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Em entrevista ao Pré Market, Adriano Pires, economista e sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, analisou os impactos da captura de Nicolás Maduro pela ação dos EUA na Venezuela. Segundo ele, a operação não altera significativamente o preço do petróleo, mas exige atenção da Petrobras em investimentos e gestão de dívidas.

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Transcrição
00:00E agora vamos falar mais sobre esta ação dos Estados Unidos no sábado na Venezuela que acabou com a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
00:10Sobre os impactos desta operação norte-americana no mercado internacional de petróleo e energia, eu vou conversar agora com Adriano Pires, economista e sócio fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
00:25Oi Adriano, muito bom dia para você, seja bem-vindo aqui ao pré-marketing. Tudo bem contigo Adriano?
00:32Tudo bem, prazer falar com você.
00:33Prazer é todo nosso de tê-lo aqui.
00:35Adriano, a gente já vê um movimento aqui, nós estamos trazendo a cotação em tempo real do petróleo, principalmente do barril do Brent, e a gente vê uma estabilidade, não há muita turbulência, não há um movimento muito forte nem para cima e nem para baixo.
00:52Acho que o investidor fazendo uma leitura, que nesse momento, essa ação dos Estados Unidos na Venezuela não tem tanto impacto na oferta de petróleo.
01:01É mais ou menos isso? Como é que o petróleo deve se manter ou deve ser trabalhado no mercado global?
01:10Olha, eu acho que é mais ou menos isso, porque a Venezuela, apesar de ser a maior reserva de petróleo do mundo, ela tem muito pouco protagonismo hoje com o produtor de petróleo.
01:19Dizem que a Venezuela hoje produz um milhão de barrigia, tem gente que fala que é menos que isso.
01:25A gente sabe que país com ditadura não tem transparência e você acreditar em estatística desses países é muito complicado.
01:33Mas de qualquer maneira, a gente tem certeza que ela não é um protagonista como produtor de petróleo hoje.
01:39E isso, então, faz com que o movimento lá na Venezuela, com a prisão do Maduro e com a invasão americana, não tenha grandes impactos no preço do petróleo.
01:49Você vê que hoje pela manhã o petróleo abriu até um pouco em baixa, agora deu uma subidinha maior, então está volátil, mas girando em torno de uma estabilidade.
01:58Eu até acredito que se essa entrada dos Estados Unidos se concretizar e você ter um governo pró-ocidente, pró-americano na Venezuela, pode até causar, no curto prazo, uma queda no preço do barril.
02:14Por quê? Porque hoje o mercado de petróleo está muito ofertado.
02:18A oferta de petróleo cresceu muito mais e está crescendo que a demanda, em função de Brasil, do próprio Estados Unidos, do Cheio Oil, da Argentina com o Cheio também, a Guiana, que é vizinha da Venezuela também, hoje é muito importante como produtora de petróleo.
02:36E a Venezuela tem uma expectativa, caso haja investimentos de empresas não só americanas, como empresas privadas de petróleo, de aumento da produção.
02:48Você lembra que a Venezuela já produziu mais de 3 milhões de barris de petróleo.
02:52Então, nesse mercado ofertado e com uma expectativa de crescimento, de volta a um protagonismo da Venezuela,
03:01se pode até, no curto prazo, causar a queda do preço do barril e não uma elevação, como, por exemplo, aconteceu quando teve a guerra da Ucrânia com a Rússia.
03:11Mas naquele momento lá era um cenário completamente diferente, porque a Rússia produz 9 milhões de barris de petróleo
03:16e, naquela ocasião, havia uma expectativa de sanções comerciais à Rússia e que a Rússia iria reduzir a produção de petróleo
03:25e uma redução que acabou, essa expectativa, acabou causando uma explosão do preço do barril na época, ultrapassando os 100 dólares.
03:34Não é o caso agora.
03:35Venezuela não é protagonista e, ao contrário, a entrada dos Estados Unidos e Venezuela pode aumentar a oferta de petróleo
03:43e, consequentemente, o impacto no preço vai ser para baixo.
03:46Então, o investidor tem que ficar ligado no comportamento do óleo no longo prazo.
03:52E isso, Adriano, tem um reflexo, claro, direto nos papéis da Petrobras, na estatal brasileira.
04:00Como que pode ser influenciado aí, por exemplo, os preços de mercado?
04:05A gente viu que em 2025 foi um dos piores anos para a Petrobras e para o petróleo.
04:09Inclusive, a companhia perdeu muito o valor de mercado.
04:14Qual o impacto que isso pode ter na Petrobras?
04:16Olha, preço de petróleo baixo é ruim para qualquer petroleira, não é só para a Petrobras.
04:23Qualquer empresa de petróleo, quando o preço está baixo, exige que a empresa tenha muita disciplina de capital,
04:29muito cuidado com os investimentos que ela vai fazer, porque a geração de caixa dela cai.
04:34E a Petrobras também vai seguir essa receita.
04:37Então, a Petrobras, em 2026, tem que estar muito atenta.
04:40Porque caso o petróleo fique abaixo de 60 dólares, ele hoje está em 60 dólares,
04:46se ele ficar em torno de 55, muita gente fala que esse petróleo, tanto esse ano de 2026 como 2027,
04:53é um petróleo que vai ficar abaixo de 60 dólares,
04:57ela tem que ter cuidado porque ela hoje já tem uma dívida de 75 bilhões de dólares
05:02e com uma geração de caixa menor em função do preço barril baixo,
05:08essa dívida tende a crescer.
05:09Então, a Petrobras tem que ter esse cuidado, essa disciplina de capital,
05:14tomar muito cuidado com o investimento que ela vai fazer esse ano e ano que vem,
05:18para que ela não tenha problemas parecidos, por exemplo, com o que teve lá no governo da presidente Dilma.
05:26Agora, para o Brasil e para o mundo, petróleo baixo é bom,
05:31porque você tem inflação mais baixa e você tem estímulo ao crescimento econômico.
05:36E aqui no Brasil também a receita é a mesma.
05:40Provavelmente a Petrobras esse ano de 2026 vai reduzir o preço de gasolina,
05:45reduzir o preço de diesel, o que é ruim para a receita é a Petrobras,
05:48mas é bom para a inflação e é bom para o governo.
05:51Afinal de contas, esse ano vai ser um ano de eleição.
05:53Acaba sendo bom para o consumidor, né, Adriano,
05:57que vai pagar um pouquinho mais barato na bomba ali pela gasolina.
06:01Adriano Pires, muito obrigado pela sua participação aqui no pré-marketing,
06:05uma ótima segunda-feira e uma excelente semana para você.
06:10Para você também, uma excelente semana para todos,
06:12é sempre um prazer falar com você.
06:13Um abraço a todos.
06:14Um abraço, obrigado.
06:14Obrigado.
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