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O avanço da direita na América do Sul acendeu o sinal de alerta máximo no governo Lula (PT). A perda de espaço da esquerda em países vizinhos e a ascensão de líderes conservadores aumentam o temor no Planalto de que o cenário internacional contamine o debate interno e complique o projeto de reeleição no Brasil.

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Transcrição
00:00Seguindo com outros assuntos, o avanço da direita na América do Sul acendeu um alerta no governo Lula
00:06e desafia a reeleição do chefe do executivo neste ano.
00:11Desde que assumiu o atual mandato, o presidente viu a esquerda perder eleições e deixar o poder na Argentina, Bolívia e Chile,
00:19além de ver uma mudança de poder na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro por parte dos Estados Unidos.
00:25Já no Brasil, pesquisas de opinião mostram que líderes estrangeiros conservadores como Javier Milley, Donald Trump e outros
00:33passaram a ser mais bem vistos, enquanto antigos aliados de esquerda do PT perderam o poder ou viram a avaliação desmoronar no país.
00:43A avaliação e temor de integrantes do Planalto é que a pauta internacional possa contaminar ainda mais o debate interno
00:51através do clima de desconfiança e da instabilidade econômica.
00:57Delegado Palumbo, você acredita na história da onda que vai acontecendo em outros países e está acontecendo em dois, três, quatro vizinhos?
01:06Tende a acontecer por aqui também uma mudança de esquerda para a direita?
01:09Eu faço votos que isso aconteça, mas nós temos que escolher bons candidatos ou um candidato que tenha realmente condição de conversar e ganhar.
01:23Agora, se isso realmente vai acontecer, só Deus e o tempo dirá.
01:27O que preocupa realmente o governo atual brasileiro é que é nítido, que onde a direita está comandando, está governando, o país tem melhorado.
01:40Olha, todos os anos eu viajo para o Nordeste, eu adoro o Nordeste brasileiro.
01:45E, em especial, neste ano, a quantidade de argentinos que estavam na cidade de Natal e num hotel que estava, absurdo.
01:52Ou seja, o que isso significa? Significa que o governo está indo bem, significa que a economia está melhorando,
01:59significa que o argentino tem mais condição de viajar, de passear, de fazer compras, e isso é nítido.
02:06Já há anos anteriores eu já não vi tanto isso.
02:09Ou seja, a gente vê na prática o que um governo de direito está fazendo com o seu povo.
02:14Agora, e aqui no Brasil? Será que realmente está melhor?
02:20Será que realmente foi cumprido todas as promessas de campanha?
02:25Como o Mota falou, falaram o número lá, que realmente, Mota, 180 mil, 500 mil?
02:31O que você vai fazer uma análise para saber se isso é verdade ou se isso é mentira?
02:37Eu sei que no governo anterior nós estávamos em pandemia.
02:41Nós estávamos numa crise mundial, uma pandemia que atingiu, não foi só o Brasil, não, foi o mundo inteiro.
02:47Que é muito mais difícil de governar.
02:50As pessoas não podiam sair nas ruas, mesmo assim, não entregou um governo com o caixa totalmente destruído.
02:58Fala, Diego. Sua avaliação também aí da preocupação do governo em relação ao que tem acontecido aí nos vizinhos.
03:07O Baix, eu acredito muito nesse fenômeno de uma onda de determinada ideologia
03:11que atinge diversos países de um mesmo continente.
03:15Isso aconteceu, inclusive, a favor da esquerda, outrora, na história recente.
03:20Mas eu acho que tem uma diferença significativa das propostas de direita desses outros países
03:25e das propostas de direita que nós temos aqui no Brasil.
03:28A direita tem valores muito claros a respeito da economia, a respeito da segurança pública.
03:32Javier Milley, por exemplo, apresentou um plano econômico durante a sua campanha
03:38muito incisivo de corte de gastos, de privatizações.
03:42Em El Salvador, por exemplo, na Ibubuque, ele também apresentou, há um tempo mais no passado,
03:46mas apresentou também uma proposta muito consistente para a segurança pública.
03:50O debate que nós travamos no Brasil é um pouco diferente desses outros países.
03:54Aqui, direita e esquerda, não discutem propriamente um projeto de país
03:58que é calcado nas suas bases ideológicas.
04:01Aqui se discute, no campo da direita, que a direita precisa ganhar para o Brasil não se tornar uma Venezuela
04:06e, na esquerda, eles dizem que a esquerda precisa ganhar para que o Brasil não volte ao período de 1964,
04:14não volte a ser uma ditadura militar.
04:17E tudo isso, essas propostas, muito embora contagiem o coração das pessoas,
04:21e abro aqui um parênteses para dizer que isso é muito eficiente porque o voto é dado de forma mais sentimental do que racional,
04:29mas não enfrenta os reais problemas que nós temos.
04:32Nós não sabemos, por exemplo, hoje, qual que é a ideia de Flávio Bolsonaro ou de Ratinho Júnior
04:37ou do governador Caiado para a economia no país, como eles vão resolver o desastre econômico que nós estamos vivendo.
04:44Nós não sabemos qual que é a ideia para a reeleição do presidente Lula, por exemplo,
04:49o que ele pensa sobre a segurança pública, como ele pretende combater de forma mais enfática
04:54às organizações criminosas e à violência urbana.
04:57Então, falta no debate polarizado aqui no Brasil, e, novamente, isso é muito útil aos polos,
05:03um projeto de fato, um projeto de país, as soluções para os tantos problemas que o Brasil enfrenta.
05:09Então, ponto um, eu acho que o Lula tem que se preocupar, sim, com essa onda,
05:12porque isso é um fenômeno real do qual, inclusive, Lula já se aproveitou.
05:16Mas, ponto dois, infelizmente, aqui no Brasil, ao contrário desses outros países citados,
05:21nós não temos a oferta por parte desses polos de um plano de governo,
05:26algo que vai realmente resolver os problemas que nós temos por aqui.
05:29Mota, para arrematar esse assunto, isso está ligado ao quê, hein?
05:32Será que é acesso à informação, o pessoal com a internet vendo o que está acontecendo nos outros países,
05:39as mudanças, os sofrimentos, a necessidade de mudança do regime? Fala aí, Mota.
05:45Bom, primeiro, eu queria dizer que eu vou apresentar aqui um voto divergente do Diego.
05:52Eu acho que o programa da direita é claro, conforme dá para ver qualquer um que observe o governo Bolsonaro.
05:59Esse programa inclui privatização, desburocratização, redução de impostos, defesa da liberdade econômica, né?
06:07Teve uma lei importantíssima no governo Bolsonaro, que foi a lei da liberdade econômica.
06:12Então, quanto ao plano da esquerda, é o contrário de tudo isso, né?
06:17O aumento do Estado, aumento da carga tributária, uma intervenção cada vez maior na vida privada.
06:24Então, eu acho que o jogo está aí, está claro.
06:28O que acontece é que os políticos fazem questão, os políticos de esquerda fazem questão de embolar esse jogo,
06:35e os de direita, deixa eu fazer a crítica também, muitas vezes nem sabem muito bem o que é ser de direita, né?
06:41Você vê aí políticos de direita defendendo o aumento do Estado.
06:45Fecha o comentário.
06:46Vamos agora ao assunto em epígrafe.
06:49A América Latina está renovando as suas lideranças.
06:53Até a Venezuela entrou na moda, embora de uma forma um pouco exótica, né?
06:58Mas eu acho, Koba, que é preciso ter cautela na interpretação dessas mudanças.
07:04Talvez elas não representem essa onda de direita que muita gente gostaria de ver.
07:12Talvez elas representem apenas o cansaço do eleitor, o rodízio normal em democracias.
07:18Como é que funciona isso?
07:19A esquerda se elege, prometendo que todo mundo vai ter uma vida maravilhosa,
07:25ela destrói as finanças, ela acaba enxotada do poder,
07:29a direita entra com austeridade, arruma a casa, deixa tudo bonitinho,
07:35é enxotada do poder, entra a esquerda, destrói tudo de novo e o ciclo continua.
07:42Essa é a história da Argentina, do Chile, da Colômbia e do Brasil.
07:48Basta olhar.
07:50E isso é, ao mesmo tempo, para mim, um motivo de tristeza,
07:55mas também uma fonte de esperança.
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