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Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o economista Igor Lucena avalia o real impacto do “tarifaço” na economia brasileira após um mês da sua implementação. Ele aponta que a medida protecionista já causa sérios problemas, com alguns estados em situação de emergência.
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NotíciasTranscrição
00:00E neste sábado, 6 de setembro de 2025, percorremos 30 dias do início das tarifas extras impostas pelo presidente americano Donald Trump ao Brasil.
00:12E por esse motivo a gente conversa agora com o economista e doutor em relações internacionais, Igor Lucena.
00:18Igor, bom dia, seja bem-vindo com a sua avaliação nesse primeiro mês desse tarifaço, hein?
00:27Muito bom dia, é um prazer estar aqui com vocês.
00:30Bom, entrando diretamente no assunto, o tarifaço do presidente Donald Trump está atingindo o Brasil de uma maneira bastante desigual, né?
00:39Isso porque o país tem estados que têm uma relação de exportação de maneira bastante diferente, né?
00:48Quando a gente olha, por exemplo, o estado de São Paulo, a gente tem uma queda aí, dependendo do setor, que varia de 11% até 15% de exportações para os Estados Unidos.
00:58Isso que é impactante, isso realmente bate na economia, mas quando a gente sobe um pouco e vai para estados do Nordeste, principalmente para o estado do Ceará,
01:09que tem mais da metade, 45,6% das suas exportações vão para os Estados Unidos, a situação fica quase calamitosa.
01:16O estado de Pernambuco também passa dos 43%, e alguns desses estados já entram em situações de emergência, onde os governos estaduais estão fazendo processos emergenciais para tentar manter empregos na região.
01:31Então a gente está falando de processados de carnes, produtos como ceras de carnaúba, que é utilizado no sistema de cosméticos, placas de aço de grandes empresas multinacionais.
01:42E tudo isso vai sim ter um impacto dentro da cadeia produtiva em empregos em regiões, principalmente do Norte e Nordeste,
01:51que são as regiões que são mais deficitárias do ponto de vista de renda per capita e principalmente que precisam dessas exportações.
01:59Um outro ponto que me preocupa e que não faz sentido agora, mas a gente vai assistir nos próximos meses, é a queda do investimento direto estrangeiro.
02:09Além do componente de exportação, quando a gente está falando que o presidente Donald Trump coloque essas tarifas,
02:16a questão, a política que o presidente Trump vem fazendo contra o Brasil, esses ataques diretos,
02:22vão sim, provavelmente, causar uma queda do investimento direto estrangeiro de empresas americanas no Brasil.
02:30E ao contrário da China, que é o nosso maior parceiro comercial do ponto de vista de exportação e importação,
02:35os Estados Unidos são o maior investidor no Brasil, quando a gente fala no IDE.
02:41E o IDE é importante por quê?
02:43Porque ele gera a construção de novas fábricas, aumento de empregos, obviamente mais impostos.
02:50Então, o tarifácio, ele tem essa dupla faceta, ele impacta negativamente as exportações,
02:55mas ele inibe e deve inibir mais investimentos, porque as empresas ficam com medo de entender
03:01que seus investimentos podem não ser tão frutíferos assim para o Brasil
03:06ou para os seus retornos no médio e no longo prazo.
03:10E eu acho que isso ainda é uma situação mais complexa, porque a gente está vindo de déficits
03:15na nossa balança comercial de dólares dentro do Banco Central.
03:20Isso significa que quando a gente exporta menos e quando a gente recebe menos investimento em direto estrangeiro,
03:26aumenta o nosso déficit.
03:28E a gente está, sim, com mais de 70 bilhões de déficit quando a gente olha a balança comercial e de serviços.
03:34Então, o tarifácio do Donald Trump, ele tem um caráter econômico muito mais danoso
03:40para a economia brasileira do que meramente a parte de exportação.
03:43E isso a gente precisa não só do governo, mas dos agentes privados
03:47para avançarmos em algum tipo de negociação o mais rápido possível.
03:52Sem dúvida alguma, né?
03:53Eu acho que você exemplificou bem os reflexos gerados pelo tarifácio nesses 30 dias.
03:59Agora, o que o governo brasileiro pode fazer efetivamente para tentar reverter essa situação?
04:04Porque uma ligação direta entre o presidente Lula para o Donald Trump não foi feita efetivamente.
04:13Exatamente.
04:14Eu acho que muito mais importante que uma ligação direta.
04:18E, obviamente, uma ligação direta é importante.
04:20Mas o presidente Donald Trump, até onde nós sabemos hoje,
04:23e como eu converso com algumas fontes americanas,
04:27dizem que o governo brasileiro está falando em uma outra sintonia.
04:30Quando o governo brasileiro se posiciona sobre temas como soberania,
04:36como a própria questão eleitoral do presidente Bolsonaro,
04:40isso não é os temas que o governo americano quer vir alinhado para uma negociação.
04:46A gente poderia fazer o exemplo do Japão,
04:49que quando foi fazer o approach com o governo americano,
04:53veio com a proposta de investimentos de 500 bilhões de dólares e a redução de tarifas.
04:58No nosso caso brasileiro, eu acho que existem dois pontos que são fundamentais
05:03que devem estar na pauta de negociação.
05:06O primeiro são, obviamente, uma diminuição das nossas tarifas de importação,
05:13principalmente de produtos de tecnologia, que são muito altos.
05:17O Brasil é um dos poucos países que tem o chamado imposto sobre imposto,
05:20que é visto pelos americanos como aberração para que os produtos finais cheguem no consumidor.
05:26E eles falam abertamente isso quando eles falam o cálculo do preço de celulares,
05:31que no Brasil chega a ser o dobro, o triplo, mesmo quando a gente faz a taxa de câmbio.
05:37Então eu acho que esse é um primeiro ponto.
05:39Mais mercados para os produtos americanos.
05:41E segundo, os americanos têm interesse nas chamadas terras raras brasileiras.
05:46Se a gente entrar com propostas de legislação
05:50onde os Estados Unidos poderão, em parcerias com empresas brasileiras,
05:54avançar na exploração de terras raras,
05:56lembrando que o Brasil não tem tecnologia para fazer essa exploração
06:00de uma grande capacidade de produção,
06:03esses seriam dois pontos que os Estados Unidos imediatamente
06:06atenderiam a ligação do governo brasileiro e abririam um canal de exportação.
06:12Então é como se os americanos estivessem numa sintonia,
06:16esperando algo do governo brasileiro e o Brasil está falando com um outro ponto
06:21voltado muito mais para a política e para a soberania,
06:23que não é algo que o governo americano está esperando.
06:27Acho que a gente tem que olhar muito mais o que os outros países fizeram,
06:30principalmente os europeus, o Japão e, mais recente, a Coreia do Sul,
06:34e mudar o nosso tom de visão política e de negociação.
06:38Para mim isso está muito óbvio,
06:40mas isso depende também de vontade política e não de ideologia.
06:44Professora Mônica Rosenberg está conosco aqui hoje também no Jornal da Manhã
06:49e tem uma pergunta para o senhor.
06:51Bom dia, professora.
06:52Eu gostei muito, muito de ouvi-lo falando que é preciso olhar uma negociação econômica
06:58para lidar com essa situação do tarifácio e parar de ficar fazendo discurso em palanque,
07:02achando que vai fazer pressão.
07:04Porque justamente esse tarifácio impacta os americanos também.
07:08E aí a minha pergunta é em relação aos efeitos do tarifácio aqui no Brasil.
07:13terem sido retardados, porque logo que houve o anúncio do aumento das tarifas,
07:18as empresas americanas, sabendo que o preço ia aumentar
07:22para elas comprarem os produtos brasileiros, fizeram um estoque.
07:26Então elas compraram rapidamente na tarifa antiga
07:28e geraram lá um estoque para poder segurar um tempo,
07:32até achando que talvez a tarifa caísse.
07:34Com isso, aqui no Brasil houve um aumento de vendas naquele momento
07:38e a queda vai ser muito brusca na hora que o estoque acabar,
07:41porque não haverá recompra.
07:43Isso pode estar gerando um efeito retardado que nós agora não estamos vendo
07:46e que de repente, daqui a pouco, vai ter um impacto muito grande?
07:52Acho que sim.
07:53Acho que esse efeito retardado existe.
07:56O aumento de preços nos Estados Unidos vai ser uma realidade.
08:00Agora, não acredito que isso vai ter um impacto do ponto de vista positivo.
08:06Os Estados Unidos têm políticas de impostos e de mudanças de preços
08:11que são extremamente rápidas, diferentemente do Brasil.
08:15E eu acho que a gente tem uma análise, Mônica, muito errática
08:19de que nos Estados Unidos o aumento de tarifas brasileiras,
08:24de café e produtos do suco de laranja, que são produtos do groceries,
08:28o dia a dia norte-americano, vai ter o chamado setteres páribos.
08:32Nada muda.
08:32Muito pelo contrário, a gente está assistindo que até estados
08:36como a Geórgia, a própria Flórida, estão discutindo até baixas de impostos.
08:43O governador da Flórida quer agora diminuir impostos,
08:46até eliminar impostos sobre o chamado IPTU local para as famílias.
08:53Então, quando o imposto está aumentando de um lado,
08:55eles estão negociando internamente a queda de outro.
08:58Então, o efeito que a gente muitas vezes diz,
09:00ah, vai ficar mais caro para o americano?
09:02Pode até ser, mas eles estão trabalhando em outra questão,
09:05a queda de impostos brutal sobre território.
09:11Então, no final, para o bolso do americano,
09:13pode ser que ele não sinta nem tanto isso.
09:15É porque a gente está tão acostumado aqui no Brasil de tudo aumentar,
09:19que a gente não entende que lá tem uma política
09:21de que as coisas e os impostos baixam também por pressão política.
09:24Então, eu acho que a gente está fazendo uma análise muito errática
09:28e tendo uma sobrevalorização dos nossos produtos.
09:33Mas eu acho que isso não é o mais complexo, Mônica.
09:35O pior é que as políticas que o governo brasileiro está fazendo,
09:38e eu converso muito com exportadores,
09:41amenizam o problema, dão algum fôlego.
09:44Mas uma vez perdido o mercado americano,
09:48os importadores americanos vão encontrar,
09:50quando esses estoques que você falou caírem,
09:52outros produtores, sejam eles na Colômbia, no Panamá
09:56e em outras regiões do mundo.
09:57E uma vez perdidos esses fornecedores que são brasileiros,
10:02vai ser muito difícil para a gente conseguir, mais uma vez,
10:06acessar o mercado americano.
10:08Isso vai ser péssimo para as nossas empresas
10:09e nós vamos perder empregos aqui.
10:12Então, até mesmo alguns efeitos que o governo está colocando
10:15como diminuição de preços internos
10:17para que haja um escoamento de produtos que não foram produzidos,
10:21é falho, é temporário.
10:23Porque na próxima safra, as empresas vão produzir apenas
10:26a quantidade que eles venderam neste ano.
10:30Então, é mais ou menos uma maquiagem.
10:33E a diferença é que nós aqui no Brasil
10:35estamos unicamente focados em palanque político,
10:39em tentar solucionar, aumentando o crédito,
10:42endividando mais as empresas,
10:43enquanto nos Estados Unidos,
10:45eles estão esperando um outro approach do Brasil.
10:48E como eu disse, estão debatendo abertamente
10:50seis estados americanos,
10:52o fim ou quase a redução completa do chamado IPTU americano,
10:56o tax sobre as casas.
10:58Então, no final, o americano pode até pagar mais por um produto,
11:01mas não vai pagar sobre um produto que é muito maior,
11:03que são suas próprias casas.
11:05Então, se a gente não tiver essa análise macroeconômica,
11:08eu digo muito mais geoeconômica,
11:11a gente vai ficar perdido em uma guerra
11:14que nós vamos sair perdendo.
11:16Então, eu acho que precisa-se de um approach muito grande.
11:19Eu vejo muitos empresários brasileiros
11:21que estão indo, negociando e trabalhando
11:23suas próprias tarifas nos Estados Unidos,
11:26mas isso está muito longe de ser uma realidade.
11:29Sem dúvida alguma.
11:30Bom, a gente segue com a entrevista comigo.
11:32O outro ponto é que nós precisamos também...
11:35Pode prosseguir.
11:41Opa, um outro ponto fundamental é que o governo brasileiro
11:46está contratando empresas de lobby nos Estados Unidos
11:49para tentar encontrar os problemas
11:51e fazer com que o governo americano, de fato, negocie.
11:56E isso é outra oportunidade para que nós possamos regular o lobby
11:58aqui também no Brasil.
12:00Enquanto o mundo inteiro estava negociando com empresas de lobby
12:04para diminuir suas tarifas e encontrar caminhos com os Estados Unidos,
12:07o Brasil só fez isso recentemente.
12:09Então, a gente tem que pegar essa oportunidade
12:11para fazer muitas modernizações no Estado brasileiro.
12:14E isso tem que, como você mesma disse, Mônica,
12:16sair do palanque e ir para a realidade.
12:19Os efeitos econômicos sobre o emprego
12:21e os dados macroeconômicos do Brasil
12:22vão chegar agora no Brobrobro.
12:24setembro, outubro, novembro.
12:25E os números mostram que a gente não vai ter crescimento
12:29no segundo semestre econômico, em par.
12:33Por causa do tarifácio.
12:35Sem dúvida alguma.
12:36Bom, a gente segue a entrevista aqui com o Igor.
12:38Agora passando a palavra para o Cristiano Vilela
12:41também para fazer a próxima pergunta.
12:43Igor, bom dia.
12:44Com relação a um olhar estratégico dos Estados Unidos,
12:49esse tarifácio e essas desavenças em relação ao Brasil,
12:53ao governo brasileiro,
12:55não podem acabar levando o Brasil a cair nos braços
12:59efetivamente da China?
13:01Quer dizer, até que ponto,
13:02do ponto de vista estratégico, econômico e geopolítico,
13:05é interessante ao governo americano
13:07endurecer essa relação e eventualmente perder de vez
13:11um parceiro que é um parceiro estrategicamente importante
13:14no continente americano.
13:21Oi, Vilela, muito bom dia.
13:23Eu tenho uma visão um pouco crítica sobre isso.
13:26Eu acho que do ponto de vista ideológico,
13:28o Brasil, do ponto de vista ideológico,
13:31o Brasil, ele se alinha com a China,
13:37principalmente por causa de uma visão do governo,
13:39do ministro Celso Amorim, do próprio presidente Lula.
13:42Agora, vamos traduzir o que a gente fala
13:44de alinhamento para o Brasil.
13:46Alinhamento, do meu ponto de vista,
13:48seria grandes investimentos da China,
13:50aumento das compras da China pelos produtos brasileiros,
13:54e uma ligação onde a nossa dependência fosse muito maior.
13:59Eu estive conversando com membros do governo japonês agora,
14:02e uma conversa importante que eles disseram foi,
14:05olha, o Brasil e o Japão têm sim uma dependência da China importante,
14:11que é preciso que seja diminuída,
14:12mas a própria China está chegando no seu limite.
14:17E aí é onde eu digo que isso tem um certo rumor,
14:22e muito mais rumor do que uma realidade.
14:25O fato do crescimento da China de 5% não ter sido comprovado no ano passado,
14:30mostra que os números estão cada vez mais opacos.
14:32As exportações brasileiras para a China diminuíram
14:36por causa que o seu próprio consumo diminuiu.
14:38Eles ainda têm um problema que passa de 2 trilhões de dólares
14:42no setor imobiliário, que não foi resolvido.
14:45Então, a China está sim vendo um decréscimo populacional
14:49pela primeira vez na sua história.
14:51Então, ela está com problemas econômicos internos,
14:54que é muito difícil dizer que o Brasil vai encontrar a grande solução
15:01e nós vamos cair no braço da China.
15:02Nós não vamos conseguir aumentar nossas exportações para a China,
15:06principalmente porque os produtos que nós vendemos para os Estados Unidos
15:09têm uma qualidade completamente diferente dos chineses,
15:13são muito mais produtos que são concorrentes dos chineses.
15:16Os investimentos da China no Brasil,
15:19apesar de terem aumentado, ainda são muito menores.
15:22A China chega no seu quinto, sexto lugar no IDE aqui,
15:26e muito pelo contrário.
15:28Ela está procurando redimensionar internamente o seu mercado interno
15:32e fazer com que o seu crescimento seja feito pelo consumo dos chineses
15:36e muito menos do exterior,
15:38porque ele está vendo que esse modelo de exportação radical deles
15:43está chegando no limite.
15:45Então, por mais que exista essa visão
15:48de que se afastar dos Estados Unidos pode abrir muito mais espaço com a China,
15:54que eu acho que é verdade,
15:55o meu grande questionamento é
15:57não há espaço muito maior
16:00para que o Brasil aprofunde tanto as relações com a China.
16:04Existem limites e os próprios chineses
16:06estão focando em outros players
16:08com maior capacidade e maior facilidade de mercado,
16:11como, por exemplo, a própria Índia.
16:13Igor Lucena, doutor em Relações Internacionais e Economista,
16:18obrigada pela sua entrevista e pela sua disponibilidade.
16:21Um bom sábado para você.
16:24Muito obrigado e bom final de semana a todos.
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