- há 5 meses
- #jovempan
- #jovempannews
- #jpinternacional
A 80ª Assembleia Geral da ONU começa em meio a guerras e crises globais, mas a organização enfrenta ceticismo sobre sua capacidade de resolver conflitos. Enquanto potências emergentes, como os BRICS, buscam um novo protagonismo, o professor de Relações Internacionais, Danilo Porfírio de Castro Vieira, discute a real influência da ONU em um mundo de incertezas. Em pauta, as crises em Gaza e na Ucrânia, a fragilidade europeia e o futuro do multilateralismo.
Confira na íntegra: https://youtube.com/live/skjuL9p9ZBk
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
Threads:
https://www.threads.net/@jovempannews
Kwai:
https://kwai.com/@jovempannews
Canal no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#JovemPanNews
#JPInternacional
Confira na íntegra: https://youtube.com/live/skjuL9p9ZBk
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
Threads:
https://www.threads.net/@jovempannews
Kwai:
https://kwai.com/@jovempannews
Canal no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#JovemPanNews
#JPInternacional
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda.
00:02O JP Internacional dessa semana já está no ar
00:05e a gente começa o programa de hoje falando sobre expectativa.
00:10Expectativa para a 80ª edição da Assembleia Geral da ONU,
00:14com os debates entre os chefes de Estado,
00:16programado para a próxima terça-feira.
00:19Tradicionalmente, quem abre a sessão é sempre o presidente brasileiro
00:23e dessa vez não vai ser diferente.
00:25Em sequência, vem o presidente do país anfitrião, os Estados Unidos.
00:28E a ordem de sequência é definida por sorteio.
00:31A edição desse ano gera grande expectativa pelo momento em que o mundo atravessa.
00:36São guerras, conflitos, crises por todos os lados
00:39e tudo isso deve ser tratado na Assembleia da ONU lá em Nova Iorque.
00:44Mas será que alguma coisa vai mudar depois do encontro?
00:47É sobre isso que a gente conversa agora com o professor de Relações Internacionais,
00:51Danilo Porfírio de Castro Vieira.
00:53Professor, seja muito bem-vindo ao JP Internacional.
00:55Satisfação.
00:56Um prazer te receber aqui novamente.
00:58Vamos dar uma olhadinha no que deve ser destaque?
01:00A gente separou aqui esse mapa mental da Assembleia Geral da ONU
01:04com muitas questões para a gente trazer.
01:06Vamos dar uma voltinha por aqui.
01:08Meio ambiente vai ter discussão envolvendo a COP, COP30, aqui no Brasil,
01:13marcada para Belém.
01:15Liberdade de expressão, tema sempre muito atual.
01:18E agora, nos Estados Unidos especificamente,
01:21governança global.
01:22A gente sempre ouve falar, por exemplo, sobre reforma do Conselho de Segurança da ONU,
01:26a ONU estar ultrapassada ou não.
01:28Multilateralismo também está ligado nesse tema.
01:31A questão das tarifas impostas por Donald Trump está também bastante ligado a isso.
01:35Organização Mundial do Comércio, Organização Mundial da Saúde.
01:39Os BRICS, talvez, como uma forma de repensar a governança global.
01:44Um bloco que tem sido muito discutido, inclusive por Donald Trump.
01:48Aí, passando aqui por países individuais.
01:50O Sudão, país que atravessa uma guerra civil muito longa,
01:55devastadora no continente africano.
01:57Aqui está escondido.
01:58Mas Venezuela também.
02:00Claro, toda a tensão envolvendo os Estados Unidos.
02:03E a crise interna também com o presidente Nicolás Maduro.
02:06Irã, por conta, claro, da questão do arsenal nuclear.
02:10Vai ser destaque disso.
02:11Teve os ataques esse ano com o Israel e os Estados Unidos.
02:16Palestina.
02:17Dez países anunciaram que vão reconhecer o Estado palestino
02:21agora na Assembleia Geral da ONU.
02:23E a gente está falando aqui de países europeus,
02:25Canadá e Austrália, ou seja, países ricos, desenvolvidos,
02:28que até então não haviam se manifestado dessa forma.
02:31Gaza e Israel.
02:33Então, obviamente, a guerra que acontece já há quase dois anos,
02:37um pouquinho menos de dois anos.
02:38E a Ucrânia e a Rússia é um outro conflito que, bom,
02:41enfim, não precisamos nem falar da relevância desse conflito
02:45ao redor do mundo.
02:47Professor Danilo,
02:49qual é a sua aposta para tema que deve ser o principal?
02:53Você sabe que ficou faltando alguma coisa aqui nessa lista?
02:55Eu creio que você conseguiu abranger bem,
02:58abranger bem.
02:59Só que eu vou apostar dentre esses três sensíveis.
03:05A questão da guerra em Israel,
03:09a questão do drama palestino
03:12e da busca de alternativas para uma solução,
03:17entre eles a possibilidade ou não da criação de um Estado palestino,
03:22não há dúvida.
03:23Há a questão da guerra da Ucrânia.
03:28Os europeus têm muito interesse em discutir isso.
03:33Tratar da questão do direito de autonomia,
03:36de soberania da Ucrânia
03:38e das arbitrariedades da Rússia.
03:42E vejo também que, dentro da discussão do multilateralismo,
03:51existirão inúmeros países,
03:54entre eles, ligados ao BRICS,
03:56que questionarão as ações unilaterais dos norte-americanos.
04:04Entre eles, ações que são consideradas violações à soberania.
04:11Então, temos a questão do Brasil,
04:14temos a questão da Venezuela,
04:16temos a questão dos tensionamentos entre China e Estados Unidos.
04:22Então, eu acho que esses pontos serão, talvez,
04:26os basilares nas discussões da Assembleia Geral.
04:31Então, vamos começar falando de Gaza e Israel,
04:34Palestina, esse balaio também, vamos dizer assim.
04:38A gente tem dez países, pelo menos,
04:40que anunciaram que vão reconhecer o Estado Palestino.
04:43Tivemos, agora, na sexta-feira,
04:44Portugal anunciando que também vai reconhecer,
04:47que vai entrar nessa lista.
04:50Então, aqui a gente está falando
04:51é um movimento que foi encabeçado pela França,
04:53mas a gente teve adesão do Canadá,
04:55teve adesão da Bélgica,
04:56teve adesão da Austrália,
04:58vários países europeus aí também no meio.
05:00Agora, o reconhecimento do Estado Palestino
05:03por esses países europeus,
05:05pelo Canadá e pela Austrália também,
05:06ele é mais uma alegoria, professor?
05:09Ele não tem nada de...
05:10Ele não traz nada de substancial junto, não?
05:12Simbólico.
05:13Simbólico.
05:14Simbólico.
05:15O que nós temos que ver é que grande parte dos países
05:17que estão se manifestando
05:21pelo reconhecimento do Estado Palestino
05:25são europeus.
05:27Europeus.
05:28Sim.
05:28E, sinceramente, Fabrício,
05:32os europeus perderam o timing.
05:37Qual era o timing?
05:38Então, o timing foi alguns anos atrás.
05:41A questão, talvez, de 30 anos atrás,
05:44quando a União Europeia tinha realmente peso.
05:48E na época dos Acordos de Oslo.
05:50Ó, quando eu estou falando de 30 anos atrás,
05:52estou falando da década de 90.
05:53Não é?
05:54Da década de 90, início dos anos 2000.
05:56E não só a questão do Acordo de Oslo,
05:59que também é um ponto que nós temos que levantar aqui,
06:01mas o próprio protagonismo,
06:03o peso político da União Europeia.
06:05Nós estamos vendo, na prática,
06:07com a questão ucraniana,
06:08que os europeus não conseguem nem cuidar direito
06:11dos seus próprios interesses.
06:14Quanto mais determinarem o destino
06:19ou a criação de um país.
06:21É muito complicado.
06:22Quando a gente fala de União Europeia hoje,
06:26é um bloco que, de fato, perdeu toda a relevância.
06:30Qual é a posição da União Europeia hoje no cenário global?
06:33Percebe-se que a União Europeia militarmente é fragilizada.
06:39E, diplomaticamente, ela ainda tem força?
06:40Mas, diplomaticamente, ela tem força em países
06:45que possuem algum alinhamento histórico a ela.
06:48Mas, no que se refere a decisões globais,
06:51ela perde espaço.
06:54E por que que eu digo?
06:55Volto a dizer.
06:56O político não se sustenta, Fabrício,
06:59sem o militar e o econômico.
07:02A Europa tem sérios problemas de autodeterminação
07:08na perspectiva militar.
07:11Vejamos a crise que eles têm com os russos.
07:13Sim.
07:14E um segundo momento é a questão econômica.
07:16Nós sabemos hoje que os espaços outrora,
07:21vamos dizer, exercidos economicamente pela Europa,
07:24o protagonismo europeu,
07:26inclusive em função da indústria francesa e alemã,
07:30perde espaço, principalmente em relação aos chineses
07:34e aos próprios americanos.
07:36Sim.
07:37Então, se eu perco força econômica,
07:40se eu perco força militar,
07:43eu vou também perdendo o quê?
07:45Voz.
07:46Voz. Perfeito.
07:47Poder vocal.
07:48E a gente pode esperar, claramente,
07:51uma reação de Benjamin Netanyahu
07:52no discurso que ele deve fazer.
07:55Vamos lembrar que, ano passado,
07:57Benjamin Netanyahu levou um mapa
07:59mostrando o Irã
08:00e colocou o título em cima.
08:03A maldição.
08:04Ou seja, ele não poupa palavras,
08:06Benjamin Netanyahu.
08:07A gente sabe disso.
08:08Não há aqui nenhuma surpresa
08:10em relação à forma como
08:11Benjamin Netanyahu se comunica.
08:14Mas se você vai ter dez países
08:16anunciando o reconhecimento do Estado palestino,
08:19e possivelmente isso vai estar incluso
08:20no discurso de cada um dos chefes de Estado
08:22desses países,
08:24certamente a gente vai ter uma reação
08:26de Benjamin Netanyahu.
08:27Eu vou dizer para você
08:28que eu espero três coisas do Netanyahu.
08:31O didatismo dele,
08:34nas suas explicações,
08:36mapas, divagações.
08:39Sim.
08:39A sua contundência
08:42no que se refere
08:43à defesa dos seus posicionamentos
08:47e nenhuma novidade.
08:50A base de toda a discussão
08:51será o quê?
08:52Em torno da defesa
08:54da soberania de Israel,
08:56da ação
08:58contra o Hamas
09:00enquanto
09:01uma ameaça
09:02à segurança de Israel
09:04e justificando,
09:06obviamente,
09:07as ações
09:07contra o Irã.
09:09que chamaram
09:11muita atenção
09:12esse ano
09:13colocaram o mundo
09:14em um momento
09:15bastante delicado.
09:17A gente está falando
09:17de do Irã,
09:18um país que
09:19supostamente estaria
09:20produzindo armas nucleares.
09:22Isso chama
09:22muita atenção.
09:24A gente pode esperar
09:25alguma conversa
09:26nesse sentido?
09:28Um novo,
09:28talvez,
09:29não diria um novo,
09:31mas talvez
09:32uma atualização
09:33do Tratado
09:33de Não-Proliferação Nuclear?
09:35Eu acho que ainda
09:36esse projeto
09:37está distante,
09:39muito distante.
09:40O que eu percebo,
09:42Fabrício,
09:42é que,
09:43na verdade,
09:44o que está exposto
09:45é uma
09:47fragilização
09:49militar
09:51do Irã
09:54na região
09:54do Oriente Médio.
09:55Isso se externou
09:57com o ataque
09:58por Israel.
10:01Sabemos
10:01que algumas
10:02bases subterrâneas
10:04não foram
10:05atingidas,
10:06mas nós
10:07esperávamos
10:09ações mais
10:10contundentes
10:11do Irã
10:11que sempre
10:12receou
10:13em reagir
10:15e se mostrou
10:17o quê?
10:17Um rato
10:18que ruge.
10:20Falou grosso
10:21e não mostrou
10:23necessariamente
10:24para o que prometeu
10:25que viria.
10:27Não mostrou
10:27que veio,
10:28pois é.
10:28Vamos agora
10:29falar de Ucrânia
10:30e Rússia.
10:30Você destacou
10:31esse tema também.
10:32Já são
10:33três anos
10:34de conflito.
10:34Estamos caminhando
10:35para o quarto
10:35ano de guerra
10:36entre Ucrânia
10:37e Rússia.
10:38Tivemos conversas
10:39nas últimas semanas
10:41entre Donald Trump
10:42e Vladimir Putin.
10:44Depois o Trump
10:45chama
10:46Zelensky e líderes
10:47europeus
10:48para a Casa Branca
10:49para colocá-los
10:49a par
10:50da situação.
10:51No fim das contas,
10:52em português,
10:53bem claro,
10:53não deu em nada.
10:54A situação
10:55continua
10:55exatamente igual,
10:57sem mudanças.
10:58Mas essa é uma guerra
10:59que tem custos
11:00inclusive financeiros,
11:02até para os europeus,
11:03para o mundo todo.
11:04Um dos motivos
11:05da alta dos combustíveis
11:06está ligado
11:07a esse conflito,
11:08obviamente.
11:09E nesse momento
11:10sem perspectiva
11:11de fim.
11:13Quando o presidente Lula
11:14volta ao Palácio do Planalto
11:16em 2023,
11:17ele fala sobre
11:18fazer uma coalizão
11:19com lideranças internacionais
11:21interessadas pela paz.
11:22Esse assunto
11:23também acabou
11:23ficando
11:25debaixo dos panos.
11:26O que a gente
11:27pode esperar
11:28aqui nesse aspecto?
11:29Quanto às discussões
11:30na Assembleia,
11:32ao meu ver,
11:33apenas ataques
11:35recíprocos
11:35e justificação
11:37de testes.
11:37Perfeito.
11:38Porque a Rússia
11:40não está,
11:42e isso eu estou
11:42convicto,
11:43Fabrício,
11:45que a Rússia
11:46não está
11:46necessariamente
11:48preocupada
11:49em obtenção
11:51e simples
11:51manutenção
11:52de territórios
11:53ocupados.
11:54O que ela quer
11:55é conter
11:56qualquer possibilidade
11:59de influência
12:00da União Europeia,
12:02eu vou chamar aqui
12:03da Liga Ocidental
12:06aqui,
12:07representada
12:07pela União Europeia
12:08e pela OTAN,
12:10dentro daquilo
12:11que Putin
12:13acha ser
12:14zona
12:16de influência
12:17historicamente
12:19russa.
12:20Então,
12:20nós o que?
12:21Vamos ter
12:22a guerra
12:23prolongada
12:24enquanto
12:25essa situação
12:26de contenção
12:27não for
12:28resolvida.
12:29E os europeus
12:30não abrem mão
12:32do seu o quê?
12:34Das suas
12:35metas políticas,
12:37das suas
12:38ações políticas
12:39também na região.
12:39E a gente está
12:40vindo de uma semana
12:41de tensões
12:42com a Rússia
12:43colocando drones
12:44próximos da Polônia,
12:45isso chama muita atenção,
12:47também aviões
12:48que teriam sobrevoado
12:49ali a região de fronteira
12:50com a Estônia,
12:51todos os países
12:52da OTAN.
12:53Claro.
12:53Então, assim,
12:54o debate vem aquecido.
12:56Claro, não há dúvida
12:57alguma.
12:57Claro que o Putin
12:58tenta mostrar força
13:01fazendo exercícios
13:02militares
13:03em Belarus,
13:04na Bielorrússia.
13:07Surgem informações
13:09que, inclusive,
13:10são um tanto
13:11polêmicas
13:12sobre drones
13:13que foram
13:14encontrados
13:15na Polônia.
13:16Uhum.
13:16Não é?
13:17Foram encontrados...
13:18Isso gera
13:19uma sensação
13:20de insegurança
13:21e tensionamento
13:23dentro das grandes...
13:25Duas grandes forças
13:26dentro do
13:28grande
13:29continente
13:30eurasiano,
13:31Rússia
13:32e União Europeia.
13:33Tudo isso
13:33nos leva
13:34à discussão
13:34do multilateralismo
13:36e governança
13:37global.
13:38Muito se questiona
13:40sobre o formato
13:41do Conselho de Segurança
13:42da ONU.
13:43Cinco países permanentes,
13:44só para a gente ter ideia
13:45aqui do que a gente
13:45está tratando.
13:46essa semana,
13:47houve mais uma votação
13:48no Conselho de Segurança
13:49para tentar aprovar
13:50uma resolução
13:51pedindo um cessar-fogo
13:51na faixa de Gaza.
13:53Resultado final,
13:5414 votos a favor,
13:56um voto contra
13:57dos Estados Unidos,
13:58membro permanente
13:59do Conselho de Segurança
14:00e aí,
14:01quando o membro permanente
14:02vota contra,
14:03isso automaticamente
14:03derruba a resolução.
14:05Pois é.
14:06Ou seja,
14:07o presidente Lua
14:08já falou sobre isso
14:09algumas vezes
14:09e parece uma...
14:10é uma demanda
14:11de países emergentes,
14:12principalmente,
14:13de que haja
14:14uma modificação
14:14nesse sistema.
14:16Muitas regiões
14:16não estão representadas,
14:18a África,
14:18por exemplo,
14:19não está representada
14:20no Conselho de Segurança
14:21da ONU
14:21com assentos permanentes,
14:23a América Latina
14:24também não está,
14:25a Ásia é pouco representada
14:27pelo tamanho
14:28que ela tem,
14:29você tem grande parte
14:31da população mundial
14:32por lá.
14:34É viável hoje
14:35a gente repensar
14:35o Conselho de Segurança
14:36da ONU?
14:37É viável a gente
14:37repensar
14:39as organizações
14:40multilaterais
14:41que existem?
14:42Aqui eu vou ficar
14:43entre o dever ser
14:45e o ser.
14:45Ah, perfeito.
14:46O dever ser
14:47seria o ideal
14:48que o quê?
14:50Que um palco
14:51que, pelo menos,
14:52promete ser plural
14:53como a ONU,
14:56deve o quê?
14:58Zelar
14:58pela representatividade,
15:01pelo espaço efetivo
15:03de exposição,
15:05de voz
15:05e de tomadas de ação.
15:07só que nós sabemos
15:09que não funciona
15:10bem assim.
15:14Fabrício,
15:15você é jovem,
15:16eu sou já
15:17um senhor,
15:18um senhor,
15:20e eu ouço
15:21sobre reforma
15:23da ONU
15:24desde o tempo
15:27que eu tinha
15:27uma idade inferior
15:28à sua.
15:29Inferior à sua.
15:31Então,
15:32essa promessa
15:33de uma reformulação
15:35da ONU,
15:36ainda, ao meu ver,
15:37continua distante.
15:38É por isso
15:39que
15:40as potências
15:42em ascensão,
15:44China,
15:45Rússia,
15:45Índia,
15:47o Brasil,
15:48de alguma maneira,
15:49buscam o quê?
15:50Outros palcos
15:51de agir.
15:53E aí os BRICS.
15:53São os BRICS.
15:54Sim, perfeito.
15:55Esse é o ponto.
15:56Então,
15:56e volto a insistir
15:58o que sempre digo,
15:59nós,
16:00historicamente,
16:02no Brasil,
16:03superestimamos
16:05demais
16:05a ONU.
16:06a ONU
16:07nunca teve
16:08a força
16:08que esperamos
16:10que ela tivesse.
16:11Pois é.
16:12Bom,
16:12terça-feira,
16:13então,
16:13começam os debates,
16:15os discursos
16:16dos chefes de Estado.
16:17Você vai acompanhar
16:17tudo aqui ao vivo
16:19na Jovem Pan,
16:19tradução simultânea,
16:20serviço completo
16:21para quem nos acompanha
16:23em todas as plataformas.
16:24de comunidade?
16:33E aí
16:34você vai acompanhar
16:35no meu
16:36Valor do
Comentários