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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou em São Paulo um novo programa de crédito imobiliário voltado à classe média. A iniciativa eleva o teto de financiamento para R$ 2,25 milhões e estabelece limite de juros em 12% ao ano. O objetivo é estimular o setor da construção civil e facilitar o acesso à casa própria. Para analisar a medida, a Jovem Pan entrevista Renato de Sousa Correia, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

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Transcrição
00:00Sobre esse assunto, eu quero falar um pouco agora com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Renato de Souza Correia.
00:07Renato, seja muito bem-vindo. É um prazer recebê-lo aqui no nosso Jornal Jovem Pan.
00:11Obrigado por atender ao nosso convite.
00:13Primeiro, eu quero saber a sua avaliação sobre esse anúncio feito pelo governo federal
00:17e como você entende que ele vai impactar na economia e no setor da construção civil aqui no país.
00:24Boa noite.
00:24Primeiramente, obrigado pelo convite, Evandro. Uma boa noite a você e toda a sua audiência.
00:33A gente tem que lembrar que o déficit habitacional no Brasil, ele é resiliente e muito alto,
00:40em torno de 6 milhões de habitações. Dados da Fundação João Piero apontaram 5 milhões e 900, na verdade.
00:47Quase 6 milhões de habitações.
00:48E que o direito à habitação é um direito constitucional sem recursos orçamentários garantidos no orçamento federal.
00:57O Brasil conseguiu melhorar os números do déficit habitacional, pouco, mas conseguiu melhorar de forma proporcional
01:08usando dinheiro do FGTS e também da caderneta de poupança.
01:12E todos esses instrumentos foram criados na década de 60.
01:17Então, quando se faz agora uma modernização ou a busca de uma melhor utilização do recurso de poupança,
01:24o setor vê com bons olhos, acredita ser importante um esforço de todos no sentido de dotar o brasileiro,
01:31seja ele da classe mais econômica ou da classe média, de habitações de qualidade, de segurança, de um bom urbanismo.
01:40Então, nós entendemos que é uma boa medida e vamos ter aí o ano de 2026 em teste,
01:49com 5% da utilização desse compulsório e efetivamente deve entrar em vigor em 2027.
01:56Então, a nossa visão é positiva.
01:59Renato, uma das críticas feitas ao governo federal é o fato de isso significar,
02:03possivelmente, um movimento político diante de 2026, um ano eleitoral,
02:07focando na classe média, que hoje é um público que não adere muito ao governo Lula.
02:13Mas você fala sobre a importância desse projeto ou dessas novas regras,
02:19também para resolver o déficit habitacional, que pegaria uma outra categoria.
02:24Como é que você avalia, então, esse debate que vai para o lado político
02:28versus aquilo que realmente o país precisa?
02:31Nessa hora, você acha que há necessidade de deixar a poeira baixar
02:34e avaliar uma medida da maneira mais pragmática possível?
02:40Eu acho que a gente deve olhar o que o Brasil precisa.
02:44O Brasil precisa de habitação, precisa de infraestruturas.
02:48E essa questão do debate político, eu prefiro deixar para que os políticos se resolvam.
02:54Nós aqui do setor, nós defendemos a melhoria do ambiente de negócio,
03:01aumentar os investimentos, porque a gente acredita muito fortemente
03:05que a habitação e a infraestrutura bem aplicadas mudam a vida do cidadão brasileiro,
03:12seja com segurança, com saúde, com qualidade de vida.
03:16Então, nós defendemos isso.
03:18E quando vem um sistema novo, que vem mudar algo da década de 60,
03:23eu prefiro olhar com essa ótica de que é algo que deveria ser feito.
03:28Inclusive, o Brasil tem uma dívida grande com a habitação,
03:33com as pessoas que não têm uma casa digna.
03:36Isso é uma forma de resgatar e de abastecer essa população
03:40que merece realizar o sonho da casa própria.
03:43Renato, a partir da adesão a essas medidas,
03:44como vocês entendem o impacto positivo no setor da construção civil
03:48em termos de empregabilidade e também de ampliação da habitação aqui no país?
03:56Olha, hoje, se a gente pegasse duas fontes, FGTS e caderneta de poupança,
04:01o somatório dos dois em 2025 deve representar algo em torno de 300 bilhões de reais.
04:07O setor já emprega mais de 3 milhões de pessoas com carteira assinada.
04:10O impacto dessas medidas deve acrescentar algo em torno de 35 a 40 bilhões de reais
04:17já no ano que vem.
04:18Então, nós podemos esperar também um acréscimo da empregabilidade do setor,
04:24que é um dos que mais emprega no país.
04:28E uma novidade que muita gente não sabe,
04:31é o maior salário de entrada entre todos os setores da economia,
04:35é o da construção civil.
04:36Renato, muito obrigado por conversar conosco,
04:40por trazer um pouco da visão do setor sobre essas novas medidas.
04:43As portas estão sempre abertas por aqui.
04:46Muito obrigado pelo convite.
04:47Um bom final de semana a você e toda a audiência da Jovem Pá.
04:51Ótimo fim de semana para você também.
04:52Até breve.
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