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A cantora Luiza Possi gerou polêmica ao afirmar em um podcast que "deixou de ser bissexual", após se permitir "experimentar outras coisas" na juventude, mas nega que a religião tenha influenciado a mudança. O assunto reacendeu a discussão sobre ter sua sexualidade exposta no passado por Maria Gadú por motivos políticos. Confira o debate do tema no programa Morning Show desta sexta-feira (28).



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Transcrição
00:00Um momento polêmico aqui, não vou resistir a não ser atualizar a nossa audiência aqui,
00:03num caso que a gente trouxe aqui pra todos vocês ontem, né?
00:07Toda aquela polêmica envolvendo um relacionamento,
00:10suposto relacionamento homossexual entre a Luísa Posse e a Maria Gadu.
00:14A Luísa afirmou que, na verdade, deixou de ser bissexual, ex-bissexual.
00:19A Luira, inclusive, disse que se definia como bi no passado,
00:23mas que hoje pensa de outra forma.
00:25Agora, essa é uma abacaxi aqui pra doutora Lala desconstruir,
00:31se é possível ser ex-bissexual, ex-homossexual, cura gay e tantas outras coisas que a gente já ouviu.
00:37O que você acha?
00:39Bom, vamos tirar esse estigma, se não existe cura gay, né?
00:44Vamos lá tirar um pouco desse aspecto.
00:46É claro que, gente, assim, existem preferências sexuais e momentos de vida, né?
00:51Talvez naquele momento, pra ela, atração por mulheres e atração,
00:55pela pessoa, pelo ser humano, era uma prioridade.
00:59Hoje a gente vê um posicionamento dela muito em decorrência em relação à fé,
01:03à religião, ao cristianismo.
01:05E aí isso, muitas vezes, acaba não sendo compatível com o sexo
01:09entre duas pessoas do mesmo sexo, né?
01:12O sexo homoafetivo.
01:15Então, assim, existe a possibilidade dela ter mudado.
01:18E aí o que eu falo, exatamente, a gente pode adotar uma postura e ser pessoas ao longo da vida
01:24que apresentam mudanças.
01:25Por isso que um casamento acaba se dissolvendo,
01:27por isso que a gente acaba tendo interesses e amores por outras pessoas.
01:31É.
01:32Você acha que ela se posicionou de forma indireta contra a prisão do ex-presidente Bolsonaro
01:37nas circunstâncias e como se deu, né, Jess Peixoto?
01:39E isso foi o suficiente pra ela já ser tratada como uma neandertal da pior espécie,
01:44por essa classe do beautiful people, né?
01:47É, pouco se fala sobre o absurdo, o abuso que foi a Maria Gadu,
01:51independente se elas tiveram ou não esse relacionamento,
01:54vir a público, tirar a Luísa do armário no passado por ela, assim.
01:59A gente sabe o quanto esse tema, muitas vezes, é sensível
02:02pras pessoas que precisam vivenciar essa experiência.
02:06Então, assim, vir a público, tirar uma pessoa do armário,
02:08pra mim é uma violência que quem diz defender a pauta LGBTQ
02:13AIP+, não deveria cometer.
02:17Então, eu achei extremamente esdrúxulo essa postura dela.
02:21Depois, a Luísa foi nesse podcast e falou sobre isso.
02:24Ela frisou que não foi por conta da religião,
02:27que, inclusive, disse para os fãs dela, LGBT,
02:30que ela pode contar com ela, pra eles irem pra igreja.
02:33Então, fez um discurso nessa linha também.
02:35Mas, assim, eu acho que o mais esdrúxulo nesse caso,
02:37eu tenho uma pergunta pra doutora Lala nesse sentido, é
02:39o quão abusivo é e quão violento é, publicamente, nas redes sociais,
02:45tirar do armário ou fazer essa fala em relação a alguém que você manteve
02:51uma relação e agora discorda, por motivos políticos.
02:55Por motivos políticos, ela foi no post da própria Luísa, né,
02:58e fez esse comentário e ficou assim...
03:00É como a roupa.
03:01Errei no passado, né, assim, em ter uma relação com você
03:05extremamente desnecessário, uma forma de ataque, é o que a gente percebe mais...
03:11Foi baixo.
03:12Foi, foi muito baixo e muito em decorrência de uma polarização política, né.
03:16O que a gente vem visto acontecer, uma agressão física,
03:19uma agressão verbal entre as pessoas, porque elas discordam do time que elas torcem.
03:23Então, assim, desnecessário esse tipo de exposição
03:26e trazer esse passado à tona, ou seja, parece que foi um passado péssimo entre elas,
03:30o rompimento não foi bom, porque parece que ficou um rancor, uma mágoa, um desgaste.
03:34Porque pra se fazer algo assim, diante de uma pessoa que a gente conviveu
03:38ou teve uma relação, a gente tá magoado com essa pessoa.
03:41Olá, lá.
03:42Eu queria trazer um elemento, porque a Luísa Posse é filha da Zizi Posse,
03:47grande cantora, e que no passado teve um relacionamento amoroso com o fim,
03:53conturbado com outra grande cantora, a Ângela Rorô,
03:58que é um desfecho que, segundo a Ângela Rorô,
04:01e a Zizi Posse nega essa história, mas, segundo a Ângela Rorô,
04:06no divórcio entre elas, antes da Luísa nascer,
04:10a Zizi Posse teria chamado a polícia e a polícia teria espancado a Ângela Rorô,
04:17e isso teria gerado o álbum Escândalo,
04:21que foi um dos maiores sucessos da Ângela Rorô.
04:23Até que ponto uma história de relacionamento conturbado e lésbico,
04:32nesse caso, da mãe, Zizi Posse,
04:35pode ter, de alguma forma, influenciado nessa experimentação da Luísa Posse?
04:41Existe repetição familiar nesse tipo de situação?
04:44Olha, sim, repetimos as questões da nossa família,
04:47o que eu poderia trazer pra você é que, assim,
04:49existe uma criação e uma liberdade em relação aos sentimentos, aos afetos.
04:54Então, sim, é possível que, né,
04:56se a minha mãe transmite uma liberdade,
04:59se o meu pai mostra que eu posso seguir meus impulsos,
05:03as minhas vontades e posso ser quem eu quiser ser,
05:05o que eu desejar ser,
05:07essa é uma forma de repetir isso pros filhos,
05:10independente do que eles vivenciam.
05:12Mas é um cuidado, um alerta, porque se a agressão acontece,
05:15os filhos podem também repetir esse comportamento agressivo.
05:18A gente vai seguir, claro, estimulando aqui o debate.
05:20Não sei antes, a gente se despedir.
05:22Tenha um pânico daqui a pouco pra todo mundo
05:23que nos ouviu aqui no Morning Show de hoje
05:24pela rede Jovem Pan de Rádio.
05:26A gente vai ficando por aqui, segundas às dez.
05:28Tamo junto de novo. Tchau.
05:29Em frente aqui por imagens.
05:31Por favor, doutora Lala.
05:32Dá pra ela trazer uma declaração da própria Luísa Posse
05:34nesse arranca-rabo dela com a Maria Gadu.
05:36Jess.
05:37Exato. A declaração que ela deu no podcast foi,
05:39abre aspas,
05:40Já fui bissexual, não sou mais, há muito tempo.
05:43Não pela igreja.
05:44Experimentei, me permiti experimentar coisas na minha juventude
05:47durante toda a minha vida.
05:48E hoje não sou mais.
05:49Fico muito triste, porque quando as pessoas entram na igreja,
05:52a primeira coisa que os amigos LGBTs ficam tristes
05:56é de se sentirem excluídos.
05:58Acham que você não vai mais amá-los
06:00ou que será contra eles.
06:01E não é isso.
06:02Ou seja, ela caracterizando ali que não teria sido por conta da religião
06:06e falando sobre essa questão de fé
06:09em relação a pessoas que ainda sejam,
06:12que elas se diz não mais ser bissexuais.
06:15E aí, doutora Lala?
06:17É, é assim, né?
06:18A gente tem realmente um questionamento
06:20e uma reflexão a fazer,
06:22porque a gente não tem,
06:23dentro do catolicismo,
06:25apenas pessoas de esquerda,
06:27assim como a gente tem pessoas que são conservadoras
06:30e que têm relações com pessoas homossexuais.
06:34E isso, né?
06:35Existem essas gavetas e esses estigmas
06:37que a gente tem criado na sociedade,
06:39o que não deveria fazer parte,
06:41porque é uma individualidade da pessoa,
06:43é uma escolha da pessoa
06:44e como ela decide se relacionar ao longo da vida.
06:47Se em um momento ela tinha atração por mulheres
06:50e deixou de ter,
06:51qual é o problema em relação a isso?
06:52São os famosos héteros testados, né?
06:55Testei, não gostei.
06:57Você é hétero testado.
06:58E você é hétero testado.
07:00Eu nunca tinha ouvido falar disso.
07:03Eu também não.
07:04Ninguém se ouviu.
07:05Tá sabendo muito.
07:06Tá sabendo mais.
07:09Agora...
07:09Acho que tem alguém se entregando por aqui.
07:11Tá, tá.
07:12Mas um detalhe,
07:13eu queria ver as pessoas cobrarem-se
07:16a Maria Gadu de ter feito isso,
07:18essa violência com a Luísa Posse
07:20e essa exposição.
07:22Não é correto.
07:23Ela estava ali tentando,
07:24abre aspas,
07:25tirar do armário,
07:26e expor esta pessoa individualmente
07:29num assunto que a gente sabe
07:30que pra várias pessoas
07:31é tema sensível.
07:33Uma hora,
07:33a esquerda fala,
07:34ah, a gente tem que fazer isso,
07:36a gente tem que fazer aquilo.
07:37Mas é uma hipocrisia gigante
07:38passar pano pra isso,
07:40principalmente dentro dessa comunidade.
07:43É o tipo de coisa que nunca rolaria
07:44se a pessoa fosse simplesmente hétero.
07:46Concorda?
07:48Nunca.
07:48Nunca rolaria se ela,
07:49enfim,
07:49se não tivesse essa,
07:51esse ponto aí
07:52que ela viu,
07:53tratou como algo pejorativo,
07:54algo constrangedor.
07:55Mas às vezes rola alguém
07:56revelar uma relação
07:58extraconjugal da outra.
07:59De vez em quando,
08:01não seria colocar da forma
08:02que colocou.
08:03Eu acho que é mais simples.
08:04Entendeu?
08:04Se ela tivesse postado um vídeo
08:05aplaudindo a prisão,
08:08criticando a prisão
08:09do ex-presidente Bolsonaro,
08:10aplaudindo,
08:11ela não teria tido esse comentário.
08:13É uma questão puramente política.
08:14que tava na novela ali garantida
08:16com algum papel bonito.
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