Durante a cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia (UE), realizada neste domingo (09), os países participantes emitiram uma declaração conjunta rejeitando o uso da força no Caribe, em meio à crescente tensão entre Donald Trump e o regime de Nicolás Maduro. Sem citar diretamente os Estados Unidos, os líderes expressaram preocupação com ações militares na região e defenderam o respeito ao direito internacional. Reportagem: Fabrizio Neitzke
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00:00Sem mencionar os Estados Unidos, a CELAC e a União Europeia rejeitaram o uso da força que contradiz o direito internacional no Caribe.
00:11A gente viu que o presidente Lula participou da cúpula da CELAC ali durante o final de semana, no domingo, né?
00:18E a gente vai trazer agora essas repercussões com o Fabrício Naitzky, que entra ao vivo novamente na nossa redação.
00:25Como foi? Então houve uma rejeição à força militar, é isso?
00:29Exatamente, Márcia. O direito internacional diz o seguinte, que mesmo em águas internacionais, um país, um exército, as forças armadas de um país,
00:39só podem atacar uma embarcação caso ela represente alguma ameaça de fato ali naquele momento para as forças armadas, né?
00:48O que a gente tem visto, e há uma reclamação muito grande em relação a isso, é que o governo dos Estados Unidos tem atuado atacando embarcações
00:56que supostamente seriam de grupos de narcotráfico da Venezuela em águas internacionais, sem fazer aquela vistoria para confirmar se de fato essas embarcações estão carregando drogas,
01:08se essas pessoas têm envolvimento de fato com algum grupo de narcotráfico, porque o padrão nessas operações é de você interceptar essas embarcações,
01:17a prender a carga e prender os envolvidos, o que não tem acontecido.
01:24A gente viu os Estados Unidos em algumas ocasiões já atacando ataques cinéticos em embarcações saindo da Venezuela,
01:31e aí fica até difícil o próprio governo americano comprovar se eram de fato narcotraficantes,
01:36porque uma vez que o barco é destruído, como é que você vai recolher a carga e fazer a identificação dos corpos?
01:43O que acontece é o seguinte, você destacou que os Estados Unidos não foram mencionados nessa resolução,
01:49resolução que foi assinada por 58 dos 60 países participantes dessa cúpula da CELAC,
01:55a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, com a União Europeia.
02:00Quem não assinou? Venezuela e também Nicarágua.
02:03A vice-presidente da União Europeia, Caja Calasso, foi questionada.
02:07Por que os Estados Unidos, então, não estão mencionados nessa resolução,
02:11sendo que o texto é uma referência direta a essa operação norte-americana ali na região do Caribe?
02:17E Caja Calasso respondeu o seguinte, porque se a gente colocasse o nome dos Estados Unidos,
02:22a gente não teria a adesão que tivemos, de fato, com os 58 países assinando esse texto.
02:29Então, fica essa reprovação indireta ao governo norte-americano,
02:36mas que, na prática, não vai mudar muita coisa.
02:39Obrigada, Fabrizio Naitz, que pelas informações...
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