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O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15) uma audiência de conciliação entre representantes do governo federal e do Congresso Nacional para discutir a crise provocada pela elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A bancada do Morning Show debateu o assunto.
Apresentador: David de Tarso
Reportagem: Marília Ribeiro
Comentaristas: Cinthya Nunes, Elias Tavares, Mano Ferreira e Sergio Zagarino

Assista ao Morning Show completo: https://youtube.com/live/2MaqyDECoCg

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Transcrição
00:00O que eu quero saber, quem vai ceder de fato é se é o Executivo ou o Congresso Nacional,
00:04porque hoje tem uma audiência de conciliação no STF e a Aline Becht vai trazer todas as informações pra gente.
00:10Aline, muito bom dia.
00:13Oi David, bom dia pra você, bom dia a todos no estúdio e a todos que nos acompanham.
00:18Isso mesmo, tem uma audiência de conciliação marcada pra acontecer hoje no Supremo Tribunal Federal.
00:23Essa audiência foi marcada pelo próprio ministro relator dessa ação no Supremo, o ministro Alexandre de Moraes.
00:30E aí, a previsão é de que participem dessa, ou pelo menos a previsão anterior,
00:36era de que participassem a Presidência da República por meio da Advocacia Geral da União
00:41e também os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre e também da Câmara, Hugo Mota.
00:45Mas, até então, no momento, Davi Alcolumbre e Hugo Mota não devem participar dessa audiência de conciliação
00:53e eles vão encaminhar os seus advogados e serão representados por sua defesa,
00:58suas defesas ali naquela audiência com o ministro Alexandre de Moraes
01:03e também a representação da AGU na figura do ministro Jorge Messias.
01:08Então, já começa uma sinalização de que talvez um acordo ou uma negociação em torno do IOF
01:16não tenha acontecido nesses últimos dias em que foram colocados panos quentes em cima dessa pauta
01:21desde a derrubada do decreto por parte do Congresso Nacional.
01:25Por quê? O governo federal acredita que a prerrogativa e alega que o IOF é uma prerrogativa do Executivo
01:34e não do Legislativo e que não vai abrir mão dessa proposta desse decreto.
01:39Então, a articulação indica que não houve um texto alternativo ao aumento dessa medida de IOF por parte do governo
01:47mesmo com toda a interlocução que foi gerada com o Congresso Nacional nos últimos dias.
01:52O Congresso Nacional, em contrapartida, acaba alegando que esse imposto é regulatório,
01:58ele não é um imposto arrecadatório e que se o governo federal quisesse aumentar impostos,
02:04tivesse feito em uma tramitação legal, que no caso seria uma tramitação ali passando pelo Legislativo
02:10e aprovada oficialmente pelo Congresso Nacional.
02:13A audiência foi marcada pelo ministro Alexandre de Moraes, ele que alguns dias atrás acabou suspendendo os dois decretos,
02:21tanto do Executivo quanto do Legislativo, então continua em vigor as alíquotas atuais do IOF,
02:28sem nenhuma alteração até que haja uma definição, uma decisão final por parte do Supremo Tribunal Federal.
02:35Os poderes acreditam em suas medidas, tanto o Executivo na medida que foi editada pela Presidência da República
02:43e o Congresso Nacional no PDL que foi votado para poder derrubar os decretos do governo.
02:49O governo defende que esse aumento do IOF poderia gerar uma arrecadação entre 10 e 12 bi para poder conter as contas públicas,
02:57uma arrecadação ali dentro do orçamento de 2025, já prevendo uma boa meta também para 2026.
03:04Mas o Congresso Nacional contrariou com relação a essa medida, foi uma derrota histórica no Congresso,
03:11membros, senadores e deputados da base do governo acabaram votando para poder derrubar esse decreto presidencial.
03:18Então agora essa discussão ocorre em um âmbito jurídico, o ministro Alexandre de Moraes é quem vai definir no final das contas
03:27se o Executivo vai poder ou não utilizar esse decreto para aumentar o IOF ou se ele realmente será derrubado ali,
03:35tendo em vista a colocação do Legislativo por parte do Congresso Nacional.
03:41Mas o fato é que os presidentes eram esperados nessa audiência de conciliação e isso não vai acontecer,
03:46mas estarão ali de certa forma representados por suas defesas, vão fazer as suas colocações
03:52e aí nós teremos após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que vai avaliar toda essa situação
03:59e dar um indicativo ali em nome do Judiciário. Eu volto com você.
04:04Tá certo, Aline Beck, te ao vivo direto de Brasília, muito obrigado pelas suas informações.
04:07Elias Tavares, qual a avaliação diante de tudo isso?
04:10David, primeiro que eu quero deixar claro aqui que eu fiquei muito triste não ter entrado na pauta anterior
04:15porque eu ia fazer uma confissão que eu gosto de funk, tá?
04:19Agora trazendo aqui.
04:21Não, fica tranquilo que a gente vai ter tempo, inclusive a nossa audiência está sempre atenta
04:24porque o secretário de Segurança Pública de Diadema, ah, na verdade a Helena me passou aqui,
04:30que é o porta-voz de Diadema, quer entrar ao vivo para participar do Morning Show.
04:34Então assim, a nossa audiência, e aqui é democrático o espaço, a gente vai voltar a tratar desse tema
04:38e aí você vai fazer suas colocações.
04:40Se você quiser até dançar um funk, a gente deixa.
04:42Eu pedi por Boris já preparar.
04:43Eu acho que não vai ser agradável, a audiência não vai gostar.
04:48Bom, sobre o IOF, infelizmente a gente está numa de reúne para convocar e convoca para reunir.
04:54Está muito claro que não chegou no consenso.
04:57Não se tem uma negociação ou não se marca uma negociação
05:01se as partes não têm ali pelo menos o mínimo de se colocar para negociar.
05:06Quando o governo fala que ele está indo para negociar e não abre mão dos seus pontos
05:09e o Congresso a mesma coisa, a gente percebe que existe uma grande perca de tempo nessa questão, né, David?
05:16Então assim, a gente está rodando, não vai chegar a consenso nenhum,
05:21vai ficar mais uma vez para o colo do STF e aí tem todas as críticas que todo mundo acaba fazendo ao judiciário,
05:28mas é que quando se de fato, agora sim a gente está chegando no ponto que quando o executivo não consegue
05:35dialogar com o legislativo, de fato é o judiciário que vai ter que dar as cartas nesse tema tão importante,
05:43e mais uma vez, não tem ganhador, nenhum Congresso, nenhum governo, agora indo justamente para a mão do judiciário.
05:50É só aumento de desgaste, né, porque, para ser claro, o governo perdeu no Congresso, perdeu feio, uma lavada,
05:59o Congresso não aceita aumento de imposto.
06:02A gente pode até discutir até que ponto essa posição do Congresso é efetiva e responsável,
06:08dado que o Congresso muitas vezes aumenta gastos, e se aumenta gastos a conta não fecha,
06:13então a gente pode discutir até onde vai a coerência do Congresso nessa postura,
06:19mas é fato que a população brasileira não aceita mais imposto.
06:24E o governo, independentemente da responsabilidade do Congresso,
06:30o fato é que tenta empurrar uma estratégia de aumento da arrecadação a todo custo,
06:36independentemente da capacidade da sociedade continuar pagando essa conta.
06:40é aquela história, a vaca está desnutrida e o governo está lá insistindo em tirar leite.
06:46Não dá, é essa situação.
06:48E aí perdeu no Congresso, foi para o tapetão, judicializou e puxa o Supremo
06:54para uma briga que não deveria ter nada a ver com o Supremo Tribunal Federal,
06:58porque o governo perdeu, mas não aceita a derrota.
07:02E se não houver um consenso, Cíntia Nunes, o que acontece?
07:05Qual vai ser a posição, então, do STF?
07:07Olha, que não há um consenso e não haverá.
07:10Eu não tenho, assim, vou ter uma surpresa gigantesca se realmente chegar a ser um consenso.
07:17Porque a gente tem uma guerra de narrativas onde cada um puxa a corda para o seu lado
07:21por motivos que, e a corda somos nós, né?
07:25E que por motivos que, infelizmente, não condizem com o bem da população.
07:30Eu acredito, francamente, que dentro desta estratégia de jogar ao Poder Judiciário
07:36o que não deveria, em termos técnicos, sim, né?
07:41Porque o Poder Judiciário exatamente está aí quando é provocado,
07:44na ausência de uma composição amigável entre as partes.
07:48Mas eu acredito que, nesse ponto, o Supremo vai realmente ir a favor do governo,
07:55ao que indica, a não ser que sintam desgaste e sintam necessidade
08:00de se colocar um pouco abaixo dessa temperatura.
08:05Mas a minha impressão é que vai manter.
08:08Talvez ali colocando um pouco de água fria em alguns dispositivos,
08:13mas acredito que vai manter.
08:15Sérgio Zagarino, você acredita, como a Aline Beck te bem trouxe a informação,
08:19que os próprios representantes envolvidos na questão não vão participar,
08:24vão mandar outras pessoas?
08:25Já é uma sinalização de, olha, não estou aberto ao diálogo,
08:27não quero sentar frente a frente com você para negociar?
08:31É uma situação que, no meio de um processo judicial,
08:34as partes vão ser representadas ali pelos seus advogados.
08:37É exatamente isso que eles vão fazendo.
08:38Faz o menor sentido.
08:38O presidente da Câmara, o presidente do Senado e o presidente da República
08:43irem ali tomar um café com o ministro relator desse caso,
08:47que é o ministro Alexandre de Moraes,
08:49e eles ficarem discutindo quais serão os rumos das políticas do Brasil.
08:52Não é isso o que o Supremo deveria fazer.
08:56Então, essa medida já é algo teratológica, no meu ponto de vista.
09:00E, em relação ao fato de ter ocorrido a judicialização,
09:04é o que a Cíntia falou, faz parte.
09:05Existe o mecanismo, existe o instrumento legal, existe a ação.
09:08O Supremo foi provocado e ele deveria ter julgado.
09:12Ele deveria ter resolvido a questão,
09:14porque, diferente do que você comentou, Cíntia,
09:16eu acredito que somente mais uma decisão teratológica
09:19irá fazer com que o Supremo concorde com o decreto
09:23que foi promulgado ali pelo presidente da República
09:26em razão do fato de que existe a prerrogativa legal.
09:31Por mais que existam essas narrativas que você comentou,
09:33existe a lei.
09:34E existe lei que permite um decreto do Legislativo
09:38que, se eu não me engano, tinha sido utilizado apenas uma vez na história.
09:42E agora foi pela segunda, pelo atual presidente da Câmara,
09:45que foi validado pelo Congresso, em ampla maioria,
09:48para derrubar o decreto Legislativo, o decreto Presidencial.
09:52O que eu quero dizer com isso?
09:53Que nós vivemos ainda numa democracia.
09:54Por mais que o presidente queira governar por decreto,
09:57na base da canetada, existe lá os representantes do povo.
10:00Igual o Mano falou, bom ou ruim os motivos pelos quais
10:03eles tomaram essa decisão, a gente pode até ponderar
10:07e fazer uma outra análise.
10:07Mas é prerrogativa deles, é direito deles.
10:10E o presidente da Câmara fez certo.
10:11E não tem como o Supremo dizer que ele não poderia,
10:14porque a lei dá esse direito para ele.
10:16eu quero.
10:17Eu quero.
10:17Eu quero.
10:17Eu quero.
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