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  • há 2 dias

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00J'avuse
00:30J'avuse
01:00J'avuse
01:30Bem, não
01:32Bem, sim
01:34Bem, não
01:36Bem, já basta
01:40Sabe o que é, papai?
01:41O que é?
01:42Na hora que eu estava terminando de jantar
01:44É
01:45Me lembrei que tem muitas vezes
01:47que o Chaves não janta
01:51Nem toma café
01:53E nem almoça
01:55Eu já estou sonhando, eu vou dormir.
02:04Papai, papai, eu já vou dormir.
02:07Sim, sim, sim.
02:11Não vai me dar a sua bênção?
02:14Sim, sim, Deus te abençoe.
02:18Mas eu estou aqui.
02:20Ah, sim, sim, filhinha.
02:22Deus te guarde, minha filha.
02:25Boa noite, papai. Sonhe e gozadinhos.
02:55Papai, não vai esquecer de apagar a luz antes de dormir, hein?
03:09Amor.
03:11Amor.
03:13Amor.
03:15Amor.
03:16Amor...
03:46Amor...
04:16Amor...
04:46Ciorno...
04:49Ciorno...
05:13Você é sonâmbulo, Kiko?
05:16Não, claro que não, Chaves.
05:18Então por que você fica andando assim como a sua mãe diz que os sonâmbulos andam?
05:22Ah, é que eu acabei de ver na televisão um filme de fantasmas,
05:26onde eles também andavam assim, Chaves, assim.
05:30Olha, Chaves, você gosta de filmes de fantasmas?
05:33Não, do que eu gosto mesmo é de sanduíche de presunto.
05:37Ora, isso eu já sei, mas eu estou falando de um filme que eu vi na televisão,
05:40onde os mortos caminhavam.
05:42Ora, na maioria dos filmes da televisão, os mortos andam,
05:46o Elvis Presley, o John Vaini, o que mais tem?
05:50Mas eu já estou falando de outro tipo.
05:52São desses filmes onde saem criaturas horríveis,
05:55como os vampiros, o Frankenstein, o Pedro de Lara, o Costinha, o Bento Carneiro.
06:03Não te dá medo?
06:05Não, o que me dá medo é a chorona.
06:08Ah, Chiquinha?
06:10Não.
06:10Ora, então quem?
06:12Ah, que sempre anda gritando.
06:14Que sempre anda?
06:16Ah, Tete Espígula.
06:17Não.
06:18Não.
06:19A Galcosta.
06:22Fofá de Belém.
06:25A Betânia.
06:27Não deu.
06:28Aquela que sai assim, assustando as pessoas e gritando,
06:34Onde estarão os meus filhos?
06:39Eles foram passear no cemitério.
06:41Você já sabe qual é, né?
06:44Sim.
06:45Mas então você tem medo da chorona?
06:47Não.
06:48Só de eu me lembrar dela, até os meus cambitos tremem, quase tem um piripaque e um chaniquito.
06:55Você não tem medo?
06:57É claro que não.
06:58Ah, você fala isso agora, você não está vendo ela, mas se por acaso ela aparecesse aqui assim, de repente, com o seu camisolão branco e com as mãos assim para fora, andando, você chegando perto, vindo cada vez mais perto, pertinho, esticando os braços.
07:15O que foi?
07:16O que você regalou os olhos assim?
07:18Nossa, até parece que você está vendo a chorona, Kiko.
07:31Mamãe!
07:33O que foi? O que houve?
07:35A chorona!
07:38Ah, que chorona que nada! É Dona Clotilde!
07:41Ela só está a sonâmbula.
07:43E vocês sabem que é muito perigoso acordar bruscamente uma sonâmbula.
07:48Enfim, você voltou.
07:52E não fuja.
07:54Eu te perseguirei para sempre.
08:06E você?
08:07Seu Madruga, dê um piripaque nele e ele se assustou.
08:11Então traga um pouco de água.
08:13Quem sabe com isso melhora.
08:14Tá bom.
08:15Vai, vai, depressa.
08:18Vai, depressa.
08:38Tá vendo, Kiko?
08:39O quê?
08:40Nasceu o bigode na chorona.
08:41Não, Chaves, essa aí não é chorona.
08:44É a múmia feca.
08:49Quem eu sou?
08:52O esqueleto vingador.
08:55O zorro.
08:58O chapulim colorado.
09:00O mandrake.
09:01A mulher maravilha.
09:03A mulher maravilha.
09:06Deixa eu ver se eu me lembro com quem mais ele parece.
09:09Vamos ver.
09:09Para que você se lembre bem.
09:14Mamãe.
09:16E você?
09:18Por que te deu o piripaque?
09:19Porque a chorona me assustou.
09:22Quer dizer que confundiram a Dona Clotilde com a chorona.
09:25Ah, era a bruxa do 71?
09:28Eu já disse que não há chame de bruxa.
09:30Nem que seja sonâmbula.
09:32Lembre-se que é muito perigoso acordar bruscamente quando se é sonâmbulo.
09:36Tá, já me disse.
09:37E depois a chorona não existe.
09:40Onde está meu filho?
09:43Mamãe, mamãezinha, o céu madruga me beliscou bem forte.
09:59Vamos, Kiko.
10:01Não se junte com essa gentalha.
10:04Mamãe?
10:05Gentalha, gentalha.
10:06E da próxima vez que quiser se divertir, vá beliscar a sua avó.
10:23A droga é que é muito perigoso acordar uma sonâmbula.
10:27Por que se não...
10:28Seu madruga, é divertido beliscar a sua avó?
10:32Assim está bom de açúcar, seu madruga?
10:50Sim, muito obrigado.
10:51É mais do que suficiente.
10:52Puxa, dona Clotilde, eu não sei como vou pagá-la por todos esses favores.
10:56Por favor, seu madruga, são coisas que pra mim sobram.
10:58Bem...
10:59Onde põe a farinha?
11:07Bem, digo...
11:08Não sei.
11:10Hoje de manhã desapareceu o último dos meus pratos.
11:13Ah, continua desaparecendo pratos?
11:15Pois é, imagine.
11:17É coisa dos espíritos obedeiros desta casa.
11:21A senhora não fala sério.
11:23Oh, sim, seu madruga, estou falando sério.
11:25E essa noite vamos fazer aqui uma sessão de espiritismo.
11:28Ah, escuta...
11:30Bom dia, papi.
11:31Ah, a bruxa dos 71.
11:34Ai, minha nossa.
11:35Ai, ai, ai.
11:36Não ligue pra ela, dona Clotilde.
11:38Escuta, sobre essa sessão de espiritismo e tudo mais, eu acho que...
11:42O senhor não sabe que tenho faculdades de médium?
11:46Sim, não duvido, não duvido.
11:47Mas é que eu não...
11:48Olha, deixa aqui a farinha.
11:50Sim.
11:50Não nos vemos hoje à meia-noite.
11:57E alegre, vai, Maria.
12:00Escuta, escuta, dona...
12:01Vai, Maria.
12:03E vocês, o que foi?
12:05Bom, sabe, nós viemos pedir desculpas por ontem à noite.
12:09O que teve ontem à noite?
12:11Ora, ontem à noite.
12:12Nós prometemos que não vamos contar pra ninguém que a senhora aparece com a chorona.
12:18Quê?
12:19É, sim.
12:20E também não vamos contar quem a senhora estava abraçando à noite.
12:25E quem eu estava abraçando de noite?
12:27Não se lembra de quem estava abraçando à noite?
12:30Ah, sim.
12:31Sonhei que estava abraçando o palhacinho que eu tinha.
12:35E como você sabe?
12:36Meninos, vamos.
12:38Não fiquem incomodando a dona Clotilde, por favor.
12:40Vamos.
12:41Diz-se bem.
12:43Até à noite.
12:46Nego.
12:49Digo, digo...
12:51Escuta, escuta.
12:52Dona Clotilde, espera.
12:55Ai, que droga.
13:04Ora, mas o que aconteceu de noite?
13:07Bom, é que a bruxa do 71 estava sonâmbula.
13:11Sim.
13:12E nós pensamos que era a chorona.
13:17Depois foi a mesma coisa com a mãe do Kiko.
13:21Foi o mesmo com a minha mamã.
13:25A minha mãe não parece com nenhuma chorona.
13:29Tá, Kiko, mas não se rite.
13:31Se rite.
13:32Ai, que gozado isso de ontem com tantos sonâmbulos.
13:36Olha, Kiko, e você também é sonâmbulo?
13:39Não, eu não.
13:40Como sabe?
13:41Porque eu tirei a prova.
13:43Como?
13:44Fingindo que dormia.
13:46Ah, claro.
13:48E você, Chaves?
13:49Bem, obrigado.
13:50E você?
13:50Mas não seja burro.
13:53Eu perguntei se você também é sonâmbulo.
13:56Ah, sim, mas nem sempre.
13:59Só quando estou dormindo.
14:00Claro!
14:04Essa deve ser, então, a explicação para os pratos que aparecem no seu barril.
14:08Qual?
14:08Ora, quando você está dormindo, vai até lá em casa e os rouba.
14:12Ah, não é verdade.
14:14Como você sabe que não é verdade?
14:16Porque, olha, os sonâmbulos não se lembram do que fizeram onde estão os sonâmbulos.
14:21Ah, já sei o que vamos fazer.
14:23Olha, quando todos estiverem dormindo, nós três viremos aqui e nos escondemos.
14:32Claro!
14:33Isso, isso, isso, isso, isso, isso.
14:35E para quê?
14:36Está claro, Chaves, para ver quem é que põe os pratos dentro do barril.
14:41Ah, isso, isso, isso, isso, isso, isso.
14:43Mas não vai contar para ninguém, hein?
14:45Não.
14:46Porque, se souberem, já não virão mais deixar os pratos.
14:49Claro!
14:50Por isso, não vou dizer nada.
14:52Não.
14:53Para que não saibam.
14:54E assim eles vêm.
14:56Porque se eles sabem, eles não vêm.
14:58E depois, se eles não souberem, eles vêm.
15:00Mas se eles souberem, é capaz deles não vêm.
15:02Ah, cala-se, cala-se, cala-se.
15:04Você me deixa louco.
15:08Ninguém tem paciência comigo.
15:10Comigo, não.
15:12E combinado, hein?
15:13Nós veremos aqui à noite.
15:15Isso, isso, isso, isso, isso.
15:17Isso, isso, isso.
15:20Chiquinha.
15:21A que horas você vive?
15:23Eu?
15:23Eu?
15:23Na hora que bem entender e me der na telha.
15:30Mas nem um minuto mais tarde.
15:35Temos que ser enérgicos.
15:53Temos que ser enérgicos.
15:54Temos que ser enérgicos.
15:55Temos que ser enérgicos.
15:55Temos que ser enérgicos.
15:56Temos que ser enérgicos.
15:56Temos que ser enérgicos.
15:57Temos que ser enérgicos.
15:58Temos que ser enérgicos.
15:58Temos que ser enérgicos.
15:59Temos que ser enérgicos.
15:59Temos que ser enérgicos.
16:00Temos que ser enérgicos.
16:01Temos que ser enérgicos.
16:02Temos que ser enérgicos.
16:02Temos que ser enérgicos.
16:03Temos que ser enérgicos.
16:04Temos que ser enérgicos.
16:05Temos que ser enérgicos.
16:06A CIDADE NO BRASIL
16:36A CIDADE NO BRASIL
17:06O que aconteceu? Já apareceram os pratos?
17:13Não sei, não olhei.
17:14Ora, temos que ver.
17:15Ah, é sim, vamos ver, vamos lá.
17:19Não.
17:21Sim.
17:22Sim?
17:23Deixa eu ver.
17:23Sim, o que foi? O que foi?
17:25O chapéu do meu pai?
17:28Sim, mas está cheio de farinha.
17:31Nossa, mas não seria uma bruxaria da bruxa do 71, hein?
17:36Não sei, melhor levarmos lá para o seu pai.
17:38Sim, vamos.
17:39Venham.
17:40A CIDADE NO BRASIL
17:53A CIDADE NO BRASIL
18:23Boa noite, Dona Clotilde.
18:28Boa noite, Dona Florinda.
18:29Pensei que não ia vir.
18:31Bem, eu só vim mesmo por pura curiosidade.
18:34Sim, depois não...
18:46Boa noite.
18:47Viemos para o nosso compromisso e para começar a sessão espírita.
18:51Ouça, Dona Clotilde.
18:52Na verdade, eu queria dizer que...
18:54Ora, não seja medroso.
18:56Ou será que você acredita nisso?
18:58Bom, mas é claro que não.
18:59Sente-se, Sente-se, Dona Florinda.
19:02E o senhor, Seu Madruga, sente-se aqui.
19:04Sim, Dona Clotilde, mas eu digo que eu não acredito nessas coisas, hein?
19:09Mesmo dizia uma amiga minha.
19:12E vocês sabem o que ela fez?
19:14Quando viu um fantasma...
19:16O quê?
19:17Ela morreu.
19:22Portanto, tem que se tomar isso como a coisa mais natural do mundo.
19:26Dê-me a sua mão.
19:28Perdão, mas eu já sou casado.
19:30Digo, digo, era casado.
19:32Agora sou pior.
19:34Digo, viúvo.
19:36E além do mais, eu não sou aqui para...
19:37Eu pedi sua mão só para fazer contato.
19:40Para fazer contato?
19:42É.
19:43Puxa, toma cuidado para não dar curto circuito.
19:48Silêncio.
19:49Silêncio.
19:49Preciso de silêncio.
19:51Para ver se tem comunicação com os mortos.
19:58Olha, acredita que seja possível se comunicar com os seres de outro mundo?
20:03Naturalmente que sim.
20:05Eles se comunicam com a gente por meio de pancadas.
20:07Não, não, um momentinho.
20:09Eu de pancadas já estou até o pescoço, Dona Clotilde.
20:11Com as que levo dessa santa senhora já é o suficiente.
20:14Mas não se trata de pancadas assim.
20:17Se trata de pancadas de ruído.
20:21Sente-se.
20:22Sim, sim, sim.
20:24Uma pancada significa sim.
20:27Duas pancadas significa não.
20:30Espera um momentinho para ver se eu entendi bem.
20:32Uma pancada significa sim.
20:34Isso.
20:35E duas pancadas significa não.
20:37Nossa, e a que horas conseguiríamos ouvir essas pancadas?
20:42Assim que eu me concentrar.
20:46Silêncio.
20:47Silêncio.
20:50Quero entrar nas dependências do intangível.
20:53Ah, é no fundo à direita, Dona Clotilde.
20:55Ela tem que se concentrar.
20:58Silêncio.
21:00Silêncio.
21:00Silêncio.
21:01Seres do outro mundo.
21:04Quero saber se tem algum morto aqui.
21:11Se tem algum espírito aqui, que responda.
21:18Ah, sim.
21:19Disseram que sim.
21:21Não é verdade.
21:22Como que não?
21:24Uma pancada quer dizer sim.
21:26E duas pancadas querem dizer não.
21:28Olha, não é preciso que me repita.
21:30Ou acaso pensa que eu sou algum idiota.
21:35Disseram que sim.
21:39Mas se engana.
21:40Eu sou uma pessoa inteligente.
21:46Babai!
21:47É a voz do Kiko.
21:49Ele morreu.
21:50Não!
21:51Silêncio.
21:53Sentem-se.
21:54Podemos descobrir isso agora mesmo.
21:57Se tem algum defunto nesse aposento,
22:00que se manifeste de corpo presente.
22:07A toalha.
22:08Está mexendo a toalha.
22:11Só um pouquinho.
22:14Isso é muito comum.
22:16E não estranhem se a mesa também começar a mexer.
22:21Vem com você.
22:23Você está claro.
22:24Até o entra.
22:26No seu corpo...
22:28Agora eu começo.
22:32Agora eu começo.
22:36Vem ficar para ela.
22:37Vem ficar para barater, não é?
22:39Eu não sabia que os pratos eram do seu Madruga.
23:00E nem eu sabia que era sonâmbulo.
23:03Mas eu sim sabia que devia ser uma coisa de sonâmbulos.
23:06É, e eu também já sabia.
23:10Então por que insistiu nisso dos espíritos zombeteiros?
23:15Eu fui boba.
23:18Mas eu já entendi que nada disso é verdade.
23:22Que só gente ignorante pode acreditar em mortos e fantasmas e todas as coisas desse gênero.
23:29Poxa, ainda bem.
23:31Bom.
23:34Os pratos, Madruga.
23:36Sim, obrigado, Charles.
23:37Ah, e o seu chapéu, seu Madruga.
23:41Prontinho, aqui está o seu chapéu.
23:42Obrigado, Keiko.
23:43Não há de quê.
23:43Tchau, Antoine.
23:51Tchau, Antoine.
23:51Tchau, tchau.

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