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Sabrina Carpenter se tornou o centro das atenções nesta última semana com o lançamento do álbum ‘Man’s Best Friend’. A capa do disco e o conteúdo musical provocaram debates sobre a sexualidade feminina e a forma como artistas pop da geração Z abordam o tema. A psicóloga Danny Vox fez uma análise sobre a liberdade feminina.

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Transcrição
00:00Por acaso vocês do outro lado já ouviram falar das guerreiras do K-pop?
00:04Olha só, pessoal, bom, provavelmente você já ouviu falar de K-pop, né?
00:07Um gênero musical fortíssimo vindo da Coreia do Sul
00:11e agora o filme de animação Guerreiras do K-pop
00:14se tornou rapidamente um fenômeno global, né, Jess Peixoto?
00:17No Netflix, nas redes sociais, a aceitação maior ainda.
00:20Conta pra gente do que se trata e por que da relevância aqui.
00:23Então, é uma animação que é inspirada ali em questões da Coreia,
00:27o K-pop, mas também culinária, palavras, até mesmo símbolos tradicionais
00:34e que evoca toda essa cultura aí do K-pop, que é um fenômeno global.
00:38É K-pop que fala?
00:39É, K-pop.
00:40K-pop, K-pop, tá certo. Então toca o marco, toca o marco.
00:43E acaba fazendo todo esse mix aí com músicas contagiantes,
00:48músicas chicletes mesmo, quem ver o filme vai ficar com a musiquinha ali na cabeça.
00:52E aí tem um grupo de meninas do K-pop e um grupo também de boyband ali, dos garotos.
00:59E além de todo esse cenário musical, eles combatem forças sobrenaturais ali,
01:06demônios e várias outras questões.
01:08Então acabou virando uma febre pra adultos, mas principalmente pras crianças dentro da Netflix.
01:14E virou um sucesso que tá dando muito o que falar.
01:17Porque as meninas, como vocês podem ver, tem uma estética bem Barbie, cabelo colorido.
01:22O filme é bem divertido e as músicas estão...
01:25Até no Spotify, se você for escutar, você vai ver que já tá bem ranqueada lá também.
01:31Então acabou virando uma febre, levando a muitas discussões, até mesmo com as mães progressistas.
01:38Por que que tá conectando principalmente com as mães feministas, hein?
01:42Então, na verdade, as mães progressistas, o que elas estão falando é sobre autodescobertas.
01:46As personagens, elas buscam muito a identidade delas e elas vão se descobrindo, não vou dar spoiler,
01:53mas na medida que o filme vai acontecendo.
01:55Mas um outro traço engraçado é que muitas das vezes a gente viu aí, em tempos recentes,
02:00uma desconstrução de uma estética que levasse a uma sensação de perfeição.
02:04A estética da Barbie.
02:05Mas o filme, ele retoma essa estética em vários momentos.
02:09Elas são, assim, roupas bem coladas, cabelos coloridos, peles perfeitas.
02:15Os garotos do filme também, todos muito bonitos no desenho.
02:19Então, isso tudo tá gerando uma certa discussão na internet.
02:23Agora, o que a gente acabou de ouvir aqui da Jess Pestido,
02:26que as guerreiras do K-pop estão fazendo sucesso principalmente com esse grupo de mães progressistas
02:31pra Fantex, já que no filme, três meninas de uma banda estão aí encantando multidões,
02:36enquanto os espíritos malignos da trama são, adivinha o quê?
02:40Os garotos de uma banda rival, como a Jess bem colocou.
02:43Agora, seguindo essa minha malinha, minha cara Dani Vox,
02:45quem também anda fazendo muito sucesso, né, mas também polemizando no mundo pop
02:49é a cantora americana Sabrina Carpenter, conhecida pela desinibição ali a falar de sexo.
02:55Mais uma vez, a cantora causando e gerando várias discussões com o lançamento do seu álbum, né,
02:59ao tratar da sexualidade feminina, com referências extremamente sensuais,
03:04às vezes explícitas até demais pra alguns.
03:05o porquê que você acha que ela sempre consegue provocar tanta discussão?
03:09Eu posso só pôr um detalhe no álbum da Sabrina, né,
03:13ela que é uma diva aí da Gen Z, e o álbum, ele é em título...
03:17Eu adoro pop.
03:19Ela sabe mais de pop do que de política.
03:22Eu posso, eu suporto política, minha paixão está no pop.
03:27A Sabrina, ela fez um álbum que é Men's Best Friend,
03:33o Melhor Amigo do Homem, e a capa, a capa principal desse álbum deu o que falar.
03:38Por quê? Porque ela é de quatro, e numa posição ali que lembraria um cachorro,
03:44e o nome, né, o Melhor Amigo do Homem, e acaba fazendo esta referência.
03:49Então, muita gente falou sobre subordinação,
03:51ela que apareceu com algumas chokers, alguns colares, que lembram coleiras.
03:55Então, isso acabou gerando tanto burburinho,
03:58que ela teve que fazer várias capas alternativas também pro álbum.
04:02E no álbum, ela é mega empoderada, mas, ao mesmo tempo, submissa.
04:06Ela faz, ela joga muito com isso do sexo, como vocês estão vendo na tela.
04:10Então, a capa foi, assim, um bafafá gigante,
04:13porque era como se ela estivesse se sujeitando ali a um homem,
04:16e isso abre uma forte discussão sobre empoderamento e liberdade das mulheres.
04:21E aí? Convence você, Dani Vox, até porque parece que as mães progressistas aí também,
04:27pegando a pauta anterior e essa também, acho que tem alguns elos aqui,
04:30parece o progressismo seletivo, né?
04:32Elas aplaudem num desenho pop pra frentex,
04:36mas quando é uma propaganda ali de jeans, sensualizando,
04:39elas criticam duramente como se fosse, enfim, uma propaganda fascista,
04:44como a gente viu no caso da Sidney Swinney recentemente.
04:46A minha grande paixão, né, por essa dualidade humana,
04:49que às vezes fica ali na linha tênue do ridículo, né, do bizarro.
04:54Porque, assim, às vezes dá vontade de perguntar o que as pessoas estão querendo, né,
04:58com essa seletividade.
05:00Porque ao mesmo tempo que traz aí um progressismo absurdo, né,
05:04uma liberação, esse inconsciente coletivo vai brigando ali o tempo todo.
05:08Porque quando se viraliza algo, gente, bora ler, é o que eu sempre falo,
05:12leiam os sinais, né?
05:13Essa viralização aí do K-pop tem a ver com o quê?
05:16Quantas mulheres, a percepção delas, o quanto elas estão avançando,
05:20o que seria avançar, né?
05:22E aí, ao mesmo tempo, a gente tem uma contradição aí
05:25de que uma mulher que explora a sua sexualidade, a sua versatilidade,
05:30ela pode ser confundida com alguém que tá num retrocesso.
05:34Então, assim, é pra gente avançar emocionalmente,
05:38é pra que essa liberdade aconteça,
05:40ou é pra gente simplesmente estagnar e começar a assumir os papéis que já são dados, né?
05:45Mano, Fê...
05:46Qual que é aí?
05:47Agora, num caso como esse da Sabrina, tem algo substancialmente diferente
05:51do que já fazia a Madonna, por exemplo?
05:53Boa pergunta.
05:55Pra mim, existe também uma seletividade na escolha de quem a gente vai vingar.
06:02Então, assim, uma identificação muito grande ou não com a Sabrina,
06:05e o fato é que, assim, ela descobriu que ela causa.
06:09E que bom que ela causa, porque, assim, aos 26, 27, 28 anos,
06:13ela já traz aí...
06:15Vamos só conferir aqui, em nome da precisão, pra todo mundo nos acompanhando pelas múltiplas plataformas,
06:18por imagens aqui na Jovem Pan, no Morning Show,
06:20temos a...
06:21Olha aí, olha aí, essa é a principal imagem da capa do álbum,
06:24confere, minha diretora Helena tá projetando aqui pra gente.
06:27É, o cara tá achando uma posição sugestiva, pra dizer o menino.
06:29Pra quem tá pelo rádio, né, ela tá numa posição sugestiva,
06:31sugestiva, quatro apoios, né, com o rosto na altura do quadril de um homem,
06:38e o homem puxa o cabelo dela, um pouco como também se fosse uma coleira, né.
06:43E o álbum chama O Melhor Amigo do Homem.
06:46Ah, mas aí também, se a gente for comparar, a Anitta faz muito isso aqui, né,
06:50teve até aquele álbum que foi criticado dela.
06:51Sim, quando eu falo do ecossíntico coletivo, eu penso assim,
06:55quando se vê uma imagem, ela é só uma imagem, né,
06:58a produção de interesse, quem dar o valor,
07:01quem tá atribuindo a referência, é quem tá vendo.
07:05E aí nós temos aquela contradição, né, dos recalques, né, gente,
07:08quem tá vivendo bem, um minuto de silêncio pra quem tá vivendo mal.
07:13E aí, a gente também pensa que tem muita gente aí atribuindo no recalque,
07:18que é assim, a minha indignação, traduzir Freud rapidamente assim,
07:22se é que isso pode, né, gente.
07:24Eu não consigo fazer determinada coisa.
07:27Alguém faz.
07:28Isso me deixa muito chatear.
07:30Porque deseja.
07:31Porque desejo, mas não tive condição, né,
07:34não tive, talvez, um bom fotógrafo, né.
07:37Então, não me coloquei dessa forma,
07:39mas desejaria muito viver isso também.
07:41Então, tem muito disso, dessa contraditoriedade.
07:44Você tá dizendo, quem se horroriza e fica chocado,
07:47é porque queria tá fazendo o que ela faz.
07:49A foto está parada.
07:52O movimento, quem atribui, é o inconsciente.
07:55Eu tô projetando um desejo,
07:57eu estou repudiando um desejo, né,
08:00mas eu volto no teu apontamento com relação à Madonna.
08:03Já vimos coisas muito mais, né, gente,
08:05bizarras até mesmo no período, né,
08:09cronológico em que a gente tava,
08:11e isso não foi tão visto.
08:12Então, também a crítica fala que é um boom de imagem
08:16que ela tá trazendo aí,
08:18e eu gosto de seguir essa linha aí.
08:20Deixa eu mexer com quem tá quieto, né.
08:22Por que que gera tanta repercussão também,
08:24essa briga, né, entre feminismo,
08:26entre submissão?
08:27Porque a gente vê até palpites de pessoas
08:29que às vezes colocam na rede social ali
08:31uma foto de biquíni, alguma coisa assim,
08:32e aí vem um monte de gente comentar,
08:34mas você, na sua posição de psicóloga, por exemplo,
08:36você não pode fazer uma coisa dessa,
08:38postar uma foto mostrando sua bunda.
08:39Na verdade, tá todo mundo sempre dizendo
08:42o que o outro pode fazer.
08:44Então, né, é, então assim,
08:45se a gente seguir essa linha,
08:47eu acho que as pessoas, elas estão cada vez mais rasas
08:49nos seus desejos, né,
08:50não tomam decisões, não invadem as suas,
08:53não honram suas necessidades,
08:55e elas estão sempre brigando com quem o faz.
08:58E quem não faz na linha que ela acha
09:00que deveria ser feito.
09:02Então, assim, com certeza tem alguém que acha
09:03que a Sabrina deveria se comportar de outra maneira.
09:05Como tem algumas pessoas que acham
09:08que na linha das mães progressivas lá do K-pop
09:11isso poderia ser de outra maneira também.
09:14E é, assim, o álbum mesmo,
09:16ele é cheio de alfinetadas aos homens.
09:19Então, é um álbum que tem essa capa,
09:21mas ele carrega bastante ironia.
09:23Ele é um álbum que, ela joga muito,
09:26e aí virou uma discussão muito forte
09:28sobre qual é o tipo de homem
09:31pra essa geração Z aí.
09:33Não existe, né?
09:34Como que é? Como que tá funcionando?
09:36Porque ela fala que ela emociona
09:37de imaginar um cara lavando louça.
09:39Ela fala que tá cansado de caras que só são gatos,
09:42mas que no final das contas só ficam de conversinha.
09:45Então, ela critica a ausência de iniciativa
09:48dos homens dessa geração.
09:51E por isso faz sentido
09:52melhor amigo do homem.
09:55Então, a sexualização ali,
09:57ela tem uma conotação de que, assim,
09:59ele já se basta.
10:00Nós temos isso numa crítica ferrenha
10:03das mulheres da atualidade,
10:04a ausência de iniciativa,
10:06de postura e mais.
10:07Às vezes, se vendem muito bem,
10:09mas a iniciativa, na hora do vamos ver,
10:11e aí pode ser o sexual ou não, tá, gente?
10:13A hora do vamos ver pode ser a louça.
10:15Pode ser o auxílio, né?
10:17Com a rotina.
10:18Então, é uma crítica.
10:19Mas quando você vê a foto parada,
10:21por isso que eu insisto na projeção
10:23do engodo social
10:25de que, ah, é só uma foto
10:27trazendo uma...
10:28Não, vá visitar o álbum,
10:29vá emergir mais,
10:31vá entender que talvez
10:32o que ela está trazendo
10:33é o seguinte,
10:34eu posso, como mulher,
10:35e aí sim, uma mulher do século XXI,
10:37me posicionar
10:38de quatro apoios ou em pé
10:40desde que seja a minha vontade, né?
10:43O debate está bom e vai continuar,
10:44mas não se antes a gente se despedir
10:45só de quem está nos ouvindo
10:46pela Rede Jovem Pan de Rádio.
10:47Mônichão fica por aqui.
10:48Amanhã às 10h estamos juntos de novo.
10:49Tchau.
10:50E em frente a gente segue aqui
10:51para todo mundo nos assistindo.
10:53E baita provocação aqui da Dani,
10:54vou com o Mano Ferreira.
10:55Eu tenho uma questão,
10:56porque tem alguns estudos
10:57que mostram que a gente está
10:59numa geração de jovens
11:00que são os que menos fazem sexo.
11:03E ao mesmo tempo
11:04temos essa proliferação de imagens,
11:07acesso à pornografia
11:08de um modo como nunca antes
11:10na história da humanidade.
11:11Qualquer um entra na internet
11:13a qualquer horário, né?
11:16Existe um paradoxo,
11:18quanto mais a disposição da imagem,
11:20menos os jovens estão
11:22mundo para a vida.
11:24Não sei se faz sentido,
11:25nego,
11:25mas assim,
11:25para mim existe
11:26uma fraqueza egóica
11:27muito,
11:28muito estabelecida.
11:30Vamos lá,
11:31a leitura,
11:33a visualização,
11:34então fazemos menos
11:35porque o fazer
11:37requer a ação.
11:38E por mais óbvio que pareça,
11:40quando você se posiciona
11:41diante de uma cena
11:42onde você tem que ser
11:42o protagonista,
11:44você precisa estar
11:45muito bem internamente,
11:46muito ciente
11:47de quem é você.
11:48A gente está falando
11:48de uma questão de identidade.
11:50Agora,
11:51quando eu estou
11:52do lado de cá,
11:53mais passivo,
11:54rolando um Reels,
11:55rolando uma imagem,
11:56visitando o produto
11:59que alguém já estabeleceu
12:00como pronto,
12:02porque a pornografia é isso,
12:03filmado ou não,
12:04alguém tem que fazer.
12:06Então,
12:06eu posso acessar
12:08o prazer
12:08nessa geração
12:09por vários outros lugares
12:11que me comprometem
12:13muito menos.
12:15Então,
12:15hoje nós temos
12:16uma geração
12:17onde o sujeito
12:18da frase,
12:19ele é muito oculto.
12:21Fica a questão,
12:22fica a reflexão.
12:23Fica também
12:24que ela vai estar
12:24no ano que vem
12:25no Brasil, né?
12:26Quem é maravilhosa,
12:28tem que fazer.
12:29Lollapalooza,
12:30estaremos lá.
12:31Merchan involuntária
12:32aqui feita pela fanbase,
12:33não poderia ser diferente,
12:34está mais que certa.
12:34Agora,
12:3511 horas e 58 minutos.
12:37Também o que vai estar,
12:37se ela vai estar aqui
12:38ano que vem?
12:39Vai,
12:39Lollapalooza.
12:40e a...
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