00:00Mas, mano, a gente já viu essa estratégia de Donald Trump em outras ocasiões, em que ele lança ameaças para movimentar as partes e fazer com que elas dialoguem com os Estados Unidos.
00:08Mas isso quando estamos falando de líderes, de lideranças de Estado, não é o que acontece em relação ao Hamas, que é um grupo terrorista.
00:18Pois é, e isso também não se aplica no caso da Groenland, por exemplo, que era um aliado, que sempre teve todo o interesse de cooperação com os Estados Unidos
00:27e não precisava de ameaça para negociar a construção de um domo de ferro, por exemplo, que alegadamente é o que deseja Donald Trump com todas essas pressões.
00:40O que eu acho mais interessante é que, na prática, com esse tipo de postura, a gente vê que Trump, apesar de muitas vezes evocar para si um discurso conservador,
00:50ele é, na prática, um líder anticonservador.
00:54Porque o conservadorismo tem como base, em primeiro lugar, aprender com a história.
01:00A ideia de que você não vai ficar o tempo todo achando que está sendo, trazendo soluções inéditas e que está reinventando a roda.
01:08O que parece que ele quer fazer agora com o Conselho da Paz, por exemplo.
01:13Esquecendo que, ora, os Estados Unidos, país que ele preside, foi protagonista na construção e consolidação da ONU.
01:20O que é que o país poderia ter aprendido com essa experiência?
01:24Ele rasga e faz de conta que pode começar um mundo novo.
01:28Então, agora, na situação da faixa de Gaza, ele faz de conta que não houve nenhum aprendizado com a incursão militar de Israel
01:36e faz de conta, retoricamente, que pode fazer uma ameaça para começar tudo de novo.
01:43Como se fosse possível fazer essas reinvenções da roda, o que, na prática, é uma grande incoerência com aquilo que sempre foi a tradição conservadora na política mundial.
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