O presidente Donald Trump lançou oficialmente o Conselho da Paz durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. Trump afirmou que o grupo será mais rápido, ágil e menos burocrático, em uma crítica indireta à atuação da ONU. Além disso, o republicano vai ser o único do Conselho com poder de veto. Reportagem: Eliseu Caetano.
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NotíciasTranscrição
00:00Quero começar falando de Donald Trump, que não para.
00:02Presidente dos Estados Unidos, está em Davos para o Fórum Econômico Mundial
00:06e aproveitou para lançar o Conselho da Paz.
00:10E ao lançar o Conselho da Paz, fez o que? Criticou a ONU.
00:13Vamos então com o nosso Eliseu Caetano, que vai trazer as informações para a gente agora.
00:16Conta aí, meu amigo. Bem-vindo.
00:20Salve, salve, Evandro Cine. Muito boa tarde para você,
00:23para os nossos colegas debatedores aí no estúdio,
00:25para todo mundo que acompanha o 3 em 1.
00:26Vamos lançar o Conselho da Paz aqui também no nosso programa de todas as tardes na Jovem Pan.
00:31Viu, Gani? Estou contigo, meu amigo. Estou do seu lado.
00:34Agora, vamos para Davos, da Suíça.
00:38Quem será que está do lado de Donald Trump?
00:40Como promessa é dívida, Donald Trump lançou oficialmente hoje o Conselho da Paz.
00:46Uma espécie de ONU 2.0.
00:49E para aproveitar que todos os holofotes estavam voltados para o congresso que está acontecendo lá em Davos,
00:56o Congresso Econômico de Davos, ele aproveitou também para ganhar ali mais um espaçozinho na mídia
01:05com o lançamento do Conselho da Paz, que é esse novo organismo internacional,
01:09que ele diz ser dedicado nesse primeiro momento exclusivamente e inicialmente a consolidar o cessar-fogo lá na faixa de Gaza
01:17e posteriormente enfrentar aí conflitos globais mais amplos.
01:21Esse lançamento aconteceu agora, no final da manhã de hoje, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
01:28Trump, que se autodenomina chairman ou presidente vitalício dessa entidade,
01:33afirmou que o Conselho vai atuar em cooperação com as Nações Unidas.
01:37Mas, como tudo para Donald Trump tem um mas, embora suas ambições de ir além do foco inicial
01:45tenham causado aí preocupação entre as potências globais e os aliados tradicionais.
01:50Donald Trump não poupou críticas à Organização das Nações Unidas.
01:55Disse que o Conselho da Paz vai ser mais ágil, mais rápido, menos burocrático.
02:00Ou seja, já confirmou, já deixou claro nas entrelinhas que o Conselho da Paz tende a ser aí uma substituição da ONU.
02:10Pelo menos é isso que ele espera, pelo menos é isso que ele almeja, né?
02:14Ser aí uma iniciativa de substituição da ONU, viu?
02:19Durante o evento que aconteceu lá em Davos, Trump ressaltou que o Conselho da Paz vai expandir, sim,
02:24no segundo momento, o seu papel, além de Gaza, para abordar outros conflitos e desafios internacionais.
02:30E disse que o Conselho tem ali uma instituição com um tremendo potencial.
02:38Cerca de 35 países já manifestaram compromisso com o Conselho, especialmente do Oriente Médio
02:43e de nações emergentes, incluindo aí Arábia Saudita, Egito, Turquia e outros.
02:49Algumas adesões já foram confirmadas na manhã de hoje, agora no início da tarde,
02:54mas por outro lado, algumas potências ainda tradicionais não se mostraram ainda completamente à vontade com esse Conselho.
03:05Estão um pouco mais cautelosos ou até mesmo recusaram convites.
03:09O Reino Unido não se comprometeu, por exemplo, citou inclusive aí preocupações com as figuras controversas
03:16que Donald Trump chamou também para o Conselho da Paz, como é o caso do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
03:23França, China e outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU também não confirmaram ainda
03:29suas participações especialistas aqui nos Estados Unidos e líderes europeus expressaram um ceticismo
03:35com relação à legitimidade e o escopo desse Conselho, temendo que ele possa, além de minar o papel central da ONU,
03:43servir ali aos interesses de Donald Trump enquanto pessoa física.
03:48Porque se ele vai ser o presidente vitalício, isso significa que em alguns anos ele deixa a presidência dos Estados Unidos,
03:54mas continuará e inclusive com o poder de veto, viu?
03:59Donald Trump tem comemorado aí ao longo das últimas horas a iniciativa, chamando ela de avanço diplomático,
04:05tratando aliados como Israel e Hungria como participantes muito importantes para esse momento.
04:13E por aqui já se fala muito, sim, nessa história de que ele vai ser o único do Conselho com veto.
04:22O republicano, além de ser o primeiro e único presidente vitalício desse Conselho,
04:27então teria poder de veto nessa organização, nesse organismo que foi criado oficialmente hoje.
04:33O que foi, o que, perdão, o que for decidido, sim, por maioria no Conselho Executivo, tem efeito imediato,
04:40mas estariam ali sujeitos ao veto dele.
04:44Vamos dar uma olhada então e também ouvir o que disse Donald Trump? Acompanhe.
04:47Eu sempre disse que as Nações Unidas, a ONU, tem um potencial imenso.
04:58E temos pessoas incríveis dentro da ONU, mas, por enquanto,
05:05mas por enquanto, pouco tem sido feito.
05:09Das oito guerras que eu terminei, eu não falei com nenhuma das pessoas das Nações Unidas.
05:16E agora nós temos uma oportunidade de uma chance incrível.
05:22Podemos pausar gerações de ódio e de derramamento de sangue.
05:27E agora isso vai acontecer não só no Oriente Médio, mas em todo o mundo.
05:37Estou chamando o mundo de uma região.
05:40Eliseu Caetano, Trump também falou em tom de ameaça contra o Hamas?
05:43Exatamente, as margens aí desse evento que está acontecendo lá na Suíça, Cine.
05:50Ele deu um ultimato, viu?
05:51O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
05:53deu um prazo de até três semanas para que haja uma certeza
05:57de que o Hamas, a organização terrorista Hamas, vai entregar as suas armas.
06:02Caso contrário, o republicano falou em resposta militar rápida.
06:07Foi durante ali um quebra-queixo, uma sessão de perguntas e respostas com jornalistas,
06:12a margem do evento que ele deu essa declaração.
06:15Imediatamente isso foi manchetado pelos principais veículos de comunicação do mundo
06:20e com toda certeza está repercutindo lá na faixa de gás e, claro,
06:25nos pontos onde o Hamas ainda mantém as suas lideranças escondidas do resto do mundo.
06:31Segundo o Trump, foi isso que eles concordaram e é isso que eles têm que fazer.
06:35E que nós, do mundo, vamos saber em dois, três dias ou no máximo em três semanas
06:41se eles vão fazer isso ou não.
06:43Agora, se eles não fizerem, abre aspas, serão eliminados muito rapidamente, fecha aspas.
06:49Eu volto com você no estúdio, Cine.
06:51Obrigado pelas informações, Eliseu Caetano. Um abraço para você.
06:54Gani, o Donald Trump tem se mostrado um presidente, uma pessoa bastante autossuficiente,
06:58tem a sua rede social, agora vai criar o seu Conselho da Paz,
07:02inclusive com a permanência no cargo de Chairman do Conselho da Paz,
07:06mesmo depois de possivelmente deixar a presidência da República.
07:10Há algum tipo de bom senso nessa história toda?
07:13Claro que não.
07:15Evandro, veja, a ONU foi criada depois da Segunda Guerra Mundial justamente para evitar guerras mundiais.
07:23A Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial foram muito custosas,
07:28seja em termos de vida, seja em termos financeiros.
07:31Mas é claro que a ONU também não tem conseguido desempenhar bem o seu papel,
07:40mas não teve mais guerras mundiais.
07:42Mas teve guerras, sim, bastante pesadas,
07:47que foi a Guerra do Vietnã, Irã e Iraque.
07:50Mas, apesar da ONU estar debilitada, estar enfraquecida,
07:55a solução não passa por uma criação de uma ONU, entre aspas, norte-americana.
08:01Por quê?
08:02Porque é claro que uma ONU, aliás, nem norte-americana,
08:05uma ONU de Donald Trump, entre aspas,
08:07seria uma ONU a serviço dos Estados Unidos.
08:12E isso você tem que envolver as demais potências.
08:15Isso surge de um consenso entre as potências, não algo de cima para baixo.
08:20É claro que isso não vai vingar e é claro que também os países não entraram
08:25e estão bastante resistentes a entrar justamente por conta disso.
08:29Como é que você vai fazer uma ONU aí sem Rússia e sem China,
08:33que são dois atores globais extremamente importantes do ponto de vista geopolítico?
08:38Mano Ferreira, quais são as suas preocupações com esse Board of Peace,
08:42com esse Conselho da Paz que está sendo criado por Donald Trump
08:45e que não tem a resposta de muitas das lideranças mundiais ainda?
08:49Pois é, Evandro, eu diria que a preocupação é que a gente está vivendo
08:52um processo de fim da ordem liberal internacional,
08:56onde havia um consenso de que as relações entre as nações
09:01deveriam se dar com base em respeito a regras e a princípios
09:06que são aqueles princípios fundadores da ONU, a Organização das Nações Unidas.
09:11Isso tudo que sempre funcionou de uma forma extremamente precária, é verdade,
09:17e com uma grande camada, muitas vezes, de hipocrisia,
09:21porque, no fim das contas, a ONU, apesar do discurso bonito,
09:25ela não está acima dos países, ela não tem o poder de enforcement, né?
09:30Ela depende da adesão voluntária dos países.
09:33Então, ao longo da história, muitas das grandes potências,
09:37inclusive Estados Unidos, Rússia, ignoraram as decisões da ONU
09:42e fizeram, de fato, aquilo que queriam.
09:44Mas a ONU, mesmo assim, tinha um vetor de criação de constrangimento.
09:51O que a gente está assistindo com as posturas de Trump e também de Putin, vale dizer,
09:57é uma retirada de qualquer tipo de constrangimento e, com isso, de limite.
10:02É a substituição dessa ideia de que a regra do direito internacional,
10:09pelo menos no ideal, deveria reger as relações pela substituição pura e simples
10:16da lei do mais forte, da ideia de que um país faz porque pode, faz porque quer.
10:22E isso é muito negativo, porque, na prática, gera muito mais instabilidade e insegurança.
10:30O Acácio Miranda, a gente sabe que os Estados Unidos são um dos maiores patrocinadores
10:34dessas organizações e, por isso, quando há necessidade,
10:39eles sempre se colocam no direito de tomar as principais decisões relacionadas a esses organismos.
10:45Mas você entende que é o caso de Donald Trump, por exemplo,
10:48criar uma concorrente, digamos assim, à Organização das Nações Unidas
10:52e de que maneira que as outras lideranças mundiais
10:54poderiam enxergar esse movimento no teu ponto de vista?
10:57Todas as lideranças sérias, de países sérios, de países democráticos,
11:03estão olhando com certa resistência.
11:06Mas todos esses líderes também sabem da imprevisibilidade e do ego de Donald Trump.
11:14Então, eu vou citar até o caso do Brasil.
11:16O Brasil ainda não disse nem que sim, nem que não.
11:18O Brasil está tateando o que vai acontecer com esse conselho,
11:24qual é a postura das grandes nações para, a partir disso, tomar um posicionamento.
11:30Se nós olharmos para Itamaraty, para a diplomacia brasileira,
11:34nós, historicamente, sempre fomos neutros.
11:38Porém, na gestão Bolsonaro e na última gestão Lula,
11:42nós quebramos um pouco esse paradigma em prol de aspectos ideológicos.
11:46Neste momento, não.
11:48Pelo menos neste momento, eu vejo como correta a postura do Brasil,
11:53a postura do Reino Unido, a postura da Alemanha,
11:56que aguardam, que aguardam se o Conselho de Paz de Trump fará água
12:03e aí eles, obviamente, pularão fora do barco
12:07ou aguardam para entender se isso terá uma força mínima agora
12:11e aí eles, obviamente, serão obrigados a aderir.
12:14Porque, além da incessatez deste Conselho
12:19e além da apunhalada nas costas da ONU,
12:23há muito do ego de Donald Trump no entorno disso.
12:27A Liga das Nações, a própria ONU,
12:29foram criadas para que se tivesse a paz mundial
12:33e não para que se girasse a paz,
12:36para que a paz reinasse em torno de uma única figura.
12:40Isso não faz sentido.
12:42Donald Trump está ressentido por não ter vencido o Nobel da Paz.
12:46Ele tem dois caminhos.
12:47Este Conselho ou ele criará o próprio Nobel da Paz.
12:52É o que falta.
12:53Agora, trazendo um pouquinho para o debate
12:55a menção de Donald Trump a respeito do desarmamento do Hamas,
12:59caso contrário, os Estados Unidos entrariam de maneira mais incisiva
13:04contra esse grupo terrorista.
13:06isso pode funcionar, Langani, de um grupo que se arma desde a infância?
13:10Olha só, por que seria diferente a ação do Trump
13:13de uma ação do Exército de Israel, Evandro?
13:17Não faz sentido.
13:17Até agora, o Exército de Israel, que é extremamente bem preparado,
13:21extremamente bem treinado, equipado, etc.,
13:24não conseguiu, estando na região,
13:26até me parece que em termos de capacitação,
13:29justamente por uma questão logística,
13:31o Exército de Israel é muito mais bem preparado naquela região,
13:34para atuar naquela região, do que o Exército norte-americano.
13:37Inclusive, o objetivo era eliminar o Hamas.
13:39Exatamente, o objetivo de eliminação do Hamas.
13:42E o Exército de Israel não conseguiu.
13:44Pior, né, que parte desta eliminação,
13:47por mais que morreram pessoas do Hamas,
13:50foi a um custo muito elevado de mortes de civis na faixa de Gaza,
13:55o que também chamou a atenção da comunidade internacional,
13:59trazendo muita pressão em cima de Israel,
14:00inclusive de próprios judeus em Israel,
14:04contra Benjamin Netanyahu.
14:05Então, por que seria diferente?
14:07É mais uma fala retórica de Donald Trump,
14:10mais uma bravata de que,
14:11ó, se você não fizer isso, a gente vai lá, vai acabar com vocês.
14:14Está jogando para a torcida, está jogando para o público dele.
14:18Infelizmente, infelizmente,
14:20ele não tem as condições de eliminar o Hamas,
14:25esse grupo terrorista, dado que nem Israel conseguiu.
14:28Mas, mano, a gente já viu essa estratégia de Donald Trump
14:30em outras ocasiões, em que ele lança ameaças
14:32para movimentar as partes e fazer com que elas dialoguem
14:35com os Estados Unidos.
14:37Mas isso quando estamos falando de líderes,
14:40de lideranças de Estado,
14:44não é o que acontece em relação ao Hamas,
14:46que é um grupo terrorista.
14:47Pois é, e isso também não se aplica no caso da Groenlandia, por exemplo,
14:50que era um aliado,
14:51que sempre teve todo o interesse de cooperação com os Estados Unidos,
14:55e não precisava de ameaça
14:58para negociar a construção de um domo de ferro, por exemplo,
15:02que alegadamente é o que deseja Donald Trump
15:07com todas essas pressões.
15:08O que eu acho mais interessante é que, na prática,
15:11com esse tipo de postura,
15:13a gente vê que Trump,
15:15apesar de muitas vezes evocar para si
15:17um discurso conservador,
15:19ele é, na prática, um líder anticonservador.
15:22Porque o conservadorismo tem como base,
15:26em primeiro lugar,
15:27aprender com a história.
15:28A ideia de que você não vai ficar o tempo todo
15:31achando que está sendo,
15:33trazendo soluções inéditas
15:34e que está reinventando a roda.
15:37O que parece que ele quer fazer agora
15:39com o Conselho da Paz, por exemplo.
15:41Esquecendo que, ora, os Estados Unidos,
15:43o país que ele preside,
15:45foi protagonista na construção e consolidação da ONU.
15:49O que é que o país poderia ter aprendido
15:51com essa experiência?
15:52Ele rasga e faz de conta
15:54que pode começar um mundo novo.
15:56Então, agora, na situação da faixa de Gaza,
15:59ele faz de conta que não houve nenhum aprendizado
16:02com a incursão militar de Israel
16:05e faz de conta, retoricamente,
16:08que pode fazer uma ameaça
16:10para começar tudo de novo.
16:11Como se fosse possível
16:13fazer essas reinvenções da roda,
16:16o que, na prática, é uma grande incoerência
16:18com aquilo que sempre foi
16:20a tradição conservadora
16:21na política mundial.
16:23Fala, Cássio.
16:24Não, o Mano tem razão.
16:26É difícil até a gente determinar
16:28quais são as razões.
16:30Mas eu acho que o efeito disso,
16:31nós já falamos aqui, vale reiterar,
16:33no fim do dia,
16:34com essa história da Groenlândia,
16:36onde os Estados Unidos já têm bases militares,
16:39onde os Estados Unidos já têm pontos de pesquisa,
16:42e onde os Estados Unidos já tinham
16:45tudo o que quiseram até então,
16:47só teve um efeito prático.
16:49Donald Trump reavivou o ímpeto de união na Europa.
16:54A União Europeia ganhou musculatura,
16:57ganhou força a partir da postura de Donald Trump
17:00em relação à Groenlândia.
17:02O Alan, salvo engano, disse aqui essa semana
17:04e vale reiterar,
17:06a União Europeia foi o primeiro grupo,
17:09o primeiro bloco a sofrer o tarifácio de Donald Trump.
17:13E eles foram o que cederam mais facilmente
17:17ao tarifácio de Donald Trump.
17:19Eles colocaram o seu ego embaixo do braço
17:23e foram lá e disseram,
17:24Trump, o que você quiser,
17:26a União Europeia dará.
17:28E aí ele, não sei se por conta disso
17:30ou por falta de leitura,
17:32vai lá e cutuca a União Europeia mais uma vez.
17:36E aí os líderes europeus disseram,
17:38olha, uma vez tudo bem,
17:40uma segunda não dá.
17:41Nós vamos nos unir
17:42e nós vamos nos insurgir contra isso.
17:45Então, não sei se era esse o objetivo dele,
17:48mas ele conseguiu.
17:49Uma União Europeia forte
17:51e ainda de bandeja nos deu
17:53o acordo Mercosul-União Europeia também.
17:56Então, acho que vale agradecer a Donald Trump por isso.
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