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O Conselho de Administração dos Correios se reúne nesta quarta-feira (15) para avaliar um pedido de empréstimo de R$ 10 bilhões em 2025 e mais R$ 10 bilhões em 2026, com aval do Tesouro Nacional. A medida visa equilibrar as contas da estatal, que registrou prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre, mais que o triplo do valor registrado em 2024.

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Transcrição
00:00Porque é o seguinte, é o gancho perfeito pra falar em rombos,
00:03falando em estatais, privatização, modelos de desestatização.
00:06Os Correios, meus amigos e minhas amigas,
00:09calculam que precisam de 20 bilhões de reais só pra fechar as contas.
00:14É, meus amigos, o governo já está articulando empréstimos com bancos
00:17pra socorrer a estatal.
00:19Isso era mais previsível do que o amanhecer e o anoitecer, né, Mano Ferreira?
00:22Explica pra gente o que que tá pegando.
00:23O que tá pegando é estatal sendo gerida como estatal.
00:27É, como faz o gancho com o nosso tema anterior.
00:31A gente vê um verdadeiro rombo que foi construído nos Correios.
00:36Uma empresa que não se atualizou no tempo.
00:40Uma empresa que segue capturada por interesses políticos
00:44e por cabides de emprego para aliados do governo
00:49no lugar de efetivamente focar na prestação do serviço de qualidade
00:54para o consumidor final.
00:56A gente precisa, pra resolver de verdade, problemas como esse, privatizar.
01:03Não dá pra cair no conto da carochinha como se,
01:06ah não, determinados serviços estratégicos
01:10precisam ter o monopólio do Estado na prestação do serviço.
01:15Não precisa.
01:16O que acaba ocorrendo, como a gente vê,
01:18de forma muito cristalina no caso dos Correios
01:24é a captura da estatal para interesses políticos, partidários e eleitorais
01:32fazendo com que ela seja extremamente ineficiente
01:35e na prática tenha um rombo desse tamanho.
01:39Os defensores da manutenção do Estado de Coisas, do status quo de SP Schott
01:43sempre vão dizer que, ah, mas não tem nos rincões, nos grotões do Brasil profundo,
01:48não são comercialmente atrativos e nenhuma empresa privada
01:51vai conseguir atender esses lugares mais isolados do Brasil.
01:54Te convence isso?
01:55Não, até porque a minha família vem de um rincão aí do Brasil,
01:58um lugar bem pequenininho chamado Anicuns.
02:00Anicuns?
02:02Anicuns, lá no Goiás.
02:03E deixa eu te falar, antes realmente era só Correios,
02:06mas hoje se você pede aí pela internet,
02:09chegam outras entregadoras privadas, outros sistemas de entrega.
02:13Então talvez isso fosse verdade há 10, 20 anos,
02:16isso não é verdade mais hoje.
02:17O que é verdade?
02:18É verdade que tem um rombo de 20 bilhões
02:20e é verdade que a solução do governo federal,
02:23a solução aí que o presidente vê,
02:24é um empréstimo para esse rombo.
02:26Quem vai emprestar esse dinheiro?
02:28Você.
02:28Você que está nos escutando vai pagar os juros,
02:31muitas vezes um dinheiro que vem mais caro
02:33põe uma taxa de juros mais baixa por se tratar dessa estatal.
02:36Então assim, no final das contas,
02:37isso só aumenta a nossa dívida pública,
02:40isso só piora o nosso Estado e não tem sido funcional.
02:43Os Correios não funcionam.
02:45Esse é um fato.
02:46Não vale a pena uma empresa de 20 bilhões
02:49que o prejuízo, quem paga é você.
02:51Quem paga somos nós, é quem está trabalhando.
02:53Então muito melhor seria 20 bilhões injetado aí no emprego,
02:57no desenvolvimento econômico, na educação, do que nos Correios.
03:01É, e culpar só a taxa das blusinhas me parece uma baita de uma desculpa esfarrapada, sinceramente.
03:06Se for culpa da taxa das blusinhas, então é culpa de quem?
03:09Do governo federal, né?
03:10Muito bem colocado.
03:11E é por isso que, de novo, eu não gosto desse open bar de CPMI,
03:16mas se faz necessário, ao que tudo indica,
03:18ao expediente que a gente tem ao nosso dispor,
03:20de iniciarmos uma comissão parlamentar
03:23para tentar responder perguntas óbvias.
03:25Como é possível que uma empresa que era lucrativa até na pandemia
03:29começou a degringolar e virou deficitária
03:31com prejuízos bilionários obscenos, como a gente vê hoje.
03:34Então, antes de qualquer resgate bilionário,
03:36antes de qualquer boia bilionária com o seu dinheiro, com o nosso dinheiro,
03:39a gente precisa ter essas respostas de onde é que foi parar esse dinheiro e como?
03:42Quem estava envolvido?
03:43Como foi possível chegar a esse estado de coisas?
03:45É vergonhoso, é vergonhoso, mano.
03:49Que a ministra Esther Doeck falava até o ano passado
03:52que os resultados negativos nos primeiros anos das estatais
03:56não deveriam ser lidos como prejuízos, como rombos.
04:01Ela criticou diversas vezes essa cobertura de nós, da imprensa,
04:07falando em rombos das estatais,
04:09dizendo ela que eram investimentos,
04:12que seriam, portanto, recuperados nos anos seguintes.
04:16E agora o próprio governo admite a necessidade de um empréstimo de 20 bilhões,
04:22que, veja só, esse valor é maior do que o faturamento anual dos Correios
04:27para tapar o rombo.
04:29Então, toda a retórica estatista de investimento por meio de estatais
04:35para recuperação futura,
04:38como se o estado fosse um excelente investidor
04:41e como se isso fosse uma fórmula mágica.
04:44Não, vamos aqui gastar a rodo
04:46que esse dinheiro vai voltar um dia.
04:49Na verdade, o que a gente vê é isso.
04:51Descaso com o dinheiro do pagador de imposto
04:53e um rombo que, no fim das contas,
04:56vai recair novamente sobre cada um de nós.
04:59Lançando mais uma provocação para a bancada,
05:00os defensores da manutenção do status quo
05:02vão falar que nem os Estados Unidos,
05:04o berço da livre iniciativa privatizou por completo
05:08o seu sistema de Correios e de correspondência.
05:10O país do FedEx, do DHL e do UPS
05:13tem o USPS, United States Postal Service,
05:17que ainda é um ponto importante lá,
05:20apesar de ser deficitário também.
05:21Eu lembro que esse é um debate recorrente aqui,
05:23mas a situação agora é outra, meu amigo.
05:26Eles já pediram um arrego bilionário
05:28com o seu e o meu e o nosso dinheiro.
05:30A gente precisa se compenetrar
05:33que eles se renderam.
05:35Eles se renderam e acabaram constatando
05:38tudo o que a gente vem alertando
05:39há muitos, muitos meses aqui nesse programa.
05:41Vocês que nos acompanham sabem bem disso.
05:43Ileme Sugimori, essa questão,
05:45nem os Estados Unidos, o berço da liberdade,
05:47é 100% privatizado.
05:49Eu concordo com o humano
05:52no sentido de que há uma questão de ineficiência,
05:56há uma questão de gestão,
05:57há uma questão de modelos antiquados.
06:01E isso gera perda de dinheiro, gasto.
06:04É verdade isso.
06:06Isso precisa ser adereçado.
06:08É que eu, talvez, até o humano
06:10me considero uma pessoa inocente,
06:12talvez, nesse aspecto.
06:14Eu não acho que a privatização
06:15é a solução para esse tipo de serviço.
06:19Eu acredito que a solução
06:21é justamente seguir essas orientações
06:24que você está indiretamente dando,
06:27que é aumentar a eficiência,
06:30aumentar a fiscalização,
06:31otimizar a gestão,
06:33melhorar, adequar a tecnologia.
06:36Por quê?
06:37Essa questão dos rincões,
06:39de chegar, de fornecer o serviço a todos,
06:42o que está por trás disso?
06:43Está em um Estado
06:45atender as áreas
06:47que não são lucrativas.
06:49se você coloca isso
06:51para uma empresa privada,
06:52ela tem mais incentivo
06:54a atender pior as partes
06:56que não dão lucro
06:57e focar nas partes que dão lucro.
06:59Nós temos alguns exemplos
07:01disso em privatização.
07:03Nós temos aqui,
07:04em São Paulo,
07:05o fornecimento de água,
07:07por exemplo,
07:08em vários bairros periféricos,
07:10ele é cortado
07:11ou diminuído a pressão
07:12à noite.
07:13Algo que não acontece
07:14nos bairros centrais.
07:14Eu não fazia a prestação
07:15do serviço de água
07:16até agora em São Paulo.
07:19Fui até tomar uma água aqui
07:20para poder lembrar.
07:22Ah, sabe,
07:22é um estatal.
07:23Então, você está comprovando
07:25o meu ponto
07:25de que a gestão estatal
07:28não é mágica
07:28para resolver os problemas.
07:30A gente precisa
07:31ter uma regulação bem feita
07:33para serviços
07:34que são monopólio natural,
07:36como é o caso do saneamento.
07:37Não é o caso
07:38das entregas de correio,
07:40vale dizer,
07:41porque é possível
07:42ter totalmente
07:44concorrência aí.
07:45Vale dizer,
07:45não há rincão brasileiro
07:47onde não chegue Coca-Cola.
07:49Então,
07:49essa ideia de que
07:50a iniciativa privada
07:52não chega no rincão...
07:52Eu quero ver chegar
07:53a Coca-Cola
07:54lá na Gruta do Surucucu.
07:55Esse eu quero ver.
07:57Não acredito.
07:57Ô, Tarcísio,
07:58você está preocupado com a Coca-Cola?
07:59Vamos que vamos.
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