Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que está investigando se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, atuou como "sócio oculto" de Antônio Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS". Os investigadores colheram depoimentos e mensagens que sugerem que o filho do presidente Lula teria participação em negócios irregulares envolvendo descontos em aposentadorias e pensões, utilizando amigos em comum para mascarar a sociedade.

🕛 Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações e não perder nenhum programa! #MeioDiaemBrasília

Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília.

https://bit.ly/meiodiaoa

🎧Ouça O Antagonista nos principais aplicativos de áudio, como Spotify, Apple Podcasts, Amazon Music, TuneIn Rádio e muito mais.

Siga O Antagonista no X:

https://x.com/o_antagonista

Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.

Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.

https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344

Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal,
00:05que investiga se Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi sócio oculto do lobista Antônio Camilo Antunes,
00:13o careca do INSS, em negócios com o governo federal.
00:17Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula
00:23foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração
00:31sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
00:37A Polícia Federal apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o careca do INSS
00:44por meio da empresária Roberta Lushinger, uma amiga em comum entre eles.
00:49Rodolfo Borges, a situação está se complicando cada vez mais para o Lulinha?
00:58É, está acontecendo, Inácio, o que a gente falou que tinha que acontecer.
01:01Tem que ser investigado isso aí.
01:03Começou a aparecer a história de que o Lulinha recebia uma mesada, 300 mil reais.
01:07Aí apareceu a história de que ele viajava com o careca do INSS.
01:11Apareceu um voo que eles fizeram juntos.
01:14Estavam no mesmo voo para Portugal.
01:16Então, tem que investigar. A polícia está investigando.
01:20Agora, realmente é muito indício e tem uma ironia aí,
01:25porque todo mundo imaginou que a história ia chegar ao Lula via Frei Chico, irmão.
01:32E parece que vai chegar via filho.
01:34E é um filho que já tem um histórico aí, largo, na República,
01:38apesar de nunca ter sido eleito para nada.
01:40Então, que a Polícia Federal investigue, tem que investigar mesmo.
01:46E, assim, os indícios são fortes.
01:49Apareceu já muita gente.
01:51Muita gente, já apareceu gente ligada ao Lulinha, implicada na história.
01:57E aí, mais ligada até do que o próprio careca do INSS.
02:00Amigos, né?
02:02Gente do entorno do Lulinha.
02:04Então, assim, realmente a situação se complica e vai se dirigindo para o Palácio do Planalto também essa história.
02:12Assim como se imagina, e estão se falando muito por aí,
02:15que a história também do Banco Master pode chegar ali no Palácio do Planalto uma hora.
02:19Então, resumindo, vai ser um ano de 2026 muito divertido do ponto de vista das investigações policiais.
02:24Sobretudo para o Wilson Lima, que está em Brasília sempre com esses contatos.
02:30Wilson, parece que a coisa está se enrolando para o Planalto.
02:33Você acha que a tropa de choque deles vai conseguir evitar que Lulinha seja chamada, por exemplo, na CPMI?
02:40Que as investigações corram soltas?
02:43Qual a sua avaliação dessa situação?
02:47Inácio, sabe o que pode salvar o Lulinha de uma convocação da CPMI?
02:52É que o Brasil vive um plot twist constante em looping, sem qualquer tipo de coordenação.
03:01A sorte do Lulinha é que, desde 2014, nós nos habituamos a assistir escândalos sendo sucedidos por outros escândalos.
03:14Acontece escândalo aqui, na semana que vem acontece outro escândalo, na semana subsequente já acontece outro escândalo.
03:21Inclusive, Inácio, até falar nominalmente ontem, eu tomava um café com uma grande amiga jornalista, Mieco Wada.
03:30Mieco, um abraço para você.
03:31E ela me perguntava justamente sobre isso.
03:33Wilson, o que acontece em Brasília?
03:36Porque, na semana passada, se falou tanto do Alexandre de Moraes, se falou tanto do Master, aí estourou Maduro, já esqueceram o Alexandre de Moraes e agora o que vai acontecer?
03:51É isso que acontece no Brasil.
03:52Você tem crise, aí você já tem outra crise, já voltamos ao Banco Master.
03:56Essa história do Lulinha, como você falou, quem abordou foi o jornal O Estado de São Paulo, parte da imprensa não deu muita bola para isso, mas a gente está aqui para fazer esse papel, para dar a devida importância aos fatos.
04:10Então, meu caro, acontece esse tipo de coisa.
04:13Então, se não tivermos no futuro algum outro escândalo maior do que essa história do Lulinha, aí o Lulinha fica mais fácil para a CPMI convocar o filho do Lula.
04:28O fato é que a CPMI volta aos trabalhos agora em fevereiro, agora no início dos trabalhos parlamentares, essas parlamentares que acabam no final do mês de janeiro, começam no dia 1º de fevereiro.
04:37Então, já tem vários requerimentos de convocação do Lulinha e agora, é como você falou, Inácio, a tropa de choque vai ter muito trabalho para justificar o injustificável, porque eles já conseguiram livrar o Frechico, já conseguiram livrar outros personagens de uma convocação de quebra de sigilo.
04:57Já livram o loop de quebra de sigilo e, enfim, de alguns documentos que são mais relevantes.
05:05Além do Lulinha, é bom lembrar o seguinte, há também o senador Wever, que está também implicado nessa história toda.
05:14Então, não é só o Lulinha. Então, a tropa de choque do governo Lula vai ter muito trabalho para livrar toda essa turma.
05:21A questão é, eles vão conseguir, de novo, eles vão depender de muita narrativa nas redes sociais para conseguir livrar a cara do filho do Lula.
05:30Agora, teve um outro detalhe, Inácio, que talvez eu vou até pedir para o Rodolfo para complementar esse comentário, porque é o seguinte, eu lembro que na coletiva de imprensa de fechamento do ano passado,
05:42o diretor-geral da APF, o André Rodrigues, falou o seguinte, é, soltou um, é, infelizmente apareceu uma história sobre o Lulinha.
05:50Ou seja, infelizmente, ou seja, os caras estão tendo que investigar mesmo a contragosto.
05:58E aí, gente, contra fatos, não há argumentos.
06:02Então, assim, o Lulinha vai ter que se explicar muito, né?
06:06E, outros parênteses, né?
06:09Quem faz parte do Lulinha são os negativos.
06:11Então, assim, imagina.
06:13Rodolfo, então temos esse, infelizmente, que o Wilson aí lembrou, contextualizou na linha do tempo.
06:19E também temos, até um pouco antes disso, a declaração do Lula, dizendo que se o filho estava realmente enrolado em alguma coisa,
06:25tinha que ser investigado.
06:27São sinais, no mínimo, conflitantes.
06:30Se você acredita que realmente a Polícia Federal vai ter total liberdade para investigar,
06:35ou talvez as coisas se esqueçam, se atropelem, se engavetem?
06:40É, a gente só pode torcer, né?
06:42Tem essa ironia aí de que o inquérito, ele é tocado no STF pelo André Mendonça,
06:47que é um dos únicos ministros do STF, que não foi indicado nem pelo Lula, nem pela Dilma.
06:53Então, assim, tem essa esperança aí de que não tem um ministro diretamente envolvido
07:00com o governo Lula, porque quase todos os outros são diretamente envolvidos com o governo Lula, né?
07:03Tem um ministro que foi ministro da Justiça do Lula, tem um que foi advogado do Lula.
07:07Então, tem esse caso, pelo menos na condução no STF, que não tem tanta ligação, ou nenhuma ligação com o Lula.
07:15Mas aí, assim, tanto o caso do INSS quanto do Master, eles deixam essa desconfiança na gente, né?
07:20Pela forma como o Dias Toffoli tem conduzido o inquérito do Master,
07:24muito errática, com decisões, assim, que não tem previsão em lei, que nunca aconteceu,
07:30a cariação com o investigador investigado, marcada com seis dias de antecedência só,
07:37e no meio do recesso judicial, e a CPI do INSS, da CPMI, é onde se manifesta mais essa atuação política.
07:47Por enquanto, e a gente está dando essa notícia hoje, a Polícia Federal parece estar fazendo seu trabalho.
07:53Então, elogio os APF, por enquanto, até o momento em que a gente perceber,
07:58ou que a gente perceba que tenha alguma coisa errada acontecendo ali.
08:02No inquérito sobre o escândalo do INSS, até agora, a gente não tem motivo para reclamar.
08:10Porque se está chegando agora no Lulinha, durante o governo Lula,
08:14então, é um trabalho elogiável do APF.
08:17Agora, a gente não tem como garantir que vai seguir tudo certo e que vai correr tudo certo.
08:23Temos o mínimo que a gente pode fazer é desconfiar, prestar atenção e monitorar.

Recomendado