:01É, Júlia, uma sensação de impotência, né, que a gente sente, sente a dor dessa mãe
05:06que chora ao ver essa situação, infelizmente, da morte da filha
05:10e tem que ser investigado sim para que não ocorra novamente.
05:14A gente vai continuar acompanhando a fundo essa história.
05:16Muito obrigada, viu, Júlia, pelas suas informações.
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