Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O quarto suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado Ruy Ferraz se entregou à polícia em São Paulo. William Silva Marques é o dono do imóvel em Praia Grande que teria servido de base para os criminosos. Reportagem: Misael Mainetti.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/3vsG-lbFCdI

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#3em1

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Quero falar um pouquinho agora do trabalho da polícia.
00:03O dono da casa, usada por grupo que assassinou o ex-delegado Rui Ferraz, foi preso em São Paulo.
00:08Misael Mainete está acompanhando essa história desde o começo e vai trazer os detalhes pra gente agora.
00:12Conta aí, meu amigo, como andam as investigações e mais esse avanço. Bem-vindo.
00:18Sim, falamos ao vivo aqui do DHPP, que é a Polícia Civil em São Paulo.
00:23Muito boa tarde pra você, pra todo mundo que acompanha o 3 em 1.
00:26O William Silva se entregou nesse final de semana.
00:29Ele é dono de uma casa que fica na cidade de Praia Grande, na Baixada Santista, que é a litoral de São Paulo.
00:36Nessa casa, a polícia suspeita que houve um encontro entre os criminosos antes da execução.
00:42O William tem um irmão que é policial militar.
00:45Esse irmão prestou depoimento e foi liberado.
00:48Portanto, só o William foi o que se entregou.
00:51A polícia já efetuou outras prisões e também já tem outros identificados.
00:56Até agora a gente tem quatro pessoas presas e três identificadas, portanto, foragidas.
01:03Todas relacionadas à execução do ex-delegado-geral de Polícia Civil de São Paulo, Rui Fontes,
01:09que prestava expediente no último trabalho dele à frente da Secretaria de Administração de Praia Grande.
01:16Ele foi executado por volta das seis, sete horas da noite, numa ação muito violenta, com vários criminosos armados com fuzil.
01:25O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, já deu a certeza em entrevistas à imprensa
01:31que o PCC tem a ver com este caso.
01:34Agora, a suspeita que precisa, ou melhor, é preciso elucidar o caso para saber a motivação do crime.
01:42Se tem a ver com retaliação por conta do protagonismo de Rui Fontes frente ao combate ao PCC
01:49ou se tem a ver com algum desafeto porque ele estava à frente dessa secretaria, a de administração da Prefeitura de Praia Grande.
01:57Fato é que o Ministério Público já havia mostrado, em anos anteriores, a infiltração da facção criminosa em prefeituras da Baixada Santista.
02:05Seguimos acompanhando a situação ao vivo aqui e a gente pode voltar a qualquer momento na programação da Jovem Pan.
02:11Muito obrigado pelas informações, viu, Misael Mainete. Um abraço para você.
02:15Eu acho que o que mais revolta nesse caso, Alangani, é o fato de o Ministério Público Federal apontar agora,
02:19o Ministério Público, perdão, apontar agora, que Rui Ferraz já estava na mira dos criminosos do PCC há um bom tempo,
02:27quer dizer, desde a atuação dele contra a facção lá atrás, anos atrás, quando ele ainda ocupava o cargo.
02:33Mas que esses planos, eles se intensificaram, esses planos de perseguição e assassinato se intensificaram
02:38nos últimos anos, nessa, digamos, nesse planejamento para uma emboscada que chegasse a esse resultado.
02:45E mais uma vez, a gente tem uma figura relevante da segurança pública no país sendo simplesmente eliminada
02:52enquanto o crime organizado parece só aumentar.
02:55Evandro, eu lembro que em 2006, eu voltando de um trabalho que eu trabalhava ali na Bela Sintra com a Avenida Paulista,
03:05São Paulo parecia uma cidade sitiada em guerra, você não tinha uma alma viva na rua, né,
03:10foi quando o PCC ordenou todos aqueles ataques simultâneos na cidade de São Paulo.
03:15Negócio aterrorizante.
03:16Veja, isso aconteceu em 2016, a gente está em 2025, praticamente 20 anos depois.
03:24E o que foi resolvido de lá para cá?
03:27Nada.
03:27Pelo contrário, o poder do PCC, o poder do narcotráfico, do crime organizado só cresceu.
03:35Então, é curioso como as autoridades aqui, o meio acadêmico também,
03:40a gente fica lá discutindo as causas da violência, são muito complexas, blá, blá, blá, blá, blá.
03:46E pouca atitude prática.
03:48Enquanto isso, o PCC, o crime organizado, nada de braçada.
03:52E vai se infiltrando cada vez mais dentro do Estado, vai tendo a ousadia de praticar crimes, né,
04:01cinematográficos, hollywoodianos, como foi esse crime agora, como foi aquele crime no aeroporto de Guarulhos.
04:07E vai chegar num determinado momento que talvez a gente vire um narco-estado,
04:12se é que já não somos um narco-estado, como é a Venezuela.
04:16Por que não?
04:18Por que não a gente não procura fazer uma lição de casa aprendendo com quem conseguiu combater o crime de maneira eficaz?
04:29Por exemplo, com Honduras.
04:30Por que a gente não chega humildemente e vai para Honduras entender o que eles fizeram, né?
04:35Ou outros países, né, bem-sucedidos ao combate ao crime.
04:39Mas não, a gente fica aqui uma PEC de segurança que trata muito mais sobre prerrogativas,
04:46se o poder é da Polícia Federal ou da Polícia Estadual, uma questão constitucional,
04:51mas não trata de impunidade, não trata de construção de presídios,
04:56não trata da questão operacional ao combate ao crime.
05:01Enquanto isso, o PCC vai dando risada e nadando de braçada.
05:04Ô Felipe Monteiro, essa situação envolvendo o delegado Rui Ferraz nos prova mais uma vez
05:09o porquê do tanto de cuidados que toma hoje o promotor Lincoln Gaquia,
05:14que é outro nome que combate a facção criminosa intensamente aqui em São Paulo
05:18e que conta com um esquema reforçadíssimo de segurança,
05:22muitas vezes até dormindo, permanecendo na promotoria,
05:26para escapar de emboscadas como esta que acabou resultando na morte,
05:32no assassinato do delegado Rui Ferraz.
05:35Inclusive, esse relatório do Ministério Público mostra que o nome de Lincoln Gaquia
05:39também estava nos planos do PCC para essas execuções.
05:44Agora, em que momento que o jogo vai virar?
05:46Em que momento que a segurança pública vai ser a protagonista
05:52e não aquela que corre atrás de solucionar mais uma situação
05:56que coloca parte das autoridades de joelhos?
06:00É uma tristeza esse fato, Sine.
06:02Mostra, no meu modo de ver, a falência do Estado brasileiro.
06:06Você vê que, de um lado, o Ministério Público tinha um relatório
06:09que apontava que o delegado aposentado era alvo do PCC desde 2024.
06:15Pois é.
06:16E você vê, por exemplo, que nada foi feito para garantir a segurança dele.
06:20E você falou um ponto importante, Lincoln Gaquia.
06:22Lincoln Gaquia tem uma força de segurança escolta armada atrás dele
06:27porque ele é um promotor em exercício.
06:29Teoricamente, quando ele deixar de ser promotor em exercício,
06:32ele vai deixar de ter o direito de ter a escolta armada.
06:35O que aconteceu com o delegado que foi vítima de um assassinato pelo PCC em Praia Grande.
06:45Ele não tinha direito à guarda armada porque era aposentado.
06:51Então, você vê que todas as instituições no Brasil estão, no modo de ver,
06:57deitadas para o PCC.
07:00E a gente não tem nem a discussão sobre políticas públicas pontuais como essa.
07:05O que custa da guarda armada para pessoas combater o PCC
07:09durante o período que estava em atividade com o promotor, com o delegado?
07:15Quanto custa isso?
07:16Custa nada.
07:17É uma pessoa que deixou a família e foi vítima, no modo de ver,
07:21de um descaso do Estado.
07:23Um descaso de atuação efetiva do Estado.
07:27E, por outro lado, quando você pega, por exemplo,
07:29a discussão da segurança pública no Brasil,
07:32ela está sendo deixada de lado para discutir questões periféricas,
07:36como, por exemplo, a lei da anistia, como, por exemplo, a lei de brindagem.
07:45No mínimo, a PEC de segurança é uma discussão.
07:48Está colocada lá.
07:49É ruim.
07:50Não, às vezes, está melhor do que está atualmente a segurança pública no Brasil.
07:53Mas, se é ruim, os parlamentares tinham que sentar em cima,
07:56debruçar em cima e melhorar, aperfeiçoar a PEC da segurança pública.
08:01Mas nem isso faz.
08:02O nosso parlamento quer discutir assuntos periféricos.
08:05E aí, o que acontece?
08:06O PCC está cada vez mais forte
08:09e estamos cada vez sem ter nenhum tipo de instrumento
08:12contra o crime organizado no Brasil.
08:14Agora, 5h24, quem nos acompanha pela rádio, um rápido intervalo.
08:17Daqui a pouquinho, vocês estão de volta.
08:19Nas outras plataformas, seguimos.
08:20E eu quero te ouvir, Bruno Musa.
08:23Pois é, essa é realmente uma situação muito complexa e triste
08:26que o Brasil está vivendo.
08:27E remonta desde 2006, quando a cidade parou.
08:33Quem não lembra disso?
08:34A cidade parada, a gente voltando do trabalho.
08:36Mas eu acho que a gente precisa ser um pouco mais, talvez, pragmáticos.
08:41A gente sabe hoje, e não seremos ingênuos ou infantis,
08:44em achar que o crime organizado não está dentro da máquina pública.
08:47Instituições estão sequestradas por eles.
08:50Muitas pessoas na mão deles.
08:51Muitas pessoas devendo favores.
08:54E a gente sabe que hoje eles fazem parte da economia lícita.
08:59São padarias, são açougues, são farmácias,
09:02são, enfim, qualquer coisa que eles possam esquentar
09:04de ir postos de gasolina, nem se fala.
09:07Quando é que nós vamos, de fato, combater isso?
09:09Eu tenho um grande amigo, há muitos anos, muitos anos mesmo,
09:13e que ele faz parte, ele conhece bem dentro da máquina.
09:16Na verdade, ele atua dentro da máquina, vou deixar aqui,
09:19não vou falar a posição que ele atua.
09:22E ele é do Rio de Janeiro, hoje não está morando no Brasil,
09:25mas ele fala, está emissão oficial fora,
09:27e ele fala o seguinte, que ele precisaria,
09:30ou eles precisariam, todas as instituições armadas do Brasil
09:34por volta de seis meses para conseguir tomar o país de volta,
09:37da mão do crime organizado.
09:40Mas para isso, precisaria ter a mídia apoiando,
09:43a população apoiando, e obviamente um judiciário
09:46que não solta as pessoas após colocar na cadeia.
09:49Então, eu acho que o debate pode ser mais simples
09:52e direto ao ponto.
09:54Se a gente ficar achando culpados, além da máquina pública
09:58e além do próprio judiciário,
10:00eu acho que a gente não ataca a raiz,
10:02e aí o problema não será solucionado.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado