00:00Falamos de economia porque as projeções de mercado para inflação e câmbio neste ano foram revisadas para baixo pela quarta semana consecutiva, segundo o relatório Focus, que é divulgado pelo Banco Central todas as segundas.
00:12Alan Gani está por aqui para analisar esse documento do BC. O que você destaca para a gente, Ogani, aí a quarta semana consecutiva de projeção para inflação e câmbio lá para baixo?
00:23Olha, Nonato, eu vejo que é uma projeção coerente porque se o câmbio também está reduzindo, significa que isso tem um impacto na inflação.
00:34Quanto menor a taxa de câmbio, quanto menor a cotação do dólar, menor é a inflação. Por isso que também há uma redução nas expectativas inflacionárias.
00:44Mas não é só isso, né? Também o mercado acreditando que a política monetária do Banco Central, a taxa Selic, no patamar de 15%, começa a fazer efeito na inflação.
00:56De fato, a gente observa no acumulado de 12 meses a inflação cedendo, muito embora cedendo lentamente, e é por isso que as expectativas também cedem lentamente.
01:09Agora, 4,70% vale destacar que ainda se encontra Nonato acima do teto da meta. O teto da meta é de 4,5%.
01:21Os títulos públicos negociados refletem essa redução da expectativa de inflação à medida que as taxas de juros desses papéis caíram no curto prazo por conta de uma expectativa de redução da Selic.
01:34Agora, quando a gente olha os títulos mais de longo prazo, aí, pelo contrário, as taxas têm subido.
01:40Então, mostrando que há uma redução da inflação no curto prazo por conta da taxa Selic, mas, médio e longo prazo, as preocupações inflacionárias persistem por conta do elevado gasto público e do risco fiscal aqui no Brasil.
01:58Até daqui a pouco, Gani.
01:59Até.
02:00Tchau.
02:01Tchau.
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