- há 5 semanas
O envelhecimento da população brasileira ganha destaque na política. No podcast Direito Simples Assim, o cientista político Adriano Cerqueira analisa como o aumento de idosos impacta eleições, políticas públicas e decisões econômicas no país.
Acesse o site:
uai.com.br
em.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE!
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
instagram.com/estadodeminas
twitter.com/portalUai
twitter.com/em_com
Acesse o site:
uai.com.br
em.com.br
SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE!
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
instagram.com/estadodeminas
twitter.com/portalUai
twitter.com/em_com
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Olá, estamos aqui de volta com o nosso Direito Simples Assim.
00:05É sempre bom estar aqui com vocês.
00:07Hoje é aqui o Vinícius, a Tamara ali, a Morgana está lá no fundo, o Léo também,
00:14e o nosso convidado de hoje, que eu vou falar daqui a pouquinho, quem é.
00:18Esse mês a gente resolveu dar atenção à questão do idoso.
00:24No programa passado nós falamos disso, da necessidade de fazer uma programação para a velhice, aquela coisa toda.
00:33E hoje nós vamos falar sobre o envelhecimento no Brasil e o impacto disso na conjuntura política.
00:44É uma conversa que a gente vai ter aqui sobre isso.
00:48E mais uma vez a gente está aqui recebendo, que já é nosso parceiro aqui,
00:52O Adriano Cerqueira, que é cientista político, mestre, doutor em ciência política e história,
01:04professor do IBMEC, da Universidade Federal de Ouro Preto, da Academia da Polícia Militar.
01:14Então é alguém que tem o que trazer para a gente.
01:20É um prazer ter você aqui de novo, Adriano.
01:24É um prazer todo meu, Rosane, é sempre muito agradável estar aqui com vocês nesse bate-papo.
01:30É sempre um bate-papo, aqui é bate-papo.
01:33Então, nossa população está envelhecendo, como é que é isso?
01:37Está envelhecendo, é um processo que tem gerado até uma certa surpresa.
01:43Havia uma expectativa, quando saiu o resultado do censo de 2022,
01:49que haveria por volta de 220 milhões de brasileiros, e na verdade não foi menor.
01:54Ou seja, a população mais jovem não está crescendo tanto quanto poderia.
02:00Por outro lado, por conta do avanço na medicina, as pessoas estão com uma expectativa maior de vida.
02:08Graças a Deus.
02:11Então, assim, estão vivendo mais e mais e mais.
02:14E isso está, claro, mudando o perfil demográfico da população.
02:21É engraçado, às vezes eu vou nos eventos, até políticos,
02:24alguém comenta, mas só tem velho aqui.
02:26Eu falo, é, mas na sociedade nossa hoje só tem, mas é velho mesmo.
02:30Criança e jovem você vai encontrar em outro lugar, embalado.
02:33Você não vai encontrar os movimentos assim.
02:34Quem era jovem ia nesse movimento, envelheceu, continua indo.
02:39Continua indo, continua participando ali.
02:42E qual é o impacto desse envelhecimento na vida política do nosso país?
02:52Olha, são vários impactos.
02:55Uma coisa importante é a chamada agenda.
02:58Quais são os problemas que vão ser mais sentidos pelo eleitorado?
03:02Porque se a população está envelhecendo, o eleitorado também está envelhecendo.
03:06Então, quais são os problemas que a população mais sente?
03:11Então, o que o eleitorado vai mais demandar na agenda pública?
03:15Se fosse uma população mais jovem, a questão do trabalho, do emprego,
03:20questões referentes até mesmo a diversões,
03:22deveriam ter uma maior atenção por parte do eleitorado.
03:27Mas, como a população está envelhecendo,
03:30ela está muito preocupada com a sua saúde mental, com a sua saúde física,
03:34com questões de mobilidade, com problemas referentes a internações,
03:38uma gripezinha que vira uma pneumonia, plano de saúde, atendimento.
03:44Então, assim, a agenda pública tende a se transformar mais
03:47para dar maior atenção a quem está falando cada vez mais forte no sentido eleitoral.
03:53Então, os velhos tendem a assumir uma proporção maior de atenção.
04:00Tem também um aspecto interessante que é mais econômico,
04:03que é a questão da previdência, do atendimento a essa população
04:07que muitas vezes não está mais trabalhando,
04:10mas está vivendo mais muitas vezes do que se poderia esperar,
04:13o impacto que isso tem na economia do país.
04:17Em contrapartida, a gente não tem jovens contribuindo, né?
04:19É para poder no mercado de trabalho, então você tem que repensar o plano previdenciário,
04:25se vai ser as novas gerações que vão bancar as velhas,
04:28acho que é uma hora que a coisa vai ficar complicada.
04:31E tem um outro aspecto que ainda vou comentar,
04:33que é uma tendência de maior conservadorismo em termos de comportamento,
04:37em termos de atitude de vida, que à medida que a pessoa vai envelhecendo,
04:40ela tende a...
04:40Eu ia até te perguntar isso agora.
04:42Sim.
04:43Pode continuar vendo essa linha?
04:44Pois é, tem esse aspecto.
04:46Não estou dizendo que todo idoso é conservador,
04:49a gente sabe que não, tem muitas pessoas que vão envelhecendo
04:51e mantém aqueles ideais mais progressistas,
04:54enfim, que a gente pode chamar mais a esquerda.
04:57Mas, por outro lado, há uma tendência do indivíduo,
05:00quando ele está mais jovem,
05:01ele é mais ousado, mais atirado, mais questionador,
05:05não está muito preocupado em preservação de coisa,
05:08muitas vezes coloca mais em riscos,
05:11mas à medida que esse indivíduo sobrevive a essa fase,
05:13e vai acumulando algum patrimônio, alguns bens,
05:18forma família, tem uma rede de amigos,
05:21ele vai mais preocupado, ele fica mais preocupado em manter isso,
05:24em conservar isso, em não expor isso tanto a riscos.
05:28Então, a tendência é ele assumir uma postura mais conservadora,
05:32uma visão mais conservadora em relação à vida,
05:36frear um pouco essa necessidade de mudar tudo, sempre, qualquer coisa.
05:40Então, a tendência de um, as pessoas falam que no mundo todo,
05:44principalmente nas economias mais avançadas,
05:47que também estão envelhecendo,
05:48essa tendência de haver um aumento da direita, do conservadorismo,
05:53eu arriscaria dizer que um dos fatores que tem contribuído para isso
05:58é o envelhecimento que está acontecendo.
06:00Aqui no Brasil, eu identifico esse fator.
06:03Dá para ser visualizado assim?
06:05Dá para ser visualizado.
06:06Inclusive, como eu falei, às vezes a gente vai nos eventos mais conservadores,
06:10realmente a faixa etária é mais avançada.
06:13Mas pessoas que estão ativas, estão preocupadas, estão protestando,
06:19estão falando das coisas, mas você vê que são pessoas não mais jovens.
06:23Eu me lembro da minha época de faculdade,
06:28colegas que faziam parte, que a gente fazia parte de DA, DCE,
06:35o pessoal que era ativista, aquela coisa toda.
06:38Fazia acontecer.
06:39Fazia acontecer.
06:40E hoje eu estou vendo muitos destes aí totalmente à direita.
06:44Está vendo?
06:45Totalmente à direita.
06:47É claro, isso aí é um pouco...
06:49Nós formamos há 30 e poucos anos.
06:53Então, você imagina.
06:54Isso é uma coisa que a gente percebe no cotidiano.
06:57Então, eu acho que tem sim esse fator.
07:00É mais psicológico, mas eu explico por conta disso.
07:03Você fica mais preocupado em manter as coisas.
07:06Isso aqui é uma estabilidade.
07:07Isso aqui é uma maior estabilidade.
07:08E também uma maior atenção em relação ao passado,
07:13a sua família, seus valores.
07:15Não que seja errado a pessoa optar por um...
07:18Não.
07:18Acho que é...
07:19Isso mais conservador.
07:20É, não.
07:21É uma característica que vai acontecer.
07:23Faz parte da democracia ter pessoas que pensam de formas diferentes.
07:29Mas eu estou falando é isso.
07:31Quando você está falando aí que a gente é mais ousado
07:34quando está em uma determinada fase,
07:36depois a gente vai mudando.
07:39Alguns se mantêm e outros mudam radicalmente.
07:42Mudam radicalmente.
07:43Vai, Vinícius.
07:44Pegando esse gancho aqui que eu ia fazer essa pergunta,
07:47eu vou só reformular ela um pouquinho,
07:50que é o seguinte,
07:51que é esse impacto dos conservadores no meio político.
07:57Isso já é perceptível.
08:02Praticamente, já respondeu o que eu ia perguntar.
08:03Mas você já consegue ver isso em números?
08:07Ou seja, nas pesquisas feitas,
08:09essa tendência ao conservadorismo,
08:13esse link entre a idade e posicionamento político?
08:17Sim, dá para perceber.
08:20Quando algumas pesquisas que a gente percebe,
08:22ou mesmo as que eu faço,
08:24você vê que o perfil mais jovem,
08:27adolescente, início,
08:30aquela fase dos primeiros 20 anos,
08:32eles tendem a assumir uma postura mais progressista,
08:37mais aderente,
08:38uma série de propostas,
08:39agendas mais avançadas, enfim.
08:42Já a população mais idosa,
08:45ela tende a assumir um aspecto
08:48mais questionador e mais conservador.
08:51E é um conservadorismo mesmo.
08:52Quando eu falo conservadorismo mesmo,
08:54é assim,
08:55eles podem ser resistentes, por exemplo,
08:57a propostas de alteração da previdência.
09:01Porque a previdência existente está atendendo a eles.
09:06Então, qualquer alteração pode gerar algum tipo de problema na vida deles.
09:11Então, mesmo que seja uma proposta de lei que possa ser, digamos assim,
09:15mais liberal ou mais à direita,
09:18eles podem, para aquela questão específica,
09:20não aceitarem.
09:22Porque mexeriam na estabilidade.
09:24Mexeriam na estabilidade.
09:25Eles estão preocupados com essa questão.
09:27Então, depende muito.
09:28Outro ponto que é interessante,
09:29que relativiza um pouco esse aspecto,
09:31é que a gente percebe que os conservadores,
09:34os idosos,
09:35eles têm o hábito de procurar
09:36as chamadas mídias mais tradicionais,
09:39como fonte mais de informação.
09:42E os mais jovens estão mais largados
09:44na internet,
09:46rede social e essas coisas.
09:48Só que as redes sociais
09:49são muito mais abertas
09:51ao debate,
09:53à polarização,
09:55que nas chamadas mídias tradicionais.
09:57Então, às vezes,
09:58essa faixa etária mais idosa,
10:01ela não assume uma pessoa tão,
10:03mais assim,
10:04à direita ou mais conservadora,
10:05porque, muitas vezes,
10:07ela está muito orientada
10:08pelo tom do editorial,
10:10do noticiário,
10:11que tende a ser um pouco
10:12menos polarizado
10:14do que aquele...
10:14Vai para a extrema, né?
10:16É.
10:16Do que aquele que...
10:18Daquela selva bruta
10:19que são as redes sociais.
10:21E os mais jovens,
10:22o pessoal que está na faixa de trabalho,
10:24eles não,
10:25estão à vontade,
10:27usam o IA,
10:28não têm medo disso,
10:30exploram as informações.
10:32E aí, muitas vezes,
10:33eles assumem alguns valores,
10:34algumas forças mais à direita,
10:36mais conservadores,
10:37em alguns aspectos,
10:38por conta de estar mais exposta
10:40a uma informação
10:40que, no caso dos mais idosos,
10:43nem sempre vai surgir,
10:44ou se surge de uma forma
10:45bastante criticada,
10:48analisada.
10:48Até a manifestação, né,
10:49do pessoal idoso,
10:51é diferente.
10:52Sim.
10:52Porque eles não têm
10:53esse contato direto
10:54com as redes sociais.
10:56E hoje,
10:56as pessoas são muito voltadas
10:58para a internet, né?
11:00Porque é mais fácil
11:01estar ali na mão.
11:02E as pessoas idosas
11:03têm mais dificuldade com isso.
11:05Elas usam, né?
11:06E tem que ter aumentado o uso.
11:08Tem as tias do ZAP.
11:09Exatamente.
11:10Eu não sou tia do ZAP.
11:12Mas a tia do ZAP é interessante,
11:14não é que todas são, né?
11:16Mas, assim,
11:16é um grupo que verbaliza bem,
11:19então foi identificado.
11:20Então, a gente tem que...
11:21É uma brincadeira.
11:22É uma brincadeira.
11:23Então, os grupos
11:23das famílias misericórdia.
11:26Agora, o ZAP é interessante,
11:27porque ele é uma mídia social
11:30que quem usa,
11:31quem lê jornal,
11:32quem vê televisão,
11:34usa,
11:34e quem não,
11:35também usa.
11:36Então, todo mundo usa.
11:38Porque é a forma
11:38de comunicação mais direta, né?
11:40É.
11:40Então, acho que tem
11:41esse aspecto também.
11:43Agora, Adriano,
11:44uma coisa.
11:45E as políticas públicas?
11:47Elas já...
11:47Você está conseguindo ver
11:48alguma mudança já
11:49das políticas públicas
11:51para essa questão
11:52do idoso?
11:53Ou a gente ainda está
11:54engateando nisso?
11:56Ou seja, o Estado está percebendo
11:57que a gente está...
11:59Que nós estamos envelhecendo
12:00e que vamos precisar
12:01de demandas específicas?
12:03É.
12:03Eu acho que essa questão
12:05está se aprofundando
12:06cada vez mais, né?
12:08A gente vê, por exemplo,
12:09uma questão que muitas vezes
12:10não é bem relacionada a isso.
12:13Essas campanhas de vacinação
12:15contra a gripe
12:16que todo ano tem.
12:18É porque...
12:19Não faz muito sentido.
12:21Eu vou falar uma coisa
12:21que os médicos, por favor,
12:22não me matem.
12:24Uma pessoa mais jovem,
12:25não sei se precisa
12:26tomar vacina
12:27contra a gripe, né?
12:29Mas qual que é a preocupação?
12:31Uma pessoa mais idosa
12:32se pega uma gripe,
12:34a chance dessa gripe
12:36evoluir para uma pneumonia
12:37é muito mais alta
12:39do que se for uma pessoa
12:39mais jovem.
12:41Então, assim,
12:42claro que é uma política
12:44mais voltada
12:45para os mais idosos,
12:45que é uma porcentagem
12:47cada vez maior
12:47da população.
12:48Qual que é o problema
12:49se houver um surto
12:51de gripe
12:52que faça com que
12:53muitos idosos
12:54venham a ser internados?
12:56Os postos de saúde
12:57não vão dar conta.
12:58Eles vão ficar
12:58sobrecarregados,
12:59porque é um volume
13:00de gente muito grande.
13:02Então, a ideia
13:03da vacinação da gripe
13:05é tentar diminuir
13:06o índice
13:08de pessoas
13:09que vão ter
13:09uma gripe agravada
13:11e vão ter que usar
13:11os postos de saúde.
13:13A gente viu isso
13:14na época da COVID.
13:15O que é interessante
13:16é que antes da COVID
13:17vocês já tinham,
13:18na época fria,
13:19uma grande utilização
13:21dos postos de saúde
13:23por conta de gripes
13:24que se agravavam
13:25em pneumonia
13:25e com muitas ocorrências
13:27de morte.
13:28Então, assim,
13:29agravou na época
13:29da pandemia
13:30e ela conseguiu pegar
13:32grupos mais jovens
13:33também
13:33para usar
13:35esse serviço.
13:36Então, assim,
13:37a questão
13:38dessa vacinação
13:39todo ano,
13:41em massa,
13:41praticamente,
13:42por conta da gripe,
13:44é uma,
13:45na minha avaliação,
13:46é uma dessas ocorrências
13:49de políticas públicas.
13:50Tem a questão também
13:51do atendimento
13:51aos idosos,
13:53você ter essa questão
13:54de saúde mental,
13:56a própria acessibilidade,
13:59investimento cada vez maior
14:02em centros de saúde,
14:04impostos de saúde
14:05que possam prestar
14:06um serviço melhor.
14:08Tudo isso,
14:08eu acho,
14:09tem a ver
14:09com esse impacto.
14:09Agora, tem uns lugares
14:10que as prefeituras,
14:13o Estado em si,
14:14está designando
14:15para poder
14:16as pessoas idosas
14:17fazer pilates,
14:19fazer algum tipo
14:20de dança,
14:22justamente para
14:23tornar uma população
14:25mais ativa,
14:26menos reclusa e tal,
14:28fornecendo ali
14:29bem-estar
14:30para esse tipo
14:32de...
14:33Sim.
14:34Uma coisa interessante
14:36que é o seguinte,
14:38pelos seus estudos,
14:41o Estado está conseguindo
14:42dar essa resposta
14:46ou a gente
14:46tem exclusão?
14:48Vamos ver,
14:49porque, assim,
14:50é uma demanda crescente.
14:51Quando você está falando,
14:52é só você verificar os números,
14:53você sabe que
14:54não é uma epidemia
14:56ou algo
14:57que vai surgir do nada,
14:58é uma coisa demográfica,
15:00previsível
15:01e que...
15:02e dá para a gente entender
15:03quais demandas
15:04virão.
15:06Está tendo
15:07essa exclusão?
15:07Ou seja,
15:08está tendo o...
15:09a gente está conseguindo
15:09manter um certo compasso
15:11entre as políticas públicas
15:12e o atendimento
15:13ou está tendo exclusão,
15:14na sua opinião?
15:15É que vai depender
15:16muito de cada lugar.
15:17Eu diria que, assim,
15:18no contexto mais geral,
15:20o Estado tem ficado
15:22cada vez mais sensibilizado
15:23e tem procurado atuar
15:24com mais políticas públicas
15:27em relação
15:27à questão dos idosos.
15:29Há um gap, né,
15:30porque você tem
15:31um agravamento,
15:32muitas vezes,
15:32de alguma situação
15:33que pede
15:34uma maior urgência
15:36e aí o Estado
15:37tem que prestar
15:38aquele serviço.
15:39Mesmo as famílias,
15:40no sentido mais privado,
15:42a gente vê muitas vezes
15:43pessoas cujos pais
15:45vão ficando
15:46com 80, 90 anos
15:47e eles começam
15:48a ter problemas sérios,
15:50de serem cuidados,
15:51de onde,
15:52como vai ficar,
15:53não dá para ficar em casa,
15:55então vai ficar
15:55em algum lugar
15:56especializado.
15:58O que geralmente
15:58ainda tem uma questão
15:59até interessante
16:00que é o seguinte,
16:01muitas vezes,
16:01esse ônus
16:02cai em cima da filha,
16:03da mulher.
16:04Exato.
16:04Que é outro problema
16:05que nós temos.
16:06É outro problema
16:07e há também,
16:08eu já escutei,
16:09muitas queixas
16:10em relação
16:10a esses serviços
16:12de atendimento
16:13aos idosos,
16:14que nem sempre
16:15funciona muito bem,
16:17tem muitos riscos
16:18agregados a isso,
16:20é muito caro,
16:22ou seja,
16:22você ter um acompanhante,
16:25dar essa devida atenção,
16:26isso pesa,
16:27eu não sei se os planos
16:29de saúde
16:29atendem isso,
16:30então,
16:30tem alguns aspectos
16:32que eu acho
16:32que ainda vai ter
16:33que avançar mais
16:34as políticas
16:34para reconhecer
16:36esse fenômeno,
16:37porque eu acho
16:37que a gente
16:38deve estar vivendo
16:38aquele limiar
16:39de achar
16:39que o Brasil
16:40é uma sociedade jovem,
16:41e na verdade,
16:42eu não acho mais
16:43o Brasil
16:44uma sociedade jovem.
16:45É como se a gente
16:45fosse sempre jovem.
16:46Pois é,
16:46quando tinha a famosa
16:47pirâmide,
16:48aquela base larga
16:49dos anos 70,
16:50essa base
16:50não existe mais.
16:52Então,
16:52assim,
16:52hoje a gente
16:53tem que se conscientizar
16:54que a gente
16:54é uma sociedade
16:55envelhecida,
16:57e que,
16:58portanto,
16:58a nossa base
16:59do mercado de trabalho
17:00está se encolhendo,
17:01e a gente
17:02não consegue atrair
17:03tantos imigrantes
17:04para poderem
17:05compensar
17:05essa ausência
17:06de um mercado
17:07de trabalho
17:08mais alargado,
17:09e a tendência,
17:10então,
17:10são os idosos
17:11cada vez
17:12demorarem mais tempo
17:14para poder aposentar.
17:16Hoje é 65 anos,
17:18eu acredito
17:19que em algum momento
17:19essa idade mínima
17:21vai aumentar,
17:22porque as pessoas
17:22estão bebendo mais,
17:23então paga mais.
17:25Eu acho que vai ser
17:26um pouco
17:26esse impacto aí.
17:28Uma pergunta,
17:29como é que é essa questão
17:30no Brasil?
17:32Porque,
17:32assim,
17:32a gente tende a,
17:34o Brasil é um continente,
17:35a gente tende a achar
17:36que é um fenômeno
17:36igual em todos os estados,
17:39qual que é o estado?
17:39Tem algum estado
17:40que isso já está
17:40mais avançado,
17:42os idosos,
17:42aí você pegando
17:44geral no país,
17:45por estado
17:45ou por região,
17:47onde que esse fenômeno
17:48está mais,
17:50onde que tem
17:51uma população idosa
17:51mais velha,
17:53quer dizer,
17:53população idosa,
17:54né?
17:54Os três estados,
17:56assim,
17:56com o maior índice
17:57de população idosa,
17:59segundo o último censo
18:00do IBGE,
18:01é nessa ordem,
18:03Rio Grande do Sul,
18:04depois Rio de Janeiro
18:05e depois Minas Gerais.
18:07Ah,
18:07somos o terceiro?
18:08Somos o terceiro.
18:09Então,
18:09Rio de Janeiro
18:10tem uma população idosa
18:12muito grande.
18:13É que o pessoal
18:13que fica no Ipanema,
18:14ali,
18:14complicada,
18:15não dá para ver
18:15que tem muito idoso.
18:17Não,
18:17e pode ser uma espécie
18:18de Miami,
18:19muito idoso
18:21de outros estados.
18:22Todo mundo já fala
18:22isso mesmo,
18:23porque tem muita gente,
18:24assim,
18:24pessoas com poder
18:25aquisitivo grande,
18:26que é como se o Rio de Janeiro
18:28fosse a Flórida,
18:29né?
18:29Eu aposentei em Minas Gerais,
18:31vou morar na beirada da praia,
18:32vou para o Rio de Janeiro.
18:33Eu acho que pode ter
18:34essa atração.
18:35No caso Rio Grande do Sul,
18:37acho que são aspectos,
18:38né?
18:38De colonização,
18:39uma população de colonização,
18:40uma população
18:41com um certo nível
18:44de desenvolvimento,
18:45então,
18:45o padrão de vida
18:47aumenta mais.
18:48Menos filhos, né?
18:49É,
18:49e a população
18:50tem mais tempo de vida.
18:52Agora,
18:52Minas Gerais,
18:53ocupando esse terceiro lugar,
18:54é interessante,
18:55porque é o segundo estado
18:56mais populoso,
18:57menos que São Paulo,
18:58mas já tem mais idosos
19:00que São Paulo,
19:01porque São Paulo
19:02atrai muita gente jovem ainda.
19:04É a maior economia,
19:05então,
19:07o grau de atração
19:08de pessoas mais jovens
19:10tende a diminuir o impacto
19:12da população envelhecida,
19:14enquanto que Minas Gerais
19:15tende a reter um pouco mais
19:16essa população.
19:17Eu ia fazer justamente
19:18uma pergunta nesse sentido,
19:19porque você falou
19:21que a expectativa
19:22de vida das pessoas idosas
19:24está aumentando.
19:25Em contrapartida,
19:27o nascimento
19:27está ficando cada vez menor.
19:30A gente ainda vai continuar
19:31envelhecendo?
19:32A gente ainda vai ser
19:33uma população mais velha?
19:35A tendência é,
19:36porque quem tem hoje
19:3750 anos,
19:38daqui a 10 anos
19:39já vai ter 60.
19:40E poucos,
19:42felizmente,
19:42vão morrer nesse caminho.
19:44Então,
19:44a base da população ativa,
19:47que hoje é um pouco,
19:49é a maior base,
19:50se você olhar na pirâmide,
19:52ela,
19:53boa parte dela
19:54vai migrar
19:54para 65 anos ou mais.
19:57Então,
19:57vai alargar esse espaço.
19:59E a base
20:00da população mais jovem,
20:02que está mais encolhida
20:04em relação
20:05à população
20:05em faixa de trabalho,
20:08ela não vai suprir
20:09essa mesma quantidade
20:10de pessoas.
20:10A gente tem visto isso,
20:11esses problemas
20:12dessas bases,
20:14por exemplo,
20:14no Japão.
20:15Sim.
20:16Que a maioria da população
20:17é idosa.
20:18Isso.
20:19E lá são pouquíssimos
20:20nascimentos,
20:21inclusive,
20:22estão até com políticas
20:23no sentido de favorecer
20:25quem está vindo de fora.
20:26Exato.
20:26Eu estava só completando isso,
20:29eu estava vendo,
20:30tem alguns países
20:31que há o risco real
20:34da população
20:36deixar de existir,
20:38no sentido,
20:38por exemplo,
20:39como Portugal,
20:40porque é uma conta
20:41que você vai fazendo.
20:43Quantos nascem,
20:44quantos morrem.
20:47O fato de viver mais tempo
20:49deu uma prolongada nisso,
20:51mas a conta não fecha.
20:53Então, por exemplo,
20:54a gente vê hoje
20:54a questão de Portugal
20:55de imigração,
20:56um movimento até
20:57anti-imigrante,
20:59no caso deles,
21:00pelo que eu li na reportagem,
21:01é uma questão
21:02de sobrevivência
21:02do próprio povo português.
21:04Isso.
21:04Se eu não tiver nascimento,
21:05se eu não aumentar
21:06essa demanda,
21:08você não vai ter mais
21:10o português.
21:10Ele vai deixar de existir,
21:12que uma hora a conta
21:13vai,
21:14a quantidade vai ser
21:15muito menor.
21:15E tem países como a Hungria,
21:16que é um país considerado
21:18mais conservador,
21:19mais à direita,
21:19que é um país
21:20que está claramente
21:21estimulando
21:22o nascimento
21:23de húngaros.
21:24está com políticas públicas
21:26para favorecer
21:27que os húngaros
21:29tenham filhos.
21:30Então,
21:31está claramente
21:31uma política...
21:32Para não deixar o país
21:32morrer,
21:33para deixar de existir,
21:35porque depois...
21:36e proteger a sua cultura,
21:37aí é uma questão conservadora,
21:38proteger a sua língua,
21:39seus costumes,
21:40aquela coisa toda.
21:42Porque outros países
21:42na Europa,
21:43como a França,
21:44estão importando
21:45forças de trabalho
21:46migrante,
21:47com os costumes deles
21:48e tal,
21:48e estão alterando
21:49o perfil cultural
21:51desses países.
21:52Mas estão pagando
21:53os velhinhos franceses,
21:54aposentadores...
21:55Estão pagando
21:56aposentadores
21:56dos velhinhos
21:56ingleses.
21:58E ao mesmo tempo,
21:59eles estão se beneficiando
22:00de uma série
22:01de políticas públicas
22:02desses estados,
22:03que nos seus estados
22:04de origem,
22:05esses migrantes
22:05não têm.
22:06Então,
22:06é um tomar lá,
22:07dá cá.
22:08Mas tem esse risco
22:09da questão cultural
22:11e da questão
22:11de identidade,
22:12digamos assim,
22:13de povo...
22:15Ela vai ser modificada.
22:16Só uma curiosidade,
22:17em Minas,
22:18tem alguma cidade
22:20que tem mais velho,
22:21mais idoso?
22:22Pois é,
22:23eu dei uma pesquisada,
22:24eu achei interessante,
22:26ali na região
22:27de...
22:28aqui no...
22:29central, né?
22:30Na região central de Minas,
22:31próximo de Bom Despacho,
22:33três das cinco cidades
22:35com maior percentual
22:36de idosos,
22:37está lá.
22:39A maior,
22:40com maior percentual
22:41de idosos
22:41é a Estrela do Indaiá,
22:43aí tem outra cidade
22:43que é sem peixe
22:44e tem biquinhas.
22:46São as três ali
22:48daquela região...
22:48Próximas, né?
22:49Próximas,
22:50e que tem uma maior
22:51porcentagem.
22:52Aí pode ser um aspecto,
22:54talvez,
22:55específico,
22:56né,
22:56da colonização
22:57daquela região,
22:58a gente sabe que em Minas
22:58tem muitas famílias,
23:00muito cruzamento,
23:01né,
23:01entre parentes,
23:02então pode ser que
23:03um potencial genético
23:05melhor ali,
23:05favoreceu isso,
23:07ou então é um lugar
23:08que atrai muito,
23:09muitos idosos, né,
23:10ou seja...
23:11Está mais tranquilo,
23:12qualidade de vida.
23:13A população mais jovem
23:13se afasta,
23:14vai procurar outros
23:15mercados de trabalho,
23:16aí os aposentados,
23:18os idosos ficam,
23:18ficam cuidando dos netinhos,
23:20enfim,
23:20então isso pode aumentar
23:21a proporção.
23:22É um dado
23:23para ser estudado,
23:23mas assim,
23:24você encontra
23:25esses padrões
23:26de envelhecimento
23:27aqui em Minas.
23:28Perfeito.
23:28E as tecnologias,
23:31Adriano,
23:32você acha que elas
23:33podem contribuir
23:34aí para a questão
23:35da melhor qualidade
23:36de vida dos idosos?
23:38Porque a gente já falou
23:39que muitos deles
23:41não têm esse...
23:44essa proximidade,
23:45né,
23:45com as tecnologias aí
23:46de uma forma geral,
23:48né,
23:48embora a gente
23:49tenha visto,
23:50igual a tia do Zap,
23:51a gente tem visto,
23:52assim,
23:52igual, por exemplo,
23:53o meu pai já consegue
23:54navegar lá no YouTube,
23:55a gente consegue ver
23:57aí um melhoramento
23:58disso,
23:59mas tem um impacto
24:00ainda ou precisa,
24:01por exemplo,
24:02de uma política pública
24:03nesse sentido?
24:04Eu acho que
24:05nessa parte da tecnologia,
24:07ela por ser muito mais
24:09fácil de ser aprendida
24:10e uma vez superada
24:12aquela resistência
24:13do idoso
24:13em operar
24:15essas coisas,
24:17eu acredito que aí
24:18está melhorando
24:20a qualidade de vida deles.
24:22Outro dia mesmo
24:22eu estava conversando
24:23com um médico meu
24:24que estava preocupado
24:25com a mãe mais idosa
24:26que ele queria
24:27botar um óculos.
24:29Eu falei,
24:29dá para ela um tablet,
24:30é só se aumentar
24:31a fonte
24:32que ela lê
24:33sem problema.
24:33Eu não tinha pensado
24:35nisso,
24:35essa ideia é muito boa.
24:37Tem o Kindle hoje,
24:38né,
24:38o Kindle consegue
24:39também aumentar.
24:40São soluções simples,
24:41né,
24:41e a gente vê cada vez
24:42mais idosos usando
24:43celulares,
24:44o celular é muito intuitivo.
24:46Inclusive,
24:47a tecnologia tem sido
24:48para os mais jovens,
24:50né,
24:50auxílio para cuidar
24:51dos mais velhos.
24:52Sim,
24:52quando eles não estão
24:53presentes,
24:53inclusive,
24:54já até foi mostrado
24:55aí nas redes sociais,
24:56as pessoas utilizando
24:58a Alexa, né,
24:59para lembrar o idoso
24:59de tomar o remédio,
25:01para poder, né,
25:02porque você consegue
25:03controlar também
25:03via celular.
25:04e tem um dado interessante
25:06que é o mercado, né,
25:07ou seja,
25:08esses idosos
25:09estão virando
25:09um grande mercado.
25:11Obrigado.
25:11Papai e pão de queijo.
25:12Estão virando
25:12um grande mercado.
25:14Grande mercado.
25:15Então, assim,
25:15a tendência
25:16é só as empresas
25:17investirem cada vez mais
25:19em bons produtos
25:20e serviços
25:21para essa população idosa.
25:23Eu acho que,
25:24nesse sentido,
25:24o mercado tem sido
25:25bem ágil
25:26em atender,
25:27em ver essas oportunidades
25:28e atender essas demandas.
25:29E, nesse ponto,
25:30seria minha próxima pergunta,
25:32só que no sentido
25:33dos movimentos sociais.
25:35Como que os movimentos sociais
25:36estão, né,
25:37trabalhando nesse sentido
25:39em relação
25:40a essa população mais idosa?
25:42Olha, aí,
25:43eu confesso
25:45que eu não vejo
25:46muito ainda
25:47essa presença.
25:50O que a gente percebe
25:51é que os idosos
25:52estão se manifestando
25:54politicamente cada vez mais.
25:56Tudo bem que você tem,
25:57quando você olha os índices, né,
25:58de abstenção
25:59por idade,
26:01a partir dos 70 anos,
26:02cai,
26:03aumenta muito o índice
26:05de não comparecimento
26:06porque a pessoa
26:06não é obrigada a votar.
26:08Mas, ainda assim,
26:09você tem 30, 40%
26:10que querem votar,
26:12que vão e votam.
26:13E, em termos absolutos,
26:14isso dá um impacto
26:16eleitoral muito grande.
26:18A população mais jovem,
26:19que também não é obrigada
26:20a votar,
26:2016, 17 anos,
26:22ela, em termos absolutos,
26:24tem um volume
26:24de eleitores
26:25bem menor
26:25do que 70 anos ou mais.
26:27Então, às vezes,
26:28o que vai votar
26:29entre os mais jovens
26:30mal alcança
26:32aqueles mais idosos
26:33que foram votar.
26:34E eles estão ficando
26:35mais ativos,
26:36acompanhando melhor,
26:37estão acompanhando
26:38as notícias,
26:39eles tendem a se politizar mais.
26:41É interessante
26:42que eu ainda não identifiquei,
26:44mas deve existir,
26:45movimentos específicos
26:46para a questão
26:46dos mais idosos.
26:47Mas eu imagino
26:48que a tendência
26:49é eles cada vez mais
26:50reivindicarem
26:51esse papel.
26:52Ou então,
26:53a presença deles
26:54em partidos
26:55e organizações
26:56ser cada vez mais
26:58marcar a presença
27:00e exigir
27:01uma atenção
27:01em relação
27:02às suas demandas.
27:04Entendi.
27:05E com relação
27:07à previdência social,
27:08como é que fica
27:09esse impacto aí?
27:10Esse impacto
27:11é pesado, né?
27:12Porque...
27:13Eu acho que eu nunca
27:13vou me aposentar
27:14se for olhar
27:15desse jeito.
27:15Exatamente.
27:16Vou me lascar.
27:17Porque a gente
27:18tem um modelo
27:19em que
27:20quem aposenta
27:22se sustenta
27:25com o que é retirado
27:27em termos
27:28de quem está produzindo.
27:30Se você tem
27:31um volume maior
27:32de gente trabalhando,
27:34eles dão conta
27:34de sustentar
27:35essa população
27:36mais idosa
27:37e mais jovem,
27:38porque os mais idosos
27:38também não trabalham.
27:40Agora,
27:40na medida que diminuir
27:42essa PEA,
27:44essa população
27:44economicamente ativa,
27:45o Estado
27:47vai ficar
27:48cada vez mais
27:49dependente
27:50de empréstimos.
27:51A dívida pública
27:52tende a crescer muito.
27:54A gente vê isso
27:55nos países mais avançados.
27:56A dívida pública
27:57nos países mais avançados
27:59está ficando
27:59muito alta.
28:02Mas eles conseguem
28:04de algum modo
28:05compensar isso.
28:08Mas o Brasil
28:08não é uma economia
28:10desenvolvida.
28:11E o peso
28:12tende a aumentar
28:13cada vez mais.
28:14A única solução
28:15é você
28:15diminuir
28:17esse universo
28:18de aposentados.
28:19Você faz isso
28:19aumentando a idade mínima
28:20e dando condições
28:23para o Estado
28:23conseguir se remunerar
28:25melhor em relação
28:25ao mercado de trabalho.
28:27Ou seja,
28:27se não se mudar
28:28o modelo previdenciário,
28:30a tendência
28:30é o custo
28:32do trabalhador
28:34brasileiro
28:34ficar cada vez
28:35mais alto
28:35para dar conta
28:36de sustentar
28:37essa população
28:40que não está
28:40mais trabalhando.
28:42E o peso
28:42da dívida pública
28:43também do Estado
28:44tende a aumentar
28:45cada vez mais
28:45porque o Estado
28:46vai ter que buscar
28:47outras fontes
28:48de financiamento
28:49para bancar
28:50a previdência
28:52e a seguridade social.
28:54é um problema gigante.
28:55E a gente tem visto
28:56muito idoso
28:59voltando
29:01para o mercado
29:01de trabalho.
29:02Exato.
29:05Trabalhando
29:06e persistindo
29:07no trabalho,
29:08não querendo
29:08aposentar
29:09tão cedo.
29:09tanto...
29:10Tem outros
29:11que já
29:11aposentaram
29:12e voltando
29:13mesmo.
29:14Às vezes volta
29:14por uma necessidade
29:15econômica,
29:16às vezes volta
29:17porque não quer
29:18ficar parado,
29:19porque ainda está
29:20uma saúde mental
29:21e emocional
29:23boa,
29:23então não faz sentido
29:24ficar parado,
29:26mas de qualquer modo
29:27essa sociedade
29:29mais jovem
29:31ela se preparou
29:33para uma situação
29:34de aposentadoria
29:35que hoje mudou.
29:37inclusive os mais jovens
29:38eu não vejo eles
29:39tão preocupados
29:40com a questão
29:41de aposentadoria,
29:42de contribuição,
29:43eles estão
29:44se tornando
29:45investidores,
29:46os que podem,
29:47pegando dicas
29:48de quando monta
29:49uma carteira
29:50de investimento
29:51e tentando
29:52ver uma forma
29:53própria
29:53para poder se preservar
29:55mais no futuro.
29:56Porque esse modelo
29:58de aposentar
29:59e ter
29:59uma aposentadoria
30:01que de algum modo
30:02te sustente,
30:04eu acho
30:04que ele está
30:04ficando
30:05para trás.
30:06E aí,
30:09você quer
30:09falar mais
30:10alguma coisa?
30:11Na verdade,
30:13só para
30:13a gente
30:15também assim
30:16na parte final,
30:19até uma pergunta
30:21que me surgiu
30:21aqui nas suas
30:23explicações,
30:25que é o seguinte,
30:28como que você acha
30:28que isso vai ficar,
30:29aí voltando
30:30para a política
30:31que é uma área
30:31que me chama
30:33atenção,
30:33no tipo
30:36de candidato?
30:38O idoso
30:39se identifica
30:40com um candidato
30:42idoso,
30:42experiente,
30:43ou pode ser,
30:44porque às vezes
30:45a comunicação
30:46é até diferente,
30:47às vezes o idoso
30:48pode se identificar
30:49com um jovem
30:51que vai transformar
30:53o mercado,
30:53como que você acha
30:54que isso fica?
30:55Assim,
30:55aparentemente
30:56pelos seus estudos,
30:58qual que é o normal
30:58de se identificar?
30:59A tendência
31:00é identificar
31:01alguém mais próximo
31:02da sua faixa de idade.
31:04Entendi.
31:04Vamos lembrar
31:05dos dois grandes
31:06políticos carismáticos
31:09que tem hoje no Brasil,
31:10Bolsonaro e Lula.
31:11Eles são idosos.
31:13É.
31:14Eles são idosos.
31:16Então, assim,
31:17eles conseguem
31:18chamar essa atenção.
31:20Os mais jovens,
31:21eles podem conseguir também,
31:23mas aí vai ser
31:23uma questão ligada
31:24à fala deles,
31:26à mensagem
31:27que eles estão transmitindo.
31:28mas, assim,
31:31é o que a gente chama
31:32de representação
31:32por espelho.
31:34Então, o eleitor
31:34quer ver alguém
31:35parecido com ele.
31:36Então, a tendência
31:37é você ter candidatos
31:39que apareçam
31:41mais próximos,
31:43em termos de imagem,
31:44ao eleitor.
31:45É um caminho
31:46mais fácil
31:47para você conseguir
31:48uma adesão de votos.
31:50Os mais jovens
31:51podem conseguir isso,
31:52mas eles vão ter
31:52que fazer um esforço
31:53maior nesse sentido.
31:56Não é colocar
31:57uma barba branca,
31:58nem envelhecer,
31:59mas, assim,
31:59porque muita gente
32:00faz isso também.
32:01Porque, no passado,
32:02os políticos
32:03rejuvenesciam.
32:05Mostrar um aspecto jovem.
32:06Jovem,
32:07porque a maior parte
32:07do eleitorado
32:08era jovem.
32:09Agora, a curva mudou.
32:11Então, assim,
32:12eles têm que se mostrar
32:13mais moderados,
32:15mais comedidos,
32:17de uma forma, assim,
32:19mais tranquilos.
32:21Não dá para ser
32:21revolucionário, não.
32:22porque a tendência,
32:25a tendência geral
32:27é esse eleitor
32:28pedir esse perfil
32:29de candidato.
32:29Eu conheci um político
32:31que as fotos dele
32:34de campanha
32:35eram de quando
32:35ele tinha...
32:37Você olha assim e fala,
32:38meu amigo,
32:39isso aqui está um pouco
32:39desatorizado.
32:41Você, você,
32:41você está tão diferente,
32:42porque ele,
32:44na realidade,
32:45estava bem mais velho,
32:46mas estava querendo
32:47colocar a foto
32:47de quando era mais jovem.
32:48Uma vez eu estava conversando
32:50com um promotor eleitoral
32:51e também uma juíza,
32:53porque eles estavam
32:53preocupados com pesquisa.
32:55A pesquisa eleitoral
32:56induz o voto.
32:56Falei,
32:56vocês estão preocupados
32:57com a indução de voto?
32:59Proíbe,
32:59um ano antes da eleição,
33:00a pessoa fazer plástica.
33:02É.
33:03Se preparar para o erro.
33:04Se preparar.
33:05A pessoa tem que mostrar
33:06a cara que é,
33:06porque se mudar a aparência,
33:10induz muito mais o voto
33:11do que uma pesquisa
33:13de intenção de voto.
33:14Aí eles ficaram olhando
33:14e se deram conta.
33:17De fato,
33:17o modo como você
33:18se apresenta para o eleitorado
33:20impacta mais favoravelmente
33:23do que uma pesquisa
33:25dando quando você está na frente.
33:26Isso aí é uma informação
33:27que rapidamente se perde.
33:29Mas aquela imagem,
33:30mais bonitinha,
33:32mais cordial,
33:33é como o eleitor vai...
33:35Ah, fulano de tal,
33:36ei, lenda.
33:37Ou mais arrojado,
33:38mais...
33:40Uma cara sorridente.
33:41E essa imagem vende,
33:42impressionante.
33:42É o que mais vende.
33:43É o que mais vende.
33:44É o que mais vende.
33:44A pessoa vira um produto mesmo.
33:46É o que mais vende.
33:46Ai, que papo mais gostoso, né, gente?
33:49Dá vontade de ficar conversando
33:50com a Adriana, assim,
33:51de tarde inteira.
33:52Não, é ótimo.
33:52Por isso que ele é nosso sócio aqui.
33:54Por isso que é.
33:55Eu estava virando
33:56nosso parceiro mesmo, assim.
33:58Pode chamar que eu gosto.
33:59Pode chamar que eu adoro.
34:00Está chamando.
34:00Vem, vem, Adriana.
34:01Vem ajudar a gente.
34:04Ó, Adriana,
34:04se você quiser falar
34:05mais alguma coisa
34:06para o nosso...
34:06É só registrar, né?
34:09Que é sempre uma grande satisfação
34:10estar no programa do Acesse.
34:11É muito gostoso.
34:13E é uma conversa que...
34:15Flui normal, né?
34:16É, e traz informação
34:18de importância, né?
34:20Para todos nós.
34:22Está certo.
34:24Nós te agradecemos, né?
34:26E eu vou pedir a Tamara
34:28para falar das nossas redes sociais.
34:30Isso aí, pessoal.
34:31Vamos aproveitar,
34:32seguir a gente lá no Instagram, né?
34:34Que é Direito Simples, assim, a DV.
34:36Lá tem bastante informação
34:38de qualidade para vocês.
34:39A nossa coluna, né?
34:41No EM Digital,
34:42aqui no Estado de Minas.
34:43E o nosso podcast aqui também, né?
34:46No Estado de Minas,
34:47vinculado, né?
34:48Ao YouTube.
34:48No YouTube, no Portal Uai.
34:50É para se inscrever, seguir...
34:53Isso, compartilhar.
34:54Curtir, compartilhar.
34:55Porque a nossa intenção
34:56é justamente essa.
34:57É que o direito,
34:58de uma forma simples,
35:00alcance o maior número de pessoas.
35:02Isso.
35:03Quer falar alguma coisa?
35:04Não?
35:04Ótimo.
35:05Então, gente,
35:06nós vamos ficando por aqui, tá?
35:07Depois a gente volta
35:08para tomar café.
35:10E o Adriano não tomou café ainda.
35:12Agora nós vamos parar
35:13porque nós vamos tomar café assim.
35:16Tchau.
35:16Tchau.
35:16Tchau.
35:16Tchau.
Recomendado
3:04
|
A Seguir
1:10:48
Seja a primeira pessoa a comentar