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Graziano Messana, presidente da Câmara Italiana de Comércio em São Paulo, para analisar os impasses entre União Europeia e Mercosul antes da cúpula em Foz do Iguaçu. A França resiste, enquanto Itália, Alemanha e Espanha apoiam o pacto.

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Transcrição
00:00O governo brasileiro confirmou que os presidentes do Mercosul devem chegar à Foz do Iguaçu no dia 20 de dezembro
00:07para o encontro de cúpula do bloco quando se espera a assinatura do acordo comercial com a União Europeia.
00:13Porém, há impasses no acordo.
00:15O governo francês considera o texto inaceitável e mantém incertezas sobre a conclusão do pacto.
00:23Os presidentes do Mercosul vão se reunir no dia 20 de dezembro em Foz do Iguaçu,
00:27onde esperam assinar o acordo de livre comércio com a União Europeia.
00:31O acordo comercial vem sendo negociado há décadas entre os dois blocos.
00:35Vários países da Europa, notadamente a França, hesitam em aprovar o acordo
00:39por causa de possíveis prejuízos no seu setor de agricultura.
00:43A União Europeia poderá finalizar o processo de ratificação nos próximos dias.
00:47Os membros plenos do bloco sul-americano, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai estão prontos para assinar.
00:53O pacto permitirá que os 27 países membros do bloco europeu exportem mais veículos, máquinas, vinhos e licores para a América Latina.
01:02Por outro lado, o acordo irá simplificar a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja vindos da América do Sul no continente europeu.
01:10Nesta segunda-feira, uma fonte diplomática francesa reforçou que o acordo como está não é aceitável para o governo do presidente Emmanuel Macron.
01:18Paris exige medidas para garantir que todos os pesticidas proibidos na União Europeia também sejam proibidos nos países do Mercosul.
01:26A Itália, a Alemanha e a Espanha, por exemplo, apoiam este acordo.
01:30Caso seja ratificado, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul estabeleceria um mercado comum com 722 milhões de consumidores.
01:37O comércio entre Brasil e Itália pode ganhar um novo fôlego com o acordo União Europeia-Mercosul.
01:46O pacto abre espaço para veículos, máquinas e vinhos europeus, enquanto simplifica a entrada de carne, açúcar e soja, por exemplo, no continente europeu.
01:56Apesar dos impasses, como a resistência da França, a Itália aposta no avanço.
02:00As transações ítalo-brasileiras podem crescer em 4 bilhões de euros, um salto de 40% no fluxo atual.
02:08Vamos falar e entender melhor esse cenário com o Graziano Messana, presidente da Câmara Italiana de Comércio de São Paulo.
02:15Boa tarde, Graziano. Tudo bem?
02:16Boa tarde. Obrigado pelo convite.
02:18Obrigado a você pela presença aqui no nosso estúdio.
02:21Graziano, olhando do lado da Itália, o que mais interessa ao país na finalização desse acordo?
02:26Olha, acordo do ponto de vista estratégico necessário.
02:32Uma vez era considerado uma boa oportunidade.
02:36Hoje em dia, depois das declarações de Trump e a geopolítica que alterou os equilíbrios do mundo,
02:42ter não só a Itália, mas toda a Europa conectada com a América do Sul e poder favorecer esses trades e o comércio internacional vira uma necessidade.
02:53Então, como você antecipou, esse volume, por exemplo, de exportações pode aumentar do 40%.
03:01Com a Itália, nesse momento, claramente, que é um país que produz muitos maquinários, produto a valor agregado,
03:09isso encontra no Brasil, justamente com os dados de importações altos,
03:14então não só os produtos agrícolas, mas a tecnologia, encontra as barreiras.
03:20O acordo vai simplificar tudo isso e, por isso, essa razão que vamos ter esse incremento.
03:26Para a gente concretizar um pouco aqui, que tipo de produto a Itália vê com potencial para aumentar as vendas para o Brasil e para aumentar as compras do Brasil também?
03:35Olha, essa polêmica da parte do Brasil para a Europa, da carne, do frango, já foi resolvida.
03:43Então, o Brasil vai se beneficiar também, no acordo, a gente costuma dizer que é um win-win,
03:49porque tanto o Brasil vai se beneficiar vendendo os commodities, que é a parte principal da balança comercial com a Europa,
03:57porque a Itália vende aqui tecnologia, produtos farmacêuticos, automotivos,
04:03tudo isso importa mais comida, mais graus, mais carne.
04:10Se equalizaram com as cláusulas de salvaguardia, o ingresso desses produtos brasileiros para a Europa, para a Itália no geral,
04:18então, nesse momento, o texto do acordo dá uma boa oportunidade a ambos os blocos.
04:27Recentemente, alguns dias atrás, o Parlamento Europeu aprovou novas salvaguardas para produtos agrícolas,
04:33especificamente do Mercosul para a União Europeia.
04:36Então, tem ali um gatilho que pode ser acionado para limitar a ida, o embarque de produtos do agro do Mercosul para o continente europeu.
04:47A criação, o estabelecimento dessas salvaguardas ajudou a acalmar eventuais vozes mais preocupadas?
04:54Você diria que facilita a aprovação do acordo?
04:56Com certeza, porque, por exemplo, a França, que era o principal país que não queria, estava preocupada com essa questão.
05:05Na verdade, os agricultores fazem muito barulho, porque estacionar um trator no meio de Paris,
05:10claramente, isso cria um problema eleitoral, cria um problema mais político que de sustância,
05:16porque as grandes empresas como Saint-Gobain, Michelin, Dupont,
05:19todas essas multinacionais franceses, na verdade, se beneficiam do acordo.
05:23Então, existiam uns atritos, mas aqui já foi, eu diria, não são mais um problema.
05:31Se as cláusulas de salvaguardas foram a solução técnica para deixar todo mundo tranquilo,
05:36então, depois de 25 anos, realmente, a gente espera nesses dias de fazer o avanço final e começar a implementar o acordo no ano que vem.
05:42Bom, a aprovação na Europa não precisa ser unânime, né?
05:47Você acha que o bloco hoje trabalha com a possibilidade de que a França já vai ser contrária mesmo,
05:53mas que o acordo passa assim?
05:55Ou o bloco trabalha ainda na expectativa de um convencimento da França?
05:59Eu acho que nos bastidores todo mundo gostaria de ver esse acordo passar com consenso total,
06:05porém, com certeza, não dá para ficar refém de um símbolo país, ou de dois, assim.
06:16A ideia é avançar e seguir.
06:18Nós, como Câmara de Comércio, por exemplo, olhamos muito essa questão,
06:23acabamos de abrir um escritório em Milau também, quem sabe a gente abre um em Bruxelas,
06:28e vai ser sempre muito mais estratégico ter esse canal aberto e reativo.
06:35E a França teria poder de influenciar outros países a ponto de não permitir a passagem do acordo?
06:42Não, eu acho que não é essa a tendência.
06:44Pelo contrário, os blocos dos países principais estão fazendo, se estão aliando para isso sair do papel e virar os comércios de verdade.
06:55Então, a ideia não é jogar contra, mas é convencer, eventualmente, a França.
07:01Então, não deixar espaço para se criar bloco agora, de última hora, de novo atrapalhando.
07:06No que diz respeito ao Brasil e Itália, passado, vamos dizer que o acordo finalmente vingue,
07:12depois de mais de 20 anos de negociação, passado a assinatura do acordo,
07:16ainda haveria pontos a serem acertados em termos de padrões, outras exigências, ou estaria tudo redondo para...
07:24O acordo é extremamente redondo, está muito bem escrito.
07:28Então, a Itália aqui tem, por exemplo, 1.104 empresas no Brasil.
07:34Fora os descendentes, obviamente, italianos, que é uma comunidade de mais de 32 milhões do mundo.
07:39Eu sou um integrante.
07:40Então, essa aqui é a principal comunidade da Itália no mundo.
07:45E aqui, depois que vem a Argentina e os Estados Unidos.
07:47Mas, do ponto de vista corporativo, são 1.104 empresas aqui, com todas as empresas grandes,
07:53os players grandes presentes, há muitas décadas.
07:55Então, nós estamos, simplesmente, nós temos já uma estrutura societária de empresas
08:02que está aqui bem instalada e o acordo vai, praticamente, amplificar algo que já existe.
08:07Não é que com acordo vão começar os investimentos.
08:10Os investimentos italianos aqui são muito bem fortes, muito bem presentes.
08:13Por exemplo, tem muitas empresas de tecnologia que estão oferecendo, estão vendo aqui agro,
08:18estão oferecendo para o agro brasileiro, porque o Brasil tem uma superfície para o Portugal e a Espanha cultivada.
08:27E aí, com tecnologia, se incrementa a produção.
08:30Ou seja, não ampliando essa área, mas com tecnologia europeia e italiana,
08:36se vai empurrar aumento de produtividade.
08:38Nós acabamos de abrir uma escritura, inclusive, no Mato Grosso, porque é um polo do agro,
08:42que foi sempre, acho, não muito, poucos italianos vão para lá, mas o agro está lá.
08:49Então, a gente acabou abrindo, também, esse ano, uma escritura no Mato Grosso.
08:53Então, é tudo um jogo de equilíbrios.
08:56O escritura na Itália para trazer os negócios, o agro, que é um setor muito interessante, presidia lá.
09:02E também estamos fazendo muita atividade de advocacy.
09:04A gente abriu, dentro da Embaixada de Brasília, uma sede lá, também, nesse mandato,
09:09para poder ficar mais perto de que escreva as leis.
09:15Acerto. Graziano Messana, presidente da Câmara Italiana de Comércio em São Paulo.
09:19Muito obrigado, Graziano, pela sua presença aqui. Bom fim de semana para você.
09:22Obrigado a todos os ouvintes da CNBC. Obrigado.
09:25Muito obrigado.
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