- há 3 meses
- #jovempan
- #jovempanentretenimento
Mari Cantarelli recebe nesta edição do EM OFF o cantor e compositor Vitor Kley. O bate papo foi muito descontraído, mas ao mesmo tempo bem revelador. Vitor falou de sua adolescência, onde queria ser tenista como seu pai, Ivan Kley, falou sobre os primeiros passos na música, a consagração com o hit "O Sol", a perda do pai, os preconceitos que enfrenta e sobre alguns dos seus relacionamentos como Gabi do Melim e a atriz portuguesa Carolina Loureiro.
Siga o canal da "JP Entretenimento" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaeCbOCDjiOZ3gtYeh3R
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempanentrete
Threads:
https://www.threads.net/@jovempanentretenimento
Inscreva-se no nosso canal:
http://www.youtube.com/jovempanentretenimento
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Siga no Facebook:
https://www.facebook.com/JovemPanEntretenimento/
Twitter:
https://twitter.com/JovemPanEntrete
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempanentretenimento/
Siga no TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempanentrete
#JovemPan
#JovemPanEntretenimento
Siga o canal da "JP Entretenimento" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaeCbOCDjiOZ3gtYeh3R
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempanentrete
Threads:
https://www.threads.net/@jovempanentretenimento
Inscreva-se no nosso canal:
http://www.youtube.com/jovempanentretenimento
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Siga no Facebook:
https://www.facebook.com/JovemPanEntretenimento/
Twitter:
https://twitter.com/JovemPanEntrete
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempanentretenimento/
Siga no TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempanentrete
#JovemPan
#JovemPanEntretenimento
Categoria
😹
DiversãoTranscrição
00:00Olá! Sabe aquelas conversas que só acontecem nos bastidores?
00:04Aquelas opiniões que todo mundo tem, mas ninguém fala na cara e muito menos no ar.
00:09Aqui a gente não tem medo de desconforto. O papo é direto, sem filtro e sem enfeite.
00:14E se doer, talvez seja porque às vezes a verdade dói mesmo.
00:17Então se você gosta de entrevista com resposta ensaiada e discurso pronto, pode mudar de canal agora.
00:23Eu sou Mari Cantarelli e nós estamos em off.
00:27Olha que cabelo!
00:28Gente, olha esse cabelo.
00:31Tem cabelo, meu Deus. Vai estar rolando até.
00:33É verdade que você trabalhava com jingles de publicidade?
00:36Sim! Caraca, obrigado por falar disso, cara. Até que enfim.
00:42Agora, o dele, vocês não estão falando do cabelo dele.
00:44Vocês só estão falando do meu, sabe?
00:48Nossa, o meu cabelo é...
00:49O cabelo dele é mais bonito que o meu, assim.
00:51Ah, para.
00:51Mas tudo bem. O dele é natural.
00:55Eu vou cantar, eu quero cantar.
00:56Ótimo. Eu pensava assim mesmo.
00:58É, porque eu só queria falar o seguinte.
01:00Como é que eu vou dizer para ele que só ele faz a minha pupila dilatar?
01:04Eu estou com o Vitor Clem!
01:07Não, eu quero ficar perto dele.
01:08Eu quero ficar perto!
01:09Talita, isso é verdade.
01:13Marca ela.
01:14Marca ela para ver o que eu apronto que eu vou levantar aqui.
01:17Uma hora depois...
01:19Eu quero virar um pouquinho.
01:20Não dá.
01:21Não dá.
01:21Já deu.
01:22Não dá.
01:23Não dá.
01:23Não dá, você não vai mexer em nada.
01:24Sai.
01:25Sai daqui.
01:26Já deu.
01:27Deixa.
01:28Por que ela voltou?
01:30Gente, ela voltou para cobrir minhas pernas!
01:32Quando ele vem, tudo fica bem mais tranquilo.
01:44Com seu jeito positivo de encarar a vida e as suas boas vibrações, ele brilha por onde passa.
01:49E como o sol, que ele imortalizou na sua canção, que é a mais famosa, ele nos ilumina.
01:54E a gente precisava de você aqui.
01:56Seja muito bem-vindo, Vitor Klan!
01:59Nossa, cara, que entrada triunfal!
02:02Olha, você sabe que você tem um brilho já, né?
02:05Eu falei, eu estava comentando até antes da gente começar com o Rafa, que trabalha comigo, que é...
02:10Você é leonino.
02:11Sim, sim.
02:11Eu vi que você é leonino.
02:12Isso, isso.
02:12E você é o leonino puro, porque você é só...
02:14Você sabe que o leão, né?
02:16Signo sol.
02:16Sim, sim, sim.
02:17No sol, da criança, do brilho.
02:20E você tem essa vibe, né?
02:22Você é uma pessoa que traz essa calma, essa positividade.
02:26Eu fico feliz, eu fico feliz demais.
02:28Eu acho que é muito do...
02:29Eu acredito muito nessa onda, assim, dos signos e tudo mais, assim.
02:33Apesar de eu ter um leonino do outro lado da parede, que é meu irmão.
02:37Ah, também?
02:37Ele mora junto.
02:38Olha só.
02:39E ele é um leonino totalmente diferente de mim, assim.
02:41É?
02:41Mas tem essas semelhanças, assim, sabe?
02:44Algumas coisinhas que tu citou agora, eu vejo que ele tem também.
02:46Outras coisas a gente é diferente.
02:47E eu passei a acreditar muito em signos, assim, quando eu e meu irmão te começam a trabalhar junto.
02:51Eu falei, cara, a gente tem muita coisa em comum mesmo, muito pensamento em comum.
02:55E eu fico feliz, assim, de trazer um pouquinho de sol, um pouquinho de luz pra vida das pessoas, né?
02:59Você tem, você tem essa energia, essa vibe.
03:01Que legal.
03:02Vitor, vamos começar.
03:03Me conta quem é Vitor Clay.
03:05Olha que pergunta profunda.
03:06Uou, já começamos com a filosofia.
03:08Eu acho que eu sou um ser em busca de alegria, um ser em busca de alegrar também, ao mesmo tempo.
03:19Um ser que pretende amar muito as pessoas e deixar isso claro, evidente.
03:24Uma pessoa também que tenta não passar por cima de ninguém, que tá apenas querendo fazer uma jornada bonita
03:30pra deixar esse lugar melhor do que quando eu recebi ele, sabe?
03:34Maravilhoso.
03:36Você não falou da sua arte, né?
03:37Isso é uma coisa que a gente, às vezes, até conversando com os convidados aqui,
03:41a gente, às vezes, se apresenta muito a partir do trabalho, né?
03:44Acho que principalmente em São Paulo.
03:45Nossa, eu gostei.
03:46E que bom que você não faz isso, porque você nasceu em Porto Alegre, certo?
03:51Sim, eu nasci no hospital em Porto Alegre, morei em Novo Hamburgo.
03:53Me considero de Novo Hamburgo, né?
03:55A cidade que eu cresci e tal.
03:56E de 10 em 10 anos eu percebo que eu vou mudando de lugares.
03:59Então, com 10 anos eu fui embora pra Balneário Camburu, aí cresci, fui até os 20.
04:03Cresceu na praia, surfando, deixando o cabelo crescendo.
04:06O cabelo, não vai contar meus poderes.
04:08Não, já conta, já vamos perguntando o que você faz pra deixar esse cabelo desse jeito.
04:12Então, olha, eu comecei a cuidar do cabelo, cara, um ano e meio, dois pra cá,
04:17e eu percebi que teve resultado.
04:19Então, é, shampoo, condicionador, comecei a comprar uns creminhos, óleo pra dar uma hidratada.
04:24Coisa que eu não fazia antes, eu cuido antes de entrar no mar.
04:26Por causa do sal, do sol, né, vai ressecando muito.
04:29Então, comecei a cuidar, eu percebi que ele começou a ficar um pouco melhor, um pouco mais...
04:32Brilhante, né, um cabelo brilhoso, assim.
04:36E, agora, desculpa, o que que você está no outro dia?
04:38Não, não, você estava me contando, você nasceu no sul, e aí você foi pra Balneário.
04:42E aí, depois, com 20 anos, eu vim pra São Paulo.
04:45E aí, tô aqui nessa, como nessa vida que tu falou, assim, mais do trabalho,
04:48vim atrás do sonho, tudo mais.
04:49Então, eu vou me movendo, assim, né?
04:52Você é filho de um pai que era tenista, né?
04:56Isso, isso.
04:57E eu vi você contando em algumas entrevistas que passou pela sua cabeça em algum momento
05:01seguir a carreira como esportista, né, como tenista.
05:04Eu queria ser tenista, Mari.
05:06Eu queria ser tenista, não queria ser músico.
05:08Tipo, eu me perguntava quando eu era pequeno, assim,
05:10o que que tu quer ser quando eu crescer?
05:11E eu já tocava violão, falava, não, eu quero ser igual meu pai.
05:13Ó, eu vou jogar Roland Garros, Wimbledon, vou ter os troféus em casa, como ele tinha, né,
05:18como ele tem, né, os troféus tão lá ainda, e eu queria ser igual a ele, assim,
05:22só que, por algum motivo, o universo, a vida, quis que meu caminho fosse por outro lado,
05:27e eu acho que fui mais pro lado da minha mãe, né, minha mãe é artista plástica,
05:31foi professora de escola pública, dando aula de artes por, meu, longos anos,
05:35e ela que despertou esse lado da música que, infelizmente ou felizmente, deu boa.
05:40O tênis ficou de canto.
05:41Como é que você foi parar na música, então?
05:42Foi por influência da sua mãe, ou você tentou ser jogador de tênis e não deu certo?
05:48É, eu tentei, no juvenil eu joguei os campeonatos brasileiros,
05:52joguei campeonatos até sul-americanos, tudo, e aí o tênis era muito difícil,
05:57meu pai já falava isso pra mim, falava, filho, o tênis é difícil,
06:00e quando eu ia pros torneios, eu era o cara que levava o violão e que fazia uma questão que ele levasse o violão,
06:04então, algum...
06:05Ligava no treino, treino de tênis e tava tocando o violão e a galera...
06:08É, os técnicos brincam até hoje comigo, eu lembro de treinando tu na quadra e tu virava a raquete, né,
06:13e ficava, tipo, viajando, assim, então, né, mas o sinal mesmo, assim, verde pra música,
06:19veio através da minha mãe, né, ela me ensinou a tocar um pianinho elétrico que ela tinha em casa,
06:23assim, um...
06:24Ah, de pilha, assim, um piano de pilha, um teclado de pilha,
06:27e ali, depois que ela me mostrou o violão, minha cabeça...
06:31Aí ela me conta, eu nem lembro direito, assim,
06:32mas ela disse que eu não brincava mais com os bonequinhos de ação, nada,
06:35só queria saber do violão, era o violão, violão,
06:37aí mais pra frente ela vir, quer ir pra uma aula de música e tal,
06:41eu, nossa mãe, super, super adoraria.
06:43E aí uma história engraçada, que a gente tava falando até das minhas mudanças de 10, 10 anos,
06:47quando a gente se mudou pra Santa Catarina,
06:50eu lembro que minha mãe me botou no carro e tal,
06:52eu tinha 10, 11 anos,
06:54e aí ela indo pra escola, assim,
06:56eu, mãe, tamo indo pra escola? Tamo indo pra escola.
06:58E eu, cara, mas que estranho, era de tarde já, eu falei, pô...
07:00O caminho era diferente.
07:01É, o caminho diferente, eu vi que...
07:04Tava rolando, sabe quando o C2N é?
07:05E aí ela me levou pra uma escola de música,
07:07ela me matriculou numa escola de música,
07:09antes da escola do ensino tradicional e tal,
07:11então, quando eu me mudei pra Santa Catarina,
07:13minha mãe, e ela me conta, hoje mais velha,
07:15ela contou, putz, eu...
07:16Uma coisa que eu prometi pra mim é que,
07:18mesmo a gente se mudando, eu jamais ia tirar da música,
07:20então, ela que foi a...
07:22E aí você se formou, você fez faculdade de música,
07:25você toca vários instrumentos,
07:26eu sei que agora você tá até produzindo, né?
07:28Sim, sim, tô com o estúdio em casa agora,
07:30Casa da Colina.
07:31Parabéns.
07:32Nossa, muito legal, Mário, eu tô...
07:34Putz, tô...
07:35Eu acho que eu tô até diferente aqui já respondendo
07:37com o C2N, porque é uma outra vida mesmo, assim.
07:39Mas eu não cheguei a cursar a música, né,
07:41como faculdade, porque saindo da escola,
07:44daí já no terceirão, mais ou menos,
07:45eu já tocava em bares,
07:48eu tocava em eventos da escola,
07:49tocava em qualquer evento que me chamava,
07:50eu tava indo.
07:51E o Armandinho, né, minha padrinhona nessa época,
07:53então, a minha faculdade da música,
07:55eu digo que é Armandinho e banda,
07:56que ele começou a me levar pra abrir shows dele,
07:58eu ia pro estúdio com ele,
08:00eu participava durante os shows dele,
08:02e, enfim, acompanhei muito,
08:04essa foi a minha faculdade da vida ali,
08:05então não deu tempo,
08:06nem deu pensar em fazer um curso,
08:08alguma coisa de produção e tal, né,
08:11dos instrumentos começou a vir com a vida mesmo,
08:13mesmo assim, sabe, Mário?
08:14De ser curioso, chato,
08:15eu vejo instrumento,
08:16eu quero pegar pra aprender a tocar.
08:17E você toca todos os instrumentos, praticamente?
08:19Os meus instrumentos principais
08:20são o violão e a guitarra,
08:22aí eu cursei violão e guitarra,
08:23fiz canto também,
08:24faço canto até hoje,
08:25depois a escola de música me deu uma bolsa,
08:28o laboratório da música de Itajaí,
08:30onde eu estudava,
08:31e eu fiz teclado
08:32e mais uma cadeira de canto eu fiz.
08:36E aí, dali pra frente,
08:37começou as viagens,
08:38as coisas começaram a acontecer,
08:39mas eu não consegui mais conciliar
08:40nenhum instrumento,
08:41fui aprendendo daí de estar no estúdio,
08:43de ver o baterista e falar,
08:44ô meu, me ensina aí um groove,
08:45vai fazendo, sabe,
08:46e metendo a mão assim mesmo, assim.
08:48Muito bom.
08:48E você, logo depois aí
08:51que você começou a levar
08:53a sua profissão adiante,
08:54você estourou com a música
08:55O Sol,
08:56que todo mundo pergunta,
08:58é chato,
08:59é chusaco,
09:00todo mundo fala sempre dessa,
09:01você tem um pouco de, assim,
09:02eu não quero ser o cara dessa música,
09:05você tem muitos hits, na verdade,
09:07você tem Pupila,
09:08tem Morena,
09:09tem Adrenalizou,
09:10tem muitos hits,
09:11mas acho que O Sol
09:12foi assim um estouro absurdo, né?
09:15É, foi a porta que se abriu
09:16e daí ali começou a vir, né?
09:18Mas sabe que eu sou,
09:20se eu penso,
09:21diferente talvez das pessoas
09:22que a gente estava pegando
09:23de referência até,
09:23porque eu acho super incrível
09:25eu ser lembrado
09:27por uma música
09:27que se chama O Sol,
09:28por ser lembrado
09:29de uma música que,
09:30bom, como tu falou ali,
09:31quando você vem,
09:32tudo fica bem mais tranquilo,
09:33eu acho que ser lembrado
09:34por uma coisa que leva à luz
09:36na vida das pessoas
09:36é a coisa mais magnífica
09:37que tem na nossa vida, sabe?
09:39Então, é o contrário,
09:40eu acho animal falar sobre o Sol,
09:42acho que ela tem uma super história
09:43de como foi criada,
09:45do momento em que eu estava,
09:46o que que acontecia,
09:47como que nasceu de fato
09:48o primeiro verso,
09:49então, eu acho...
09:51Como nasceu de fato
09:51o primeiro verso?
09:52Então, a gente,
09:53eu estava em São Paulo,
09:54eu devia ter 21 anos,
09:56é, 2016,
09:58é, por aí.
09:59E aí,
09:59tentando,
10:01o Rick Bonadio
10:02já tinha me contratado,
10:03fazia parte da gravadora
10:04do Midas, né?
10:05E eu estava aqui,
10:06estava lá,
10:06a gente tentou,
10:08acho que uns três singles,
10:09lançamos um EP,
10:10fizemos um monte de coisa
10:10e as coisas não iam,
10:11não estavam fluindo, né?
10:13E aí o Rick,
10:13com a super sensibilidade dele,
10:14um paizão para mim,
10:15falou, cara,
10:16volta lá para as áreas,
10:17lá para onde tu,
10:18né, tua família está,
10:19dá um tempo lá,
10:20e vamos, né?
10:21E aí,
10:21um dia surfando,
10:22é,
10:23eu tinha,
10:24eu tinha sempre feito um curso
10:25que um dos produtores
10:26do Rick Bonadio me,
10:26me deu assim,
10:28de graça,
10:28que foi o Fernandinho,
10:29é,
10:29e era um curso de composição,
10:30então,
10:31eu estava sempre ali
10:31tentando buscar,
10:32fazer alguma coisa
10:33que virasse um jogo,
10:34né?
10:34E aí,
10:35eu estava,
10:35bom,
10:35voltando,
10:36estava em Balneiro Camboriú,
10:37fui lá tirar um tempo,
10:37estava voltando surf,
10:38um dia de altas ondas,
10:40mas estava meio cinzento,
10:41assim,
10:41o céu e tal,
10:42e eu peguei a altas ondas,
10:43eu voltando para a praia,
10:44eu pensei,
10:44caramba,
10:45velho,
10:45podia ter um solzinho hoje,
10:46assim, né?
10:47Que estava,
10:47aquele clima meio mais sombrio,
10:49assim,
10:49eu gosto mais da luz,
10:50assim,
10:50e eu fiquei brincando com ele,
10:52conversando com ele,
10:53eu só,
10:53não esquece de nós aí,
10:54nós estamos aqui,
10:55estamos aqui pegando as ondas,
10:56ilumina nós aí,
10:57e eu estava na mesma época
10:58brincando no GarageBand,
10:59sabe?
11:00Aquele que tem no celular,
11:01assim,
11:01era no iPhone 6,
11:02da Apple,
11:04é,
11:04ele vem junto com o iPhone,
11:06e aí eu estava brincando nisso,
11:07estava gravando algumas coisas em casa,
11:09aí eu falei,
11:09nossa,
11:10eu vou pegar essa ideia
11:10que eu estou,
11:11que eu vim da praia,
11:12e vou tentar gravar uma coisa
11:13bem simples,
11:14aqui rapidão no GarageBand,
11:16e aí eu estava ouvindo o Incubus,
11:17na época até, né?
11:18Então,
11:18que é aquela música Drive,
11:20sabe?
11:22E ela é bem,
11:23e eu peguei aquilo ali de base,
11:28a diferença é que o Incubus
11:29tem os acordes mais fechados,
11:30assim,
11:30quase mais em pestana,
11:32e o sol eu fiz abertos,
11:33em misão aberto,
11:34com as cordas soltas e tal,
11:35eu gosto muito dessa coisa
11:36do violão com as cordas soltas,
11:38e aí eu comecei a tocar aquilo,
11:39e ali,
11:40tipo,
11:41eu comecei a cantar aquela coisa
11:42que eu vinha pensando
11:42caminhando na praia,
11:43né?
11:43Eu acho que eu sou muito literal
11:44na hora que eu vou escrever,
11:45assim,
11:45sabe?
11:46É,
11:47né?
11:47Tipo,
11:47é bem o que eu estava pensando.
11:48Você acha que você é muito literal?
11:50Eu acho que eu sou meio metafórico,
11:51porque eu brinco com as coisas da natureza,
11:53mas se tu parar para ler as letras,
11:56assim,
11:56é o que eu estava querendo dizer mesmo,
11:58eu acho que não tem para onde eu fugir,
11:59assim,
11:59né?
12:00Se tu vai ouvir Pupila,
12:01por exemplo,
12:01como que eu vou dizer para ela
12:02que eu gosto do seu cheiro,
12:03da cor do seu cabelo,
12:04que ela faz minha Pupila dilatar,
12:05tá dito,
12:06sabe?
12:07E eu sei que quando a pessoa
12:08que eu escrevi isso ouviu,
12:09falou,
12:09é para mim,
12:10porque está ali,
12:10não tem...
12:11Para quem você escreveu essa música?
12:12Nossa,
12:13essa aí,
12:14essa vai morrer comigo.
12:15E off,
12:15conta para mim,
12:16off!
12:17Essa vai morrer comigo,
12:18Mari.
12:19Jura?
12:20A pessoa sabe?
12:21Sabe?
12:22Sabe,
12:23sabe.
12:23Você contou para ela
12:24antes de estourar ou depois?
12:26Eu contei antes,
12:27antes.
12:28Na verdade,
12:28eu não contei,
12:29mas a música,
12:31que contou para ela
12:31e ela sacou.
12:32A música que contou para ela
12:32e ela sacou.
12:33Mas ela perguntou,
12:34ela confirmou?
12:35Você confirmou para ela?
12:36É, sim,
12:37confirmei.
12:38Então vamos pensar uma coisa aqui,
12:39se a pessoa já sabe,
12:40você já confirmou para ela,
12:41por que você não conta para a gente?
12:42E por que?
12:44Porque envolve a vida dela.
12:46Não, está certo.
12:46Também, né?
12:47Tudo que estiver envolvido,
12:48só minha vida,
12:49eu falo tudo,
12:49não tem problema nenhum.
12:50Mas isso envolve a vida
12:51dessa pessoa também,
12:52e aí vai dar umas complicações lá.
12:54Mas voltando para o sol.
12:56Voltando para o sol.
12:57O cara terão.
12:57A verdade é que você não queria
12:58nem gravar mais essa música,
13:00essa música quase não saiu?
13:01Ah, eu acho que eu sei.
13:02Então a história é que
13:03quando eu gravei ela ali,
13:05enfim,
13:05deu vários sinais,
13:06cara,
13:06todo mundo ouvia essa guia
13:08que eu fiz no GarageBand,
13:09falava,
13:09caraca,
13:09que música.
13:10E eu mandei uma mensagem para o Rick.
13:11Falei,
13:12ô Rick,
13:12fiz uma música aqui e tal.
13:13E aí eu acho que é esse o ponto
13:14que estava tocando até agora.
13:16Ele falou,
13:16ah, legal.
13:17Mandou uma mensagem rápida,
13:18sabe?
13:19Mandei um sol para o cara,
13:20ele,
13:20pô,
13:21ah, legal.
13:21Aí eu falei,
13:22não é possível.
13:22Hoje ele mandaria um joinha,
13:24assim do...
13:24Talvez ele só daria aquela
13:25curtida da mensagem.
13:27Dá um joinha na mensagem.
13:29E eu falei,
13:30caraca,
13:30e eu fui chato,
13:31cara.
13:31Não tocou,
13:31não tocou nele.
13:32É,
13:33eu achei,
13:33pô,
13:33não pegou no cara,
13:34mas eu fui chato,
13:34fui atrás dele,
13:35falei,
13:35mano,
13:36olha aqui,
13:36Rick,
13:36ele,
13:37pô,
13:37Vitão,
13:37tu gostou dessa música mesmo?
13:39Ele,
13:39meu,
13:39desce lá no estúdio,
13:40lá,
13:40grava uma guia aí,
13:41como tu fez no GarageBand,
13:42aí no teu celular,
13:42e vamos ver o que a gente faz.
13:44E aí,
13:45enfim,
13:45dali pra frente.
13:46E aí você tava certo,
13:47então,
13:48o negócio estourou.
13:49Só que eu não imaginava
13:49que ia ser assim,
13:50não imaginava de forma alguma.
13:52Uma das nossas conversas
13:54até com o Rick,
13:54eu brinquei com ele,
13:55eu falei assim,
13:56a gente gravou um clipe
13:57lá do B,
13:58que apareceu um monte de gente,
14:00aí ele,
14:00com a experiência dele,
14:01falou,
14:01Vitão,
14:01se botasse na internet
14:02e o clipe der milhões,
14:04vão derrubar nosso clipe,
14:05aparece um monte de gente,
14:06os rostos e tal,
14:07né,
14:07eu nem sabia,
14:07nem tinha essa experiência,
14:09nada.
14:09Ah,
14:10eu falei,
14:10ô Rick,
14:11se esse clipe der um milhão,
14:12eu tô feliz já,
14:13um milhão de views,
14:14nunca tinha tido um milhão de views,
14:15nada, né,
14:16e aí,
14:16caraca.
14:16Deu 350 mil milhões,
14:19não é isso?
14:19350 milhões de visualizações,
14:21o negócio assim.
14:21O homem que fez o clipe tá ali,
14:23é o Tony,
14:23ele que...
14:24Olha,
14:24parabéns também,
14:25viu Tony?
14:26300 e poucos milhões,
14:27né?
14:27321 milhões.
14:28Resumindo,
14:28eu estaria ferrado hoje,
14:29já teria um...
14:30Tá ganhando dinheiro
14:31com o sol até hoje?
14:32Sim.
14:33Ah, bom.
14:33Isso aqui é importante.
14:34Tá sempre pingando lá.
14:36Nós estamos onipresente,
14:38pingando.
14:39Agora,
14:39me conta uma coisa,
14:39é verdade que você trabalhava
14:41com jingles de publicidade.
14:42Sim.
14:43Caraca,
14:44obrigado por falar disso,
14:46cara,
14:47até que enfim.
14:48Por quê?
14:49Ninguém fala disso?
14:50Ninguém fala disso.
14:51As pessoas normalmente
14:52vêem a história muito
14:53do sol pra frente,
14:54não do sol pra trás,
14:55né?
14:55E a verdade é que tem aquela frase,
14:57né?
14:57O sucesso da noite pro dia
14:59levou anos pra acontecer,
15:00então esses anos
15:01que antecedem
15:01são muito bonitos,
15:03tem muita história legal.
15:04Os jingles é uma delas,
15:05né?
15:06Eu conheci um produtor
15:07que se chama Jiba Mugen,
15:08e ele me conheceu
15:09num desses barzinhos da vida,
15:11e rolê que tocava
15:12com outros artistas e tal.
15:13E ele falou,
15:14cara,
15:14tu escreve?
15:14Eu falei,
15:14pô,
15:15escreve e tal.
15:15Cara,
15:15se eu te chamar pra gravar
15:16uns jingles aqui,
15:17que eu recebo um monte
15:17de empresa,
15:18ele é produtor de estúdio,
15:20né?
15:20E tal.
15:20Eu recebo um monte
15:21de empresa
15:21querem fazer jingle
15:22e precisa de gente
15:22pra escrever letra.
15:23Tu faria?
15:24Eu falei,
15:24opa.
15:24Ah,
15:25você compunha as músicas.
15:26Então eu escrevia as músicas,
15:27cantava as músicas,
15:28fazia as melodias,
15:28gravava violão,
15:30dava ideia da produção
15:30ali junto com o Jiba e tal.
15:32Fiz um monte de jingle
15:33lá pro pessoal
15:34mais do sul,
15:35né?
15:35Nossa,
15:36eu fiz jingle
15:36até na época,
15:37eu lembro que teve um
15:37que lá atrás
15:38eu nem imaginava
15:39que isso ia acontecer,
15:40que era essas moedas
15:40de tal que fala,
15:42né?
15:43Essas moedas...
15:43Tipo cripto?
15:44É,
15:44tipo cripto,
15:45essas coisas.
15:45Eu nem lembro...
15:46Bitcoin?
15:46É,
15:47tipo isso,
15:47era um outro nome.
15:48Eu fiz um jingle
15:48pra uma marca disso
15:49que tinha um aplicativo
15:50super bonito.
15:51Tava lá minha música
15:52cantando meio que em inglês
15:53umas coisas assim,
15:54meio folk,
15:54eles gostavam.
15:55Nossa,
15:55eu fiz cada coisa,
15:56pra jornal,
15:58pra empresa,
15:58de tudo que eu imaginava.
15:58Gostava de trabalhar
15:59com publicidade?
16:01A grana era boa.
16:02A grana que é boa,
16:02é verdade.
16:03A grana era boa,
16:03porque eu ganhava
16:04cem reais no bar.
16:06E publicidade,
16:06às vezes,
16:07pingava uns quinhentos,
16:08teve uma que pingou
16:08uns mil contos,
16:09eu falei,
16:09poxa, velho...
16:10Pô, lógico,
16:10isso é bem melhor, né?
16:12Bem melhor,
16:12bem melhor.
16:13Agora,
16:14você falou algumas vezes
16:15do Rick, né?
16:16Você continua
16:17com essa parceria com ele?
16:19Ah,
16:19minha parceria com o Rick
16:20da vida pessoal
16:21vai ser eterna,
16:21porque ele é quase
16:22um pai pra mim, sabe?
16:23Porque você saiu agora da...
16:28É um bate-papo,
16:29não fala em cima do outro,
16:30não tem problema nenhum.
16:31Então,
16:32eu acabei seguindo
16:33meu caminho independente,
16:35e isso eu falei pra ele
16:36até quando a gente
16:37foi se desligar,
16:38profissionalmente,
16:39porque eu queria
16:39experimentar coisas novas,
16:41eu tava ali há 10 anos
16:41já com ele,
16:42e amo,
16:43ele é um baita produtor,
16:45uma baita pessoa.
16:46Pô,
16:47eu sei que existe
16:47um monte de coisa aí
16:48nas internets da vida
16:49que eu já vi
16:49até uns recortes,
16:51assim,
16:51das experiências de pessoas
16:52que tiveram com ele,
16:54ah,
16:54que não foram tão legais e tal,
16:55mas a minha experiência,
16:56que é o que eu posso falar,
16:57que eu tenho o poder de fala,
16:57foi incrível.
16:59Tanto é que eu tava
16:59na casa dele,
16:59acho que semana passada,
17:00lá,
17:00nós trocando ideia,
17:01é um cara que foi
17:02muito essencial na minha história,
17:04é um cara que tem
17:04uma super visão,
17:05um super feeling,
17:06mas chegou a hora
17:07de eu seguir meu caminho,
17:08hein, meu irmão,
17:08a nossa galera,
17:09do nosso jeito,
17:10assim,
17:10se arriscar,
17:11experimentar,
17:12fazer umas cagadas,
17:13aí descobrir o porquê que fez,
17:15entendeu,
17:15e evoluir,
17:16e eu tô felizão,
17:17assim,
17:17independente.
17:18E o que que,
17:19mas aconteceu alguma coisa
17:20pra você ter tomado
17:21essa decisão?
17:21Você queria mais liberdade?
17:23Você queria agir de um jeito diferente?
17:25É, claro,
17:25acho que sempre acontecem coisas
17:27quando a gente toma
17:28uma decisão, né,
17:30e o que aconteceu
17:31pra mim
17:31é comigo mesmo,
17:33sabe,
17:33eu queria experimentar
17:34novos produtores,
17:35eu queria experimentar
17:36novas sonoridades,
17:37eu queria me arriscar,
17:39eu queria ver
17:40como é que o nosso time
17:40trabalhava entre nós,
17:42assim, sabe,
17:43e é isso,
17:44assim,
17:45fazer uma coisa mais,
17:45cara,
17:45eu diria até que mais caseira,
17:47assim, mesmo,
17:47sabe,
17:48e experimentar isso,
17:49e é o que aconteceu agora
17:50nesse último álbum,
17:52né,
17:52as pequenas grandes coisas,
17:53assim,
17:53que eu tô muito feliz,
17:54assim,
17:54porque eu acho que
17:55é muito importante
17:56a gente viver,
17:58assim,
17:59de fato,
18:00com a nossa própria
18:01experiência,
18:02né,
18:02bem artesanal,
18:04a gente botando a mão
18:04nas coisas,
18:05e às vezes eu lembro dele
18:06direto,
18:07falo,
18:07putz,
18:07o Rick devia se ferrar
18:09fazendo tal coisa aqui,
18:10e tal,
18:10então é mais isso,
18:11assim mesmo,
18:12assim,
18:12uma liberdade mais artística
18:14e de,
18:14se eu fosse dizer,
18:15experimentar novos mundos,
18:16assim.
18:17A última coisa que eu quero
18:18perguntar dessa história
18:19do Rick
18:19é sobre a história
18:20do paraquedas,
18:21como é que foi isso?
18:22Sim,
18:22o paraquedas já adrenalizou,
18:24é que o clipe da música
18:25foi gravado,
18:26tem um salto de paraquedas
18:27com profissionais,
18:28obviamente,
18:29a gente ensinou lá
18:30como se fosse dublês,
18:31só que no dia,
18:33os caras falavam pra mim,
18:33meu,
18:33se tu quiser pular de paraquedas,
18:34a gente faz o salto contigo,
18:35cara,
18:37de repente,
18:37o meu irmão,
18:38ô,
18:38o Rick quer falar contigo
18:39aqui no telefone,
18:40cara,
18:41dá um esporro,
18:41assim,
18:42esporro de pai,
18:42legal,
18:43assim,
18:43sabe,
18:44não vai pular de paraquedas
18:45coisa nenhuma,
18:46não durante o clipe da música,
18:48não sei o que mais,
18:49e aí,
18:50demorou,
18:51cara,
18:51e achei legal,
18:52assim,
18:52foi de certa forma,
18:53muito amor,
18:54assim,
18:54né,
18:55e teve outra,
18:55quando a gente foi andar de avião,
18:57os aviões pequenininhos,
18:58a primeira vez teve um show aqui,
18:59corre pra lá,
19:00aí,
19:00quando pousa o avião,
19:01liga a mulher do Rick,
19:02a Paulinha,
19:02ela,
19:03Vitor,
19:04ó,
19:04o Rick tava aqui apavorado,
19:06que tu foi,
19:06passou,
19:07foi com um aviãozinho pequeno,
19:08pra não sei onde,
19:08ele,
19:08ô,
19:09velho,
19:09pegou o telefone,
19:10ô,
19:10faz isso comigo,
19:11não,
19:11mano,
19:11não vem com essas coisas aí,
19:13cara,
19:13pô,
19:13tem muito tempo de carreira,
19:15não precisa ficar fazendo coisa rápida,
19:17não,
19:17vai com calma e tal,
19:18legal pra caramba,
19:19tem relação com ele,
19:20é linda,
19:20você não tem medo,
19:21eu tenho medo,
19:21hoje eu tô começando a ficar mais medioso
19:24pra essas coisas,
19:25mas antigamente eu ia,
19:26assim,
19:26tava vivendo aquilo pela primeira vez,
19:28a música indo,
19:28você tá com quantos anos?
19:3031.
19:3131,
19:31é,
19:32agora você já tá começando a ter um pouquinho de medo,
19:34mas quando a gente tem 20 e poucos anos,
19:35a gente não tem medo de nada.
19:36só vai,
19:37só vai,
19:37só vai,
19:38só vai.
19:39Vitor,
19:39vamos falar da sua carreira,
19:40nesse momento agora,
19:41né,
19:42como é que você se define,
19:43assim,
19:43musicalmente,
19:44né,
19:44depois dessa trajetória toda,
19:45você viu que o meu estúdio é roxo,
19:47eu sei que você teve a sua fase roxa,
19:48que tem então,
19:50e agora,
19:51o sofá mais azulado,
19:52tem grande agora,
19:53então,
19:53é,
19:54e eu sei que você tem uma coisa com as cores,
19:56tem toda uma,
19:57né,
19:57uma narrativa ali por trás da construção,
20:00como é que você se define musicalmente,
20:02e como é que é essa parte toda conceitual,
20:04que você traz pra,
20:05né,
20:06pra sua narrativa?
20:07É que,
20:07na verdade,
20:08as cores,
20:08elas aparecem,
20:09assim,
20:09pra mim,
20:09sabe,
20:10eu acho que não foi uma coisa que eu fui atrás,
20:12eu quero fazer um disco que tem uma cor e tal,
20:14mas na bolha,
20:15isso ficou muito evidente pra mim,
20:17assim,
20:17os sinais,
20:18as coisas que eu comecei a ver,
20:19coisas espirituais também,
20:21assim,
20:21né,
20:21como,
20:22putz,
20:22a blindagem da bolha roxa,
20:24de,
20:24putz,
20:24entrar no universo ali onde eu habitava muito,
20:27e o que eu queria ficar naquele lugar ali,
20:28que eu me sentia bem,
20:30e aí o roxo começou a aparecer,
20:32e depois do roxo,
20:33essa coisa das cores começou a ficar mais evidente,
20:35assim,
20:35né?
20:35Mas começou a aparecer como?
20:37Na sua cabeça,
20:37como uma intuição,
20:39um sonho,
20:39se você tem essa conexão meio com o lado oculto,
20:45não tão metafísico ali,
20:47mas metafísico,
20:48quer dizer...
20:48É,
20:49exato,
20:49é como se eu visse que,
20:52tipo assim,
20:53putz,
20:53tem hora que parece que eu começo a sonhar com coisa roxa,
20:56eu comecei a pensar,
20:56comecei a ver coisa mais roxa,
20:58eu comecei a escrever canções que tinham muito das,
21:00de,
21:00por exemplo,
21:01árvore de jacarandá,
21:02que dá folhas roxas,
21:03e essas coisinhas dentro da minha cabeça,
21:05elas têm um porquê de estar aqui,
21:06como se fosse mesmo um monte de sinal aqui aéreo,
21:10e eu resolvi captar esses sinais,
21:11eu peguei isso,
21:12e outra pessoa poderia ter pego,
21:14talvez,
21:15mas eu achei que,
21:16tipo assim,
21:17e eu sonhei que o álbum tinha que ser roxo,
21:18a bolha falando,
21:19eu sonhava nitidamente,
21:21era uma parede branca,
21:22e no fundo eu chegava,
21:23tinha um álbum roxo,
21:24que tinha uma foto,
21:25que era um círculo no meio,
21:26então,
21:27tudo isso foi aparecendo,
21:28eu fui ficando talvez mais sensível para isso,
21:30e eu percebi que deu super certo,
21:31assim,
21:32tanto é que esses dias eu fui até procurar uma coisa no Google,
21:34lá,
21:35nossa,
21:35e apareceu,
21:36porquê que o Vitor Clay só usa roxo?
21:38Tinha lá.
21:38Tem um gosto meio roxo.
21:40Porquê que você só usa roxo?
21:42Eu comecei a virar quase que um,
21:44uma,
21:45um gesto de,
21:47de agradecimento,
21:48e um ritual mesmo,
21:49com a cor roxa,
21:50eu comecei a,
21:51a,
21:51a,
21:51a entrar nesse mundo e falei,
21:52bom,
21:52vou só me vestir de roxo,
21:54eu quero só usar roxo,
21:55é,
21:55nosso palco vai ser roxo,
21:56as luzes vão ser roxas,
21:57e vai,
21:58vai,
21:58vai,
21:58vai,
21:58vai,
21:58e eu botei na minha cabeça que quando eu pisasse fora de casa,
22:01eu tinha que usar roxo,
22:02tinha que aparecer nas televisões,
22:03roxo,
22:03enfim,
22:04e aí aquilo ali eu vi que começou a dar uma graça,
22:06daí agora,
22:07não fugindo do lado mais racional da coisa,
22:09eu comecei a ver que as pessoas,
22:10tá,
22:11meu,
22:11porquê que você usa roxo?
22:11Falei,
22:12bom,
22:12é isso,
22:13é isso que eu queria causar.
22:14Então,
22:15comecei a,
22:16a entrar nesse mundo,
22:17e começou a fazer muito sentido pra mim,
22:19e a bolha,
22:19eu acho que foi um álbum até que foi muito abençoado,
22:21com indicações,
22:22a,
22:23coisas incríveis,
22:24assim,
22:25justamente porque teve essa,
22:26talvez essa sintonia do universo,
22:28assim,
22:28né,
22:28eu captei isso,
22:29e dali pra frente eu comecei a viajar,
22:31né,
22:31tipo,
22:31as pequenas grandes coisas é azul,
22:33por causa de uma sequência de ordem do arco-íris,
22:35né,
22:35perfeito,
22:35esse último álbum tem a última música,
22:37se chama arco-íris,
22:38e eu decidi seguir um trajeto do arco-íris,
22:41né,
22:41sai do roxo,
22:42entra nos tons de azul,
22:43é,
22:43vamos ver se o verde aparece daqui a pouco,
22:45mas...
22:46Você já tá pensando num próximo...
22:48É,
22:48na verdade,
22:49é muito engraçado,
22:50assim,
22:50mas eu acredito que a gente tem movimentos na vida
22:53que vão levando a gente também a chamar as coisas,
22:55né,
22:56então,
22:56o roxo apareceu por uma causa,
22:58ou azul por outra causa,
22:59eu me desligo de uma gravadora,
23:00começo a viver de uma forma independente,
23:02ou seja,
23:02eu comecei a ver um céu azul,
23:04eu me mudo pro interior,
23:05onde eu consigo ver o céu,
23:06sabe?
23:07Quando você se desligou da gravadora,
23:09você começa a ver o céu azul.
23:10É.
23:11O que você quer dizer com isso?
23:12Que eu saio do roxo e entro no céu azul,
23:14eu acho que eu tava num momento de aprendizado,
23:17de coisa de...
23:18mais espiritual,
23:20mais entendendo as coisas,
23:22eu diria,
23:23e quando eu entro no céu azul,
23:25o que o azul me remete?
23:26Cara,
23:26tu tá meio que livre,
23:27é tu voando no céu,
23:29e quando tu voa no céu,
23:30não tem muito alguém te guiando,
23:32tu é um pássaro,
23:33tá ligado?
23:33Se eu quiser voar por cima,
23:35por baixo da arrasante,
23:36até a atmosfera,
23:38eu posso ir,
23:39saca?
23:39E eu não tô dizendo que isso é positivo,
23:41nem negativo,
23:41ele apenas é.
23:42Então,
23:43eu tô tentando fazer desse céu azul,
23:44um voo bonito,
23:45assim,
23:45né,
23:46por agora,
23:46mas,
23:47é,
23:47foi a cor que eu comecei a ver,
23:49sabe,
23:49depois que eu comecei a seguir mais independente,
23:51assim.
23:51As suas músicas têm muito essa,
23:54a gente falou até do seu jeito,
23:55você é assim,
23:56né,
23:56você é meio good vibes,
23:58assim,
23:58você tem toda essa,
24:00você,
24:00o tempo todo é assim?
24:02Não,
24:03não,
24:04não,
24:04não,
24:04não,
24:05não,
24:05não,
24:05não,
24:05não,
24:05não,
24:06não,
24:06não,
24:06não,
24:06não,
24:07não,
24:07não,
24:07não,
24:08não,
24:08não,
24:08não,
24:08não,
24:09tem os meus momentos de desafio,
24:12sabe,
24:13mas,
24:14e claro,
24:14eu acho que todo mundo tá aqui pra ser feliz,
24:19mas não sempre,
24:20sabe,
24:20eu acho que ser feliz não é um caminho único,
24:24existem várias ramificações,
24:26existe a tristeza,
24:28existe a saudade,
24:30existe a dúvida.
24:32E você externaliza também esse outro lado,
24:36né,
24:36que eu tô vendo a sua mão,
24:37tá escrito luz,
24:38tem o seu lado luz,
24:40como é que você lida e como é que você externaliza o seu lado sombra?
24:47Acho que até pouco tempo atrás eu não externalizava muito,
24:50acho que tinha muito,
24:52quase que uma jogada até meio comercial,
24:54sem a gente pensar muito,
24:55mas que tava inserido em nós,
24:56que, putz,
24:57o Vitor é o cara do sol,
24:58o Vitor é o cara good vibes,
24:59o Vitor é o cara que escreve músicas só pra cima,
25:01só alegria,
25:03e chegou uma hora que eu comecei a ver que eu não sou assim sempre,
25:06sabe?
25:06Claro,
25:07ninguém é, né?
25:07E que ninguém é,
25:08é como eu falei,
25:09eu acho que a vida não é uma,
25:10a felicidade,
25:11a vida não é só felicidade,
25:13né?
25:14E aí eu acho que começa uma coisa de amadurecimento,
25:16do tempo,
25:17da idade,
25:17que eu começo a ver,
25:18cara,
25:18eu fico triste quando eu perco alguém que eu amo,
25:22eu tenho minhas canções que eu tava em dúvida de muita coisa lá,
25:26e que eu não sabia se essas coisas iam dar certo,
25:27e que eu escrevi essa música,
25:28eu não vou lançar porque as pessoas,
25:29só me veem como o cara good vibe,
25:32não,
25:32é só uma música linda também,
25:34que vai conversar com outro sentimento das pessoas,
25:36né?
25:36Então eu comecei a botar pro mundo isso,
25:38acho que começou a vir,
25:39tem o Dia de Amanhã,
25:41que é uma música que eu escrevi pra um primo meu que faleceu num acidente de carro,
25:44tem o Meu Quisito é Saber Viver,
25:45que é uma música que fala exatamente isso,
25:48tem vezes que eu não tô bem e tá tudo bem,
25:49por que que é só comigo que isso não é normal?
25:51Porque teve um dia que eu falei pro meu irmão,
25:53que é a pessoa que mais vive comigo,
25:54que ele entrou no quarto e falou,
25:55tu não tá bem, cara?
25:56Eu falei, pô, velho, tô meio estranho.
25:58Ele, ô, mas logo tu?
25:59Eu falei, pô, só...
26:01Fala uma cobrança de que você tem que estar sempre bem,
26:03sempre colocando...
26:05Eu acho que existia, existia.
26:05Não sei se uma cobrança,
26:06mas às vezes uma expectativa, né?
26:07Vamos colocar assim.
26:08Eu sabia que eu acho que é uma boa pergunta pra fazer pra galera,
26:11porque eu vejo que a galera me vê assim, sabe?
26:12As pessoas que não são, assim,
26:14os fãs mais perto de mim,
26:16os fãs que são perto de mim,
26:16eles me conhecem de cabo a rabo, né?
26:18É.
26:19Mas eu acho que as pessoas que conhecem meu som, assim, por alto,
26:21eu acho que eles têm essa impressão, assim.
26:23Talvez até quando eles escutam umas músicas um pouco mais melancólicas,
26:26eles falam, como assim?
26:27É o cara lá do sol.
26:28É, pô.
26:29Porque a gente, como ser humano, é assim na vida.
26:31Sim, somos seres complexos e que tem, né?
26:34E eu acho lindo isso.
26:35Eu acho tão lindo.
26:36E eu acho que talvez até o que eu me arriscaria a dizer
26:38é que as pessoas devem abrir mais a mente pra isso.
26:40Porque quando uma pessoa que é super vista
26:43como uma pessoa solar e que é só alegre
26:46pega e mostra o outro lado e fala,
26:47opa, essa pessoa tem coragem.
26:49Ela tá querendo conversar comigo.
26:50Ela tá querendo falar de outras coisas da vida dela.
26:52Então talvez pros ouvintes,
26:54quando ouvirem coisas mais do nosso baú,
26:57da alma ali, dos sentimentos,
26:58pô, pensem que é um ato de super coragem
27:00e que a gente tá querendo conversar com as pessoas
27:02sobre esses sentimentos também, né?
27:03Sim, total.
27:04Você comentou que tem uma música
27:06que você escreveu pra um primo seu que faleceu.
27:08Sim.
27:08E eu sei que recentemente você perdeu seu pai.
27:10Sim.
27:11Você tem uma música também que você dedicou a ele,
27:13que você escreveu, ele era vivo, certo?
27:15Ele era vivo, é.
27:16Você fez junto com o professor Clóvis de Vasco, pode ser isso?
27:19Isso, Fitch.
27:20Como é que é essa história?
27:21Primeiro que eu adoro o professor Clóvis.
27:23Nossa.
27:23Eu sou super fã dele.
27:24O professor é demais.
27:25Ele é maravilhoso.
27:26Ele é maravilhoso.
27:26Como é que foi você ter escrito essa música junto com ele
27:30e como é que isso chegou a ser uma dedicatória pro seu pai?
27:34E aí quero entender também um pouco como foi essa perda pra você.
27:36Sim, o meu pai, ele sofre de depressão desde antes de eu nascer.
27:39Sofria, né?
27:40Tá.
27:40De depressão desde antes de eu nascer.
27:42E aí eu fui entender isso mais tarde e tal, né?
27:45E eu convivi com essa doença do meu lado, né?
27:47No quarto do lado, como eu falei antes até do meu irmão,
27:49na parede do lado por muito tempo, assim.
27:51Então eu via meu pai na cama, via meu pai sem vontade de viver,
27:55via meu pai com os olhos pelo mundo com muita amargura,
28:00com muita, com muito medo, com muita tristeza, com muito, não, sem esperança, assim, sabe?
28:07Ele falava pra vocês sobre, pra vocês, né, sobre isso.
28:09Você e mais um irmão.
28:11Sim, eu e meu irmão, Bruno, que é meu empresário.
28:12É, que vive comigo direto.
28:14E chegou uma hora que ele começou a falar.
28:16Eu falava.
28:16Quando a gente era mais novo, não tanto, sabe?
28:18E depois que a gente passou a compreender,
28:20começou a poder somar também em questão financeira,
28:24questão de poder, porque, né, é uma grana que vai e tudo mais.
28:28Eu acho que quando a gente começou a tomar conta um pouco mais ali da casa,
28:31o pai começou a se sentir mais à vontade pra falar, assim.
28:33Antes eu lembro que era uma coisa muito dele, assim,
28:35que ele tentava resolver do jeito dele.
28:37E a gente passou, né, financeiramente a ajudar,
28:39obviamente que pessoalmente também, com conversas, né, espiritualmente,
28:43de toda forma, assim.
28:44E aí ele começou a se abrir mais, assim.
28:46E vou te falar, assim, na minha opinião, é um inferno na terra, sabe?
28:49O que meu pai tinha dentro da cabeça dele é, literalmente, um inferno, assim.
28:53E ainda numa época em que não se falava muito de saúde mental,
28:57a depressão, falar de depressão não era comum, né,
29:01tratamento, né, com psiquiatras, com psicólogos também era um tabu, né?
29:07Ele tinha tratamento, ele tinha suporte?
29:10Sim, totalmente.
29:11A gente foi atrás de todo o suporte possível, de todos, né,
29:14ele tinha o médico dele lá, então, psiquiatra, terapia, tudo.
29:17E a gente foi, quando a gente viu que as coisas estavam se agravando,
29:20a gente foi tentando correr atrás de outras alternativas também,
29:23espiritualmente, falando coisas de ir pra clínicas e tal.
29:28E era uma coisa que eu via que tinha muito, assim,
29:29meu pai, né, um cara bem mais velho, assim,
29:32ele tinha um pouco dessa vergonha, sabe, da doença, assim, de conversar.
29:36Acho que até, talvez, os companheiros dele ao redor,
29:39assim, não entendiam muito bem, talvez não admitiam, assim.
29:42Mas, cara, foi uma coisa que foi criada ali,
29:44que era um sofrimento diário, sabe, desde de manhã até à noite,
29:48e no fim desses últimos três anos, assim,
29:51foi muito sofrido pra ele, tava sofrendo demais,
29:53então, eu costumo dizer que o pai descansou, assim.
29:55A gente fez tudo que a gente podia,
29:57acho que até com a arte, sabe,
29:58eu escrevi uma música lá atrás que era Farol,
30:01a música que eu escrevi não era,
30:03tava inconscientemente, eu acho,
30:04essa história da depressão na minha cabeça,
30:05e acabou saindo, sendo vomitada, como a gente fala, em Farol,
30:09e foi uma música que ajudou muito ele,
30:10eu gravei o clipe com ele, fazendo uma surpresa pra ele e tal,
30:13e ajudou muito ele naquela época.
30:14A Vai Por Mim, eu escrevo em 2018,
30:16que é a música que tem o feat do Clóvis de Barros,
30:19meu pai tava numa crise, assim,
30:21e, putz, eu escrevi a música mesmo, assim,
30:23vomitei ela, assim, saiu,
30:25e, basicamente, como eu te falei,
30:26de ser literal, é muito isso, né?
30:27Um dia eu vi você chorar, e aquilo me machucou tanto,
30:33que hoje já não choro mais.
30:35A porta estava entreaberta, a luz do dia iluminava a sua triste solidão, né?
30:38Me escuta, pai, tá tudo bem, aonde você vai, eu vou também,
30:41a culpa não é sua, disso eu sei,
30:43vê se não tenta nenhuma bobagem, né?
30:45Meu pai já tinha pensamentos...
30:46Suicídios.
30:47É, bem ruins, assim,
30:49e aí a música saiu, assim, de uma forma bem do que eu vi, assim, como filho, né?
30:53E aí, quando eu tava criando ela,
30:54até eu criei também boa parte dela no Garage Band,
30:57eu vi uma entrevista do professor Clóvis com a Bujanra, pai, né?
31:01E ele fala do que é a vida,
31:03de potência sobre potência,
31:05e, no fim, de várias perguntas do que é a vida,
31:07o professor Clóvis fala dor e sofrimento, se você preferir,
31:10porque eu não lembro de ter sofrido antes de nascer,
31:12e tenho a nítida impressão de que não sofrerei depois de morrer.
31:14E aquilo decifrou muito o que eu sentia que meu pai sentia, né?
31:18Perfeito.
31:19E aí, a música ficou parada no tempo,
31:22acho que até por eu não ter tanta coragem de mostrar pro mundo ainda,
31:25talvez de não mostrar pro pai, pra família,
31:27e agora, nas Pequenas Grandes Coisas,
31:29essa decisão, ela veio em comum com os produtores do álbum, né?
31:32Com o meu irmão, com a minha família mesmo,
31:34e quando começou as produções, meu pai ainda tava vivo, sabe?
31:37E ele não chegou a ouvir,
31:39porque eu queria deixar ela pronta,
31:40eu tinha uma ideia, sabe, de levar ela no estúdio,
31:42botar nas caixas de som,
31:44falar, meu, fica sozinho aí, fica à vontade,
31:46vou botar um som aqui,
31:47e só que não deu tempo, assim, sabe?
31:49Ele morreu do quê?
31:50Ele morreu com uma trombo embolia pulmonar.
31:53Tá.
31:54Mas o que levou isso foi as crises de ansiedade,
31:57eu acredito, e muito da depressão,
31:59que foi debilitando muito ele fisicamente, né?
32:02Ficava muito tempo na cama,
32:04não saía mais pra ver as pessoas,
32:06pra trabalhar e tudo mais,
32:07e acabou que isso eu vi que,
32:10pelo menos o que eu acredito,
32:11é que na hora que precisou um pouquinho do físico,
32:14não teve, assim, sabe, né?
32:15Certo.
32:15Eu tava viajando no acontecimento,
32:18enfim, não consegui ter a oportunidade, assim,
32:20de tá lá pra dar o auxílio necessário,
32:22mas são coisas da vida,
32:24tudo tem um porquê, assim, né?
32:26Eu acho que o bonito dessa música é que,
32:28em um dos encontros com o professor Clóvis de Barros,
32:29quando eu encontrei ele,
32:30eu mostrei a primeira parte,
32:32que era as respostas dessa entrevista dele,
32:34e quando ele ouviu e soube da história do pai,
32:36ele falou, cara,
32:37a gente precisa terminar isso pra cima,
32:38a gente precisa terminar com alegria,
32:40do jeito que a gente quer que teu pai viva, sabe?
32:43E o professor compartilhou também
32:44algumas experiências dele,
32:45com a cabeça dele,
32:46com os desafios dele,
32:48e ficou imortalizado,
32:50agora eternizado, né?
32:52Com as frases dele, né?
32:53Nossa vida vale pela capacidade de amar
32:55e pela sorte de ser amado.
32:57A alegria é vontade de continuar,
32:58a alegria indica a direção da vida.
33:01Façamos de modo a viver em instantes,
33:02instantes tão preciosos,
33:04tão mágicos,
33:04que queiramos se repitam eternamente.
33:07Muito lindo.
33:08Meus sentimentos pela sua perda.
33:10Valeu, obrigado.
33:11Eu quero saber o seguinte,
33:12como é que você lida com redes sociais,
33:15com seus fãs?
33:16Você recebe rede,
33:17porque você é tão gratiluço,
33:18é tão maravilhoso,
33:20mas a gente tava falando que não é bem assim,
33:21não é só isso?
33:22Eu tenho minha sombra.
33:22Mas você se incomoda,
33:25assim, com redes de internet,
33:27sofre?
33:28Como é que você lida?
33:29Ah, teve uma época da vida ali,
33:30principalmente quando o sol aconteceu,
33:33que, meu Deus do céu,
33:34eu fiquei meio assustado com esse mundo.
33:36Muita gente, né?
33:36Era muita coisa.
33:37Como tem gente que, enfim,
33:40tá com a vida ali perdida,
33:41só eu diria.
33:42Eu acho que elas não são pessoas perdidas,
33:44elas só estão perdidas.
33:45Daqui a pouco,
33:45eu acho que elas encontram o caminho.
33:46Eu ficava meio assustado no início,
33:48era tudo novo pra mim.
33:49Mas depois de um tempo,
33:50eu passei a entender,
33:50passei a trabalhar também.
33:51Eu acho que, de certa forma,
33:52o hate é um...
33:54Eu tento pegar como uma crítica construtiva,
33:55então eu tentei melhorar,
33:57estudar mais meu canto,
33:58estudar mais minhas composições,
33:59meu play nos instrumentos,
34:00e eu acho que fui melhorando.
34:02Hoje eu vejo que as pessoas
34:03têm um certo respeito pela minha arte,
34:05assim,
34:06e o que me deixa feliz,
34:07porque eu respeito todo mundo,
34:08assim,
34:08então acho que é mais compatível
34:09com a minha forma de pensar,
34:10eu diria, né?
34:11Mas óbvio,
34:12sempre tem uma outra pessoa ali
34:14que vem pra falar alguma coisa
34:15não tão boa, assim,
34:17e o que eu desejo a ela
34:18é que ela encontre o caminho dela,
34:19só porque dentro do meu caminho
34:20nada de mal vai acontecer.
34:22Olha, eu tô achando difícil
34:23lidar com vocês.
34:23Tem umas pessoas que entram na internet
34:25e falam umas coisas lá,
34:26e eu fico chateada.
34:27É, tu pega assim,
34:28leva pro lado do pessoal.
34:28Eu acho que eu sou
34:30muito crítica comigo mesmo,
34:32então quando alguém critica,
34:33eu acho que pega mais ainda.
34:35Como é que eu não vi
34:36que alguém poderia achar
34:37que isso aqui não foi legal,
34:39sabe assim?
34:39Mas Mari,
34:39tu não concorda
34:40que se for uma crítica construtiva
34:41vale a pena?
34:42Porque seria como se fosse
34:43tua mãe, teu irmão falando assim.
34:45Mas você acha que tem
34:46muita crítica construtiva
34:47na internet?
34:47Eu acho que tem algumas pessoas,
34:48talvez a minoria,
34:49mas tem algumas pessoas
34:50que falam críticas construtivas
34:51plausíveis,
34:52tem outras que falam xingamentos,
34:53que daí eu acho que não entra
34:54na caixinha que a gente deve pegar
34:57pra levar pra gente.
34:57eu acho que essa...
34:59Eu não quero me alongar agora.
35:01Não, vamos falar de alguns hates.
35:03Eu vou chamar o quadro.
35:04Eu vou chamar o nosso quadro.
35:07Toma que o hate é seu.
35:08É o seguinte,
35:09a gente separou...
35:10Vai ler os hates?
35:10Vou ler alguns pra gente...
35:12Legal, cara.
35:12Pra gente pensar sobre isso aqui.
35:14Vamos trabalhar.
35:14Pra gente falar mais sobre isso.
35:15Vamos trabalhar esse lado.
35:16Vamos lá.
35:17Aspas.
35:18Vitor, eu adoro a música do sol.
35:20Mas será que você não tem
35:21nenhuma outra?
35:23Eu ia falar tenho?
35:24É só tu entrar no Spotify.
35:25Exato.
35:26Que tá em primeiro lugar.
35:27Né, querido?
35:27Que o fila não é o sol.
35:28É verdade.
35:29Aí, ó.
35:31Já vai tomando.
35:32Não tava fácil, hein, querido?
35:33Você aí, ó...
35:36Aspas.
35:37Tomei até uma água
35:37pra me acalmar.
35:38As letras do Vitor
35:41são muito viajadonas.
35:42Só falam de futilidades.
35:44Música deve ter uma mensagem,
35:46educar e não só brisar.
35:48Ah, eu acho que essa pessoa
35:50ouviu outro artista.
35:51Eu também acho.
35:52Acho que ele não conheceu
35:53ainda seu trabalho.
35:55Mas é isso que eu falo.
35:56Tá vendo?
35:56Isso aqui não é uma crítica
35:57construtiva, gente.
35:59Poderia ser se, né,
36:00se talvez ele, sei lá,
36:02com alguma abordagem específica.
36:03Olha, nesse caso,
36:05aconteceu isso.
36:06Se fosse com uma música...
36:07Pode ter umas músicas brisadas,
36:08sim, acho que é normal.
36:09Mas a maioria tem um sentido, sim.
36:11E o sentido que leva...
36:11Todas têm.
36:12A gente tava falando
36:13até sobre isso, né?
36:14Tem coisas bem literais
36:15e tem outras que são...
36:16Sabe o que eu acho?
36:17Às vezes eu tenho a impressão
36:18que as pessoas olham pra mim
36:19assim e dão uma lida
36:21e falam, putz,
36:21esse cara é um maconheiro
36:22viajadão,
36:23que fuma um
36:23e que faz umas músicas e tal.
36:25Eu acho que tem um pouco
36:25dessa brisa, às vezes.
36:26Preconceito, chama.
36:27Exatamente.
36:28Eu vejo que as pessoas,
36:29talvez nem ouviu.
36:31Já saiu pensando
36:32que é isso.
36:32Não, cabelo é comprido,
36:33ele usa...
36:34Surfa.
36:38Eu fico meio tipo assim...
36:39Cara, é o que eu falei.
36:40Eu acho que ele não ouviu
36:41as músicas.
36:41Ele ouviu outra pessoa, talvez.
36:43Triste.
36:44Aspas.
36:45Esse namoro do Vitor
36:47com a Gabi do Melim
36:48é uma armação
36:49pra dar engajamento.
36:50Não tem amor aí.
36:51Não, não é uma armação.
36:53Na verdade,
36:54aconteceu muito antes
36:55da música nascer,
36:56até que Moreno
36:57eu escrevi pra Gabi
36:57e eu conheci a Gabi
37:00na casa do Gabriel Elias,
37:01que é um grande amigo meu.
37:02E a gente teve um romance mesmo
37:04bonito, fiel
37:05e bem intenso, eu diria, sabe?
37:08Mas a gente não namorou,
37:09a gente não chegou
37:09a nem publicar
37:11que namorou nem nada, assim.
37:13Também eu acho
37:13que é uma outra pessoa
37:14que foi até um certo ponto
37:17e abandonou
37:17as informações.
37:20Aspas.
37:22Você no Brasil,
37:23a Carol em Portugal.
37:24Quem achou
37:25que um namoro
37:25com um oceano
37:26e meio de distância
37:27ia dar certo?
37:29Cara, a gente achou.
37:30Eu e a Carol,
37:30a gente achou
37:30que daria certo.
37:31Mas não deu certo
37:32enquanto durou?
37:33Deu certo enquanto durou.
37:34Tudo certo, né?
37:35Como diria a Titã.
37:36Quanto tempo
37:37vocês ficaram juntos?
37:37A gente ficou
37:38dois anos e meio.
37:39Não deu certo
37:40por dois anos, gente.
37:40E foi massa demais, velho.
37:42Foi muito animal.
37:43Inclusive,
37:44pra essa pessoa
37:44que tá falando,
37:45acho até um comentário legal,
37:46assim,
37:47cara, irado, velho.
37:48A distância, às vezes,
37:48ajuda em muita coisa.
37:49De saudade,
37:50de se ver e aproveitar
37:51quando tá junto.
37:52Tem uma frase até
37:53que eu escrevi
37:54numa música
37:54que nem lancei,
37:55que é
37:55tem gente que tá perto
37:56e nem sente perto
37:59do que a gente sente.
38:00Que, no caso,
38:01era o meu caso,
38:01o meu e o da Carol.
38:02Mesmo longe,
38:02eu sentia que, às vezes,
38:03nosso amor era muito mais intenso
38:04do que pessoas
38:05que viviam juntos.
38:06Agora, você faz muito sucesso
38:07em Portugal, né?
38:08Você tem um público grande.
38:09Sim.
38:10Por quê?
38:11É, eu não sei.
38:13Como é que você foi parar lá?
38:14Eu não sei responder.
38:16Mas, então,
38:17é que o sol aconteceu como...
38:19De repente, assim,
38:20por causa do sol,
38:21começou a vir uma demanda?
38:22O sol começou a vir uma demanda.
38:23Ligou uma gravadora de lá
38:25que tinha uma parceria
38:26com o Rick aqui, né?
38:27Que eu tava no Midas na época.
38:29E, cara,
38:29começaram a me levar pra lá
38:30pra dar entrevistas.
38:31E eu vi que a música
38:32tava tocando no rádio pra caramba,
38:33já.
38:34Já tava acontecendo.
38:34e começa a show,
38:36festival.
38:36E quando a gente lançou a bolha,
38:37a bolha foi super bem lá,
38:38o álbum.
38:39E aí começou a minha...
38:41a minha trajetória por lá, né?
38:42Nossa, a trajetória.
38:43Eu e os meninos todos, né?
38:45E...
38:45E aí foi louco
38:46que aconteceu o negócio
38:47com a Carol também.
38:48A Carol é uma atriz
38:49muito famosa lá em Portugal.
38:50E aí uma música sua
38:52foi tema da novela.
38:53Foi tema da novela também.
38:54Pô, legal de citar isso.
38:56Eu participei da novela
38:57dos últimos capítulos.
38:58Que legal.
38:58Eu era meio que um anjo, assim,
39:00aparecia nos momentos, assim,
39:02e dava uns conselhos.
39:03Bem legal.
39:04Tá vendo?
39:04Pegaram bem a sua vibe.
39:05É, foi muito...
39:06Ó, que legal.
39:07Foi uma honra.
39:08E acho que foi por isso, assim,
39:09tipo, todas essas histórias
39:10foram somando pra que...
39:12Eu acho que também a gente
39:13se inteirou muito
39:14da cultura portuguesa.
39:15Eu escuto bandas portuguesas,
39:17brinco com falar do jeito deles,
39:18eu aprendo a falar as gírias.
39:19Então acho que acabou tendo
39:20um carinho verdadeiro ali,
39:22assim, sabe?
39:22Muito bom.
39:23O último é o seguinte, aspas,
39:25achei nada a ver você usar
39:26o hino Good Vibes como sol
39:28pra vender cerveja.
39:29Apelou.
39:30Ah, pra vender cerveja.
39:32Ah, mas é que...
39:34São coisas, né?
39:35São coisas da vida.
39:37Sabe como é que eu responderia a essa?
39:39Eu acho que assim...
39:39Eu vou mandar os meus boletos
39:40pra você,
39:41não faço a publicidade,
39:43você paga.
39:44É, eu acho que...
39:45Eu acho que as pessoas,
39:46às vezes, elas são...
39:47Eu não sei se tu concorda.
39:48Eu acho que elas são
39:48bastante radicais, as coisas.
39:50São muito.
39:50É tipo, se você quer Good Vibes,
39:51você pode ter uma cerveja?
39:53Gente, isso pra tudo.
39:54Não, pra tudo.
39:55É mais que tomar uma cervejinha
39:56com os amigos, às vezes...
39:57Você se posiciona, assim,
39:58politicamente?
39:59Você tem, tipo, essa...
40:01Você fica desconfortável
40:03de ter que falar dos...
40:04Porque, a gente tá falando isso
40:05porque é isso,
40:06você tá falando de radicalismo,
40:07de quanto a gente, né,
40:09às vezes é cobrado, é isso?
40:10Ah, se você fala de uma coisa
40:11Good Vibes,
40:11você não pode fazer
40:12a propaganda que você veja.
40:13Eu acho que existe
40:14essa cobrança, assim,
40:15e eu acho que,
40:16num efeito...
40:17Uma palavra que eu escuto bastante
40:18às vezes me falar,
40:18o efeito manada,
40:19eu acho que começa a vir
40:20e as coisas começam a se replicar
40:22e ser compartilhadas
40:22e as pessoas começam a cobrar
40:23de todo mundo que aparece na frente.
40:25Só que é o seguinte, cara,
40:26tipo, eu tenho a minha personalidade,
40:28eu sei as coisas
40:28que meu pai e minha mãe me ensinaram,
40:29que são meus valores da vida,
40:31eu sei os pontos que eu vou tocar,
40:32o que eu vou externalizar,
40:34como que eu vou externalizar.
40:35Mas você, como artista,
40:36não tem essa cobrança um pouco?
40:37Qual é a sua opinião política?
40:39O que você pensa?
40:39Tá certo ou tá errado?
40:40Eu acho que fica muito claro
40:40nas minhas canções, sabe?
40:42Eu acho que eu nasci
40:43pra fazer música,
40:43não pra ficar debatendo
40:44essas paradas, assim, sabe?
40:46E eu debato
40:48de uma forma artística,
40:49que é o meu jeito
40:50de criar as músicas.
40:51Então, assim,
40:52pra mim, pra pessoa
40:52que tem um pouco, assim,
40:53de mente, eu diria, assim,
40:55de aprofundamento.
40:57Inteligência?
40:58De aprofundamento, até.
40:59Inteligência, sagacidade.
41:00Tipo aquela pessoa
41:01que achou que não tinha
41:02nenhuma mensagem
41:02nas suas músicas.
41:04A pessoa vai lá e escuta,
41:05a pessoa vê as pessoas
41:06que eu ando,
41:07a pessoa vê as coisas
41:08que eu tô falando
41:08nas músicas,
41:09que abre e...
41:10Porque eu faço isso,
41:10às vezes eu pego os artistas,
41:11eu vou ler a letra,
41:12pra entender o que
41:13aquele cara tá pensando.
41:14A pessoa que faz isso,
41:15ela consegue ver,
41:16sabe, a minha opinião.
41:18Perfeito.
41:18E, cara, sabe,
41:20então, tipo assim...
41:21É, eu acho que é isso,
41:22você é um artista,
41:23você expressa a sua opinião
41:24política,
41:25a sua visão de mundo
41:25através da sua arte.
41:27Exato.
41:27E eu acho que,
41:28e eu acho que, assim,
41:29é aquela coisa, assim,
41:31às vezes a gente é induzido
41:32a uma coisa, sabe?
41:33E eu vejo um pouco disso,
41:34assim, às vezes.
41:35As pessoas estão querendo
41:36que tu vá lá e que tu faça.
41:37Claro.
41:37Eu falo, mano,
41:38eu não vou fazer
41:39o que vocês querem,
41:40eu não vou fazer
41:41o que vocês estão pedindo,
41:42eu tô aqui,
41:43eu tô tentando trilhar
41:44a minha vida
41:44do jeito que me faz feliz
41:45e eu acho que
41:46com essa felicidade
41:47que eu tenho aqui,
41:48da maneira que eu tenho,
41:49eu vou externalizar
41:50coisas boas pro mundo
41:51tornando o mundo melhor.
41:52Não precisa,
41:53acho que a gente não precisa ser
41:53o que as pessoas
41:54esperam e querem de nós,
41:56assim, eu acho que
41:57essa busca, ela é infinita,
41:58ela nunca vai acabar.
41:59É que nem tu falou
42:00das críticas ali,
42:01que tu falou,
42:01pô, eu fico muito
42:02noiada com as baratas.
42:03Cara, se deixar,
42:04se deixar levar,
42:06não acaba nunca.
42:07Sempre vão estar
42:08te cobrando alguma coisa.
42:09Nunca tá bom.
42:10Nunca vai estar bom.
42:11E quando tá bom,
42:11tá bom demais,
42:13aí já vem um problema também.
42:14E primeiramente,
42:15tu precisa ser bom pra ti,
42:16sabe, pras pessoas,
42:17pra tua família.
42:17Como eu falei,
42:18meu pai, minha mãe,
42:19meu irmão,
42:20eu tenho meus valores,
42:21eu tenho as pessoas
42:21que eu acredito,
42:22que eu confio na opinião.
42:23E, cara, é isso, saca, velho?
42:25Não vou cair nessa onda, assim.
42:27Maravilhoso.
42:28Vitor, antes da gente
42:28terminar o nosso papo,
42:30eu queria chamar
42:30o meu último quadro,
42:31que é o
42:31A Verdadeira Tradução.
42:33Nesse quadro,
42:34a gente pegou
42:35algumas falas suas,
42:36que você falou em entrevistas,
42:38em redes sociais, etc.
42:40E aí,
42:41A Verdadeira Tradução,
42:42porque a ideia é você
42:43dizer um pouco
42:44o que você quis dizer
42:45com aquilo,
42:46traduzir a história,
42:47ou dizer,
42:47ah, não,
42:48eu mudei de opinião,
42:49eu afirmo isso,
42:50eu penso assim exatamente,
42:51ou trazer contexto,
42:52enfim.
42:53Sim.
42:54Então, vamos lá.
42:54A primeira é,
42:55aspas,
42:56perdoar traição
42:57é coisa de gente
42:58bem resolvida.
43:00Perdoar traição?
43:01Foi eu que falei isso?
43:02Você falou isso
43:02no programa do Falção,
43:03na Band,
43:04em outubro de 2024.
43:05É verdade,
43:05eu só lá.
43:08Aqui a gente traz
43:09a fã de mil guias.
43:09Caraca,
43:10como vocês buscaram isso?
43:12Pois é.
43:12Perdoar traição é?
43:14Perdoar traição
43:14é coisa de gente
43:16bem resolvida.
43:16É,
43:17coisa que eu falaria,
43:18talvez.
43:18E eu acho que sim,
43:19cara,
43:19eu continuo pensando
43:20dessa forma.
43:21Mas por que você
43:22falou sobre isso?
43:23Qual era o contexto,
43:24você lembra?
43:24Ah,
43:24eu acho que deve ter tido,
43:26não foi comigo,
43:27cara,
43:27ao menos que eu saiba.
43:28Alguém te chamou ali
43:29pra aquela conversa
43:29nesse dia,
43:30na hora que você falou isso?
43:31Cara,
43:32tinha um outro contexto,
43:33né?
43:33Mas enfim,
43:34talvez eu tenha sido traído
43:36lá num namoro lá atrás,
43:37eu lembro,
43:37de um até,
43:38que um amigo meu me ligou.
43:39Mas,
43:40e até sou brother
43:41da menina hoje,
43:42assim,
43:43porque sei lá,
43:43cara,
43:43eu acho que é,
43:45é tipo isso que a gente
43:45tá falando.
43:46Quando tu para pra analisar
43:46as coisas mais profundas,
43:48tipo,
43:48tudo bem,
43:49a pessoa tava lá
43:49num momento de loucura,
43:51às vezes,
43:52de vontade,
43:52de,
43:53né,
43:54ah,
43:54quero,
43:54tô aqui,
43:55nossa,
43:55meu Deus,
43:56que coisa.
43:57E aí,
43:57beleza,
43:57depois daquele dia lá,
44:00põe o pé na terra
44:01e fala,
44:01pô,
44:02mas a pessoa que eu tenho lá.
44:02Será que uma coisa,
44:03será que isso,
44:04que aquele instante define
44:06a história toda?
44:08Será que ela muda
44:09a história toda?
44:10Eu acho que cabe a cada um,
44:12né,
44:12ver o que é bom pra si,
44:13mas no meu caso,
44:13eu não sou muito apegado
44:15não com essas coisas.
44:16Vai trocar uma ideia
44:16pra tentar entender
44:17e vejo que se eu gosto
44:19da pessoa,
44:19citar uma vibe boa
44:20ia seguir a parada.
44:22Concordo com você,
44:22muito maduro da sua parte.
44:25Aspas.
44:26É muito foda
44:27ser marcado
44:27por uma música solar
44:28de luz.
44:29Já ajudou pessoas
44:30doentes
44:30e crianças,
44:32por exemplo.
44:33Vou ter 80 anos
44:34e vou continuar
44:34cantando essa música
44:35Amarradão.
44:36Nossa,
44:36que da hora.
44:36A gente falou um pouquinho
44:37sobre isso, né?
44:38Sim, caraca.
44:39Que você não enche o saco,
44:40assim,
44:40você é sempre o cara
44:41que é dessa música, né?
44:43Eu devo ter falado isso
44:43meio que dando
44:44uma alfineteadinha,
44:45assim,
44:45tipo,
44:45as pessoas que falam
44:46da música,
44:46que perguntam,
44:47ou até às vezes
44:48um conselho,
44:48porque tem gente
44:49que vem conversar
44:50com a gente
44:50e fala assim, né,
44:51pô,
44:51não falo do sol.
44:51Não,
44:52pode falar,
44:52não tem problema.
44:53Porque pra mim é,
44:54é como a gente conversou ali,
44:55é uma coisa muito bonita,
44:56assim,
44:56que trouxe muitas
44:57coisas boas pra vida,
44:59assim,
44:59então eu tenho
44:59um maior carinho
45:00e acho que eu vou ser
45:01o coroa,
45:02cabelo branco,
45:03grande,
45:03se Deus quiser.
45:04Vai sim.
45:05E cantando o sol.
45:06Muito bom.
45:07Aspas,
45:08a crítica pra mim
45:09já doeu pra caramba.
45:10Ó,
45:11a gente falou sobre isso,
45:12é,
45:12você falou isso.
45:13Caraca, velho.
45:14Foi esse ano agora,
45:15em julho.
45:16Esse ano?
45:17É,
45:18num podcast.
45:19Ah, tá,
45:20então pegaram uma fala.
45:22Nossa,
45:22crítica pra mim
45:23já doeu pra caramba.
45:23Não dói mais.
45:24Cara,
45:25não, velho.
45:26Quando doeu?
45:27Cara,
45:27doeu muito na hora,
45:28na época do sol ali,
45:30que estourou a parada.
45:30Acho que o sol ali,
45:31ali não diz que o adrenalizou,
45:33né,
45:33que tem o sol morena.
45:33Não quando no tempo,
45:34quando no como.
45:36Ah,
45:36quando?
45:37O que que era que pegava
45:39e que deixou de pegar,
45:40que se ressignificou?
45:41Eu acho que pegou muito
45:42quando falavam da parte musical,
45:44assim, sabe,
45:44alguma coisa,
45:45técnica.
45:45É,
45:46técnica, assim,
45:47tipo,
45:48sei lá,
45:48uma coisa que,
45:49porra, velho,
45:49eu sei que eu me dediquei
45:50o máximo,
45:50porque eu fiz o melhor que eu pude,
45:52estudei, gravei,
45:53sabe,
45:53com a melhor qualidade
45:54e talvez eu não tenha conseguido
45:56chegar lá pra todo mundo.
45:57Aí aquilo lá me incomodava,
45:58sabe?
45:59E depois de um tempo,
46:00eu passei a entender
46:01que é basicamente
46:01o que a gente tá falando ali,
46:02do lance da política e tudo mais.
46:04Eu acho que hoje eu vivo pra,
46:05pra,
46:06pra eu gostar da parada,
46:07pra minha família se orgulhar,
46:09pra eu deixar um legado bonito
46:10e depois as coisas
46:10que vêm de fora,
46:11assim,
46:11eu não,
46:12eu tô num momento
46:13meio frio com isso,
46:14assim,
46:14eu não tô ligando muito,
46:15sabe?
46:15Então eu acho que é uma,
46:16são coisas da maturidade
46:17e do amadurecimento
46:18da vida e da idade,
46:19eu acho,
46:20do tempo, né?
46:21Muito bom.
46:22A última é a seguinte,
46:22aspas,
46:23no primeiro show que eu fiz
46:24tinham três caras
46:25que ficavam me apontando o dedo.
46:27Ah, é verdade.
46:28Dedo do meio,
46:29no caso, né?
46:30Sim, sim.
46:30E eu não conseguia olhar
46:31pra outro lugar.
46:32Eu não conseguia olhar
46:32pra outro lugar,
46:33puta que págino, velho.
46:34Porra,
46:34que escaracuzão, mano.
46:37Mano,
46:37eu nunca esqueço,
46:39Porto Alegre,
46:40Casa do Gaúcho.
46:40Eu não aguento,
46:41a minha reação espontânea
46:43é xingar isso,
46:43que que é isso?
46:45Casa do Gaúcho,
46:45abrindo pro Armando ainda,
46:46pro Armandinho,
46:47tinha show do Seu Cuca
46:48também nesse dia,
46:49pô,
46:49e nós tocando
46:50o primeiro palcão,
46:51assim,
46:51era um dos primeiros palcões
46:52que a gente tocava ali mal,
46:54em outros lugares,
46:54cheio de gente,
46:55e tinha três caras,
46:56ah,
46:56não posso fazer,
46:57pode fazer,
46:58aqui,
46:58não é o do meio,
47:00galera,
47:00não é o do meio.
47:00Não,
47:01pode fazer.
47:01Tinha três caras aqui
47:02que ficavam assim e tal,
47:03e eu via que eles estavam falando,
47:05e eu sentia um monte de galera
47:07curtindo,
47:07a gente tava no início da caminhada,
47:08e eu não conseguia tirar
47:09o olhar dos caras,
47:10velho,
47:11e eu ficava,
47:12puta,
47:12e saia do show meio mal,
47:13assim,
47:13pô,
47:14aí alguém,
47:15o Armando que me falou até,
47:16pô,
47:16três caras dentro de uma casa
47:18que cabe,
47:18sei lá,
47:19três mil,
47:19né,
47:20todas as outras curtindo,
47:21por que que a gente olha,
47:23é,
47:23por que que a gente olha,
47:24né,
47:24sempre pra onde falta,
47:26né,
47:26na parte que falta.
47:28Eu acho que isso é muito importante
47:29acontecer na vida
47:29de uma pessoa que trabalha com arte,
47:32assim,
47:32né,
47:33por que tu aprende,
47:34e com o tempo tu vai vendo isso aí,
47:35tem que valorizar os nossos,
47:36tem que valorizar as pessoas
47:37que gostam da gente,
47:38que tão de mão dada com a gente,
47:40valorizar cada vez mais,
47:41e não ficar olhando
47:42pra essas coisinhas,
47:43assim,
47:43sabe,
47:43e cara,
47:44às vezes é isso,
47:45o gosto do cara não é compatível
47:46com o meu som,
47:47a pessoa não gosta de mim
47:48por algum outro motivo,
47:49x,
47:50e tá tudo bem,
47:51cada um tem sua opinião.
47:52Outro dia eu tava vendo,
47:54teve um meme que falou um pouco
47:55sobre isso,
47:55que assim,
47:55um elogio fica marcado
47:57na sua cabeça por uma semana,
47:59mas uma crítica dura,
48:00ou um hate muito forte,
48:02marcar pro resto da vida.
48:03Mas isso tem uma explicação,
48:04cara,
48:04eu tava lendo no livro
48:05do George Spence até,
48:06que é,
48:07Spence é como se tornar
48:08sobrenatural,
48:09as coisas que nos dão medo,
48:11as coisas que,
48:12as críticas,
48:13enfim,
48:13elas trabalham
48:14numa outra região
48:15do nosso cérebro,
48:16que é onde a memória,
48:17ela tá mais ativa,
48:18então por isso que fica mais guardado,
48:19fica preso ali.
48:20Sim.
48:21Que merda.
48:21Tem que ser,
48:22que merda,
48:22pode falar,
48:23que merda,
48:24não,
48:24a gente tem que fazer um trabalho
48:25ativo,
48:25assim,
48:26né,
48:26pra tentar focar,
48:27e eu acho que você faz isso
48:28muito bem,
48:29né,
48:29a gente tem que estar sempre
48:29olhando o bright side
48:31das coisas.
48:31Tentando exercitar
48:32todo dia isso,
48:33assim,
48:33cara,
48:34tá dando certo,
48:34viu,
48:35tá dando certo.
48:35Tem uns livros
48:36que ajudam a nós.
48:37Quais livros?
48:38Quer indicar?
48:38Indica.
48:39Os Quatro Compromissos,
48:41O Ato Criativo,
48:42esse do Como Se Tornar Sobrenatural
48:44é muito bom também,
48:46mas eu diria que,
48:47tipo,
48:48tu falou uma coisa ali
48:48que eu ia falar,
48:49só que,
48:50diga,
48:50que é,
48:51cara,
48:51Os Quatro Compromissos,
48:52ele tem um dos compromissos,
48:53eu vou dar um spoiler aqui,
48:54talvez alguém fique bravo comigo,
48:56mas é,
48:56nunca leve nada
48:59a maneira que ele põe ali,
49:01como a gente se exercita
49:02perante esse compromisso
49:03é muito interessante
49:03e tu começa a perceber
49:05que isso vai te abrindo
49:07muito caminho.
49:08Sim.
49:08Quando tu chega pra trocar
49:09uma ideia com alguém,
49:09tu é sincero,
49:10a pessoa é sincera,
49:11e existe uma troca,
49:12não é uma coisa
49:14que tu guarda,
49:15que tu fica,
49:16e isso ajuda muito
49:17nesse exercício
49:18de se desapegar
49:19dessas coisas ruins,
49:20assim,
49:20eu acho.
49:20Verdade.
49:21Vitor,
49:21alguma coisa
49:22eu não te perguntei
49:23e você gostaria
49:24que eu tivesse te perguntado?
49:26Essa é uma boa pergunta.
49:29Não,
49:31eu acho que
49:31tá tudo certo,
49:32tá tudo,
49:33tá tudo.
49:33Ah,
49:33eu acho que ele ficou tímido,
49:35vamos perguntar aqui
49:36pro assessor,
49:37pro sócio,
49:38tem alguma coisa
49:39que você queira falar?
49:41Eu tava tentando,
49:41eu tava tentando pegar
49:41no,
49:42alguma coisa.
49:45Não,
49:45eu acho que
49:45tá tudo certo.
49:46Tá tudo certo.
49:47Mas se eu,
49:48e se eu te perguntasse?
49:49Pode perguntar
49:50o que você quiser.
49:52O...
49:53Tu acha que tu tá
49:54no caminho
49:54pra encontrar
49:54o teu pote de ouro?
49:56Da vida, assim?
49:57Eu encontrei
50:01meu pote de ouro
50:02depois que eu fui mãe.
50:03Que bonito.
50:05Então,
50:05então na verdade
50:08eu acho que é mais,
50:09olha,
50:09me emociona,
50:10desculpa.
50:11Mas acho que é mais
50:12um lugar de agora
50:14cuidar desse pote,
50:15né?
50:16Você, né,
50:16não tem nada mais
50:18importante,
50:19acho que você vê
50:19seu filho crescer,
50:20você tá ali disponível
50:22e o trabalho interno
50:24que a gente faz também
50:25pra tentar ser
50:26um bom exemplo,
50:27pra tentar ser
50:28o melhor que a gente
50:29pode pra eles, né?
50:31Então,
50:32eu acho que
50:33eu achei meu pote de ouro
50:34ali.
50:35E você?
50:36Eu acho que eu ainda
50:37tô no caminho.
50:37Tá no caminho,
50:38mas tá.
50:39Mas eu tenho,
50:39é, tô no caminho.
50:40Acho que eu tô na ponte
50:41ali do arco-íris ali.
50:43Tá bom.
50:44No meio das cores ali,
50:45daqui a pouco eu chego lá.
50:46Olha aí, ó,
50:46Victor Kleine
50:47fez chorar,
50:49tá bom?
50:50Mas eu adorei
50:52a nossa conversa,
50:53obrigada.
50:55Foi, nossa,
50:56viu, foi do...
50:57Meu Deus,
50:58altos e baixos.
50:59Aprofundamos,
50:59foi maravilhoso.
51:00E reinter com filosofia.
51:01Reinter com filosofia,
51:03é que você não tem tempo,
51:04que se não,
51:05meu filho,
51:05eu ficava aqui duas horas ainda.
51:08Gente,
51:08esse foi o meu papo
51:09com o Victor Kleine
51:10no E-Off de hoje.
51:11A opinião dos nossos comentaristas
51:22não reflete necessariamente
51:24a opinião do Grupo Jovem Pan
51:26de Comunicação.
51:31Realização Jovem Pan
51:32Apoio Jovem Pan
51:34Apoio Jovem Pan
Seja a primeira pessoa a comentar