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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (22) que a substituição temporária do chefe do Poder Executivo pelo vice, nos seis meses que antecedem a eleição e por decisão judicial, não configura um novo mandato. Com isso, o vice pode disputar a reeleição normalmente. Thulio Nassa comentou.
Reportagem: Rany Veloso
Comentarista: Thulio Nassa

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Transcrição
00:00O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que um vice que assumir meses antes das eleições
00:04não está impedido de se candidatar novamente.
00:08A Rani Veloso tem mais detalhes pra gente a respeito dessa decisão.
00:11Pois não, Rani?
00:15É isso mesmo, Nonato.
00:17O caso é fruto de um recurso extraordinário,
00:20de um caso de um prefeito da Paraíba do município de Cachoeira dos Índios,
00:24o Alain Seixas.
00:26Ele foi impedido de disputar as eleições de 2020
00:29por ter sido prefeito, ele era vice e assumiu como prefeito por oito dias em 2016.
00:37O ministro Nunes Marques, relator do caso, votou para afastar a ineligibilidade.
00:42Ele disse que a breve ascensão ao cargo por decisão judicial
00:47não poderia imputar ineligibilidade,
00:52uma vez que o evento é um evento alheio à vontade do vice-prefeito no caso.
00:59O ministro também disse que esse caso deve ser interpretado
01:03de forma a preservar a soberania popular e a razoabilidade,
01:08evitando que situações transitórias impeçam o eleitor
01:11de escolher livremente seus representantes.
01:15O ministro relator do caso também deu um prazo de 90 dias
01:19para casos de substituições por decisões judiciais.
01:22Esse seria o prazo limite para que o vice, no caso, assuma,
01:28e isso pode valer também para outras decisões do executivo,
01:31depois que a tese for formulada, uma vez que tem repercussão geral,
01:35e aí possa concorrer à reeleição, vamos dizer assim.
01:40Ele foi acompanhado na íntegra pelo ministro Cristiano Zanin.
01:44Outros ministros também acompanharam o relator,
01:48porém, parcialmente.
01:49Eles abriram divergência, que foi o caso do ministro André Mendonça.
01:53Ele sugeriu reduzir o limite de 90 para 15 dias.
01:57De acordo com André Mendonça,
02:00acima de 15 dias poderia permitir rearranjos administrativos
02:05capazes de afetar a isonomia eleitoral.
02:09O ministro Alexandre de Moraes também abriu divergência.
02:12Ele concordou com o relator no mérito,
02:15mas não definiu um tempo para que essa substituição
02:19por decisão judicial ocorra sem prejudicar uma possível reeleição.
02:25E ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes.
02:29Só com os votos desses ministros já configura aí maioria no STF,
02:35permitindo a reeleição em casos como esse.
02:38E quem votou contra o ministro Flávio Dino
02:41foi acompanhado junto com os ministros Edson Fachin,
02:47Dias Toffoli e Carmen Lúcia,
02:49dizendo que a Constituição já tem uma regra fixa sobre o tema
02:54e que não cabem exceções.
02:57Então, portanto, nesse momento,
02:59o STF permite aí as reeleições nesses casos.
03:02E agora a gente vai acompanhar a fixação dessa tese
03:06para saber quais são os casos que podem repercutir
03:10a essa decisão do Supremo Tribunal Federal.
03:13Volto com vocês.
03:14Sem dúvida.
03:15Rani Veloso, muito obrigado pelas informações.
03:17É assunto aqui para a gente tratar com o Túlio Nassa também,
03:19que está comentando os principais temas nesta manhã de quinta-feira.
03:23Túlio, é saudável para a democracia essa decisão?
03:25Nato, não é saudável.
03:28O problema aí não é o mérito da decisão.
03:31Oito dias realmente é um período muito curto
03:33e aí o Supremo Tribunal Federal foi na linha da razoabilidade
03:37para que oito dias fosse suficiente
03:39em taxar uma inelegibilidade
03:41a esse político que assume o mandato temporariamente.
03:44O problema se encontra na previsibilidade e na segurança jurídica.
03:49Nós precisamos urgentemente de uma reforma política.
03:52Não é possível que essas questões sejam decididas pelo judiciário.
03:57É preciso que as regras eleitorais sejam pré-definidas pelo legislativo,
04:01no qual a sociedade pode cobrar,
04:04pode depois não votar naquele candidato
04:06que resolveu aprovar uma certa medida eleitoral
04:09que não coaduna com a vontade popular.
04:12Enfim, essas questões têm que ser decididas pelo parlamento.
04:16E lança luzes essa questão da reeleição
04:18sobre um fato importante aqui no Brasil,
04:20que é essa ideia da reeleição indefinida
04:23depois que o mandatário fica um período de janela.
04:26Ou seja, nós podemos ter hoje um Lula 4.
04:29Nós poderíamos ter Lula 5, Lula 6.
04:32Será que isso é razoável para a democracia?
04:34É o que se questiona muito na Venezuela.
04:36Os mandatos sucessivos de Maduro
04:38ou em outros países aqui da América Latina.
04:41Seria preciso que o mandatário tivesse apenas o direito
04:44de dois mandatos e não voltar mais.
04:46Seria muito melhor para a democracia.
04:47Então, essas questões político-eleitorais
04:50que são polêmicas, que são controversas,
04:52deveriam resultar em acordos,
04:54em discussões no parlamento e não no judiciário.
04:57Esse é o grande problema, Monato.
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