00:00Então, preparem-se para rir, aprender e talvez corar um pouquinho só com a maravilhosa e autêntica Laura Miller, aqui no Morning Show.
00:14É isso aí, presença mais do que ilustre nessa sexta-feira de Morning Show.
00:17Ninguém mais ninguém antes que Laura Miller. Bom te ver, minha querida. Obrigado pela presença.
00:20Muito obrigada por estar aqui.
00:22Engrandecendo aqui, abrilhantando o nosso estúdio do Morning Show.
00:25Então, porque falar de sexo é difícil para muitas pessoas, constrangedor para outros, mas não deveria ser.
00:31E ela sempre trouxe essa sensibilidade, esse toque humano aqui.
00:34E ela é exterminadora de tabus, por que não? Também é importante a gente ter isso aqui.
00:39Vamos começar aqui com o David Itasso, que já está posto.
00:41Pelo visto, já está com muitas questões pessoais aí nessa frente, precisando ser resolvidas.
00:46Então, vamos aproveitar a presença ilustre aqui. Vai que é sua.
00:48Não, eu só quero fazer uma convocação, pessoal, no chat, que manda as perguntas.
00:51Sempre tem aquela coisa. Eu não vou ler o nome, não, eu prometo, tá?
00:53Eu só falo, o amigo mandou perguntar, o primo mandou perguntar.
00:56Isso.
00:57Muito bem.
00:58Isso já virou quase que um bordão também, sempre terceirizar fingindo o suposto amigo, mas vamos que vamos.
01:03Jota, vamos conversar aqui sobre os desafios em relação ao sexo, autoconfiança e também o que está possivelmente na tua frente hoje em dia.
01:12Alguma coisa? Abra seu coração aqui em Rede Nacional.
01:14É, a pergunta ia ser sobre outra coisa, mas tu falaste, tu podia ter uma preliminar antes, né?
01:19A gente começar de uma forma tão forte assim, né? O André possivelmente vai fazer uma pergunta sobre preliminares.
01:24Mas a minha dúvida, Laura, é a seguinte.
01:28É referente a brinquedos sexuais.
01:31Ó, tá?
01:31Eu sei que vou ajudar muita gente aí em casa que não vai ter essa coragem para essa pergunta, mas...
01:35Com o passar do tempo, a independência sexual das mulheres, elas passaram cada vez mais a utilizar brinquedos sexuais, de certa forma, até se sentirem independentes do papel do homem.
01:45Alguns homens, dentre os quais eu me incluo, têm uma certa dificuldade em lidar com eles na hora do sexo.
01:52Até por uma questão de autoestima, né? E de insegurança por parte nossa.
01:57E na hora de dizer...
01:58Se quiser usar em você, né?
01:59Será que eu não sou o suficiente para essa mulher?
02:01Como é que a gente lida com essa insegurança, de acordo com essa mudança que está havendo na postura das mulheres durante a relação sexual?
02:09Excelente pergunta sua.
02:11E essa pergunta está aqui no meu livro.
02:15Olha que interessante.
02:17Por quê?
02:18É uma questão muito frequente, né?
02:22A gente ter aí uma preocupação se um brinquedo erótico, um sex toy, vai substituir ou não.
02:30Ou vai ser melhor, ou vai ser pior.
02:33E isso tem a ver com os séculos que a gente viveu de uma repressão sexual muito forte.
02:39E que fez com que o sexo se tornasse assunto tabu na nossa cultura.
02:43Como o sexo assunto tabu na nossa cultura, a gente tem uma falta de informação em várias áreas.
02:50E a gente vai seguindo, achando que a masturbação, por exemplo, é uma prática que não vai ser saudável.
03:00Ou que vai competir de alguma forma com o casal.
03:03Então, não.
03:04Os brinquedos eróticos não tem problema nenhum.
03:06Pode usar quem quiser.
03:07Eu tenho uma linha de produtos eróticos com a Inti Cosméticos.
03:11Que tem...
03:11Repete aqui o nome?
03:12É, Inti Cosméticos.
03:13Inti Cosméticos.
03:13E NTT escreve.
03:15E NTT.
03:15E tem vibradores bullet para usar entre os casais.
03:20Tem os brinquedos para usar no corpo feminino, no corpo masculino.
03:24Mas, em geral, toda a produção de produtos eróticos agora, os fabricantes e tal, focam no quê?
03:30Em produtos que sejam para todos os gêneros, todas as formas de viver a sexualidade.
03:35Para a pessoa poder usar sozinho ou a dois e à vontade.
03:39Sem problema nenhum.
03:40Estou falando muito, né?
03:41Não, pelo contrário.
03:44Mas, enfim, é porque esse tema é muito polêmico mesmo.
03:46Então, assim, não precisa ficar inseguro, ninguém.
03:48Porque o brinquedo erótico não abraça, não beija, né?
03:51O brinquedo erótico, ele é para complementar o prazer do casal.
03:55Agora, vamos partir para um rápido break só para quem está nos ouvindo pela rede Jovem Pan de Rádio.
03:58Baita entrevista aqui, ilustre, com a nossa Laura Milha.
04:01E a gente volta já, já.
04:02Em frente aqui com todo mundo nos acompanhando por imagens.
04:05David, com a próxima pergunta.
04:06David.
04:06Não, é só um complemento disso, né?
04:08Porque essa estimulação também, ela é boa.
04:09Até que ponto, assim, você pode detectar que às vezes é um vício também?
04:14Vício, vamos lá.
04:16Entra também nessa coisa da gente ter muitos tabus em relação à sexualidade.
04:20Porque, assim, o vício por sexo, ou o vício por brinquedo erótico, ou o vício por pornografia, ou o vício pelo que seja,
04:26seria, vício é vício tanto por jogo, quanto por sexo, quanto por compras, quanto por álcool, quanto por drogas.
04:35Então, o que é o vício?
04:36O vício nos possui, né?
04:38Não a gente tem o vício, né?
04:40O vício é que acaba tendo a pessoa.
04:42E o vício é uma compulsão.
04:44Você repete, repete, repete, repete.
04:46Aquilo nunca satisfaz.
04:48Então, por que eu estou conceituando isso?
04:50Porque, às vezes, a gente fala, eu sou viciado, ou eu vou me viciar.
04:53Não, não é bem assim, né?
04:55Às vezes, a pessoa vai ter muito desejo e vai poder usar à vontade qualquer elemento aí, ingrediente erótico.
05:02Mas, para ser viciado, é uma outra história.
05:05Para ser viciado, causa sofrimento.
05:07Por exemplo, o vício pelo sexo.
05:09A pessoa transa, transa, transa, se masturba, masturba, masturba o dia inteiro, mas não se satisfaz.
05:15Então, não tem o prazer.
05:16Não tem aquela coisa gostosa.
05:17Nossa, foi bom.
05:17Ah, eu estou com desejo para mais.
05:19Não, não tem esse prazer.
05:21E aí, vício requer tratamento.
05:22Até com equipe multidisciplinar, médico e psicólogo, né?
05:26Mas, no geral, faz bem.
05:28O quê?
05:28A estimulação, o uso de brinquedo.
05:30Claro.
05:31Qualquer estimulação sexual, desde que a pessoa esteja realmente afim, faz bem.
05:37Eu costumo dizer, e falo muito aqui no livro, esse livro fala sobre dificuldades sexuais, né?
05:42Sobre as principais dificuldades sexuais.
05:43Você pode me dar aqui, por favor, minha querida?
05:44Claro.
05:45Eu trouxe para vocês.
05:46Faço questão.
05:47Novo livro da Laura Miller, A Caminho do Prazer.
05:51Do que ele fala?
05:51Ele fala das principais dificuldades sexuais, né?
05:55Que são as dificuldades com a ereção, com a ejaculação, com o orgasmo, com a dor na penetração.
06:01Enfim, com as dificuldades femininas, masculinas e tal.
06:04Mas, ele traz muito esse ponto da gente refletir no que a gente não sabe, né?
06:10Então, às vezes, a gente não sabe e acha, ah, se eu me estimular demais, eu vou me viciar.
06:15Não, né?
06:16Vamos esclarecer essa dúvida.
06:17Você não vai se viciar.
06:18Você pode sentir desejo.
06:20Você pode se estimular.
06:21Mas, também, não é uma obrigação.
06:23Você não tem que ir.
06:25Então, a gente precisa ir revendo os nossos conceitos e preconceitos para a gente viver
06:29a sexualidade de uma forma mais solta.
06:32Tanto tempo de atuação, tanta credibilidade que você, enfim, acabou colhendo para si, trazendo
06:38para si.
06:38Qual é o maior mito que, até hoje, você vê perdurar e persistir sobre o sexo na cabeça
06:43do brasileiro médio?
06:45Conta para a gente.
06:45A gente tem infinitos mitos e tabus, mas eu venho refletindo muito nos últimos tempos
06:50que uma grande questão aí e que traz muita dificuldade é a questão do limite, do até
06:59onde ir.
07:00Então, talvez eu não fosse eleger um mito, mas falar de uma coisa mais genérica, que
07:05aí as pessoas não sabem o que pode, o que não pode, pensando um pouco por essa questão.
07:10Pode brinquedo erótico?
07:11Uma estimulação demais não vicia?
07:13Então, a gente fica muito sem saber esse até onde ir.
07:17E qual é esse limite, né?
07:19Até onde ir para a gente viver uma prática saudável e prazerosa?
07:23Eu costumo dizer sempre nas palestras que eu faço pelo Brasil afora, nas mídias ou por
07:27onde eu vou, que a gente só deve ir até onde aquela prática não nos fere nem física,
07:33nem emocionalmente e também não fere a pessoa que está ao lado.
07:37Essa é uma noção de limite.
07:38Então, se a gente tiver essa noção de limite, por exemplo, ah, brinquedo erótico, ah,
07:42não me faz bem, eu me sinto mal, eu não gosto.
07:45Então, não é para usar.
07:46Esse é o seu limite.
07:47Cada pessoa é única, cada pessoa deve respeitar.
07:50Ou uma prática sexual, talvez.
07:52Então, um casal, um gosta de sexo oral, o outro não gosta.
07:56Está tudo bem, né?
07:57O que não gosta deve se respeitar.
07:59A gente não pode entrar no campo do tem o que fazer para satisfazer.
08:04Na verdade, a gente precisa entrar no campo do preciso me respeitar e respeitar o outro,
08:09respeitar a pessoa que está comigo.
08:11E já vou ampliar a ideia do respeito, que às vezes a gente não fala ou não amplia,
08:17não fala para si, não fala para o outro, não amplia essa ideia.
08:20Que assim, cada sexualidade é única.
08:23Cada pessoa tem um jeito único de viver a sexualidade.
08:26Então, se a gente é único, somos todos diversos.
08:29Então, se somos todos diversos, a gente precisa sempre respeitar a diversidade.
08:35Diversidade sexual de gênero, mas a diversidade de jeitos, não só.
08:39A diversidade da pluralidade do jeito de ser, porque não tem ninguém,
08:42não tem um ser humano igual ao outro.
08:44Então, um exercício constante para a gente viver bem a sexualidade,
08:48as relações amorosas, é respeitar a diversidade.
08:52Porque não vai ter ninguém igual a mim, igual a você.
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