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  • há 4 meses
Os muros históricos do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, ganharam novas cores com a primeira grande intervenção artística após 130 anos de existência. O espaço é o palco da 3ª edição do Museu de Arte Urbana de Belém (MAUB), que selecionou 19 artistas brasileiros, principalmente paraenses, para pintar 19 murais no Museu Goeldi, unindo arte, cultura e ciência. A inauguração será no domingo (28), na avenida Governador Magalhães Barata, com shows, feira gastronômica e muitas atividades. No dia 3 de outubro, o Museu reabre após parada para reformas internas.

REPORTAGEM: BRUNO ROBERTO (ESPECIAL)
IMAGENS: THIAGO GOMES

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Transcrição
00:00Porque eu fiquei muito curioso em relação ao trabalho que o Malbi fez na intervenção lá no Veru Rio,
00:06a primeira intervenção que eles fizeram.
00:08E o Malbi fez uma postagem e eu fiz um comentário sobre essa postagem.
00:12E a partir daí, a partir da minha postagem, surgiu a possibilidade da gente entrar em contato.
00:17Eu, diretor do Museu Gild, com o diretor do Malbi, entramos em contato.
00:20E eu disse pra ele, falei assim, olha, vamos continuar conversando,
00:25porque é possível que a gente faça essa parceria,
00:27porque eu tenho a intenção de também fazer, nos muros do Museu Gild, essa intervenção artística.
00:33E dois anos depois, é essa maravilha que nós estamos vendo aqui agora.
00:38É, eu devo contextualizar, historicamente, que nós estamos fazendo esse ano,
00:46130 anos de fundação do Parque Sobotânico.
00:49Então foi um grande, há 130 anos atrás, foi um grande evento em Belém,
00:52você criar um parque que trata de você trazer pra cá exemplares da nossa fauna e da nossa flora.
01:02Então foi um grande evento.
01:03De lá pra cá, eu posso te dizer com certeza, esse é o primeiro, há 130 anos,
01:07esse é o primeiro grande evento em termos de intervenção artística,
01:11em termos de intervenção urbana no Parque Sobotânico do Museu Parense Milo Gild.
01:15Nós procuramos fazer um edital específico com temáticas,
01:20que são temáticas importantes pro Museu Gild, temáticas amazônicas,
01:24que tem uma intervenção entre ciência, cultura, que é o que nós estamos fazendo aqui,
01:29conhecimento e educação, educação ambiental.
01:32Então no âmbito do nosso edital conjunto, que nós trabalhamos junto com o Malby, lançamos o edital,
01:38os artistas se prontificaram a fazer aquilo que é representativo da cultura e da ciência amazônica.
01:45Então o que nós estamos vendo aqui, nesses muros, é a extroversão do que o Museu Gild faz muro pra dentro.
01:54Então a gente, e isso é um pensamento meu, enquanto diretor do Museu Gild,
02:02no sentido de fazer com que haja uma, e existe naturalmente uma interseção e uma interligação
02:09entre ciência, cultura e educação.
02:12Então, a partir da interligação entre essas três áreas, a gente viabilizou o projeto,
02:19a Vale aportou recursos, o IFAM aprovou, porque nós somos um patrimônio tombado pelo IFAM,
02:26eu tinha alguma dúvida se o IFAM, porque é uma intervenção muito pesada, uma intervenção muito bacana,
02:31e eu não tinha certeza se o IFAM iria concordar ou não, o IFAM foi absolutamente um grande parceiro nosso,
02:41autorizou, estamos muito contentes e muito felizes, porque a população quando passa por aqui,
02:47vê que realmente, quem se lembra desse muro pichado antes e quem vê isso aqui agora,
02:53dá muito orgulho pra gente.
02:55Foi uma casualidade, porque eu pensei em fazer a intervenção, não tinha sido definida Belém como a capital da COP30 ainda.
03:03Então, às vezes o gestor passa por algumas decisões que são decisões felizes,
03:07e essa coincidência de a gente estar fazendo uma intervenção no muro e uma intervenção dentro,
03:13tanto que o Parque Zobotânico está fechado pra população,
03:15por enquanto nós vamos reabrir agora no início de outubro,
03:18porque nós estamos fazendo muitas intervenções nos prédios históricos e nos recintos dos animais lá dentro.
03:23Então, quando a gente reabrir, vai ser uma coisa fantástica dentro e fora,
03:27uma reabilitação histórica que o Museu Guilherme precisava passar, e está passando.
03:32Exatamente, a festa vai ser no domingo, a Magalhães Barata vai ser fechada,
03:39convidamos já desde já todos e a todas pra essa celebração da interligação entre ciência e arte e cultura.
03:47Então, fui avisado por amigos que havia aberto o edital para participar do MAUB,
03:54é um evento que vários artistas amigos meus já haviam participado, haviam me falado muito,
04:00eu tinha acompanhado um pouquinho de longe, e agora que eu estou em Belém de novo,
04:05eu tive muita vontade de participar, me inscrevi, deu tudo certo, estou aqui agora.
04:11Eu fico muito feliz de estar aqui no Museu Guilherme Pintando,
04:14por ser uma edição especial do MAUB, que é um evento que acaba conectando vários artistas,
04:20o público, valorizando a arte urbana, e fazer essa arte no Museu Guilherme é muito especial,
04:27por ser um lugar de muita importância de preservação da nossa fauna, da nossa flora,
04:33de memória, de arqueologia e de coisas que, enfim,
04:36lembranças de infância também, que cada parente tem com o museu,
04:41e estar aqui diante do museu, dialogando com o público que passa aqui constantemente,
04:47está sendo muito especial para mim.
04:49Nós tivemos uma preparação, uma imersão com os estudiosos, com quem trabalha no museu,
04:56e eles falaram sobre o ecossistema, sobre o que eles estudam, sobre a ciência,
05:01sobre tudo que compõe o Museu Milho Guilherme.
05:03E com base nisso, eles nos deram várias sugestões e várias ideias
05:07para o que tem dentro do muro também aparecer fora, entendeu?
05:13Então, a minha arte, ela fala justamente sobre o Mangue de Aninga,
05:19que é muito comum nos Igarapés, que é trabalhado também no Museu Emílio Guilherme,
05:24sobre o ecossistema, e aí eu remeti a esse ecossistema típico da Amazônia,
05:32eu quanto à Amazônia, estou muito feliz de retratar a minha vivência,
05:37e incluir vários animais e seres aqui, muito típicos daqui da região da Amazônia,
05:42que é a raia, que é a borboleta olho de coruja, e muito comum a aranha caranguejeira.
05:52Então, elas estão retratadas aqui, eles, junto com, remetem também ao grafismo caiapó,
05:59que também são todos da região, e eles integram de uma forma muito unida,
06:06muito juntas sobre tudo que compõe o Museu Emílio Guilherme e a nossa Amazônia.
06:12Na verdade, o que é muito interessante, que eu observei, é que a própria natureza,
06:17ela se autopreserva.
06:19Se nós, enquanto seres humanos conscientes, se nós preservarmos essa biodiversidade,
06:26elas mesmo, elas vão se autocuidar.
06:29É incrível como esse ecossistema, ele funciona dentro dele mesmo,
06:35e como ele se autopreserva, se nós fomos conscientes, a ponto de preservar eles também.
06:40Se não, nós, enquanto humanos, não interferirmos nisso, né?
06:44E o que a gente tenta passar, que também os outros artistas incríveis,
06:49é justamente a importância dessa...
06:52de tudo que se compõe no museu e na Amazônia, ela precisa ser olhada,
06:59eu acredito que quem passa, observa, tem a curiosidade de saber o que é,
07:03tem a curiosidade de saber o que é cada um elemento que está composto aqui,
07:10eu acredito que desperta um olhar muito mais atencioso para a Amazônia,
07:14enquanto é elemento necessitado a ser preservado, entendeu?
07:19Eu acho que, pelo menos a minha intenção, é despertar justamente essa consciência.
07:25Era um sonho, né?
07:26Eu não conhecia Belém, pesquiso muito sobre as culturas do Norte,
07:31e rolou o edital do Malbi, a gente se inscreveu e eu fui selecionado,
07:35fiquei feliz pra caramba, foi um presentão estar vindo pra cá.
07:39O meu trabalho, ele permeia muito a vida dos caboclos, das pessoas da mata,
07:44das pessoas do campo, das pessoas que trabalham com a terra,
07:47que traz um conhecimento ancestral.
07:49E aqui foi uma oportunidade de juntar a parte natureza, a parte orgânica,
07:57que é a pesquisa, que é o acervo do museu, com as pessoas, né?
08:01Com pessoas da minha cor, com as pessoas que circulam por aqui
08:03e se identificam muito com o trabalho, eu acho que se veem no trabalho,
08:07em várias perspectivas.
08:09Esse mural está sendo feito com tinta acrílica, com pincel,
08:11eu venho do grafite, do spray, mas aqui a gente está trabalhando com tinta acrílica.
08:15Foi uma marcação de desenho feito à mão, que a gente faz com doodle orgânico,
08:20a gente marca o trabalho todo à mão.
08:23Estou tendo uma equipe, dois artistas da cidade se disporam a me auxiliar.
08:28A gente está no quarto dia de pintura, provavelmente hoje a gente finaliza,
08:31graças a esse time que rolou aqui.
08:33Música
08:35Música
08:36Música
08:37Música
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