As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos em Bacabal, no interior do Maranhão, entraram nesta quinta-feira (15), no 12º dia e passam para uma nova etapa: equipes do Corpo de Bombeiros já iniciaram uma operação de mergulho em um lago a cerca de 2 km do povoado São Sebastião dos Pretos, local de onde as crianças saíram no último dia 4 de janeiro.
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00:00Um assunto que é também importante e nos causa, assim, até uma certa tristeza, né?
00:04Porque entraram no décimo primeiro dia de buscas por aquelas crianças desaparecidas na mata do Maranhão.
00:11As equipes, então, seguem trabalhando contra o tempo.
00:13Nossa equipe do Estado, por lá, enviou as atualizações.
00:16Tem uns detalhes sobre esse caso. Vamos conferir.
00:19Olá, bom dia, David. Bom dia, pessoal do Morning Show.
00:23Hoje, quinta-feira, completam aí 12 dias de buscas pelas crianças desaparecidas na zona rural de Bacabal, na região do Quilombo, São Sebastião dos Pretos,
00:35onde os irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Alan Michael, de 4, desapareceram na tarde de domingo, 4 de janeiro,
00:44após saírem para brincar em uma área de mata próxima à comunidade.
00:48As operações de busca ganharam grandes proporções.
00:52As equipes atuam 24 horas por dia em uma região de mata fechada e de difícil acesso,
01:00com áreas alagadas, com proximidades de rios e também de lagos.
01:05Durante as buscas, roupas e calçados infantis chegaram a ser encontrados,
01:10mas a família descartou que os itens pertençam às crianças.
01:14Ontem, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram uma varredura no chamado Lago Limpo,
01:22marcando uma nova fase da operação.
01:26Um reforço chegou à região.
01:28Sete bombeiros e dois cães farejadores vindos do Pará,
01:32além de cinco bombeiros e quatro cães farejadores do estado do Ceará,
01:37para reforçar as buscas.
01:39A Polícia Militar do Maranhão informou que as operações não serão interrompidas.
01:45A cidade segue mobilizada e acompanha com apreensão esse caso,
01:51que já se aproxima de duas semanas e ainda permanece cercado de incertezas.
01:56De São Luís do Maranhão, Sérgio Carvalho.
01:58Mas as crianças saíram, então, para brincar e, de repente, desaparecem sem informações desde o dia 4.
02:05Estranha a história, né?
02:07É, e a gente, na verdade, enquanto ouvia as atualizações da nossa reportagem,
02:13estava aqui pensando o quão difícil deve estar sendo para esses familiares
02:17e o quão a situação é complexa, porque a cada dia que passa,
02:21fica mais perigoso para essas crianças desacompanhadas,
02:24sem alimentação, sem qualquer infraestrutura.
02:27A gente sabe que, infelizmente, as chances de a gente ter um final feliz,
02:31muito embora eu seja uma pessoa de muita fé e acredite nisso,
02:35são muito pequenas e diminuem a cada dia.
02:38É, das três crianças aparecidas, uma delas retornou, tem seis anos,
02:41só que tem um espectro autista, então não sabe informar exatamente o que aconteceu.
02:45Então tem essa questão também que a gente precisa avaliar,
02:49mas claro que a gente fica na torcida para que essas crianças sejam encontradas com vida,
02:53mas, conforme vai passando o tempo também,
02:55essa informação fica cada vez mais difícil, né, mano?
02:58Pois é, infelizmente, né, cada dia que passa um desfecho feliz dessa história
03:04se torna cada vez mais improvável.
03:08É algo realmente, assim, que é de partir o coração, né?
03:11Imagine como que está a ansiedade, o sentimento desses familiares
03:17que estão há 12 dias sem qualquer tipo de notícia dos seus próprios filhos, né,
03:24de crianças pequenas que estão perdidas.
03:27A gente espera que o quanto antes elas possam ser localizadas
03:31e, se Deus quiser, com vida.
03:33É, porque às vezes estão também abrigadas em alguma, não sei,
03:36uma casa de família ribeirinha,
03:38então tem todo esse contexto que a gente também pode trazer de esperança
03:41ou, não sei, conseguiram encontrar alimentação,
03:45é que são crianças pequenas, né?
03:46Então, é, assim, claro que a gente tem esperança,
03:50mas também quatro anos, uma delas tem quatro anos, então...
03:55É que Deus abençoe a família, né,
03:56que deve estar totalmente tensa nesse momento,
03:58preocupadíssima, mas a gente vai, torce para um final feliz.
04:01É, a gente fica sem palavras, né,
04:02porque quando o filho some, às vezes, da nossa vista,
04:04a gente fica preocupado, imagina numa situação como essa,
04:07realmente por lá.
04:08Então, a gente torce para que os bombeiros se encontrem,
04:12então, até receber o apoio de dois estados,
04:14Pará e Ceará, dando essa incursão aí no Maranhão.
04:19O sentido com essa história das crianças, né,
04:21que é realmente um negócio de partir o coração, David.
04:26É, e aí fica realmente essa comoção, né,
04:28porque o que aconteceu, como que elas foram brincar,
04:31algumas até eu vi questionando também
04:33sobre como é que eles foram brincar sozinhas na mata
04:36e os pais deixaram.
04:36Mas quem mora também, eu vejo famílias ribeirinhas
04:39e isso acontecendo com bastante frequência,
04:41então não tem como a gente julgar também,
04:42culpabilizar os pais por essa atividade,
04:45porque as crianças estavam em grupo
04:47e acabaram ali se prendendo na mata.
04:49Às vezes, também criança, assim,
04:50está aqui na sua visão, daqui a pouquinho desaparece e pronto.
04:53Aí você fica procurando igual um louco.
04:55Isso já aconteceu comigo em parque de diversão,
04:57em shopping, enfim, nas mais diferentes situações.
04:58Como a gente está distante da realidade,
05:00uma mata assusta, mas eles vivem nesse contexto.
05:03Então, para eles, é natural mesmo, como você colocou.
05:06Então, pode parecer meio absurdo,
05:08ah, por que os pais deixaram?
05:10Porque é o hábito dele, já é costume,
05:12é onde as crianças brincam.
05:14A gente julga porque não vive aquele contexto.
05:17Mas quem está inserido naquilo,
05:19da mesma forma como quem vive lá,
05:20deve achar um absurdo o que o David falou.
05:22Ah, nossa, por que solta uma criança sozinha
05:24num shopping com esse monte de gente?
05:25Pronto, cada um tem uma realidade.
05:27É, e aí não cabe também a gente julgar, né?
05:30Apenas expressar a nossa solidariedade
05:32e boas energias para que realmente
05:34essas crianças sejam encontradas com vida.
05:37Até o Fernando estava me passando a informação
05:38da nossa produção,
05:39aquele que acompanha de perto esse caso.
05:41Ele disse que foi feito ali um exame,
05:45uma perícia na criança localizada.
05:46A gente trouxe informação que tem seis anos de idade,
05:49né, essa criança,
05:50mas ela tem espectro autista.
05:51E não foram encontrados sinais de violência.
05:53Então, teve uma ação de um terceiro,
05:56muito provavelmente.
05:57Claro que ainda as investigações vão avançar,
05:59assim que os bombeiros também localizarem
06:01essas crianças.
06:02A gente torce para que seja com vida,
06:04mas tem essa informação, então,
06:06que também é importante na uma centralização
06:08de que, às vezes, elas, de fato, se perderam
06:10e acabaram realizando essa incursão na mata
06:14e não conseguiram retornar.
06:15A gente torce para que elas sejam recuperadas
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