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A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta terça-feira, aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como o nome mais competitivo da direita na disputa presidencial contra o presidente Lula (PT), ao registrar empate técnico em um eventual segundo turno, com pouco mais de 44% das intenções de voto para o petista e mais de 42% para o opositor.
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NotíciasTranscrição
00:00Porque a pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira, mostra Tarcísio de Freitas como o candidato mais competitivo da direita na disputa presidencial contra Lula.
00:13O governador de São Paulo supera o pré-candidato Flávio Bolsonaro e a primeira-dama Michele Bolsonaro, em uma disputa pelo Planalto.
00:23Apesar do chefe do executivo liderar nas simulações de primeiro turno, em eventual segundo turno contra Tarcísio, o petista recebeu pouco mais de 44% das intenções de voto contra mais de 42% do opositor, configurando então um empate técnico.
00:44Já Flávio aparece com 36% ante 46% de Lula, enquanto Michele marca, por sua vez, 39% contra os mesmos 46% do atual presidente.
00:59A pesquisa Ideia foi registrada sob o protocolo BR-06731-2026 e ouviu mais de 2 mil eleitores entre 8 e 12 de janeiro.
01:15Vamos então abrir essa edição falando com o Roberto Mota. Seja bem-vindo. Muito boa noite, Mota.
01:20Boa noite, Marcelo. Um prazer estar aqui de novo. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência.
01:30Mota, a gente...
01:31Desculpa, Mota. A partir de agora, evidentemente, nós vamos ter vários cenários aí. Como é que você avalia este cenário?
01:37Marcelo, eu acho que a gente tem que ter prudência. E a pergunta que a gente precisa fazer é
01:46que conclusão se pode tirar de uma pesquisa como essa? Meu palpite é nenhuma.
01:54Porque hoje sai a pesquisa do Instituto Tal dando uns números, amanhã sai outra pesquisa de outro instituto
02:02dando números diferentes. Ninguém precisa de pesquisa de instituto para examinar a realidade que está
02:10diante dos nossos olhos. E que realidade é essa? Ela está expressa, embora de uma forma indireta,
02:20nessa e em outras pesquisas. A direita brasileira tem inúmeras opções, cada uma com as suas qualidades,
02:30a disposição do eleitor. Tarcísio, Flávio, Michele e outros nomes potenciais.
02:39Enquanto isso, a esquerda toca a mesma música desde 2003. Nós estamos em 2026.
02:50Diego Tavares, boa noite. Você falou justamente ao longo das últimas edições.
02:56E, evidentemente, esses ensaios aí, essas pesquisas que são feitas, reforçam aquela tese sua,
03:04que você falou aqui conosco, de que Tarcísio de Freitas seria a opção mais viável da direita.
03:10Boa noite.
03:12Boa noite, Marcelo Matos. Boa noite, Mota, Krigny e a todos que nos acompanham nessa noite nos Pingos dos Isis.
03:18É sempre um prazer fazer parte dessa bancada.
03:20Marcelo, reforçam, sim. Tarcísio de Freitas, evidentemente, seria o nome mais competitivo.
03:26Não é essa pesquisa que nós estamos repercutindo agora que inaugurou essa tese.
03:30São praticamente todos os levantamentos que foram feitos durante o ano anterior
03:36que apontavam o governador de São Paulo como o quadro mais competitivo
03:41para disputar as eleições com o atual presidente da República.
03:45Eu tenho uma pequena divergência com o Mota em relação à questão das pesquisas.
03:50Eu acho que as pesquisas são um norte muito importante na etapa pré-eleitoral,
03:54até porque quem promove as pesquisas não está necessariamente interessado
03:58na informação de quem é o possível vitorioso nas eleições, de quem tem mais ou menos chances.
04:03São pessoas, atores como o mercado financeiro, por exemplo, que se valem dessas possibilidades
04:07justamente para tomada de decisões em relação a alguns assuntos muito críticos
04:12que levam ao ganho ou à perda de muitos milhares, se não muitos milhões de reais.
04:19Então, eu particularmente sou muito atento àquilo que as pesquisas dizem
04:23e, nesse caso, as pesquisas estão revelando exatamente aquilo que...
04:28a tendência que vem se estabilizando desde o ano anterior.
04:31E a explicação é muito simples.
04:33Tarcísio de Freitas ainda está muito restrito à bolha do maior estado da Federação,
04:38do estado de São Paulo e, por isso, ele não tem rejeição.
04:42A mesma rejeição que tem Lula, a mesma rejeição que tem Flávio Bolsonaro,
04:46rejeição, inclusive, que é espelhada para todo o clã Bolsonaro,
04:49e isso faz dele um candidato que tem para onde crescer.
04:52Ele tem muito mais possibilidade de abrir campo buscando os votos a partir do momento
04:56que se torna candidato do que Flávio Bolsonaro, que é um candidato mais conhecido,
05:00seja em razão do seu sobrenome, seja em razão, enfim, dos fatos inerentes da sua família.
05:05Mas a questão é que Tarcísio de Freitas, evidentemente, seria o nome mais ideal
05:11caso a direita estivesse de olho na vitória das eleições.
05:16O que nós sempre aventamos aqui é que a direita bolsonarista não está muito olhando para a vitória,
05:21mas sempre o protagonismo.
05:22É aquela opção entre ser o protagonista de uma derrota ou o coadjuvante de uma vitória.
05:27A escolha foi ser o protagonista de uma possível derrota.
05:31Mas, claro que até as eleições muita coisa pode acontecer.
05:34É muito difícil que Flávio reverta a sua rejeição,
05:39mas a rejeição do presidente da República também no seu último ano de mandato
05:42pode aumentar de sobremaneira a ponto de, inclusive, ultrapassar a rejeição de Flávio Bolsonaro.
05:46O bom da política, Marcelo, é que não tem dia morno.
05:49Daqui para outubro tudo pode acontecer.
05:52É, e não tem ciência exata mesmo.
05:54Vamos receber agora Henrique Kriegner.
05:56Muito boa noite, Kriegner.
05:57Como é que você avalia mais esta pesquisa que foi divulgada agora e sempre agora fica naquela situação?
06:04Insistir em Flávio Bolsonaro ou uma alternativa ao governador aqui de São Paulo?
06:08Seja bem-vindo.
06:09Obrigado, Matos.
06:11Boa noite a você, ao Mota, ao Diego e todos que nos acompanham aqui no Pingos nos Is.
06:15É um prazer muito grande estar aqui de volta.
06:17Realmente, é uma pesquisa que eu concordo tanto com o Mota quanto com o Diego
06:23em dizer que é uma pesquisa que não é conclusiva, como o Mota disse.
06:27Quais são as conclusões que nós podemos tirar a partir disso?
06:29Não é conclusiva, não é final.
06:31Tem muita coisa para acontecer, como o próprio Diego também colocou.
06:35Mas eu acho interessante que a gente pode tirar uma lição daqui, Marcelo,
06:39que é justamente a questão da preferência que o eleitor tem,
06:44e me parece óbvio ao ver o resultado dessa pesquisa,
06:48por alguém que já tenha entregas concretas.
06:51É claro que o voto ideológico é importante,
06:54o posicionamento ideológico também é extremamente relevante,
06:58o eleitor brasileiro começou a se preocupar da maneira como o seu candidato ali pensa no que ele fala.
07:06Isso, alguns anos atrás, isso não era uma realidade.
07:09Na verdade, você tinha pessoas que se diziam de direita,
07:13mas que falavam, que defendiam determinados valores ou mesmo políticas,
07:18e na verdade, na hora do Vamos Ver, enquanto parlamentares,
07:20votavam em projetos absurdamente contrários ao que diz a pauta da direita.
07:24Aliás, isso ainda acontece muito.
07:26Ainda temos um congresso que dizem que é o mais conservador de todos,
07:30e a gente vê na prática que não é bem assim,
07:32que é bastante fisiológico também e muito guiado pela oportunidade.
07:37Mas a pesquisa já indica isso.
07:39Por que que Tarcísio tem essa preferência em detrimento de Michele ou mesmo de Flávio?
07:45Porque boa parte da população já foi beneficiada,
07:48ou tem algum vínculo com alguma coisa que Tarcísio minimamente mencionou ou trabalhou.
07:54Se a gente for olhar aqui em São Paulo, os moradores do estado de São Paulo vão ter
07:57alguma coisa para elogiar porque viram a atuação concreta dele.
08:01Não só discursos, não só posts, mas atuação de projetos.
08:05E também em outros lugares, vamos lembrar,
08:09do papel muito bem feito que Tarcísio fez enquanto ministro do governo Bolsonaro,
08:14em que ele trouxe entregas concretas que trouxeram avanço estrutural muito grande para o nosso país.
08:20Então, nesse sentido, parte do eleitorado pode ter esse vínculo,
08:24que é muito difícil de substituir quando você tem outros candidatos
08:29que você conhece pela parte ideológica, ou mesmo pela figura representativa,
08:33como é o caso de Flávio, para boa parte do país,
08:35e como é o caso para todos, na verdade, de Michele,
08:38que nunca antes teve a oportunidade de ocupar um cargo executivo.
08:42Daí dizer que isso diz que o eleitor não gostaria de votar em Flávio,
08:47aí eu acho que é um salto que não se encontra sustentado nos dados que nós temos hoje.
08:54Até porque, se Tarcísio é o preferido das pesquisas e Tarcísio indica apoio a Flávio,
08:59então, logo, vamos contabilizar aí que as pesquisas vão indicar também Flávio
09:04em algum momento, quando as pessoas perceberem que a candidatura dele é sim para valer,
09:09e vai até o fim.
09:11Bom, já estava no evento hoje do setor automotivo,
09:13é claro que nós estamos começando o ano de 26,
09:16então, muitos balanços vão ser divulgados ao longo de janeiro e fevereiro,
09:20da atividade econômica,
09:22mas todo mundo também falando de política.
09:24É impressionante, de fato,
09:25é claro que esse ano está começando com muitos,
09:29nós tivemos a invasão da Venezuela,
09:31questões agora com o Irã,
09:32vamos abordar tudo isso aqui também.
09:34De fato, é um ano que começa cheio,
09:36e fica a expectativa, e tem Copa do Mundo também,
09:38que muita gente também acha que pode tirar um pouco também,
09:40obviamente, a atenção dos eleitores,
09:43e depois deixar para mais próximo da eleição.
09:45Mas, de qualquer forma, essa era a conversa.
09:47A conversa era o seguinte,
09:48o Tarcísio seria o candidato da direita moderado,
09:51e que poderia fazer um diálogo maior com o centro.
09:54Mota.
09:56Eu acho isso uma tremenda...
09:59Qual é a palavra que eu vou usar para classificar isso, Marcelo?
10:03Deixa eu ser cuidadoso aqui.
10:05Eu acho isso uma leitura equivocada do cenário.
10:10O que eu vejo no sentimento das pessoas
10:14é uma indignação com inúmeros aspectos
10:18do que está acontecendo hoje no Brasil.
10:21Essa indignação,
10:23ela não vem nos sabores extremo e moderado.
10:28Ela não vem no sabor irracional e no sabor sensato.
10:32Não existe isso.
10:33Isso é uma classificação que as pessoas criaram.
10:37Muitas delas porque não entendem direito o que é o ideário de direita,
10:41o que significa ser de direita,
10:43você acreditar no livre mercado,
10:47você acreditar num governo enxuto,
10:49você acreditar que os impostos têm que ser pequenos.
10:52Então começa uma discussão de extrema direita,
10:55de radicalismo, dos sensatos.
10:57Não existe nada disso.
10:58Se você for olhar a trajetória de Tarcísio,
11:02no meu entender,
11:03ela se caracteriza por duas coisas.
11:05Primeiro,
11:07uma capacidade técnica e administrativa
11:11em comum
11:12entre os políticos que a gente conhece.
11:14Geralmente, o que caracteriza o político brasileiro
11:16é o populismo
11:17e a absoluta incompetência em qualquer assunto técnico,
11:21um pouco mais complicado.
11:22A segunda característica de Tarcísio
11:25é a fidelidade a Jair Bolsonaro.
11:28O Tarcísio nunca teve um gesto
11:31ou uma palavra, pelo menos,
11:33na minha interpretação,
11:34que pudesse ser interpretado
11:37como um abandono de Jair Bolsonaro.
11:39Também é uma característica completamente diferente
11:42da maioria dos políticos brasileiros.
11:43O que a gente sabe
11:44é que hoje está num partido, amanhã está outro.
11:46Hoje é de direita, amanhã é esquerda,
11:48depois é social-democrata.
11:49Então, eu não vejo o eleitor,
11:53estou falando da maioria das pessoas,
11:55do cidadão comum,
11:56pessoas que eu encontro na rua,
11:57eu não vejo esse eleitor fazendo a escolha.
12:00Não, deixa eu ver se esse candidato,
12:02se ele é moderado,
12:03se ele é da direita com bom senso,
12:05ou se ele é da direita...
12:07Mas as pessoas querem saber o seguinte,
12:10quem é que vai oferecer algum alívio
12:13para a situação do Brasil?
12:14Só para dar um dado e encerrar o meu comentário,
12:17desde o dia 1º de janeiro,
12:18todas as empresas que querem emitir
12:22uma nota fiscal de serviço no Brasil
12:23têm que agora entrar num sistema único
12:27operado pelo governo federal.
12:29Antes, eram os sistemas das prefeituras,
12:31cada prefeitura tinha o seu,
12:33você entrava e emitia a sua nota,
12:34agora está tudo concentrado
12:36num único sistema em Brasília.
12:38Ou seja, se amanhã,
12:40esse computador que hospedar esse sistema
12:42der algum problema,
12:43nenhuma empresa de serviços
12:46vai conseguir emitir uma nota fiscal
12:49nesse país.
12:50Onde é que estava a cabeça das pessoas,
12:54e aqui eu estou me referindo, evidentemente,
12:56inclusive, aos políticos do Congresso,
12:58que aprovaram a reforma tributária,
13:01que deu nisso.
13:02Onde estava a cabeça das pessoas
13:05que criaram um sistema como esse?
13:06Isso é um exemplo.
13:07Eu podia ficar aqui dando
13:08uma lista de milhares
13:11de coisas feitas pelo Estado brasileiro
13:14com um único objetivo
13:16de arrecadar mais,
13:18de facilitar a sua vida do Estado
13:19e dificultar a vida do povo.
13:21Ninguém aguenta mais.
13:23As pessoas querem uma mudança nisso.
13:26Agora, imaginar que essa mudança
13:27vem num sabor extremo, sensato,
13:31não tem nada disso.
13:32As pessoas querem mudança.
13:35Agora, Diego Tavares,
13:36como o Mota ressaltou,
13:37essa fidelidade, de fato,
13:39de Tarcísio de Freitas
13:41em relação a Jair Bolsonaro,
13:42em todas as oportunidades,
13:43ele lembra que quem o lançou
13:46nessa questão eleitoral,
13:48nessa carreira eleitoral,
13:49foi, evidentemente, Jair Bolsonaro.
13:51Em hipótese alguma,
13:52ele vai bater chapa com o Flávio Bolsonaro.
13:55Ou seja, se de fato o Flávio for até o final,
13:58ele vai ser candidato à reeleição.
13:59Isso não se discute?
14:02Não se discute, Marcelo Matos.
14:03Até porque é consenso.
14:05Qualquer candidato no campo da direita hoje
14:07depende do apoio
14:08do eleitor bolsonarista
14:10para conseguir obter competitividade
14:12para bater de frente com a máquina federal,
14:14que é muito poderosa
14:15do ponto de vista eleitoral.
14:17Isso é histórico no Brasil.
14:19Tanto que o primeiro presidente
14:20a perder as eleições
14:21sendo detentor do mandato
14:23foi o próprio Jair Bolsonaro
14:24em eleições que foram acirradíssimas,
14:27inclusive.
14:27Então, Tarcísio sabe
14:29que se precisar lançar um voo
14:31ao Palácio do Planalto,
14:33precisará contar
14:34com o voto do eleitor bolsonarista.
14:37É por isso que ele mantém
14:38essa equidistância saudável
14:41do bolsonarismo, né?
14:42Não perto demais
14:43para parecer
14:44um que chamam por aí
14:46de radical
14:47e nem distante demais
14:48para parecer
14:49um traidor,
14:50para parecer um candidato
14:51do centrão,
14:51como tantas outras figuras
14:53que tentaram aí
14:54calibrar a sua distância
14:55da figura de Jair Bolsonaro
14:57e falharam.
14:58E eu acho que esse
14:58é o maior ativo
14:59de Tarcísio de Freitas.
15:01O Tarcísio,
15:01desde o início,
15:02ele fez o que poucos candidatos,
15:04que poucos políticos
15:05no campo bolsonarista
15:06conseguiram fazer,
15:07que foi confrontar
15:08Jair Bolsonaro
15:10e sair ileso
15:11do confronto.
15:12Eu me lembro já
15:13no início da gestão,
15:14quando foi feito
15:15o anúncio
15:16da obra do Túnel Santos Guarujá,
15:17salvo engano,
15:18no qual foi a primeira vez
15:19que Tarcísio
15:20dividiu o palanque
15:21com o presidente Lula.
15:23Aquilo gerou murmuros,
15:24gerou ali o princípio
15:25de algumas críticas,
15:26mas Tarcísio se saiu bem.
15:28Posteriormente,
15:29bateu de frente
15:29com o Bolsonaro
15:30na pauta da reforma
15:32tributária
15:33e também depois
15:34conseguiu sair
15:35sem arranhões,
15:36até mesmo agora,
15:38em que Tarcísio de Freitas
15:39confrontou diretamente,
15:40teve embates
15:41diretos com o Eduardo Bolsonaro.
15:43Me parece que ele não perdeu
15:45a adesão
15:46do eleitor bolsonarista,
15:48a despeito das narrativas
15:49de que ele seria
15:50um candidato patrocinado
15:52pelo Centrão,
15:53enfim,
15:53e tudo mais aí
15:54que passou a orbitar
15:55a possibilidade
15:56da candidatura presidencial
15:58do governador de São Paulo.
16:00O fato é que Tarcísio
16:01é muito habilidoso,
16:03ao contrário do que dizem,
16:04ele não é só um político
16:05muito técnico,
16:06e de fato ele é
16:07muito técnico,
16:08mas ele tem se mostrado
16:09também um bom
16:10articulador político.
16:11A questão é,
16:12como eu disse,
16:13o apoio de Jair Bolsonaro,
16:15que é determinante
16:16nesse momento,
16:17acabou indo
16:18para o Flávio Bolsonaro,
16:19não por uma questão
16:20de mira na vitória
16:23das eleições,
16:23como eu disse,
16:24mas para que o bolsonarismo
16:25mantivesse o seu protagonismo
16:27no campo da direita.
16:28Afinal de contas,
16:30o candidato da direita
16:31que porventura
16:32consiga vencer
16:33essas eleições,
16:35torna-se automaticamente
16:37o maior líder
16:37do espectro da direita
16:39no país.
16:40E se Bolsonaro
16:41terceirizasse
16:42o seu capital político
16:43para a figura
16:43de Tarcísio de Freitas
16:45ou de Ratinho Júnior,
16:46quem sabe até
16:47da própria Michele,
16:48porque evidentemente
16:49também existem ressalvas
16:51dentro do bolsonarismo
16:51para uma candidatura
16:53da Michele,
16:54não seria mais
16:55Jair Bolsonaro
16:55o grande protagonista
16:57do campo da direita.
16:59Por isso,
16:59a opção
17:00de Flávio Bolsonaro,
17:01algo muito semelhante
17:03àquilo que aconteceu
17:04em 2018
17:05em relação ao PT
17:06e Ciro Gomes.
17:07Ciro Gomes poderia ser
17:08um candidato mais competitivo
17:09nas eleições
17:10de 2018.
17:11Mesmo assim,
17:12o PT optou
17:13por lançar
17:13uma candidatura própria,
17:14a candidatura de Fernando Haddad.
17:16Para quê?
17:16Para que o PT
17:17mantivesse a hegemonia
17:18no canto da esquerda.
17:19São jogadas
17:20praticamente idênticas.
17:22Mas isso
17:22não muda o fato,
17:24não exclui o fato
17:24que tem sido revelado
17:25em pesquisas
17:26de que se o objetivo
17:27da direita
17:28nessas eleições
17:28fosse a vitória,
17:30Tarcísio de Freitas
17:31é disparadamente
17:31o candidato
17:32mais competitivo,
17:33o candidato
17:34que teria melhores
17:35condições de fazer frente
17:36ao projeto de reeleição
17:37do presidente Lula.
17:38Henrique Kriegner,
17:40esse diálogo
17:41com o centro,
17:41a gente observou
17:42nas últimas eleições,
17:44o Lula acabou
17:45tendo mais votos
17:46evidentemente
17:47em relação
17:47ao Jair Bolsonaro.
17:48Essa questão
17:49que fala justamente
17:50agora o Diego,
17:52dessa possibilidade
17:54ampla
17:54de uma moderação.
17:56Como é que você
17:57avalia todo esse processo?
17:59Porque a esquerda
18:00não ganha sozinha,
18:01muito menos a direita
18:02sozinha também.
18:03Esse eleitor de centro
18:04vai ser decisivo
18:05e o que vai pautar
18:06essas eleições?
18:08O eleitor de centro,
18:10Matos,
18:10eu acho que a gente
18:11precisa talvez
18:11ressignificar
18:12o que a gente
18:13quer dizer.
18:14o eleitor de centro
18:16não necessariamente
18:17ele é de centro
18:19quando a gente
18:21faz referência
18:22ao posicionamento
18:23político,
18:24então o conceito
18:25de posicionamento
18:27político.
18:27Nós temos,
18:28além de duas figuras
18:29representativas
18:30na questão da esquerda
18:32e da direita,
18:33nós temos duas figuras
18:34muito características,
18:35Lula e Bolsonaro.
18:37E nós temos
18:38uma porcentagem
18:40significativa
18:41da população
18:42que não se identifica
18:43com nenhum
18:43nem com outro,
18:44não talvez pelas bandeiras
18:46que eles defendam,
18:47mas pela personalidade
18:48e a persona
18:49que eles apresentam
18:50para a sociedade.
18:52Isso é real,
18:53qualquer pessoa
18:54que conversa na rua
18:55fala assim,
18:55olha,
18:56eu não sou de esquerda,
18:59mas não sei o quê,
19:00mas olha,
19:00não aguento mais
19:01o presidente Lula.
19:02Outros falam,
19:03eu concordo
19:04com todas as pausas
19:05da direita,
19:05mas eu não gosto
19:06da pessoa.
19:07Isso ainda é
19:08para o eleitor brasileiro
19:09muito importante.
19:11Existem outros países
19:12que têm
19:12uma diferenciação
19:14muito grande,
19:14já não consideram
19:15tanto essa questão pessoal,
19:17a figura,
19:17a persona,
19:18consideram mais pautas,
19:20as bandeiras
19:21que são levantadas,
19:22os projetos apresentados.
19:24A gente sabe
19:24que no Brasil
19:24a eleição
19:25é extremamente personificada,
19:27sem tirar o fato
19:28de que ainda
19:29nós temos
19:30o presidente Bolsonaro
19:31sendo o maior líder
19:32da direita
19:33da história
19:33do nosso país
19:35e ainda uma figura
19:36extremamente importante,
19:37apesar de todos
19:38os esforços
19:39do Supremo Tribunal Federal
19:41de desgastar
19:42a sua imagem.
19:43Mas isso
19:43leva a gente
19:44a pensar uma outra coisa,
19:45Matos,
19:46que é o seguinte,
19:47na eleição de 2022
19:48nós tivemos
19:50aproximadamente
19:5018 milhões
19:52de brasileiros
19:53que não votaram,
19:5418 milhões
19:55de brasileiros
19:56que não foram
19:57para as urnas.
19:57Isso foi um número
19:58altíssimo,
19:59muito fora
20:00do que é a normalidade
20:02nas outras eleições.
20:03nós estamos falando
20:04de aproximadamente
20:0511%,
20:06quase 12%
20:07do eleitorado brasileiro.
20:09A pergunta é,
20:10será que esses
20:11que não foram,
20:12não foram
20:13porque estavam
20:13na Disney,
20:14não foram
20:15para as urnas
20:16em 2022
20:16porque estavam
20:17ocupados demais
20:18ou não foram
20:19porque reconheceram
20:20não gosto
20:21de nenhum
20:21dos dois projetos?
20:22E aí sim,
20:23existe uma oportunidade.
20:26O candidato
20:26que conseguir
20:27se afastar
20:28daquilo
20:29que pregou
20:31em 2022
20:31e se aproximar
20:33desse outro público
20:34vai ter
20:35maior chances
20:36porque não só
20:37ele vai recuperar
20:38o público lá de trás,
20:40aquele que é posicionado
20:41na esquerda
20:41ou que é posicionado
20:42na direita,
20:43mas ele vai alçar
20:43esses também
20:44que estão aí
20:45indecisos.
20:46Eu não chamaria
20:47esses eleitores de centro,
20:48eles não são necessariamente
20:50na ciência política
20:51como centristas,
20:53mas eles são
20:53talvez indecisos
20:54ou mesmo
20:55aqueles que rejeitam
20:57os dois polos.
20:58Aí,
20:59nessa questão aí
21:00eu vejo que tem
21:00muita oportunidade,
21:02mas eu vou dizer também,
21:03o candidato
21:04que quisesse vender
21:05como direita
21:06e afrouxar
21:07o seu discurso,
21:09aguar aquele posicionamento
21:10e querer vender
21:12uma direita
21:12pajuta,
21:14o brasileiro
21:14não vai cair
21:15mais nesse ponto não.
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