00:00O mercado de petróleo registrou uma leve queda nos preços durante as negociações na Ásia nesta terça-feira.
00:07O movimento ocorre após um período de alta na sessão anterior, motivado por incertezas no fornecimento global
00:14devido a conflitos diplomáticos entre Estados Unidos e Venezuela, além de ataques contra instalações de petróleo na Rússia.
00:23Apesar da leve oscilação, o volume de negócios permanece baixo em função das festas de fim de ano.
00:30No acumulado de 2025, a commodity ainda registra perdas importantes, pressionada pelo receio de que o consumo global diminua
00:39e ocorra uma sobra de produtos no mercado.
00:41Os contratos para o petróleo Brent e o WTI operam em estabilidade com variações negativas de 0,1% e 0,2% respectivamente.
00:53E eu já estou aqui com a Mari Almeida para comentar sobre esse mercado de petróleo que registrou uma leve queda.
01:01Foi uma calibragem agora, como você trouxe aí, na verdade a gente vem de cinco dias de alta e essa alta é um cenário de conflito,
01:11a possibilidade de acirramento de novos conflitos, seja na Venezuela, seja a questão da Rússia.
01:16Isso é que fez o petróleo ter esse aumento de cinco dias e agora essa calibragem levemente para baixo,
01:22fechando agora no dia de hoje, com esse baixo movimento exatamente por ser uma semana de festas,
01:29o volume de negociações acaba sendo menor, então ele deu uma pequena queda.
01:35Agora, vamos pensando aqui, aproveitando que estamos falando de final de ano,
01:39validar essa observação sobre o período mais longo.
01:42A gente está com o petróleo fechando agora 61 dólares mais ou menos o barril, pensando no Brent.
01:47Quando começou o ano, isso era mais de 75 dólares, então a queda é uma queda expressiva,
01:53é um ano onde o grande fantasma mesmo foi o fantasma de uma desaceleração econômica mais profunda,
02:00desaceleração que geraria um efeito negativo sobre a demanda por petróleo, portanto, reduzindo inclusive os preços.
02:08Paralelamente, vale lembrar que a política de Donald Trump, desde que ele assumiu a Casa Branca,
02:13é uma política de expansão da produção.
02:15Então, eu tenho, de um lado, uma tentativa de ampliar ainda mais a oferta de petróleo,
02:21lembrando daquela frase de Donald Trump, drill, baby, drill, que é isso, ele quer mais petróleo.
02:27Então, a oferta tem uma trajetória crescente, a demanda com uma pressão decrescente,
02:36e aí o cenário para preço é um cenário de queda.
02:39De novo, pensando mais no médio prazo, é assim que a gente está observando.
02:45Notícias que trazem maiores conflitos provocam essas oscilações, que ao longo dos últimos dias tem sido um pouquinho para cima,
02:51mas ainda, como eu disse, sem chegar a conseguir retomar um patamar mais forte.
02:56Vamos ver se, considerando as mexidas mais intensas da economia internacional,
03:01se isso vai chegar a mudar algum movimento em relação ao futuro.
03:06Importante dizer que tem uma outra, sabendo dessa questão da demanda,
03:09de uma demanda em função do ritmo de atividade,
03:11vinha também, associado a isso, uma pressão pela mudança da matriz energética,
03:18ou seja, uma substituição do petróleo enquanto principal fornecedor de energia.
03:22Isso também Donald Trump vem empurrando no sentido contrário,
03:26que é reduzindo os investimentos, inclusive, em outras matrizes, como, por exemplo, a energia eólica,
03:33que Donald Trump tem reduzido, reduziu de novo no dia de ontem os investimentos dos Estados Unidos nesse tipo de projeto.
03:40Então, tem aí uma tentativa de salvar, de alguma maneira, a rentabilidade da indústria petroleira,
03:46embora ampliando a oferta e aí tentando segurar a queda na demanda.
03:50É um tema que certamente mexe muito com a economia internacional e vai continuar mexendo em 2026, Fernanda.
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