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  • há 3 meses
HISTÓRIAS DE REFÉNS - DUBLADO

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TV
Transcrição
00:00Em casos reais, alguns detalhes foram alterados.
00:03Certas cenas podem ser perturbadoras para alguns telespectadores.
00:08Histórias de reféns
00:10Em um mercadinho a 70 quilômetros ao norte de Tampa,
00:16um homem armado mantém uma vendedora como refém.
00:19Ela tem 27 anos e a vida toda pela frente.
00:23Ele é um assassino de policiais sem nada a perder.
00:26Do lado de fora, os negociadores precisam desarmar uma situação explosiva.
00:32Como foi que um dia de loucura chegou a esse nível de insanidade?
00:38Primeiro fui atirador de elite.
00:40Depois negociador.
00:41Agora ensino pessoas a usarem palavras antes de projetas.
00:45Eu sou Dominique Messino.
00:47Essas são as histórias dos melhores negociadores da América
00:50e das vidas que eles salvaram.
00:52O pior dia da história da Flórida começa com um acidente.
00:59Nós temos uma casa, temos uma arma, temos um garotinho e temos um homem.
01:04Sabe-se lá por quê?
01:05O menino leva um tiro fatal.
01:06Meu filho!
01:18A história de terror começa quando a polícia de Tampa recebe uma chamada de um quartel do Corpo de Bombeiros.
01:24Um jovem casal em desespero trouxe o filho gravemente ferido.
01:27Meu filho está ferido!
01:28Ajuda, por favor!
01:30Ajuda!
01:30Meu Deus!
01:31Ele está ferido!
01:31Meu filho!
01:32Os paramédicos correm para lhe dar oxigênio, mas é tarde demais.
01:37Ele morreu, ferido a bala.
01:39Foi um acidente!
01:40Meu filho!
01:41Não foi de propósito!
01:43Foi um acidente!
01:46Foi sem querer!
01:47Aí, tão de repente quanto chegou, o pai da criança vai embora.
01:51A detetive Julia Massucci é uma das primeiras a chegar ao local.
02:12A primeira coisa que fazemos como detetives da homicídios é verificar a cena do crime.
02:20Nós observamos o estado da vítima para direcionar melhor as nossas perguntas.
02:25O detetive Clark e eu nos apresentamos ao quartel dos bombeiros.
02:29Puxamos o lençol e ele era um garotinho lindo.
02:32Devia ter uns quatro anos.
02:34E ele estava com uma quantidade enorme de sangue em volta da cabeça.
02:40E ele tinha o que parecia um ferimento de entrada ao lado da narina.
02:44A tarefa seguinte da detetive Massucci é falar com a família do menino.
02:49Bernice Bowen é a mãe.
02:53Senhor, eu sei que é difícil, mas precisa nos contar o que aconteceu.
02:56Quem estava segurando a arma?
02:58Foi um acidente!
02:59Eu sei, eu sei que é difícil, mas por favor, por favor, conte o que aconteceu.
03:03Ela disse que um amigo deles trouxe uma arma e pediu que eles aguardassem.
03:08O filho deve ter encontrado a arma e levou um tiro dela.
03:12Bernice conta a Massucci que o nome do filho é Joey.
03:15O namorado, marido por união estável, é Joseph Bennett.
03:18Massucci quer saber por que ele fugiu do quartel dos bombeiros.
03:22Ela não tinha certeza se ele voltou para, talvez, ver a filha deles que eles tinham deixado para trás.
03:28Querida, eu sei que é difícil, mas por favor, fale comigo.
03:30Não!
03:33O detetive Rick Childers imediatamente começa a procurar o pai, Joseph Bennett.
03:42Nós começamos a despachar viaturas para aquela área.
03:45Por mero acaso, a pessoa correu bem na minha frente, atravessou a rua na minha frente.
03:51O Rick parou o carro e correu atrás.
03:54Ele o alcançou, uma quadra depois, lhe deu voz de prisão e o algemou.
03:58Eles o apreenderam e o trouxeram de volta, ainda sem saber por que ele fugiu.
04:04Supunha-se na época que ele estava apenas perturbado.
04:07Ou ele testemunhou o menino levar um tiro ou foi um tiro acidental.
04:11Mas nós ainda não tínhamos nenhum conhecimento sobre quem realmente puxou o gatilho, quem atirou nele ou por que ele levou o tiro.
04:19O detetive Childers e o parceiro Randy Bell levam Bennett para ser interrogado.
04:24A sua história tem alguma coisa que não faz o menor sentido.
04:28Sim, senhor.
04:28Eu contei a ele tudo o que aconteceu.
04:30Pode falar de novo?
04:32Querem saber por que eu fugi?
04:33É, seria um bom começo.
04:35Quando eu entrei lá, eu soube que essa era a última vez que eu o veria, então foi por isso.
04:40Eu sabia que ele ia para o hospital, então eu corri para o hospital, só queria chegar lá o mais rápido possível.
04:45Não estava tentando fugir?
04:46É claro que não.
04:47Eu só estava pensando no coitado do meu filho, ele só tem quatro anos.
04:51Vocês estão pensando que eu quero esconder alguma coisa e não quero esconder nada.
04:54Tá bom, eu pressenti alguma coisa porque o Joey pegou, ele pegou a arma e eu a tomei dele.
04:59E é quando a rafelha vai fora?
05:01Sim, senhor.
05:02Obviamente, ele atrapou o seu filho.
05:03Sim, senhor.
05:04Não, meu Deus.
05:05Joe, eu sei que é difícil, é difícil.
05:07É inocente.
05:08Nem posso acreditar no que aconteceu, mas aconteceu.
05:11Eu não estou entendendo por que você fugiu.
05:14Isso não faz sentido.
05:16Naquele momento em particular, nós pensávamos estar lidando com um pai atormentado e que ele talvez temporariamente tivesse enlouquecido e depois matasse o próprio filho.
05:26Esse era o nosso raciocínio.
05:28Os detetives Childers e Bell questionam a história de Bennett.
05:31E eles resolvem levá-lo de volta à casa.
05:34Eles realizam uma reconstituição e os instintos dos policiais provam ter razão.
05:38A descrição de Bennett não faz sentido.
05:40Meu entendimento é que os indícios, os respingos de sangue, os eventos que ele declarou que ocorreram não poderiam ter ocorrido como ele descreveu.
05:48Ele levava Bennett de volta para a delegacia e ele colocou na viatura do detetive que não tem a barreira protetora separando o motorista e o passageiro.
06:01E eu me lembro de vê-lo entrar no carro na gravação do que aconteceu.
06:05Ele estava com as mãos basicamente na frente.
06:08Naquela hora, eles iam levá-lo de volta e acusá-lo de homicídio culposo ou alguma coisa dessa natureza.
06:20Os detetives no local não sabem que o suspeito está pensando exatamente na mesma coisa.
06:25Infelizmente, para os dois detetives, eles não perceberam que ele estava com uma chave de algemas em uma corrente pendurada no pescoço.
06:35Eles não viram.
06:36É provável que talvez eu fizesse tudo da mesma maneira que o detetive Bell e o detetive Tildes fizeram,
06:43porque ele era um pai atormentado pelo que tinha feito.
06:46É uma decisão que terá consequências desastrosas.
06:56Quando os detetives colocaram Joseph Bennett no banco de trás do carro,
07:00seguiram o procedimento padrão, o algemando com as mãos para a frente.
07:04Só que não faziam ideia que ele tinha uma chave de algema escondida.
07:16Quando os policiais chegam, eles encontram um banho de sangue.
07:29O detetive Jean Black fica espantado ao encontrar os colegas assassinados.
07:33Havia sangue por toda parte e era evidente que eles foram apanhados quase que em um atentado,
07:41alvejados por trás e em certos pontos, e foi muito difícil de encarar naquela época,
07:46eu conheci os dois homens.
07:47Nós recebemos instruções naquela manhã, poucas horas mais cedo,
07:51e eles eram muito fortes e vibrantes, e sim, estavam mortos.
07:55A parte mais difícil foi chegar perto do carro
07:58e ver dois caras que você ama como se fossem da família,
08:05feridos à bala,
08:08não poder salvá-los, não poder fazer nada, sabe?
08:12Só tentar pegar quem fez aquilo.
08:14Vamos pegá-lo.
08:17Eu garanto que vamos pegá-lo.
08:19Os detetives não sabem, mas o suspeito armado, Joseph Bennett,
08:23acabara de se dirigir à casa da mãe dele.
08:25Ele foi para a casa da mãe para se despedir dela e para dizer a ela
08:29que poderia ser a última vez que ela ouvia.
08:32Ou que não se veriam por muito tempo.
08:35Ela disse a ele, vamos chamar a polícia, sabe?
08:37É o que tem que fazer.
08:38E ele disse a ela, não posso chamar a polícia.
08:40Preciso sair já da cidade.
08:42Joseph, o que foi que você fez?
08:44Conta para mim.
08:44Eu não quero falar com ninguém, escuta.
08:46Eu não quero falar com ninguém, tá legal?
08:47Tá tudo bem.
08:48Eu te amo, tá?
08:49Ah, meu filho.
08:50Beijo.
08:51Os detetives se surpreendem quando uma verificação dos antecedentes de Joseph Bennett
08:55não mostra nenhuma prisão anterior.
08:57Mas Uchi tenta arrancar a verdade de Bernice Bowen,
09:00a mulher de Bennett por união estável.
09:02Olha, você passou por uma coisa que mãe nenhuma quer passar.
09:05Eu compreendo.
09:06Mas ele matou dois detetives e precisamos da sua ajuda.
09:11Precisamos da sua ajuda agora.
09:13Eu preciso saber quem ele é e qual é o nome dele de verdade.
09:17O nome dele é Joseph.
09:18O nome dele é Joseph Bennett.
09:20Eu só o conheço como Joseph Bennett.
09:23Bernice, ele matou dois homens.
09:25Ele matou o seu filho.
09:26Ele matou o seu filho de quatro anos.
09:28Nós precisamos da sua ajuda.
09:32Apesar das súplicas da detetive Massucci,
09:36Bernice não muda a história.
09:38Se ele matar mais gente, vai ser sua culpa.
09:41Vai ser sua culpa, entendeu?
09:43Todos os departamentos policiais entre Tampa e o distrito de Hernando
09:47se colocam em perseguição cerrada contra esse homem muito perigoso
09:51que matou dois representantes da lei e um garotinho.
09:54Nós precisávamos deter esse homem antes que houvesse uma carnificina maior.
09:59O homem que a polícia conhece como Joseph Bennett
10:03se dirige para o norte, na Interestadual 75.
10:06Tem o visual dele. Está bem na minha frente.
10:24Não se aproxime. Fique afastado e espere por reforço.
10:26Eu vou pará-lo por infração de trânsito.
10:27O patrulheiro rodoviário de 23 anos, Brad Crooks,
10:31é o primeiro a ver o utilitário roubado.
10:40Descreva o veículo do suspeito.
10:42É um Ford F-150 branco.
10:45A placa é 702-J-Charlie-Alpha.
10:49Está bem. Fique afastado e espere por auxílio.
10:51O patrulheiro Crooks não teve chance.
10:56O patrulheiro Crooks não teve chance.
11:21O patrulheiro rodoviário de 20.
11:51É, não vai me pegar.
12:16Para essa porcaria de carro.
12:18Enquanto ele fugia para o norte, os cidadãos informavam que o homem parecia estar atirando em carros.
12:24Quer dizer, veículos inocentes estavam sendo atingidos e era um dia agitado.
12:34Olha essa gracinha.
12:37Nós estamos observando o suspeito agora.
12:42Encoste o carro e renda-se. Não resista.
12:45Vamos atingidos! Vamos atingidos! Emergência! Vamos aterrissar!
12:52As transmissões de rádio estavam fora de controle.
12:55Ele está viajando para o norte, está atirando nos helicópteros, está atirando nas pessoas.
13:00Ele estava doido para escapar.
13:02E não importava quem ele matasse.
13:04Não importava quem ele ia levar junto.
13:07Suspeito em fuga. Direção morte na Interestadual.
13:15Armado e muito perigoso.
13:17Armado e muito perigoso.
13:47Armado e muito perigoso.
13:50Ano!
13:51Com um ferimento à bala na perna esquerda,
13:53o pistoleiro olha para frente e vê uma barricada de policiais esperando por ele.
13:58Ele já matou três e feriu quatro pessoas.
14:01A CIDADE NO BRASIL
14:31Eu não teria imaginado aquilo nem no meu pior pesadelo.
14:35Com o pneu furado, a caminhonete encosta em um mercadinho a 70 quilômetros ao norte de Tampa.
14:42A vendedora Stephanie Kramer está sozinha na loja.
15:01Oh, meu Deus!
15:09Saia com as mãos pra cima.
15:12Saia com as mãos pra cima.
15:13Eu não vou pra lugar nenhum.
15:14Não, por favor, por favor, não.
15:16Eles não sabem onde fica a entrada. A porta dos fundos está trancada.
15:19Saia com as mãos pra cima.
15:22Vai logo!
15:23Eu levei um tiro, droga.
15:25Eu não vou pra lugar nenhum.
15:35Fica calminha aí.
15:37Você não tem saída. O local está cercado.
15:39Eu estava a caminho vendo de Tampa, ouvindo as notícias, pois estava com dois negociadores de reféns comigo.
15:45Na hora em que consegui chegar lá, havia várias centenas de veículos, tudo bloqueado.
15:49Nós estávamos em uma situação com reféns.
15:53Os negociadores assumiram o comando.
15:55A refém é uma mulher de 27 anos que diz ao pistoleiro que está grávida.
15:59Agora nós tínhamos duas vidas em jogo.
16:02Ele já matara quatro pessoas e o que o impediria de matar mais duas?
16:15Dentro do mercadinho, Bennett está escondido atrás de um vidro à prova de balas.
16:19A única maneira dos atiradores conseguirem acertá-la é atirar uma bala contra o vidro
16:23e dispararem uma segunda bala através do mesmo buraco.
16:27É praticamente impossível.
16:29Saia com as mãos para cima.
16:33Saia com as mãos para cima.
16:38Estávamos com nada menos de uma centena de policiais na cena, cercando o local.
16:43Quando cheguei, nós estávamos com todas as agências da Flórida Central nos auxiliando.
16:49Sabendo que esse homem acabaram de matar três oficiais de polícia e mataram também uma criança pequena.
16:56Ele estava prendendo uma mulher grávida dentro de uma loja de conveniência sem ter nada a perder.
17:02Lá em Tampa, Bernice Bowen encontra os detetives que a mãe de Bennett mora ali perto.
17:07E o nome dela não é Bennett.
17:09Pela primeira vez, os policiais descobrem que o homem que estão procurando é Hank Earl Carr, de 30 anos,
17:16condenado por mais de uma dúzia de crimes que variavam de arrombamento à agressão.
17:21Enquanto o detetive Batista interroga a mãe, Carr faz uma ligação para ela do mercadinho.
17:26Alô, Bu? Onde você está?
17:31Alô, aqui é o detetive Batista. Com quem eu estou falando?
17:35Aqui, aqui é o Bu.
17:37Bu?
17:38É, me chamam de Bu. É assim que minha mãe me chama.
17:42Onde você está, Bu?
17:43Me escuta, estou em um posto de gasolina agora e tem tudo que é tipo de polícia lá fora.
17:46Eu levei um tiro um dia miserável.
17:48Agora eu só quero trazer a minha mulher para cá.
17:50Traz a minha mulher para cá e não vai ter mais confusão.
17:53Deixa eu ver o que eu posso fazer. E se for possível, eu faço para você.
17:58Olha só, eu estou com uma moça aqui, tá?
18:00E eu só quero falar com a minha mulher, então é só você trazer ela para cá
18:05e me deixar falar com ela e eu vou me entregar, tá bom?
18:09Tudo bem, mas escuta aqui, vamos trabalhar juntos, tá bem?
18:11Eu estou do seu lado. Eu estou tentando salvar todo mundo.
18:15Eu vou tentar levar a sua mulher até você.
18:17Você vai poder falar com ela, eu faço o resto.
18:20Olha só, por favor, se acalme.
18:23Eu quero que você se acalme.
18:25Ai, meu Deus.
18:27Por favor, não me machuque.
18:31Eu estou grávida de oito meses.
18:36Enquanto Bernice Bowen se dirige ao local de helicóptero,
18:40os negociadores estabelecem uma central de comando em um hotel perto do mercadinho.
18:44Marissa Pell Kelly, uma veterana com dez anos de experiência
18:48no departamento do comissário do distrito de Hernando,
18:51assume a liderança como primeira negociadora.
18:53Ela sabe o nome verdadeiro de Car, mas não quer que ele perceba.
18:56Eu estava extremamente nervosa e ficava repassando possibilidades na cabeça.
19:02É provável que ele estivesse pensando, não tem saída.
19:05É difícil negociar com alguém que cometeu um crime desses.
19:08O que você precisa fazer é tentar dar a ele a perspectiva de que,
19:24primeiro, você o respeita, mesmo que não seja verdade.
19:27Quer dizer, ele matou dois dos nossos.
19:29E é aí que surge o estresse para o negociador,
19:33porque você está fazendo uma coisa que vai contra o seu cerne.
19:37E arrebenta com as suas emoções,
19:40porque o que sai da sua boca não é o que você está sentindo.
19:43E isso deixa você um trapo.
19:47A afinidade entre Car e Kelly parece boa,
19:50mas a conversa não dura muito.
19:53Depois de alguns minutos,
19:54ele diz que quer fazer outros telefonemas e desliga de repente.
19:58A história se transformou em um circo da mídia.
20:02Os negociadores não conseguem comunicação,
20:04as linhas estão ocupadas,
20:05porque ele está sendo entrevistado.
20:08Car estava dando uma entrevista para um repórter local
20:11que estava voando em um helicóptero acima da loja de conveniência
20:15e transmitindo para o estúdio da emissora em Tampa.
20:18Ele estava dizendo ao repórter que ele não é um mau sujeito.
20:21É, ou seja, um erro que foi um pouco longe demais.
20:24Ele culpou os detetives pelo mal-entendido.
20:27Era o que ele dizia, basicamente.
20:29A culpa era deles por terem morrido.
20:32Não que ele tivesse puxado o gatilho.
20:34Mas ele colocava toda a culpa nos policiais mortos.
20:39Inacreditável.
20:40E é claro, estávamos irritados,
20:41porque queríamos reiniciar as negociações,
20:43queríamos falar com aquele homem.
20:45Os helicópteros das estações de TV enchiam os céus.
20:48É um perigo enorme para os helicópteros da polícia e do pronto-socorro.
20:51O que eu vi foi a cobertura ao vivo da imprensa,
20:54onde se podia ver a nossa equipe da SWAT.
20:55Nossa corajosa equipe de um lado do prédio.
20:58Nosso batalhão de operações táticas e nosso esquadrão antibombas
21:01estavam no lado mais afastado do prédio.
21:03E dava realmente para ver tudo aquilo ao vivo.
21:06O que me ocorreu no momento foi que,
21:08se eu podia ver isso na televisão,
21:10e se Hank tivesse uma TV no posto de gasolina,
21:12ele também poderia ter visto.
21:13Os negociadores tentam recuperar o controle da situação.
21:19Eles bloqueiam as linhas telefônicas
21:21para que Carl não possa ligar para fora.
21:23Só eles podem ligar para lá.
21:26O que fizeram? Bloquearam o telefone?
21:29Eu não.
21:31Não estou conseguindo ligar para ninguém.
21:35Bom, eu não pedi que ninguém fizesse isso.
21:38Eu consegui ligar para ir.
21:41Cadê a minha mulher?
21:41Com certeza, ela está a caminho.
21:44Eu tinha medo que ela já tivesse chegado,
21:46porque eles me disseram que ela estava muito perto.
21:48E eles vão trazer ela para cá direto,
21:50porque nós vamos tentar resolver a parada para você.
21:53E sabemos que é com ela que você quer falar.
21:57Obrigado, mas eu preciso fazer umas ligações.
21:59Então, eu não sei.
22:00Não sei quem está desligando o telefone,
22:02mas vocês estão me irritando.
22:04Vocês não querem começar a me irritar, né?
22:06Porque eu vou ficar muito zangado
22:08e vou começar a matar gente.
22:09Esse é o X da questão.
22:10Ele estava no posto de gasolina,
22:13onde tinha acesso a cerveja, cigarros, comida.
22:16Não havia nada que se pudesse negociar.
22:19A única coisa que ele pedia era para ver a Bernice.
22:22Foi por isso que pensamos em utilizá-la.
22:25Os negociadores não gostam de usar amigos e parentes
22:28como terceiros e intermediários.
22:30Eles demoram a colocar Bernice no telefone
22:32até a delegada Kelly poder falar com a refém,
22:36Stephanie Kramer, de 27 anos.
22:39Está legal. Tudo bem.
22:42Eles querem falar com você.
22:44Pode falar.
22:51Alô?
22:53Stephanie.
22:55Sim.
22:55Como estão as coisas?
22:58Está tudo bem?
22:58Tudo bem.
22:59Como está se tratando?
23:02Muito bem.
23:03Muito bom.
23:05Ok.
23:06Você vai ficar muito bom com ele, ok?
23:08Sim.
23:09Ok.
23:10Eu tenho certeza que você está muito nervosa,
23:12mas seja forte, ok?
23:14Está bom.
23:15Estamos trabalhando para você aqui.
23:16Está bom.
23:17Está.
23:17A delegada Kelly então muda a conversa,
23:21esperando poder arrancar alguma informação tática
23:23sobre a situação lá dentro.
23:26Eu vou fazer uma pergunta para você.
23:27Responda apenas sim ou não.
23:29Ele está armado?
23:31Não.
23:32Ótimo.
23:33Tem alguma arma no balcão?
23:36Sim.
23:37Sabe se as armas estão carregadas?
23:39Diz só sim ou não.
23:45Uma.
23:47Está bem.
23:50Quando Carr volta ao telefone,
23:52a delegada Kelly pede a ele para deixar Stephanie sair.
23:55Ele recusa.
23:56Ela sente que ele está se preparando para o pior.
24:03Carr está sangrando muito no ferimento à bala no quadril.
24:07Ele está ficando mais fraco e desesperado a cada minuto.
24:14Ela nunca deve ter visto uma pessoa levar um tiro.
24:17Ele estava, evidentemente, sofrendo.
24:19Dava para ouvir na fita.
24:21Ele gritava e gemia.
24:22Então, eu tenho certeza que ela achou que alguém precisaria cuidar dele.
24:29Eu não acho que ele fez.
24:34Ele foi um acidente.
24:36O resto do dia foi errado.
24:38Ele foi.
24:39Ele foi.
24:39Ele foi.
24:39Ele foi.
24:39Ele foi.
24:39Ele foi.
24:40Mas, você sabe,
24:41há sempre uma chance de se tornar isso, não você acha?
24:45Eu não sei.
24:46Claro, é.
24:47Há sempre esperança.
24:48Sempre esperança.
24:50E, você sabe,
24:52você vai ao juízo por isso,
24:54e, você sabe,
24:55é o que eles têm bons leitores para.
24:56Pelo que ele estava dizendo,
25:08eu tive a impressão
25:10de que ele não ia se entregar.
25:12Ele tinha escrito cartas para a família.
25:15Ele queria ligar para os amigos,
25:18para a mãe dele.
25:19são sinais de alguém que já tomou a decisão de tirar a própria vida.
25:25O detetive Gene Black atua como ligação
25:28entre os negociadores e as equipes táticas.
25:31Não é fácil.
25:32São muitas mensagens de rádio,
25:34da SWAT, de emergência, táticos e dois canais de patrulha.
25:38Todo mundo está nervoso.
25:40Eles imaginam se o Carr vai chegar ao ponto de ruptura
25:43quando ele falar com o Bernice Bowen.
25:45Basicamente, ele queria dar o último adeus.
25:48E, depois,
25:50colocar o ponto de exclamação ali.
25:52Quero dar uma lição a vocês,
25:53tipo, matar a refém e se matar em seguida.
25:56Acho que teríamos 50% de chance
25:58de conseguir convencê-lo,
25:59mas tudo poderia mudar em um piscar de olhos.
26:08No Mercadinho da Flórida,
26:10uma centena de viaturas
26:11e mais de 200 policiais
26:13cercam o local.
26:14Helicópteros da mídia fazem a cobertura
26:17por todos os ângulos.
26:18Outro helicóptero traz a namorada do assassino.
26:24Bernice Bowen pode ser a única esperança
26:26de tirar Stephanie Kramer de lá viva.
26:30Ela chegou ao local no helicóptero da polícia.
26:32Quando eu soube que a Bernice estava lá
26:38e que os detetives achavam
26:41que ela tornaria nossas negociações mais fáceis,
26:45eu fiz uma ligação para a Bernice
26:47na frente do Henk.
26:49E dava para ver que era uma cartada.
26:52O objetivo final dele sempre foi falar com ela.
26:55Ele queria ser perdoado por ela.
26:57Nesse ponto das negociações,
26:59a delegada Kelly precisa manter o controle da situação.
27:03Ela percebe que Ká pode surtar de novo a qualquer momento
27:07e ela continua a chamá-lo de Joe,
27:09como Joseph Bennett.
27:11Ele é informado que pode falar com Bernice
27:13com uma condição.
27:14Bernice Bowen,
27:25que ainda está usando as roupas ensanguentadas
27:27pela morte do filho,
27:28recebe instruções para conseguir que Ká liberte
27:30a refém imediatamente.
27:32Amor, eu te amo.
27:37Me desculpe.
27:40Tá bem, escuta, escuta.
27:41Você tem que deixar a Stephanie sair
27:43e depois a gente conversa, tá?
27:58Neném, escuta aqui.
28:00Eu não vou sair daqui vivo, tá bom?
28:02Neném, eu te amo
28:03e eu não vou sair daqui vivo.
28:07Eu estou perdendo muito sangue.
28:10Eu matei meu filho.
28:11Meu amor, foi um acidente.
28:15Não foi de propósito.
28:16Tá tudo bem.
28:17Eu compreendo, eu entendo.
28:19Não faça nada contra si mesmo.
28:22Eu estava pronta para tirar ela da linha,
28:24caso a situação se agravasse.
28:27Eu estava prestes a desligar,
28:30mas ela fez o que nós pedimos.
28:33A única hora que cortamos o contato
28:34foi quando ele ficou repetindo
28:37a mesma coisa sobre perdão
28:39e o quanto ele estava sofrendo.
28:41E nós não estávamos conseguindo nada,
28:43porque ele se recusava a falar sobre a Stephanie.
28:46Já faz uma hora
28:47desde que Carr concordou em libertar a refém.
28:50Mas ela ainda está lá dentro.
28:54Do outro lado da rusa,
28:55atiradores estão de prontidão
28:56com as armas de grosso calibre
28:58apontadas para o mercadinho.
28:59O comando não quer dar o sinal de fogo
29:02por temer que Stephanie
29:03seja ferida na troca de tiros.
29:06A negociadora tenta mais uma vez
29:08garantir a libertação.
29:10É a Kelly de novo.
29:11Tem que escutar a sua mulher.
29:12Ela quer que você deixe a Stephanie sair.
29:14Coloca a minha mulher de volta na linha
29:16mais um pouquinho.
29:16Deixa eu falar com ela mais um pouco.
29:18Ela quer que você deixe a Stephanie sair.
29:20E então ela saiu todo esse caminho
29:22para estar com você.
29:24Então ela quer que você deixe ela sair
29:26como nós falamos.
29:27E então você pode falar com ela.
29:29Ela quer que você esteja perto de você.
29:31E você não pode fazer isso de lá.
29:33Ok, Jo?
29:34Você pode colocar ela de volta
29:35e deixar ela falar por um pouco?
29:38Você pode falar com ela
29:39depois que você deixe a Stephanie sair.
29:41Mas deixa eu falar com ela
29:52um pouquinho mais.
29:53Acho que ele estava só postergando
29:55o resultado final da decisão dele.
29:58Na minha opinião,
29:59ele estava tentando se convencer
30:01que estava na hora de tirar a própria vida.
30:03Eu quero te dizer algo.
30:04Ok?
30:05Eu vou levar minha própria vida.
30:06Não, você não.
30:07Escute, não diga nada de fora.
30:09Ok?
30:10Baby, escute.
30:11Baby, eu não posso viver
30:12sabendo que você vai estar
30:14nessa dor de sua vida.
30:16Baby, não faça isso para aquela garota.
30:18Baby, o que é para mim?
30:20Eu sinto falta dos seus carinhos.
30:23Então não faz isso comigo.
30:26Ficamos tensos
30:27quando ela estava no telefone
30:28porque bastava uma palavra
30:30para irritar ele.
30:31E tudo poderia se acabar.
30:35O negociador de apoio,
30:36Roberto Batista,
30:37assume o telefone.
30:39Ele espera usar a afinidade
30:40que ele estabeleceu
30:41mais cedo com o carro.
30:42Ele pôde reconhecer minha voz.
30:44Ele pediu para fazer uma coisa
30:45e nós fizemos.
30:46Nós queremos garantir
30:47que ele soubesse
30:48que o que ele nos pediu
30:49que fizéssemos,
30:50nós fizemos para ele.
30:51Agora é a vez dele
30:52fazer uma coisa para nós.
30:55Quero falar com a minha mulher.
30:56Coloque ela no telefone.
30:57Você disse que ia deixar
30:58a moça sair.
30:59Assim que ela voltar
31:00no telefone, eu faço isso.
31:01Mas vocês ficam
31:02tirando o telefone dela.
31:03Você pode falar com ela
31:04o quanto você quiser
31:05depois que deixar a moça sair.
31:07Por favor, vocês precisam...
31:08Você disse que é assim
31:09que falasse com ela.
31:10Você falou com ela
31:10três vezes.
31:11Eu sei, mas disse para vocês
31:13que eu queria terminar
31:13de falar com ela
31:14e vocês ficaram tirando
31:15ela do telefone
31:16antes que eu terminasse
31:16de dizer o que eu queria dizer.
31:18Porque você disse
31:18que ia deixar a moça sair.
31:20Vocês estão começando
31:21a me aborrecer.
31:21Eu não vou discutir com vocês.
31:23Bota ela de volta na linha.
31:24Volta com a minha mulher.
31:25Deixa a moça sair.
31:26Bota a minha mulher
31:26de volta no telefone.
31:27Deixa a moça sair.
31:28Deixa a moça sair.
31:29Eu perdi a paciência com ele.
31:37Eu sei que eu devia
31:38ter ficado calmo,
31:40mas foi um dia
31:40muito traumático
31:41para todos nós.
31:42Vou deixar ela sair
32:01e depois me mato.
32:04Você me ouviu?
32:06Sabe que eu vou me matar,
32:07não sabe?
32:08O tempo está se esgotando.
32:09Os negociadores decidem
32:11deixar que Bernice Bowen
32:12faça mais uma tentativa
32:13de convencer Carr
32:15a encerrar o impasse.
32:16Eles vão matar meu marido.
32:46A delegada Kelly
32:52joga a única cartada
32:53que lhe resta,
32:55dizendo a Stephanie
32:56que ela tem que sair
32:57de lá agora.
32:59Alô?
33:00Alô, Stephanie?
33:02Sim.
33:03Tem que cortar
33:04a conversa com ele.
33:05Diz pra ele
33:06que está pronta pra sair,
33:07que você quer sair daí.
33:09E é isso que tem que dizer
33:10pra ele, ouviu?
33:12Tá bom.
33:13Eu sei que está
33:14com pena dele.
33:15Faz ele saber
33:16que você vai sair
33:17e que a sua família
33:18quer você.
33:19Tá bom.
33:20Ótimo.
33:21Entrega o telefone
33:22de volta pra ele
33:23e espera um minuto.
33:25E aí diz pra ele
33:26que está pronta pra sair.
33:31Alô?
33:33Tá, tudo bem, Joy?
33:34Tá.
33:35Vou dizer à família
33:35da moça
33:36que ela está bem.
33:37Ela está saindo.
33:38É só me dar
33:38mais alguns minutos,
33:40tudo bem?
33:40Vai deixar ela sair.
33:41Me dá...
33:42Não vai?
33:43Me dá uns minutinhos
33:43que ela vai sair.
33:50Tudo bem.
33:51Eu vou fazer o seguinte,
33:52eu vou falar
33:52com a minha mulher,
33:54então eu vou dar
33:54um tiro na minha cabeça,
33:56aí você pode sair.
33:57Dez minutos,
34:02vinte minutos,
34:03finalmente chegando
34:04a uma hora.
34:06Apesar de eu não
34:06ter estado
34:07com ela no mercadinho,
34:09eu percebi
34:10que ela teve
34:11muitas oportunidades
34:12pra sair de lá.
34:13Eu queria passar
34:14pelo fio do telefone
34:15e dizer,
34:16escuta aqui,
34:17sai!
34:19É preciso fazer isso
34:20com palavras,
34:21mas também
34:22sem irritar...
34:24sem irritar a refém.
34:26Isso pode ser
34:27contraproducente.
34:28Pouco depois
34:29das sete da noite,
34:31Carr pega o telefone
34:32outra vez
34:32e o jogo
34:33fica ainda mais perigoso.
34:35Eu quero dar
34:36a minha corrente de ouro
34:37e quero dar
34:38a minha carte de ouro
34:39e quero dar
34:40a minha camisa
34:40pra ela ter alguma coisa
34:41pra lembrar de mim.
34:42Manda pra fora,
34:43junto com a Stephanie
34:44e eu garanto
34:45que a sua mulher
34:45vai receber.
34:46Você sabe
34:47que eu vou morrer, né?
34:48É o que você me disse,
34:48mas você não tem que,
34:49mas...
34:51Então,
34:51quando falamos
34:52depois,
34:52você fala
34:52a Stephanie,
34:53tá certo?
34:54Não,
34:55eu não tenho
34:55um problema
34:56mesmo assim,
35:10ela não aparece.
35:12Umas quatro horas
35:13depois que o impasse
35:14se iniciou,
35:15os negociadores
35:16colocam
35:16o Bernice Bowen
35:17no telefone
35:18mais uma vez.
35:19a Stephanie
35:20tá grávida,
35:21todo esse estresse
35:22vai fazer
35:22ela perder o bebê,
35:23você entendeu?
35:24Você não quer
35:24que ela perca o bebê,
35:25então você vai
35:26deixar ela sair,
35:26deixa ela sair
35:27e a gente conversa.
35:28Eu vou deixar ela
35:29sair daqui a pouco,
35:30neném,
35:30por favor,
35:31está começando a me...
35:33Há uma longa pausa,
35:40a sala fica em silêncio.
35:42Será que Hank O'Kar
35:43iniciou a última
35:45contagem regressiva
35:46e vai causar
35:47ainda mais destruição?
35:55No mercadinho,
35:56a equipe da SWAT
35:57elaborou um plano.
35:58O plano é colocar
35:59uma carga de explosivos
36:00na parede,
36:01bem ao lado
36:02de onde o Card
36:02está parado.
36:03O único problema
36:04é que eles precisam
36:06tirar a refém
36:06de lá primeiro.
36:10Mais 20 minutos passam.
36:11é agora ou nunca.
36:26Então,
36:27às 7h20 da noite,
36:29Stephanie finalmente
36:30sai pela porta da frente,
36:32a salvo e sem ferimentos.
36:33os negociadores
36:40e centenas
36:41de oficiais de polícia
36:42soltam um suspiro
36:43de alívio coletivo.
36:45Habilidosamente,
36:46eles alcançaram
36:46o objetivo principal,
36:48mas o impasse
36:48ainda não terminou.
36:50Ou Hank O'Kar
36:51sai
36:51ou a SWAT
36:52entra.
36:53Naquele momento,
37:11eu soube
37:12que haveria
37:12uma entrada tática.
37:14Ou ele mudaria
37:15de ideia
37:16e se entregaria
37:17à equipe tática
37:18ou faria o que disse.
37:21Nós não passaríamos
37:22pela porta da frente
37:23para encarar
37:23mais um tiroteio
37:24com aquele cara.
37:25Não ia acontecer.
37:27Se a melhor maneira
37:27de agir fosse
37:28demolir o prédio,
37:29então tudo bem.
37:30Nós não andamos
37:31por aí matando gente,
37:33mas numa situação
37:34como aquela,
37:35nós não poderíamos permitir
37:36que ele saísse
37:37daquele lugar.
37:39Ele não iria escapar.
37:41Vamos fazer isso
37:41no ponto mais fácil.
37:44Vamos lá,
37:44Jouters.
37:53A namorada de O'Kar
38:02tenta convencê-lo
38:03a se render
38:03até o último instante.
38:06Neném,
38:06eu preciso de você.
38:07Você não pode fazer isso
38:09comigo.
38:09Neném?
38:10Neném,
38:11me escuta aqui.
38:11Eu já tomei a minha decisão.
38:13Preciso de uns momentos
38:14só para mim.
38:15Você sabe que isso
38:15não faz diferença?
38:17Não faz diferença, tá?
38:18porque sua filha
38:18vai ver o coitado
38:19do pai dela
38:20dando um tiro na cabeça
38:21e ela vai dizer
38:22meu pai é fraco
38:23e você quer
38:25que ela veja isso?
38:26Eles jogaram,
38:27eles jogaram
38:27alguma coisa aqui dentro.
38:28Não jogaram não,
38:29Neném.
38:30Neném,
38:30eu te amo.
38:31Eles bombearam
38:31alguma coisa,
38:32tipo um gás.
38:33Não bombearam não,
38:34Neném,
38:34não bombearam.
38:36Neném,
38:37Neném,
38:37eu te amo.
38:38Eu te amo,
38:39Neném,
38:39não faz nenhuma besteira.
38:48Fala comigo.
38:57Por favor,
38:58fala comigo,
38:59pelo amor de Deus,
39:00fala comigo.
39:02Fala comigo.
39:07Eu ouvi o tiro.
39:10Soube exatamente o que era.
39:18O suspeito foi neutralizado
39:22e não apresenta mais perigo.
39:24Repito,
39:25o suspeito foi neutralizado
39:27e não apresenta mais perigo.
39:29Nossos agradecimentos a todos.
39:32Para a negociadora-chefe
39:34Marissa Bell Kelly,
39:36a mera intensidade do tormento
39:38lhe causa grande impacto.
39:40Acabou.
39:44E todas aquelas emoções
39:46que sentir por horas
39:48só explodiram.
39:51Eu só queria ir embora,
39:53ir para casa.
39:55Estava com dor de cabeça,
39:56queria chorar.
39:58Tudo.
39:59Raiva.
40:01Ele fez aquilo
40:03e
40:04me colocou naquela situação.
40:08Colocou as famílias
40:09naquela situação.
40:10Fez todas aquelas
40:11centenas de policiais
40:13irem para lá.
40:15Como uma pessoa só
40:17consegue provocar
40:18tanto caos?
40:20Enquanto a noite cai,
40:21os oficiais que mantêm a lei
40:23vão para casa,
40:24depois de um dos dias
40:25mais sombrios
40:26de suas vidas.
40:28O patrulheiro rodoviário
40:29Brad Crooks
40:30e os detetives
40:31Rick Childers
40:33e Randy Bell
40:33estão mortos.
40:35Quando voltamos
40:36para a central
40:37e vimos os paletós
40:40deles
40:40nas cadeiras,
40:41nós sabíamos
40:42que todo mundo
40:44leva o paletó
40:45para casa
40:45no final do expediente,
40:47mas eles não foram.
40:49E isso
40:50causou um trauma
40:52em você.
40:52Mesmo que Hank
40:53O'Kar
40:54nunca vá a julgamento
40:55pelos crimes
40:56que cometeu,
40:57os detetives
40:58estão convictos
40:59que Bernice Bowen
41:00não é uma vítima
41:01coisa nenhuma.
41:02tragicamente
41:03ela perdeu
41:03o filho
41:04de quatro anos
41:04Joey,
41:05mas ela mentiu
41:06várias vezes
41:07para os investigadores.
41:10Ela sabia
41:11que o nome dele
41:11era Renka,
41:12sabia que ele
41:13era violento.
41:14Entrevistamos
41:15uma pessoa
41:15com que ela
41:16ficou depois de tudo
41:17e ela fez
41:18declarações
41:19para essa pessoa
41:20e eles fizeram
41:21um pacto
41:21que nunca
41:22seriam apanhados
41:23e ele mataria
41:24quantos oficiais
41:25de polícia
41:26fosse preciso.
41:27E tem mais uma coisa,
41:28aquela outra informação
41:30que Bernice omitiu
41:31da polícia.
41:33Acontece que ela
41:33sempre soube
41:34que Renka
41:35portava uma chave
41:36de algema.
41:38Se os detetives
41:39Tilders e Bell
41:40soubessem disso,
41:41muitos acreditam
41:42que eles teriam lidado
41:43com a situação
41:44de forma muito diferente.
41:45Eu acho que a comunidade
41:47ficou tão chocada
41:48e arrasada
41:49por todas as vidas
41:51que se perderam
41:52e eles sabiam
41:53que ela poderia
41:54ter ajudado
41:55a impedir
41:55e eles a responsabilizaram.
41:57Em 1999,
42:01Bernice Bowen
42:02foi condenada
42:03pela acusação
42:03de cumplicidade
42:04pós-fato
42:05na morte
42:06de dois oficiais
42:07de polícia.
42:09Ela foi condenada
42:10a 21 anos
42:11de prisão,
42:12além dos 15 anos
42:13por arriscar
42:13a vida dos filhos.
42:18O detetive
42:19Gene Black
42:20ainda não consegue
42:20acreditar
42:21na reação
42:22de Bowen
42:22depois que a equipe
42:24da SWAT
42:24encontrou o car morto
42:25caído no chão.
42:27É uma coisa
42:28que ele nunca
42:28vai esquecer.
42:31Ela desabou
42:32por um motivo
42:33e só perguntou
42:35uma coisa.
42:37Vocês acham
42:37que Hank Carr
42:38sofreu?
42:39Acham que ele sofreu?
42:41Ela não disse
42:42nada a respeito
42:43do filho.
42:44Ela não disse
42:45nada sobre
42:46os dois policiais,
42:47os três policiais
42:48que foram mortos
42:48naquele dia.
42:49A única coisa
42:50acham que Hank sofreu?
42:52Provavelmente não
42:53o bastante.
42:54Provavelmente não.
42:55όma gonna Flag
43:13não.
43:14Você já se achou
43:16嗎?
43:17Não.
43:18Não.
43:18Não.
43:19Não.
43:20Não.
43:21Não.
43:22Não.
43:22Não.
43:23Não.
43:23Não.
43:24Não.
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