Impactada pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (06) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar do resultado positivo, o saldo com o exterior caiu 7,9% em relação a 2024, quando somou US$ 74,2 bilhões, marcando o menor superávit dos últimos três anos.
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00:00Sete horas e dois minutos, a gente inicia aqui a nossa segunda hora do Jornal da Manhã com a movimentação da nossa reportagem, há pouco você ouvia aqui nas manchetes, que a balança comercial do Brasil apresentou um superávit de quase setenta bilhões de dólares em dois mil e vinte e cinco.
00:14Vamos até Brasília porque Igor Damasceno participa com a gente aqui do Jornal da Manhã, tem mais detalhes sobre esse assunto.
00:21Resultado, Igor, que teve aí influência do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, não? Bom dia pra você e bem-vindo.
00:30Muito obrigado, Nonato. Bom dia a você, também a Soraya, bom dia a todos que nos acompanham.
00:36Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços e aponta que o superávit na balança comercial recuou quase oito por cento se comparado ao ano de dois mil e vinte e quatro.
00:51Quando a gente fala de superávit, significa que o Brasil vendeu mais do que comprou, ou seja, o saldo para o Brasil acaba se tornando positivo.
01:01E de acordo com o MDIC, o saldo no ano passado foi de sessenta e oito bilhões trezentos milhões de reais, ou seja, um superávit.
01:11A gente vendeu mais do que exportou, mas se a gente for comparar a dois mil e vinte e quatro, quando o Brasil apresentou um superávit de mais de setenta e quatro bilhões de reais,
01:23então houve um recuo nas exportações de quase oito por cento, ou seja, a gente acabou comprando mais em dois mil e vinte e cinco do que em dois mil e vinte e quatro.
01:35E isso acabou pesando na nossa balança comercial.
01:39Agora, isso também é resultado do tarifaço de Donald Trump que foi imposto ao Brasil.
01:46A gente começou o ano passado com uma tarifa de dez por cento e logo depois, ali em meados de julho e agosto,
01:54o Brasil começou a ter uma tarifa de cinquenta por cento no total para todos os produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos.
02:02Isso significa o quê? Que a gente acabou vendendo menos para os norte-americanos, que são alguns dos nossos maiores parceiros comerciais.
02:11E claro que isso pesou na nossa balança comercial.
02:14O dado, ele fica ainda pior quando o déficit do Brasil com os Estados Unidos apresentou uma alta, ou seja, a gente vendeu mais para os norte-americanos,
02:25aliás, a gente comprou mais dos norte-americanos do que vendeu, justamente porque os nossos produtos estavam mais caros.
02:33Então, a gente apresentou um déficit com os Estados Unidos de sete bilhões de reais.
02:38Historicamente, com os norte-americanos, a gente fica sempre em déficit.
02:42Mas dessa vez, acabou pesando muito por causa do tarifaço.
02:46Os norte-americanos viram que os produtos brasileiros estavam mais caros e, então, compraram de outros parceiros comerciais,
02:55diminuindo, então, o nosso saldo positivo.
02:58Em contrapartida, as nossas exportações para a China e para a União Europeia aumentaram seis por cento.
03:06E para os Estados-membros do Mercosul, o aumento foi de vinte e seis por cento.
03:11Não foi o suficiente para trazer uma balança mais positiva, mas, pelo menos, no fim de dois mil e vinte e cinco,
03:18a gente não ficou em déficit, a gente não ficou no prejuízo.
03:23A gente vai seguir acompanhando, porque agora o Brasil está, na maior parte dos seus produtos livres de impostos com os norte-americanos.
03:31Então, a expectativa do governo federal é que a balança, neste ano, seja também positiva, só que mais do que em dois mil e vinte e cinco.
03:38Nonato?
03:38Pois é, o ano está só começando, né, Igor?
03:41E aí a gente vai acompanhar essa trajetória desde esse comecinho de ano.
03:45Aí tem primeiro trimestre, segundo e por aí vai, para a gente conferir exportações e importações do Brasil.
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