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Após o recesso, o Supremo Tribunal Federal deve retomar em fevereiro julgamentos de grande repercussão, como o caso Marielle, o debate sobre emendas parlamentares, a trama golpista, além de temas como foro privilegiado e a chamada uberização do trabalho.

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Transcrição
00:00E do Rio de Janeiro nós vamos para Brasília agora, isso porque o Supremo Tribunal Federal
00:05inicia o ano em recesso e só vai retomar os principais julgamentos em fevereiro.
00:10A Rani Veloso, direto da Capital Federal, já volta aqui ao vivo com a gente, já aparece
00:15no telão para contar para a gente quais os destaques da pauta da corte agora para os
00:20próximos meses, logo na volta do recesso.
00:23Rani.
00:23É isso, Beatriz, são muitos temas, alguns deles recorrentes e também de repercussão
00:33geral.
00:34No plenário do Supremo Tribunal Federal, os ministros devem julgar o tema do foro privilegiado.
00:40Quem tem direito, as ex-autoridades têm direito, é esse o tema que vai ser discutido, inclusive
00:48o relator do caso, Gilmar Mendes, já depositou o seu voto e votou a favor de que os casos
00:55retornem aos tribunais que começaram a ser julgados.
00:59O Supremo já mudou o entendimento várias vezes, inclusive no início do ano passado, fazendo
01:07com que o foro privilegiado seja estendido a ex-autoridades.
01:11A gente sabe que o foro é concedido para que essas ex-autoridades sejam julgadas por
01:18crimes comuns nos tribunais superiores.
01:21Também outro tema que vai ser levado ao plenário é o caso da uberização, o modelo
01:27de trabalho entre os motoristas e entregadores de aplicativo e as plataformas que tem aí o
01:34cadastro desses trabalhadores.
01:37Outro tema que será levado à discussão também será a aplicação da lei da anistia
01:44aos criminosos que foram punidos na época da ditadura.
01:48Até o caso do ex-deputado Rubens Paiva, que foi retratado naquele filme Ainda Estou
01:55Aqui, que levou o Oscar, também será levado ali para discussão no Supremo Tribunal Federal.
02:01Já na primeira turma, a gente vai acompanhar casos aí muito importantes e emblemáticos,
02:06como é o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco.
02:10Será julgado pela primeira turma, composta pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino,
02:16Carmen Lúcia e Alexandre de Moraes.
02:18Um dos acusados de mandar matar Marielle é o ex-deputado federal Chiquinho Brasão,
02:24caçado por faltas.
02:26Também outro caso que vai ser levado, isso é esse caso já em fevereiro, o da Marielle Franco.
02:32E em março, entre os dias 10 e 11 de março, a gente vai acompanhar o julgamento de dois
02:38deputados federais do PL do Maranhão e um deputado que está fora de exercício do PL de Sergipe.
02:45Os três são acusados de desvio de emendas parlamentares.
02:49Eles cobravam, de acordo com a denúncia apresentada, propina aos prefeitos para enviar recursos para a área da saúde.
02:57Também outros casos da primeira turma será a finalização das ações penais dos envolvidos no 8 de janeiro de 2023
03:06que invadiram e depredaram exédios dos três poderes aqui em Brasília.
03:10De acordo com o STF, há 346 ações penais já em fase final e outras 98 na fase de defesa prévia dos acusados.
03:21E para finalizar aqui de destaque, a gente também vai acompanhar o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro
03:30que permanece nos Estados Unidos e é acusado, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República
03:37por tentar interferir no julgamento por tentativa de golpe que condenou o seu pai Jair Bolsonaro.
03:44Então, esses são alguns dos destaques, Beatriz, mas tem muito mais coisa que vem por aí,
03:51inclusive a finalização dos julgamentos da própria trama golpista, né?
03:55Os núcleos 2, 3 e 4 que faltam ainda.
03:59O STF ainda não publicou o acórdão dos julgamentos e depois disso as defesas podem apresentar os recursos,
04:06os chamados embargos de declaração.
04:09Volto com você.
04:09Perfeito, Rani. Ano movimentado.
04:13Então, a gente até já já tem uma entrevista sobre esse assunto
04:16para a gente entender melhor os desdobramentos de todos esses destaques que a Rani colocou.
04:22Daqui a pouquinho, agradeço a Rani pelas informações.
04:25Mas aí, Dora, tirando agora o pé do freio pus e agora vou tirar, né?
04:29Para a gente falar do Supremo Tribunal Federal e do que esperar desse ano.
04:34Tem muita coisa, então, que vai mexer aí com a corte.
04:38A gente falava ontem, por exemplo, de código de conduta.
04:42A Rani trouxe outros destaques.
04:45O que já dá para a gente falar de mais importante,
04:49de que pode mais mexer, assim, com a sociedade, com a política nesse ano?
04:54Olha, é difícil a gente escolher um assunto.
04:56Eu prefiro falar do ponto de vista geral, do conceito, né?
05:00Que esse protagonismo do Supremo Tribunal Federal,
05:05eu morei 22 anos em Brasília, acompanhei de perto,
05:09desde exatamente, desde a Constituinte.
05:14A política, a movimentação dos três poderes,
05:17eu nunca vi um protagonismo do judiciário
05:21na figura do Supremo Tribunal Federal,
05:23como a gente está vendo agora.
05:25Isso denota um certo desequilíbrio nos poderes, né?
05:31A gente mesmo, essa semana, fez uma entrevista com o professor Gustavo Sampaio, da UF,
05:37falando sobre isso, exatamente sobre o desequilíbrio dos poderes.
05:44E eu acho que esse protagonismo vai continuar.
05:48É um protagonismo que se dá para o bem e para o mal, né?
05:51Em 2025, a gente vê, de um lado, o Supremo Tribunal Federal
05:56condenou um ex-presidente, mas militares de alta patente,
06:02por tentativa de golpe.
06:04Foi a primeira ação golpista nesse país punida.
06:10Já tivemos várias desde o século XIX,
06:13a começar pela que inaugurou, pelo golpe que inaugurou,
06:17o início da República.
06:19Mas nunca tinha havido punições.
06:20Então, pela primeira vez, houve punições.
06:23Mas, de outro lado, o Supremo também termina o ano
06:27sob críticas, críticas fortes, críticas,
06:32e também fortes suspeições.
06:35Por isso que eu digo que é para o bem e para o mal esse protagonismo.
06:39E acho, Bia, que isso vai continuar
06:41não há menor sinal de que isso possa arrefecer ou mudar
06:47durante o ano de 2026.
06:52Agora, eu não sei como é que isso vai se dar.
06:55Quer dizer, a junção desse protagonismo do Supremo Tribunal
07:00com o ambiente eleitoral
07:02é uma coisa que eu nunca vi, pode acontecer,
07:06mas é algo completamente impróprio.
07:10Só que a gente não sabe como vai se dar.
07:13Mas eu acho difícil que se evite essa...
07:17vou chamar, vou usar uma palavra aqui,
07:19contaminação da política com o Poder Judiciário,
07:23que tem a prerrogativa de dar a última palavra.
07:28E, antigamente, a gente dizia que
07:30decisão da Justiça não se discute.
07:34Estão sendo cada vez mais discutidas.
07:36Estão sendo cada vez mais discutidas.
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