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O economista Roberto Gianetti da Fonseca analisou, em entrevista exclusiva ao Jornal Jovem Pan, os impactos reais da aprovação do acordo Mercosul-UE pela Comissão Europeia.
Gianetti destacou que, embora o tratado tenha o potencial de elevar significativamente o PIB brasileiro ao reduzir barreiras tarifárias e atrair investimentos, os benefícios não virão da noite para o dia. "Os efeitos são de médio e longo prazo", alertou o especialista. O especialista disse ainda que a abertura comercial forçará a indústria brasileira a ser mais competitiva, mas ressaltou que "ainda tem muito trabalho pela frente".
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Gianetti destacou que, embora o tratado tenha o potencial de elevar significativamente o PIB brasileiro ao reduzir barreiras tarifárias e atrair investimentos, os benefícios não virão da noite para o dia. "Os efeitos são de médio e longo prazo", alertou o especialista. O especialista disse ainda que a abertura comercial forçará a indústria brasileira a ser mais competitiva, mas ressaltou que "ainda tem muito trabalho pela frente".
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NotíciasTranscrição
00:00Entre o Mercosul e a União Europeia vai trazer quais benefícios para o mercado interno aqui no Brasil.
00:06E temos agora um convidado.
00:07O nosso entrevistado é o economista e secretário da CAMEX do Ministério do Desenvolvimento,
00:12Roberto Janete da Fonseca, já comandou grupos na Fiesp
00:17e discutiu muito esse acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
00:21Doutor Janete, como vai?
00:22Muito obrigado por aceitar o convite da Jovem Pan, como sempre.
00:25Boa noite, bem-vindo.
00:26Boa noite, é um prazer estar com vocês aqui.
00:28Prazer é nosso.
00:29Bom, o senhor viu lá atrás, no fim dos anos 90, o início dessa discussão.
00:34Estava até conversando com a Denise aqui, nunca se imaginou que demoraria tanto tempo.
00:40O senhor olha agora com otimismo, isso vai trazer um avanço para os dois blocos,
00:45ou é preciso olhar um pouco enviesado para aguardar efetivamente como é que um acordo como esse se daria na prática, doutor?
00:55Sim, muito obrigado.
00:56Veja, o olhar tem que ser otimista, porque não é só a questão das trocas comerciais,
01:02e a Dora tem toda razão no que ela estava falando há pouco, os efeitos são de médio e longo prazo, os efeitos práticos, em termos de redução de preço dos bens importados, tanto aqui quanto na União Europeia.
01:14Mas tem outros dois efeitos que eu gostaria de citar também.
01:18Primeiro, o efeito geopolítico.
01:20A União Europeia está se sentindo isolada diante desse ambiente tripolar que se criou no mundo, Estados Unidos, Rússia e China,
01:31e o protagonismo da União Europeia, do ponto de vista comercial, tem sido declinante, tem sido medíocre.
01:41E de repente ela tem uma oportunidade hoje de voltar a um cenário num grande acordo de médio e longo prazo,
01:49mas que reúne 720 milhões de pessoas, 32 países, então é um PIB de 22 trilhões de dólares, é pra comemorar, é um fato histórico,
02:01pra quem viu isso começar 25 anos atrás e hoje ter essa assinatura, que não é também o ponto definitivo, ainda tem trabalho pela frente.
02:10A Dora citou isso também, com toda razão, tem implementação pelos países, cada país tem o seu parlamento que vai ter que internalizar essas decisões,
02:18e aqui no Brasil, igualmente, os países do Mercosul, os quatro originais, mas a Bolívia, vão ter também que fazer essa internalização.
02:29E eu acho que então o efeito geopolítico é muito mais simbólico, porque pra nós também é importante o Brasil,
02:36que está há tanto tempo no imobilismo do ponto de vista de negociação comercial,
02:42encontra agora realmente um fato relevante, que é o acordo com a União Europeia.
02:47E tem um terceiro efeito, que é o efeito na área de investimento em serviços.
02:52Esse é mais imediato, porque cria um ambiente de expansão dos negócios entre os dois blocos,
03:01e certamente empresas europeias no Mercosul, empresas do Mercosul na União Europeia,
03:07vão ter estímulos, incentivo de estabelecer escritórios, depósitos, indústrias,
03:13e criar, e na área de serviços, então, a coisa é muito mais rápida,
03:17porque não tem instalação industrial, é uma coisa meio de avançar em cima do mercado,
03:22com os serviços, as oportunidades que surgirem do ponto de vista de engenharia,
03:29de serviços médicos, profissionais, consultoria, etc.
03:34Eu acho que vai ter, sim, uma aproximação com a União Europeia muito importante,
03:39lembrando que a União Europeia tem uma identificação cultural com o Mercosul muito forte,
03:46porque a maior parte da nossa população tem uma origem latina,
03:50por isso que nós nos chamamos de América Latina,
03:53e eu acho que os países que integram a União Europeia vão ter, portanto,
03:58também mais facilidades de investimento, prestação de serviços,
04:03e gradualmente vem o comércio de bens também, automóveis, bens de consumo,
04:09alimentos, cosméticos, medicamentos, aí tem uma coisa, uma diversificação muito grande,
04:17e o Brasil, enquanto na União Europeia, uma diversificação de produto e mercado,
04:22que para nós também a União Europeia volta a ser, para médio prazo,
04:26volto a enfatizar, um mercado que pode crescer bastante nos próximos anos.
04:32Pergunta agora de Denise Campos de Toledo.
04:34Roberto Gianetti, boa noite, obrigada pela sua participação aqui no Jornal Jovem Pan.
04:40Eu queria saber, pela sua experiência, se essas mudanças todas serão perceptíveis
04:44para a população em algum momento, porque o acordo com o Mercosul, por exemplo,
04:48ele não teve esse tipo de desdobramento, e várias vezes tivemos questões políticas
04:52atrapalhando esse intercâmbio maior, desavenças em relação a cotas,
04:57em relação a tarifas, em relação a preço, inclusive na área agrícola,
05:01pegando a Argentina, por exemplo, e Brasil, que são concorrentes em algumas áreas.
05:05Na Europa, a gente percebe uma resistência muito grande do agro, especialmente na França.
05:10Eles podem recorrer a salvaguardas, eles podem recorrer a outros instrumentos,
05:14eu falava há pouco da questão ambiental.
05:16A implementação vai fazer diferença, de fato, por exemplo, produtos importados da Europa
05:22vão ter um preço significativamente menor em algum momento?
05:27O problema está exatamente, você falou certo, na implementação.
05:31Porque o papel é uma coisa, está lá assinado um acordo e tal,
05:35que, aliás, é um acordo muito complexo, muito pior do que aquele que, originalmente,
05:40nós tínhamos concebido lá no início dos anos 2000, no governo de Fernando Henrique,
05:45quando eu tive essa atuação na CAMEX,
05:48porque, ao longo do tempo, foram surgindo restrições, cotas, dificuldades com o país aqui e o país ali,
05:55e acabou ficando uma coxa de retalhos, cheio de salvaguardas, restrições aqui e ali,
06:00e, de fato, uma posição defensiva do agro da União Europeia, especialmente francês,
06:08que é um setor de uma posição retrógrada, porque significa 1,5% do PIB da União Europeia,
06:18o setor agro, e faz um barulho como se fosse um setor majoritário,
06:26e não tem mais competitividade.
06:29Então, em carne, proteína animal, infelizmente, eles vão ter dificuldades graves.
06:35Agora, aqueles produtos de alto valor agregado, produtos sofisticados, como os queijos,
06:43algumas carnes, o vinho, os conhaques, essa coisa toda,
06:48eles vão ter também uma vantagem grande com as tarifas reduzidas,
06:54vão poder vender mais no mercado do Mercosul.
06:57Agora, o agro brasileiro vai ter um protagonismo muito grande nesse conjunto,
07:02nesse acordo, e, certamente, nós vamos estar vendendo dezenas de bilhões,
07:07eu digo nós, Mercosul, dezenas de bilhões de dólares a mais para a União Europeia,
07:11e você me perguntou, como é que o cidadão comum vai sentir?
07:16O cidadão comum vai ter duas possibilidades de percepção,
07:20uma como consumidor, e isso vem, volta a dizer, a médio prazo,
07:25não é da manhã, é daqui a dois, três anos,
07:27começa a cair o preço do queijo, do vinho, do produto aqui,
07:31talvez até dos automóveis, que chega aí também carros importados mais baratos,
07:36mas carros mais sofisticados, não vai concorrer na faixa popular,
07:40e do lado do trabalho, vão surgir novas oportunidades de emprego,
07:46empregos qualificados, especialmente no setor de manufatura,
07:50sapatos, teste, bens de consumo, alimentos industrializados, sucos, enfim,
07:57tem uma diversidade de setores que vão crescer,
08:00e vão gerar mais emprego, renda,
08:03e até em algumas áreas, por exemplo, a bioeconomia da Amazônia,
08:07pode ter um impacto muito positivo,
08:10e aí eu acho que é uma questão da gente investir com inteligência,
08:15para valorizar e pegar as boas oportunidades que esse acordo vai oferecer.
08:19Vamos estudar esse acordo com atenção,
08:23e o setor privado tem que fazer a lição de casa.
08:25Como é que nós podemos tirar o melhor proveito desse documento
08:29que chegou hoje à sua conclusão,
08:32pelo menos do ponto de vista formal, teórica,
08:34lá em Bruxelas, com o acordo dos 27 países.
08:37Doutor Janete, próxima pergunta de Dora Kramer.
08:40Dora.
08:41Boa noite, Janete.
08:43Olha, só tinha duas perguntas, e uma você já respondeu,
08:46que é sobre a questão do quais os reflexos, além do comercial.
08:52Você já falou da identidade.
08:54Viemos de lá, Portugal, Espanha, enfim, vai ter outros reflexos.
08:58Então, vou me ater à segunda pergunta,
09:01e aí quero me valer da sua experiência, não,
09:06a sua qualidade reflexiva.
09:08Esse é o livro Imortalidades, para não nos deixar mentir.
09:12Olha só, o Brasil, ele tem sido pródigo em oportunidades perdidas.
09:18Da sua visão, que oportunidades desse acordo nos oferece,
09:23e que não podem ser perdidas por decisões equivocadas?
09:28Eu acho que tem duas áreas que me preocupam, Dora.
09:33Uma é nessa área da bioeconomia,
09:36da gente ter a possibilidade de aproveitar a biodiversidade
09:42que o Brasil oferece, a maior biodiversidade do mundo,
09:46em que nós temos oportunidade de criar uma série de produtos
09:50em várias áreas da medicina, cosméticos, alimentos,
09:55que podem ser valorizados, ter valor agregado.
10:00Não vamos ficar exportando matéria-prima, produto primário.
10:04É aí que nós não podemos perder a oportunidade.
10:07Temos que aprender a agregar valor no Brasil.
10:09A agregação de valor tem que ser um mantra
10:12que a gente tem que perseguir todos os dias.
10:15Eu digo sempre, nos fóruns de exportação,
10:18de comércio exterior que eu participo,
10:19que não basta produzir barato,
10:22é preciso vender melhor.
10:23E isso o europeu faz com muita sabedoria.
10:26Você veja as marcas europeias,
10:28até vamos pegar um caso simples assim,
10:31água mineral.
10:32Às vezes você chega num restaurante aqui em São Paulo,
10:34no Rio, onde for,
10:35o cara pergunta, o senhor quer uma água mineral XYZ europeia
10:39ou quer a brasileira?
10:41Eu falo assim, mas por que comprar água mineral europeia?
10:44Pelo amor de Deus, isso é um absurdo.
10:46Mas aquilo custa o dobro, o triplo,
10:48e tem gente que pede.
10:49Porque criou a fama da água mineral,
10:51a marca XYZ é sofisticada, é chique, é não sei o quê.
10:55O europeu sabe fazer isso.
10:57Nós temos um produto brasileiro,
10:59que eu dou como exemplo,
11:00me desculpa falar o nome aqui,
11:01porque isso não tem jeito,
11:02que é a Havaiana.
11:03A Havaiana, que é uma sandália popular,
11:06de repente virou um produto sofisticado,
11:0850 dólares o par lá na Champs-Élysées.
11:12Por quê?
11:13Porque nós soubemos valorizar o produto e dar a ele um toque de classe,
11:17de imagem, de marca,
11:19que todo mundo quer a tela.
11:22Então é isso que nós temos que fazer com os nossos produtos,
11:25valorizar a marca, valorizar a qualidade e agregar valor.
11:29E na área de investimento,
11:32para terminar essa sua pergunta,
11:33nós também não podemos perder a oportunidade
11:36de atração de investimento europeu para o Brasil.
11:38Porque as empresas europeias vão pensar o quê?
11:40Bom, vamos investir no Brasil,
11:42ou no Mercosul,
11:43para exportar para a Europa.
11:45Porque tem coisas que por vocação regional,
11:48por custo de mão de obra,
11:49até por especialidade,
11:51eles não vão produzir lá,
11:52eles querem produzir aqui.
11:53vão ter que produzir aqui,
11:56para exportar para a Europa.
11:57Então as possibilidades de atração de investimento,
12:00nós não podemos perder a oportunidade,
12:02por conta de quê?
12:03Segurança jurídica,
12:05questões tributárias,
12:07estabilidade das instituições.
12:09Isso aí é um campo político que você entende muito.
12:12E se a gente não tiver um bom ambiente de negócios no Brasil,
12:15essas oportunidades de investimento não acontecerão.
12:19Vaiaste a sua pergunta.
12:21...de instabilidades para áreas.
12:23Digo, o senhor já falou sobre os manufaturados,
12:25falou também sobre a necessidade de se agregar valor
12:28à matéria-prima brasileira.
12:30Quero perguntar para o senhor como é que vai ficar a indústria
12:32no começo aí da validade,
12:36quando tivermos deste acordo.
12:38Olha, o efeito é muito diverso.
12:41Vão ter setores que vão ter muita oportunidade de crescimento,
12:45expansão,
12:46vão investir em inovação, tecnologia.
12:48Eles estão numa frente já bem avançada
12:52do ponto de vista de qualidade do produto
12:54e que vão provavelmente ter oportunidades positivas.
12:57Tem outros setores que estão mais atrasados,
13:00onde o produto europeu vai chegar aqui com vantagem de preço e qualidade,
13:04e aí é o desafio.
13:06Ou eles investem, crescem e se equiparam ao europeu,
13:10ou eles vão desaparecer.
13:12Esse risco existe.
13:14É o custo-benefício que nós vamos ter que medir a cada momento
13:17se nós vamos tentar reduzir o custo e aumentar os benefícios,
13:22o que é óbvio, que a gente tem que fazer isso.
13:25Mas a regra está aberta.
13:28O desafio está aberto.
13:31Nós não vamos ter almoço grátis nisso.
13:34Vai ter que trabalhar muito,
13:36vai ter que investir muito para a gente poder,
13:38de fato, ter um resultado positivo para o Brasil.
13:41Quando eu vejo pessoas dizendo,
13:42não, esse acordo vai ser ótimo para o Brasil,
13:44eu falo, depende.
13:45Se nós soubermos utilizar ele bem.
13:47Porque a teoria é muito simples.
13:51Você escreve lá, faz um plano, maravilha.
13:54O difícil é a implementação.
13:56O difícil é a prática.
13:57É o dia a dia de fazer que o trabalho tenha resultado
14:00e que a gente consiga conquistar os mercados
14:04e ter a vitória na competição
14:07com produtos que são já de qualidade,
14:11que são produtos europeus, muitas vezes sofisticados.
14:14É um trabalho que nos desafia
14:15e as próximas gerações que vão vir aí
14:18vão ter que trabalhar muito.
14:20Uma forma breve para a gente encerrar.
14:22Claro que é muito cedo ainda,
14:24mas o senhor passou a vida inteira também falando sobre inflação,
14:28a hiperinflação dos anos 80 e tudo mais,
14:31com a entrada de novos produtos
14:33a partir desse acordo entre os dois blocos.
14:36O senhor acha que existe potencial
14:38para se reduzir preços de produtos aqui no Brasil?
14:42Com certeza.
14:43Com certeza.
14:44Eu acho que quando você tem um ambiente de redução de tarifa,
14:49eu não vou chamar de livre comércio,
14:50que seria quase um contrassenso
14:53diante de tantas salvaguardas e restrições que esse acordo tem.
14:57Mas é um acordo de facilitação de comércio
14:59que tem uma redução tarifária ao longo do tempo
15:02e isso vai impactar nos preços.
15:04mais competição reduz o preço e melhora a qualidade.
15:08Por isso eu acho que a nível do consumidor,
15:11daqui a alguns anos o efeito vai ser muito concreto.
15:15Nós vamos sentir na prateleira dos supermercados, das lojas,
15:19produtos europeus e brasileiros melhorando a qualidade
15:22e reduzindo o preço por conta da competição.
15:25Essa é a expectativa como economista que eu vejo desse ambiente
15:30que um acordo de livre comércio, um acordo de facilitação
15:34permite aos dois blocos obter.
15:37Economista Roberto Janete da Fonseca,
15:40ex-secretário da CAMEX,
15:42muito obrigado mais uma vez pela atenção,
15:44um excelente ano e volto sempre aqui a Jovem Pão.
15:46Um abraço.
15:47Muito obrigado, boa noite para vocês.
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