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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) a realização da cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão atendeu ao pedido da defesa para o procedimento médico, que deve ocorrer antes do Natal, mas negou a solicitação de prisão domiciliar. Douglas Bastos, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, falou sobre o assunto.

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Transcrição
00:00E para entender os riscos do procedimento cirúrgico e do processo também de recuperação ao qual o Bolsonaro será submetido,
00:07o Jornal da Manhã conversa agora com o especialista em cirurgia do aparelho digestivo, o doutor Douglas Bastos,
00:13para entendermos então a complexidade dessa cirurgia e também qual será o tempo de recuperação médio, doutor. Bom dia.
00:22Bom dia, David Tarso. Bom dia, Paulo Nobre. Prazer estar falando com vocês e com os telespectadores da Jovem Panic.
00:30Bom, o tempo de cirurgia então que deve ser essa recuperação, a complexidade também dessa cirurgia, como que deve ser?
00:38O senhor que é especialista no assunto, acho que pode falar melhor do que ninguém, né?
00:42Sim, vamos lá. A cirurgia da hérnia, ela busca reparar um defeito anatômico, estrutural da parede abdominal do paciente.
00:52É uma cirurgia de curta duração normalmente, dura ali em torno de uma hora e meia, duas horas.
00:58O ex-presidente vai ser submetido a uma correção bilateral, então um tempo um pouquinho mais extenso, em torno de duas horas e meia de cirurgia.
01:08Normalmente o paciente tem alta em um ou dois dias do pós-operatório e a recuperação, ela vai seguindo muito de acordo com cada paciente, né?
01:16E em geral ele vai retornando as suas atividades ali a partir de 15 dias, até uma completa liberação, completa plenitude das suas atividades físicas, em torno de 60, 90 dias de pós-operatório.
01:31Agora, doutor, levando em consideração a idade de Jair Bolsonaro, que ele tem 70 anos, há mais complexidades, mais riscos em relação a uma cirurgia como essa?
01:42Sem dúvida, Paula.
01:46Assim, não só o histórico da idade, como de outras cirurgias que ele já foi submetido, né?
01:51Se por um lado o próprio histórico já fala a favor, porque a gente sabe o comportamento do paciente no pós-operatório, sabe como é a sua recuperação,
02:00é um paciente de 70 anos, né? Que já tem ao longo da vida outras comorbidades, outras questões de saúde e que por isso, sem dúvida, no pós-operatório a gente tem alguns cuidados um pouco mais específicos, né?
02:15Em relação à parte da liberação de atividade física, a resposta ao trauma cirúrgico, né?
02:22Toda cirurgia, ela é para tratar algo que a gente precisa, mas ela está associada a um trauma cirúrgico e a resposta do organismo desse paciente.
02:33Obviamente, né? Um organismo de 70 anos de idade, ele vai responder diferente do que um de 40, que por sua vez, responde diferente a um organismo de 20 anos de idade.
02:44Agora, vou incluir também na nossa conversa o Henrique Kriegner.
02:48Doutor, bom dia. Eu me lembro que o último procedimento cirúrgico que o presidente Bolsonaro passou foi bastante complicado e foi muito longo, na verdade, muitas horas a mais do que o previsto, né?
03:02E na época, alguns médicos disseram, olha, se for necessário um outro procedimento, é um sinal muito arriscado.
03:11Quer dizer que talvez seja até o último, considerando que estavam chegando numa linha que não teria mais solução por meio da cirurgia.
03:20Ainda esse é uma análise que é feita ou essa cirurgia, ela vem trazendo um pouco mais de esperança de uma potencial cura ou solução parcial dos problemas?
03:31Essa pergunta é ótima, Henrique, porque permite a gente clarear a parte da anatomia da cirurgia, né?
03:42As cirurgias anteriores que o presidente Bolsonaro foi submetido foram de hérnia incisional, ou seja, onde houve uma incisão prévia da cirurgia, lá atrás daquele episódio da facada durante as primeiras eleições,
03:56ali forma uma fraqueza da musculatura, abre uma solução de continuidade, ou seja, um afastamento da musculatura e hernia um conteúdo, ou seja, passa um conteúdo por ali.
04:08Isso é num local da parede abdominal, onde foi a cirurgia prévia.
04:13A atual é na região inguinal, na região da virilha.
04:17Então a gente está falando de uma outra localização de um outro sítio cirúrgico.
04:21A cirurgia anterior, o que os médicos atribuíram à demora no procedimento foi sobretudo porque ao entrar na cavidade abdominal,
04:30haviam muitas aderências entre as alças intestinais, entre os órgãos abdominais, fruto do trauma cirúrgico prévio e das cirurgias sucessivas naquela região.
04:42Agora a região é diferente e a gente tem mecanismos, ou melhor, formas de ser feita a cirurgia.
04:48Você pode fazer cirurgia de forma convencional, forte, né, que popularmente a gente fala, por cirurgia laparoscópica ou por cirurgia robótica.
04:56Essas duas últimas são minimamente invasivas e essas sim entram na cavidade abdominal e traria talvez uma dificuldade técnica maior.
05:05Claro que a equipe que está cuidando do ex-presidente, ela vai escolher a via de acesso melhor,
05:11mas eu acredito, por exemplo, se for numa situação dessas, quando é uma cirurgia aberta, você está tratando de um local diferente da cirurgia anterior.
05:21Então você não teria, a priori, tá, o risco de uma cirurgia extensa como foi a outra.
05:28É isso. Doutor, é uma dúvida. O médico, ele pode sugerir o adiamento da cirurgia ou um procedimento diferente,
05:38caso ele considere que o paciente esteja passando por um processo de fragilidade emocional?
05:44Porque a gente tem um cenário aqui que o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, né?
05:48A gente considera que o quadro emocional dele não está dos melhores.
05:52Ou seja, quais os fatores emocionais, eles pesam numa decisão como essa?
05:58Isso falando de procedimento operatório, de pós-operatório também.
06:05Isso pode acontecer sim, tá?
06:09É claro que a gente, quando a gente está avaliando qualquer paciente para cirurgia,
06:14a gente está falando do seu estado pleno de saúde.
06:17E saúde, por definição, é o estado físico e também emocional do paciente.
06:24Talvez até quando a gente fala das próprias repercussões dos sintomas, né?
06:30Obviamente que de acordo com o estado emocional,
06:33aquilo pode ter uma repercussão maior ou menor sobre o indivíduo.
06:37E afetar suas atividades cotidianas.
06:39Então, pode sim, né?
06:41Situações de fragilidade emocional ou situações até mesmo de, enfim,
06:50programações sociais do que o paciente tem,
06:52isso entra dentro de um planejamento do melhor momento para realizar a cirurgia.
06:58Além de, claro, o principal ponto, né?
07:01A queixa clínica do paciente, né?
07:04E o exame físico do paciente mostrando-se imperioso nessa indicação.
07:09Bom, e claro que nós vamos seguir acompanhando.
07:12Agradeço demais, então, o doutor, né?
07:14Que é especialista no aparelho digestivo.
07:17Douglas Bastos, que participou aqui do Jornal da Manhã junto com a gente.
07:23Obrigado, prazer estar com vocês.
07:25Bom dia, bom domingo.
07:26Obrigado.
07:27Obrigado.
07:28Obrigado.
07:29Obrigado.
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