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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por mais 60 dias o inquérito da Polícia Federal que investiga o Banco Master e reduziu o prazo para a realização de depoimentos. Em Brasília, a repórter Talita Laurino detalha quem são os próximos investigados a serem ouvidos pela PF e explica os bastidores da relação tensa entre a corporação e o STF.

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Transcrição
00:00O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal aceitou o pedido da Polícia Federal
00:05e prorrogou por mais 60 dias o prazo para a conclusão do inquérito que investigou o Banco Master.
00:12Numa outra decisão, Toffoli reduziu de seis para dois dias o prazo dado a PF para a realização dos depoimentos.
00:21Vamos abrir o Jornal da Tebrasília, conversar com a repórter Talita Laurino.
00:25Talita, boa noite para você. Quem devem ser os próximos envolvidos no caso do Banco Master que a Polícia Federal vai ouvir?
00:35Oi Cris, boa noite para você e para todos.
00:38Olha, de acordo com as informações que a gente tem, quem serão os depoentes então para a Polícia Federal nesse caso do Banco Master são
00:46Augusto Ferreira Lima, que é ex-sócio da instituição e os ex-diretores do Banco Master,
00:52Ângelo Antônio Ribeiro da Silva e Luiz Antônio Bull.
00:56Como você mesma disse, Cris, o ministro de Astófoli do Supremo Tribunal Federal acabou então reduzindo esse período
01:05para que a Polícia Federal colha esses depoimentos.
01:08Antes, os dias marcados eram de 23 a 28 de janeiro, ou seja, um prazo até largo.
01:15Agora, o prazo está bem mais curto. É do dia 26 ao dia 28 de janeiro que a Polícia Federal poderá realizar então esses depoimentos.
01:25Eles estavam marcados desde o dia 15 de dezembro de 2025 para que acontecessem agora em janeiro.
01:32Então, essa mudança de decisão do ministro de Astófoli causou então estranhamento na Polícia Federal.
01:40Mas hoje, o ministro de Astófoli também acatou um pedido da corporação para que as investigações relacionadas ao Banco Master
01:50fossem prorrogadas por 60 dias.
01:53Ou seja, a partir de agora, a Polícia Federal tem mais 60 dias para investigar todo esse caso do Banco Master.
02:01Ontem ainda, o ministro de Astófoli permitiu então que quatro peritos pudessem analisar os bens apreendidos pela Operação Compliance Zero.
02:13Anteriormente, o ministro de Astófoli tinha decidido que todos esses bens apreendidos
02:18deveriam ser lacrados e acautelados nas dependências do Supremo Tribunal Federal.
02:25Ou seja, que só o STF teria acesso então a esses documentos.
02:29Aí, a PGR entrou com um pedido para que pudesse também acessar e extrair esses materiais apreendidos pela Operação.
02:38De Astófoli, então, acabou aceitando esse pedido da PGR e indicou mais quatro peritos da Polícia Federal
02:45que também agora podem ter acesso a esses bens apreendidos.
02:50Essa seleção do ministro de Astófoli de quais seriam os peritos
02:54não teve a participação, o envolvimento da Polícia Federal.
02:58É ele mesmo que decidiu sozinho esses nomes.
03:01Apesar de autorizar então essa participação de alguns agentes,
03:05eu lembro aqui que é a própria Procuradoria-Geral da República
03:08que é totalmente responsável então pela extração desses materiais.
03:15Em uma decisão dessa quarta-feira,
03:17eu lembro também que o ministro de Astófoli acabou criticando o trabalho da Polícia Federal.
03:23Então, a gente consegue observar aqui conversando com fontes e nos bastidores de Brasília
03:28que há uma rusga entre a Polícia Federal e as decisões do ministro de Astófoli.
03:34Ele disse que a corporação atrasou a operação feita na última quarta-feira
03:39que foi justamente essa operação do Compliance Zero
03:43que deveria ter acontecido então na terça de acordo com o ministro de Astófoli
03:48mas acabou acontecendo na quarta-feira.
03:50Essa decisão da Polícia Federal acabou estourando o prazo de 24 horas
03:56determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal
04:00para que as medidas judiciais fossem então realizadas.
04:06No Senado, a gente também tem essa informação de que no Senado
04:09a Comissão de Assuntos Econômicos, ou seja, a CAI, oficializou nessa quinta-feira
04:15a criação de um grupo de trabalho dedicado a acompanhar essas investigações
04:20do caso do Banco Máscara.
04:23A gente vê que aqui em Brasília, tanto o Congresso Nacional
04:26quanto o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto,
04:29todas as instituições estão extremamente envolvidas então
04:33nas apurações sobre esse caso e em pronunciamento nas redes sociais
04:37Renan Calheiros, que é o presidente da CAI, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado
04:43afirmou que o caso é uma das maiores fraudes da história
04:47e garantiu que o Senado Federal não aceitará abusos.
04:51Então, que eles também vão investigar toda essa situação.
04:55A gente continua por aqui acompanhando esse caso.
04:57É com você, Cris.
04:59Palita, muito obrigada.
05:00Claro, sempre, qualquer novidade, você chama a gente aqui.
05:03Bom trabalho para você.
05:05Eu vou conversar agora com o nosso analista de política e economia,
05:08Vinícius Torres Freire.
05:09Vinícius, boa noite para você.
05:11Vinícius, essas decisões do ministro Toffoli continuam causando controvérsia.
05:17Muita controvérsia, Cris.
05:18Boa noite, boa noite para você, boa noite para todo mundo.
05:22Vamos lembrar rapidinho o que já aconteceu nesse caso em relação ao ministro Dias Toffoli.
05:28Primeiro, ele chamou para si o inquérito,
05:30porque tinha um envolvimento muito remoto de um parlamentar.
05:35Decretou sigilo sobre o caso total.
05:37Não está tendo vazamento e a gente não está lendo nem os relatórios das decisões da Procuradoria
05:41e do próprio ministro, nem os pedidos da Polícia Federal.
05:45A gente não sabe muito bem o que está sendo investigado.
05:47Depois, ele disse que ele quis confrontar um diretor de supervisão do Banco Central,
05:53o Ayrton de Aquino, com investigados por crimes,
05:56que foi considerado uma tentativa de intimidação do Banco Central.
05:59Depois, ele, além de tudo, ele decretou que esse material recolhido essa semana na batida da Polícia Federal
06:10fosse para o Supremo e ficasse lacrado.
06:13Dada a polêmica, dadas as críticas, inclusive os meios jurídicos,
06:16ele quis deixar isso só na Procuradoria-Geral da República,
06:20que é claro, o responsável na promotoria por investigar.
06:24Mas não tinha os meios técnicos de fazer perícia desse material,
06:29que poderia ser perdido e paralisar a investigação.
06:31E, por último, ainda hoje, reduzir o prazo, os dias em que os envolvidos no caso,
06:39os investigados no caso, prestariam depoimento, o que dificulta também o trabalho da PF.
06:44Agora, essa decisão de hoje, ele aceita o aumento do prazo de investigação,
06:49mas, de qualquer modo, fica uma suspeita, fica uma controvérsia.
06:53Por que tem tantas medidas do ministro Dias Toffoli que dificultam o andamento do caso?
06:58E, para piorar, foi descoberto que parentes do ministro têm negócios com fundos envolvidos no caso.
07:05Assim, tem muita gente dizendo que seria motivo suficiente, ou pelo menos prudente,
07:10para o ministro Dias Toffoli se declarar impedido e passar esse caso para outro ministro do STF.
07:15De qualquer modo, ainda há muita polêmica, várias decisões do ministro Dias Toffoli são controversas,
07:22sofrem pressão, contra-pressão, e ele volta atrás depois de haver polêmica.
07:26Por enquanto, no mínimo, está surgindo uma suspeita de por que o ministro Dias Toffoli está tomando essas decisões
07:34tão controversas e tão cambaleantes, indo e voltando e respondendo a pressões
07:41quando as decisões dele são consideradas indevidas.
07:44Pressões sociais, pressões do meio jurídico, pressões até da Polícia Federal em campanha pela mídia.
07:51O fato é que a história está muito estranha.
07:54Sem dúvida nenhuma.
07:56Obrigada, viu, Vinícius.
07:58Já te chamo para a gente falar de outros assuntos.
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